segunda-feira, 16 de maio de 2011

Futebol na Veia

Ontem era notável a dedicação dos pernambucanos para o futebol, pois o Sport e Santa Cruz jogaram para decidir a final do campeonato pernambucano de 2011. Desde cedo as ruas estavam vazias, lojas com pouco movimento e poucos carros transitavam pelos bairros do Recife, exceto no Arruda, onde a aglomeração de pessoas era bem considerável para assistir o jogo no estádio do José do Rêgo Maciel.
Um amigo de um vizinho chegou todo pronto às 10:00h e acordando os que ainda insistiam em dormir num dia de domingo nublado e um pouco frio. Saí à tarde para dar uma volta no Recife Antigo e as ruas não tinham o mundão de pessoas que geralmente encontramos e havia vagas de sobra nos estacionamentos que geralmente são disputados à tapa pelos motoristas.
O Santa Cruz terminou ganhando, mesmo com o gol do Sport. Havia saldo de gols e por isso a disputa ficou mais complicada. Quando voltei para casa, o trânsito estava ruim e as ruas já demonstravam que as pessoas estavam voltando para casa e entre insultos e buzinadas, o fluxo seguia, bem lento e com alguns pequenos incidentes.
O que é interessante salientar é a paixão que as pessoas tem pelo futebol e isso não é um sentimento pequeno e desprezível. Elas não medem esforços para torcer pelo seu time e em alguns momentos até exageram e fazem disso um pretexto para caírem na bebedeira e perder de vez os limites e respeito, já que ninguém aceita ser perdedor e o ganhador não consegue conter a sua alegria e soberba diante do adversário.
Ainda bem que não choveu. Foi um dia pesado, mas não chuvoso. Quem sabe se a chuva tivesse caído não teria esfriado a cabeça dos milhares de torcedores, mais de 60 mil, que lotaram o estádio no dia de ontem para gritar pelo seu time e com isso comemorar um título há muito esperado.
Hoje o que vi nas ruas foi um número considerável de torcedores vestindo a camisa do seu time, além dos carros que estavam bem enfeitados. Estavam mais calmos, mas não menos ansiosos de demonstrar a sua fúria de vitória.

domingo, 15 de maio de 2011

Mas, que nada...

A maioria das pessoas não entende o significado das palavras e termina interpretando algumas situações de acordo com a sua ignorância ou pelo que querem entender. É complicado chegar a um nível de entendimento satisfatório com pessoas bloqueadas e cheias de problemas para resolver na vida pessoal e profissional. Estas terminam buscando encontrar um responsável para as suas falhas de conhecimento e isso é algo que mina alguns relacionamentos, já que ninguém suporta ser responsabilizado por aquilo que não tem culpa nenhuma e que nem contribuiu de forma negativa para que acontecesse.
Explicar sempre as mesmas coisas para algumas pessoas nos dá uma sensação de desânimo, pois sempre pensamos o seguinte: ou minha comunicação está falha, ou a pessoa que recebe a informação tem uma dificuldade elevada para chegar a um nível de entendimento satisfatório das situações que são vivenciadas diariamente por todos.
Acredito no aprendizado e sei que só depende de nós esta melhoria nas nossas vidas, mas infelizmente a maioria das pessoas só quer realizar as atividades da forma mais preguiçosa possível sem ter a atitude necessária para buscar aprimorar a sua percepção e com isso sempre ter os melhores resultados e práticas naquilo que for desempenhar.
Repetir uma informação muitas vezes para uma pessoa é até constrangedor e irritante e confesso que não tenho muita paciência para isso, pois percebo que na maior parte das vezes há um descaso com a informação e não o compromisso de ter a informação retida na mente para que seja utilizada futuramente, sem que haja necessidade de ficar perguntando em vão o que já foi dito várias vezes.
Apreender é essencial...

sábado, 14 de maio de 2011

Trilha - Mata do Pau Ferro

Hoje segui até o município de Pesqueira, aqui em Pernambuco, para conhecer a Mata do Pau Ferro, que tem este nome devido a uma enorme árvore que fica no meio do local e que tem caule e copa grandiosos que se destacam na vegetação.
Foram quase mil metros de subida dentro de uma mata fechada, mas com clareiras para que pudéssemos contemplar o sol e também observar a natureza perfeita e verde, devido ao período de chuvas. O clima por lá estava bom e durante toda a caminhada não choveu, mas também não fez aquele sol de torrar como geralmente acontece nesses dias de caminhada.
Foram mais ou menos 20 pessoas para a trilha e em todos os momentos houve grandes passagens por cachoeiras, rios, vegetação agreste, vales, fazendas, além de termos encontrado muitos animais pelo caminho. Logo no início, encontramos uma cobra cega e depois vieram os outros menos inofensivos.
A surpresa do dia foi ter encontrado uma tribo indígena dentro da mata, a qual estava fazendo um ritual em homenagem à mata e à Nossa Senhora da Guia. Foi interessante notar aquela manifestação cultural e saber que mesmo os índios tendo pouco das tradições antigas, ainda conservam alguns ritos religiosos bem formados.
Houve momentos de grande contemplação da natureza e a sensação que tínhamos era que o ar refrigerado estava ligado em todos os lugares, pois o alto nível das montanhas aliado à vegetação densa, criava um clima fresco e que nos dava pouco calor.
No total foram 12 km de caminhada entre subidas, descidas, quedas, escorregões, abelhas, formigas pretas, galhos pata de gato e outras surpresinhas que nos fizeram ter ao final da caminhada alguns arranhões, cortes ou irritações na pele.
Tudo isso vale quando voltamos para casa e relembramos os momentos passados, pois a natureza não tem fim e saber que ela é tão grandiosa e que Deus a criou tão lindamente é algo sem descrição. Por mais que eu falasse não teria palavras.
Fica a foto de uma parte do grupo, num momento "entardecer" no alto do Morro do Pau Ferro, quando o cansaço já era presente e o descanso se fazia necessário.
Na volta, paradinha costumeira em Encruzilhada de São João para um jantar regional e um café bem quentinho para esquentar o corpo.
Até a próxima aventura...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

É possível conter a natureza?

Aqui na Região Metropolitana, mais especificamente nos municípios de Recife, Jaboatão e Olinda, o avanço do mar tem tomado proporções grandiosas e em muitos lugares das orlas destas três cidades, não há mais faixa de terra disponível para as pessoas quando a maré está cheia. Em alguns pontos, mesmo com a maré baixa, o nível de água é alto.
Quando vim morar aqui no Recife, o avanço do mar em Boa Viagem era até o Hotel Atlante Plaza e hoje está em frente ao Edifício Castelinho, que está a mais de 1km de distância. Isso é preocupante, já que a cada dia vamos notando que o mar está vindo tomar conta do que é seu e que foi tirado pelo homem com as construções em locais inadequados.
As pessoas não se contentam em morar num bairro litorâneo e querem morar dentro do mar. Dá nisso...
A quantidade de prédios que existem nas proximidades do mar, na praia de Boa Viagem, é impressionante e causa até um espanto para aqueles que encontram uma paisagem bem diferente em outras capitas, quando há restrição de construções em relação à distância e altura.
A paisagem fica alterada e a praia cheia de pedras e sacos de areia, que são usados para fazer as contenções que nem sempre conseguem surtir o efeito esperado e deixar a paisagem agradável aos olhos.
Recife tem uma orla bonita, bem visitada e com um calçadão bem organizado, mas as interferências naturais estão cada dia maiores e comprometendo o que temos de bonito para ser mostrado.
Em Piedade, que é um bairro da cidade de Jaboatão dos Guararapes, alguns edifícios já estão comprometidos e a água do mar tomou conta das piscinas e áreas de lazer que ficavam à beira mar. Em alguns casos a situação é tão grave que só de olhar ficamos sem entender como ainda as pessoas residem em tais locais, pois o perigo de uma alta demasiada na maré pode causar estragos irreversíveis.
Em Olinda não há nem espaço para a praia e por isso não vou nem comentar. Já era...
Nossa sorte é que somos um país onde as calamidades vindas de ordem natural não são muitas e dificilmente teremos um furação ou tsunami que aumente a fúria do mar. Se isso fosse possível, acho que Recife nem existia mais, pois por onde você olhar só percebe água, seja no verão ou no inverno.
Se não é água do mar é do rio, ou as duas misturadas...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Palco Giratório

O projeto Palco Giratório, que é patrocinado pelo SESC, traz a cada ano muitas apresentações de teatro e dança para as principais cidades brasileiras e em todas elas a programação é de grande porte e agracia todos os públicos e gostos.
Neste mês de Maio o Recife recebe ótimas atrações, em vários locais da cidade. O preço de tudo isso é outra forma de divulgar ainda mais a arte, pois no máximo o público pagará R$ 10,00 para ver um espetáculo nacional ou internacional.
São artistas que fazem a diferença em todas as apresentações e poderemos aprender muito com todas as oportunidades de diversão oferecidas, pois sempre a música, a dança e a interpretação aprimoram o homem e fazem dele uma pessoa mais capaz de superar as suas dificuldades diárias e com isso entender melhor o seu mundo e as pessoas que interagem com ele.
Adoro o teatro de bonecos e algumas apresentações estão previstas para este ano, quando companhias de vários lugares do mundo mostrarão os seus meios de divertir e de trabalhar o sentimento através de um boneco sem vida, mas que nas mãos de uma pessoa experiente, consegue exprimir sentimentos e muita alegria.
O SESC tem esse perfil, que eu acho grandioso, que é o de incentivar a cultura de forma grandiosa e sempre possibilitar ótimas realizações. A unidade de Garanhuns sempre oferece ótimas opções de lazer e de espetáculos diferenciados, seja nas suas unidades ou no período do Festival de Inverno.
Nas unidades do Recife não é diferente e já tive oportunidade de participar de eventos de grande significado para a arte e também para o conteúdo cultural da cidade, que ainda engatinha neste quesito, quando apresenta, na sua maioria, espetáculos de teatro voltados para o “pastelão” e que muitas vezes não trazem a essência da criatividade e da interpretação, mas sim da baixaria.
Baixaria todo mundo faz, mas teatro é para poucos.
Sucesso ao Palco Giratório, que gira, gira, mas sempre tem ótimas opções e todas elas premiadas e que proporcionam ao público grandes chances de entretenimento.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Mania Coletiva

As compras coletivas estão se tornando uma mania nacional e adquirir produtos e serviços a preços mais baratos, através destes sites, é uma pratica cada dia mais comum e atraente, mas que merece atenção das pessoas para que leiam atentamente todas as regras das vendas e não venham realizar aquisições impossíveis de serem cumpridas, causando ao invés de economia, um grande prejuízo financeiro.
Todos os anúncios são atraentes e enchem os olhos daqueles que tem o seu lado consumista aguçado; se a prática for feita de forma adequada, realmente causa bons frutos para as pessoas que adquirem as ofertas disponíveis e tidas como imperdíveis.
O comércio virtual só cresce e as facilidades que ele nos proporciona são infinitas e para todos os gostos, afinal quem não gosta de comprar com facilidade e tendo um preço razoável na hora do pagamento?
Eu prefiro comprar virtualmente muitos produtos e até hoje não tive problemas com as empresas que escolhi, pois é essencial analisar o histórico de todas elas e com isso garantir mais segurança na hora da compra, evitando problemas com clonagem de cartões e senhas. Quem tem medo de fornecer os dados dos cartões de crédito, é melhor comprar através de boleto bancário, já que esta forma não exige disponibilidade de dados, além dos já fornecidos no cadastro.
Vejo as compras coletivas como uma forma criativa que as empresas encontraram de manter um nível de consumo linear nas suas unidades e com isso evitar a sazonalidade tão característica em algumas épocas do ano para alguns serviços ou produtos.
Pacotes em hotéis nessa época ficam baratinhos e como no Nordeste o tempo sempre tende a ficar com sol, não é arriscado efetuar uma compra do tipo, algo que é mais complicado em lugares mais frios e com tendência a tempo mais irregular.
Uma dica é evitar comprar algo que tenha um prazo de aquisição muito pequeno, já que se este não for cumprido, o dinheiro será perdido e não devolvido ao comprador. A responsabilidade é mais de quem compra e não de quem vende, uma vez que nesta modalidade de serviço, a leitura das condições de negócio são essenciais para o sucesso de qualquer pessoa.
Coletivamente os preços são melhores, mas as preocupações também podem seguir a mesma linha de pensamento.
Não custa nada ter cuidado...

terça-feira, 10 de maio de 2011

O Saldo das Chuvas

Nestes últimos dias, a chuva amenizou aqui no Recife e região e podemos agora ver os resultados de um período de grandes destruições onde muitas pessoas perderam suas casas e bens, novamente.
As ruas do Recife estão cada dia piores, pois agora andamos em buracos e de vez em quando caímos na pista. É impressionante como as crateras lunares estão cada dia mais evidentes e comprometem o trânsito e paciência das pessoas. Carros danificados nas ruas são outra realidade e quem lucra com esta história são as oficinas que estão cada dia mais lotadas.
Falei com amigos e amigas que moram em Palmares, Catende e Água Preta, cidades atingidas e que se encontram em estado de calamidade pública, e eles me falaram que a situação, apesar de ruim, foi bem melhor que a do ano passado já que este ano algumas áreas não foram atingidas e as que sofreram tiveram menos estragos.
O que é bem marcante em todos eles é a tristeza de ter todo o esforço indo por água abaixo e o cansaço de ficar arrumando algo que depois será novamente deteriorado. A lama toma conta das casas, sendo difícil salvar os móveis ou colocá-los em locais mais altos porque o nível da água sobe tão rápido que compromete tudo e deixa um saldo bem negativo nas casas das pessoas que terminam ficando sem nada e tendo que reconstruir uma vida que ainda estava em construção, pois há 11 meses esta era a realidade em todos estes municípios.
Não tive problemas na minha rua e as águas que me incomodaram estavam no percurso casa-trabalho-casa e isso já é uma grande agonia, uma vez que tenho que sair bem mais cedo de casa e contar com uma ajuda de São Pedro para amenizar nas águas e com isso evitar um desgaste na volta para casa.
É difícil não ficar com a casa com cheiro de mofo e com muitas roupas molhadas esperando pelo calor do sol. As chuvas são necessárias, mas quando acontecem em grande quantidade e em locais que não possuem estrutura, o dano é lamentável e só traz preocupações.
Estamos indo...
Ainda chove, mas bem menos do que na semana passada.
Agora é organizar a vida, levantar a cabeça e seguir em frente nesse mar de grandes tormentas.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...