domingo, 7 de agosto de 2016

Registros do Festival de Inverno de Garanhuns


Antes tarde do que nunca...

Este ano não vivenciei o Festival de Inverno de Garanhuns como desejava, pois a agenda de compromissos não deixou que eu permanecesse muito tempo em Garanhuns. Mesmo assim tive a oportunidade de ver as cantoras Elza Soares, que apresentou o show A Mulher do Fim do MundoGal Costa, lançando o seu álbum Estratosférica; a Karina Buhr, mais Selvática do que nunca; Larissa Luz extremamente competente com o seu Território Conquistado e Karynna Spinelli mostrando o samba de terreiro com o espetáculo Negona.
Apresentações lindas e dignas de aplauso.







sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Pokémon Go Recifense

A febre do Pokémon Go chegou ao Recife, mas nós já tínhamos este jogo bem presente nas nossas vidas, só que ao contrário.
Enquanto no jogo virtual nós caçamos os Pokémons, na vida real somos caçados pelosPokémons Marginais que nos matam, assaltam e fazem de tudo para deixar a sociedade assustada com tantas incidências de assaltos e violência.
Há quem fale que a crise econômica esteja causando este fenômeno, mas eu digo que o fator principal é a falta de caráter das pessoas que procuram um meio fácil e indigno de ganharem a vida, sempre buscando o proveito duvidoso naquilo que fazem.
Basta encontrarmos uma moto na rua, ocupada por duas pessoas com capacete, que já ficamos assustados; como se já não bastasse os motoqueiros serem associados à contravenção do trânsito, agora são vistos como marginais, já que muitos assaltos são praticados por estes Pokémons Cabeçudos e coloridos, os quais não perdem a força na hora de acelerar e fugir da polícia.
Em poucos dias tive informações de muitas tentativas de assalto e vi outras serem consumadas. A insegurança é tão grande que nos deixa amedrontados e sem coragem de ir e vir nas nossas atividades diárias, já que muitas vezes os ônibus e carros também estão sendo assaltados por outra espécie de marginal, o Pokémon Pipoqueiro, que fica nos sinais de trânsito fingindo que vende o pipocão e quando menos esperamos, lá vem a bomba.
São caixas eletrônicos sendo explodidos diariamente pelos Pokémons Explosivos, que evoluem a cada dia na arte de causar destruição e de colocar em risco muitas vidas com as suas ações destrutivas e sem o mínimo de controle.
Muito cuidado, minha gente, os Pokémons Recifenses estão soltos!
A cidade está invadida e as pessoas honestas estão escondidas, com medo do ataque destas criaturas abomináveis e que nada acrescentam às nossas vidas. Espero que as autoridades ligadas à segurança tomem uma providência urgente, pois não estamos encontrando na rua uma espécie de antídoto que era muito comum no passado: O Pokémon Policial.
Onde estão? Como vivem? Como evoluíram?
Ninguém sabe...
Será que os Pokémons os destruíram ou será que eles evoluíram e agora assumiram o papel oposto? 
Nesses tempos de desordem nem sabemos mais em quem confiar e saber quem é quem neste jogo real é bem complicado e nos intimida diariamente.
Salvem a sociedade!
Capturem os Pokémons Recifenses
A sociedade está prisioneira e aflita com tantos monstrinhos soltos...

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Trilha dos Túneis


De volta para o meu interior...
Dia agradável, descobrindo a antiga linha férrea do Estado de Pernambuco. 
História revisitada.

Fotografia: Marleide Angélica, a Mulher do Fim do Túnel
Ela se acha!


Detalhes da natureza...



Ponte Cascavel, Gravatá - PE
Antiga ponte utilizada na linha férrea do Estado de Pernambuco.


Construções irregulares no local onde antes existia a linha férrea do Estado.
A preservação da nossa história é péssima e muitos equívocos são realizados em favor da exploração descontrolada de habitações não fiscalizadas pelo poder público.


É cada puxadinho que encontrarmos por aí...
Como se não bastasse a engenharia precária, o lixo e o esgoto são jogados morro abaixo.
Uma forma rápida e fácil de degradar o meio ambiente e de favorecer a erosão e deslizamentos em períodos de chuva.
O município tem sua culpa por não fiscalizar obras do tipo, mas a população abusa da capacidade de avacalhar tudo ao seu redor.


Um passeio pelas antigas linhas férreas do nosso Estado.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Montevidéu


Última parada da nossa jornada: Montevidéu, capital do Uruguai.
Cidade bem organizada, com atrativos medianos e com um alto custo de vida. Tudo é caríssimo por lá, já que pouco é produzido no país e a maioria dos produtos é fruto da importação.
Gostei de ter visitado, pois pude conhecer um pouco da vida da cidade e de como o desenvolvimento econômico e social do país, que tem mais gado que gente, é diferente do nosso.
Apesar das dificuldades, a distribuição de renda é mais igualitária e a população tem acesso a uma boa educação e saúde.
98% da população é alfabetizada e para se conseguir um emprego é exigido o liceu, que é o nosso ensino médio. Sem ele o mercado de trabalho não existe. É uma obrigação estudar e o governo se encarrega de mandar anualmente para as famílias a solicitação de matrícula, onde devem escolher que escola preferem estudar.
Escola pública é melhor que particular e todos os recursos são oferecidos gratuitamente para que os alunos estudem.
Dessa forma, a sociedade é mais equilibrada, as pessoas são mais conscientes e terminam refletindo isso no cotidiano e em tudo que fazem.
O Brasil possui riquezas infinitas, nem vou comparar porque seria injusto, mas a nossa maior pobreza ainda é a educação e a falta de consciência da nossa população que não sabe ainda o rumo que tomar, mesmo após mais de 500 anos de independência.
A viagem aos países irmãos nos mostrou algo que já imaginávamos: somos um povo diferente mesmo, em tudo.


No Uruguai, o sol é bem presente em tudo, fruto da representação da sua bandeira que possui um sol com rosto.
O teatro mais famoso da cidade, o Solis, não poderia ficar isolado e carrega consigo esta característica bem marcante. Fica no centro da cidade e na semana que estávamos por lá, haveria uma apresentação de uma brasileira querida, a cantora Roberta Sá. 
É bem comum escutarmos artistas brasileiros nas rádios da cidade e em uma das lojas que entramos a trilha sonora era o "É o Tchan", com a sua famosa "boquinha da garrafa".
Nossa música é bem vinda por todos os lugares!


Olha os preços das carnes...
Tudo é um absurdo e comprar um casaco ou uma calça pode representar um desembolso de 3000 pesos brincando e sem chances de parcelamento.
Lá o pagamento em "Efectivo" é o mais usado e quando há financiamento é em poucas "Cuotas" e geralmente com juros.
As "Tarjetas" são meio injustas com aqueles que adoram dividir em milhões de parcelas.

Efectivo - Dinheiro 
Cuotas - Parcelas
Tarjetas - Cartão de crédito ou débito


Museu do Carnaval
No país, o carnaval dura 45 dias e tem tradições bem formadas nas fantasias e num dos ritmos mais famosos, o "Candombe".
Tal manifestação lembra um pouco o "Tambor de Crioula", "Candomblé" e "Maracatu", danças tipicamente brasileiras.
Apesar da duração, o carnaval de lá é bem mais calmo que o nosso e não mobiliza o país como aqui acontece.




Mercado del Puerto
Local ideal para se conhecer a culinária típica do país, embora tenha um efeito colateral nada agradável: como todas as carnes são assadas na hora, em fogos de lenha e bem próximos dos clientes, é inevitável sairmos de lá cheirando a fumaça, algo não muito agradável.
Lá também podemos comprar lembrancinhas por preços mais agradáveis e justos.


Feirinha de Antiguidades no centro de Montevidéu...
Eu adorava...


Antigo portão de acesso à cidade de Montevidéu.
A cidade era cercada por um muro e quem chegava, através da navegação, tinha horário certo para entrar no município.
Com o crescimento da cidade, restou somente o portal de entrada para contar a história.


No Uruguai a maconha é liberada para consumo e cultivo. Somente o tráfico é ilegal.
Lojas para vender o produto são bem comuns e o cheiro da erva nas ruas é algo muito fácil de ser encontrado.
Os maconheiros piram!


Cafeteria e Cervecería La Pasiva
Como se não bastasse o nome, o cardápio ainda trazia este desenho...
Coisas da linguagem...


Fuente de Los Candados
Os visitantes da cidade possuem o costume de deixar um cadeado na fonte, com as iniciais ou nomes gravados, como forma de dar sorte para novas visitas.
A fonte está lotada de cadeados e fica quase impossível colocar outros no local.


Gitaaana!!
Lembrei de Dona Encarnação...
Acho que estava com saudade da novela Velho Chico.


Bienvenidos...
Até a próxima!!
A jornada foi cansativa, mas valeu a pena.

sábado, 30 de julho de 2016

Piria e Punta


Capela de Santo Antônio, Piriápolis - Uruguai
No alto da colina, uma visão panorâmica de um dos balneários mais famosos do Uruguai. Local de devoção ao santo casamenteiro.
Destaque para o anjo de metal que, dependendo da posição que olhamos, não representa nada. Somente em determinados ângulos podemos ver o anjo formado e suas asas.
Detalhes dos artistas plásticos inteligentes que nos presenteiam com suas obras fabulosas.


Casapueblo, Punta del Este - Uruguai
Casa museu erguida pelo artista plástico Carlos Páez Vilaró e pelos pescadores das redondezas. Representa o sol e a mulher, especialmente a esposa do artista.
Toda feita por mãos, a casa é bem disforme e parece um polvo encrustado na montanha. Visão única e perfeita do mar.
No local podemos apreciar as obras e a vida do artista e comprar lembranças de viagem ou até peças inspiradas na sua arte.


Puente Leonel Viera, Punta del Este - Uruguai
A ponte é bem modernista, pois tem ondulações bem acentuadas e faz com que a sensação seja de uma montanha russa quando passamos com um pouco mais de velocidade.
Destaque para a arquitetura moderna e que foi fruto da imaginação fértil de um estudante.


La Mano, Playa Brava, Punta del Este - Uruguai
O símbolo do balneário mais famoso e luxuoso do Uruguai, onde a ostentação está por todos os lugares, fazendo do local o preferido das celebridades e abastados.
O monumento representa o homem integrado à natureza, mas isso está cada dia mais raro em Punta, já que o crescimento imobiliário afasta a natureza e cria monstros de concreto por todos os lados.
É um local interessante para ser conhecido, mas não achei que os atrativos justifiquem a fama, pois as praias são cheias de pedras, revoltas e bem geladas.
Acho que estou mal acostumado com as nossas piscininhas naturais e mornas... Será?
O destaque para o local são as inúmeras opções de lojas e de gastronomia. Lá estão muitos cassinos também e isso é o ponto de partida para quem gosta de gastar um dinheirinho a mais.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Colônia del Sacramento


Colônia del Sacramento, Uruguai
Local calmo, ideal para apreciar museus, restaurantes e cafeterias.
Um passeio pela parte histórica da cidade nos possibilita uma viagem ao passado, que foi marcado pela colonização portuguesa e espanhola.


Museu das Coleções
Uma visita ao local nos possibilitou conhecer a maior coleção de lápis do mundo, além de outras de chaveiros, cinzeiros, botons, vidros de perfume e caixas de fósforo.
Após a visita, ainda podemos desfrutar de uma degustação de geléias e doce de leite, produzidos na fazenda que abriga o grande acervo de coleções, que são fruto da paixão do seu dono por pequenos objetos.


Em cada cantinho de Colônia del Sacramento encontramos um detalhe que deve ser observado. Tudo é muito charmoso e respira romantismo e calmaria.


Basílica del Santísimo Sacramento, igreja simples e bem visitada, símbolo da cidade.


Feirinha de artesanato em Colônia del Sacramento...


A cidade respira o romantismo...
É bem comum encontrarmos casais registrando os seus momentos durante a passagem pelo centro histórico.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Bariloche


Árvores cobertas com crochê. 
Uma forma criativa e bonita de decorar a cidade e de mostrar que ali o frio não é brincadeira.


A Fantástica Fábrica de Chocolates
Foi esta a impressão que tive quando passei em frente à loja da Rapanui Chocolates Artesanais.
Cheiro bom, cascata de chocolate quente e muitas delícias expostas na vitrine.
Preços? Salgadinhos, né?


Bariloche é lugar de tomar sorvete, digo, helados!
Era bem tarde e as sorveterias ferviam com o movimento intenso. Parecia que o frio não existia e as pessoas tomavam os "helados" com muito fervor.
A Mamuschka sempre estava movimentada.


Cerro Catedral
Para chegar até o local mais famoso das montanhas geladas de Bariloche, usamos o ônibus urbano e pagamos passagem com o mesmo cartão magnético de ônibus que usamos em Buenos Aires.
Em qualquer lugar do país o mesmo cartão é utilizado e o "SUB" termina sendo um aliado para as viagens, já que os ônibus, metrôs e trens aceitam a forma de pagamento.
Sim, outra curiosidade... 
Os ônibus não possuem catraca e cada pessoa paga a sua passagem noleitor disponível na entrada do coletivo, sem agonias, invasões ou baixaria.
Motorista trabalha sozinho e não há cobrador, somente a informatização e, claro, a civilização.


Quando chegamos lá, a neve estava caindo e o frio era intenso, o que favorecia as nossas intenções na neve; como todo mundo era matuto, a vontade era aproveitar o que viesse pela nossa frente.

Claro que afundamos na neve, enfrentamos nevasca, fizemos boneco de neve, fizemos guerra de neve, provamos da neve, congelamos o nariz e ficamos bestinhas com tudo aquilo.
Normal para quem vive num lugar quente como o Recife e gelo só existe nos congeladores antigos, pois nos modernos é tudo "frost free".


Hotel no meio da neve em Bariloche...
Divertido mesmo é ficar no Centro Cívico e o isolamento dos hotéis na neve servem apenas para aqueles que não querem contato com o mundo.
Mesmo isolados, os hotéis possuem nas suas redondezas restaurantes e lojas para os turistas, ainda que isso possa representar estratosféricos preços para os produtos mais elementares.


Totalmente adaptado à neve...


A água congela antes de cair do telhado...


O sol também brilha na neve, embora isso não faça o menor efeito...
O frio é intenso e o astro rei serve apenas para deixar o dia mais claro, até que uma nuvem gelada apareça e faça a neve cair novamente.


Os teleféricos nos levam ao alto, muito alto...
A sensação é muito boa e ver um mundo gelado lá de cima parece cena de um filme...


Cada montanha possui um ou mais refúgios, que são os locais onde podemos tomar um café, chocolate quente ou simplesmente aquecer o corpo para enfrentar a neve novamente.
Passar muito tempo exposto ao frio é bem complicado, pois tem horas que o corpo dói e você começa a não ter muita sensibilidade em algumas partes, como o nariz e ponta dos dedos.


Chegamos ao ponto mais alto do nosso desafio e a visão era bela...
Foi nesta hora que afundei na neve e lembrei de uma trilha que fiz em Campina Grande, Paraíba.
Lá afundei na lama e fiquei desesperado, pois não tinha mobilidade alguma para sair dali.
A neve veio na minha coxa e fiquei afundado. A solução foi jogar o corpo, literalmente, e sair rolando para tentar pisar em um local mais seguro.
A neve engana, pois como ela é flocada e vai se acumulando, você termina pisando em terreno inseguro e que não oferece uma boa aderência.


Cafeteria Giratória, no Cerro Otto.
Ficar lá no alto, tomando um cafezinho e vendo a paisagem em 360 graus, é bem interessante. 
Ela gira bem devagar e vai nos mostrando as belezas da cidade.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...