domingo, 16 de agosto de 2015

Olhos de Luzes

O meu coração flutua nessa tua divindade
É tão bom a gente amar, sentir felicidade
E eu que sou um beija-flor, quero o pólen do seu amor
Para te dar muito carinho, mil beijinhos de mansinho
Envolvido nos teus braços eu me sinto um carneirinho
A sua temperatura aquece o meu corpo todinho
Seu jeito de amar me faz imaginar que eu sou uma nuvem a flutuar
E esse seus olhos de luzes
É só olhar pra eu me apaixonar

Baby do Brasil

sábado, 15 de agosto de 2015

Buracão Revisitado

Após termos pernoitado na cidade de Ibicoara, o que facilitou muito o nosso deslocamento, saímos em direção ao nosso último destino na Chapada Diamantina: a bela e desafiadora Cachoeira do Buracão.
Saímos cedo para aproveitar bem o dia e o caminho de terra que nos deu acesso ao Parque Municipal do Espalhado estava até em boa conservação, embora as dificuldades existissem em alguns trechos que receberam interferências das chuvas da noite anterior. Chegamos cedo e contratamos um guia local, o Alessandro. 
A caminhada para chegar até a Cachoeira do Buracão é bem leve e passamos por alguns lugares interessantes, como a Cachoeira das Orquídeas e a Cachoeira do Recanto Verde, esta última bem diferenciada por suas águas descerem para o subsolo, formando um rio subterrâneo e deixando os visitantes ainda mais admirados coma sua beleza.
No caminho é possível avistar a Cachoeira do Buracão por cima e de qualquer ângulo ela é bonita e nos provoca. Ao chegarmos ao início da aventura propriamente dita, temos que usar um colete salva-vidas para seguir em frente, pois a grande correnteza do local é um perigo para aqueles que não possuem muita habilidade com a arte na natação, como é o meu caso.
Eu nem fôlego tenho, imagina habilidade para nadar...
Tinha que usar o colete mesmo e ir devagar até o ponto mais bonito da trilha, que é a visão da queda d'água da cachoeira. Algumas pessoas se arriscam e vão pelas pedras, mas eu não confiei e achei melhor seguir pela água mesmo, ainda que por alguns momentos o medo falasse mais alto e me deixasse apreensivo naquele mundo de água escura e que não nos possibilitava uma boa visão do que tínhamos ao nosso lado. Parei algumas vezes mas consegui chegar até o fim da corredeira que é cercada por paredões de pedra, altos e bem escuros. Um espetáculo da natureza que só vendo para crer.
Tomei banho e fiquei contemplando a Cachoeira do Buracão e ainda registrando algumas fotos, pois a minha câmera chegou lá intacta sob os cuidados do guia que a levou pelo caminho seco, que fica nas pedras.
Na volta, deixei o rio me levar e segui lentamente pela corredeira até o ponto inicial da aventura das águas. Era hora de contemplar com calma a grandiosidade do espaço e guardar na memória cada detalhe.
Foi este o desfecho de uma semana maravilhosa, em contato com a natureza e que ainda serviu para comemorar o meu aniversário que aconteceria no dia seguinte. Voltamos para a cidade de Lençóis e a viagem durou aproximadamente três horas, numa estrada que variava de boa a ruim, dependendo da quantidade de buracos que encontrávamos. Ainda pegamos uma chuva muito forte no caminho e em alguns momentos a visibilidade ficou péssima nos fazendo diminuir bem a velocidade e redobrar a atenção. Chegamos na cidade de Lençóis no início da noite, sob chuva fina e constante e com muito movimento de visitantes. Saí do município no dia do meu aniversário e a volta para casa foi tranquila; passar este dia viajando foi algo inusitado, porém com um gostinho diferente de missão cumprida, com muita satisfação.
Gostei muito desta nova passagem pela Chapada Diamantina e o desejo de voltar é muito forte, algo que pretendo realizar em breve.


















sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Vale do Pati - Quinto Dia

Saímos cedinho da casa de Dona Léa para termos mais tempo disponível naquele último dia no Vale do Pati e logo de cara tivemos uma subida bem acentuada, porém sem lama. Se descer o Mirante da Rampa foi bom, não posso dizer o mesmo do caminho inverso, pois o desgaste foi grande e o frio e neblina tornavam a caminhada ainda mais difícil. Se no primeiro dia a visão do local era de pura beleza, neste último, a sensação foi um pouco frustrante, pois a neblina fechada não nos deu possibilidade de nos despedirmos do local com muita contemplação. Mesmo assim valeu a visão e seguimos em frente.
Os Gerais do Rio Preto estavam sem muita lama e a caminhada foi bem tranquila, acho que por já conhecermos o caminho ele ficou menos árduo e pudemos andar mais rápido. A descida da Serra da Rampa foi bem rápida e conseguimos chegar ao nosso destino final no início da tarde, o que possibilitou uma viagem tranquila para a cidade de Ibicoara, o nosso último destino e que serviria de base para a nosso desafio final, a Cachoeira do Buracão.
No final do passeio, encontramos um grupo de mulas transportando alimentos e outros materiais para os moradores do Vale do Pati, sendo esta uma das formas de locomoção mais comuns depois das caminhadas, claro.
Saindo de lá, seguimos para o Poço Encantado, na cidade de Itaetê, um local belo e com um acesso terrível, já que a estrada ruim é um desrespeito aos visitantes e faz com que a visitação seja feita de forma rara, o que era possível de ser percebido na baixa movimentação do local. Defendo que locais belos devem ser preservados, mas o acesso, mesmo simples, deve ser digno. Considero o acesso ao Poço Encantado uma vergonha, algo que afasta os visitantes do local e deixa este belo espaço esquecido nos roteiros dos guias turísticos.
No caminho de volta, passamos pela cidade de Mucugê, onde conhecemos o museu da cidade, que abriga muitos objetos da época do garimpo e que demonstram um pouco de como as pessoas viviam naquela época. A cidade é bem charmosa e possui muitos artesanatos e restaurantes, além de cafeterias bem adaptadas ao clima local.
A recém reformada Igreja de Santa Isabel foi uma das nossas paradas, assim como o cemitério que leva o mesmo nome, mas que é conhecido como Cemitério Bizantino pelo tipo das suas construções, edificadas em pedras.
Dormimos em Ibicoara e encontrar hotel disponível foi uma tarefa meio complicada, já que a maioria dos estabelecimentos comerciais do ramo estão alugados para empresas que desenvolvem trabalhos na área de energia no Estado da Bahia. Mais uma vez o turismo local é colocado em segundo plano e o que fala mais alto é o aproveitamento econômico que leva em consideração tudo, menos a comodidade dos visitantes.
Nesta pequena cidade provei uma pizza vegetariana e posso dizer que foi uma das melhores que degustei. Delícia que me surpreendeu e encerrou o nosso dia nesta cidade fria e pouco movimentada. Ficamos numa pousada simples, com estrutura mediana e boa recepção da proprietária, que conversava muito e sempre tinha um assunto para dividir com os visitantes.
Agora era dormir e seguir a última jornada no dia seguinte, onde poderíamos contemplar a bela e desafiadora Cachoeira do Buracão, um marco na Chapada Diamantina e referência de muitos passeios.
















quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vale do Pati - Quarto Dia

Este foi o dia mais ameno da jornada no Vale do Pati, pois pudemos contemplar três cachoeiras e parar um pouco para tomar banhos relaxantes e com muito aproveitamento da natureza. Passamos inicialmente pelo Poço das Bananeiras, que é uma cachoeira pequena, mas bem convidativa e ótima para banhos mais calmos. O caminho até ela foi bem leve e passou por altos e baixos e em alguns momentos tivemos que andar sobre pedras nas margens do rio, o que fazia com que o cuidado fosse maior para evitar escorregões desnecessários. 
Em alguns momentos não me arrisquei pelas margens do rio e preferi subir pela mata, já que estava com uma câmera fotográfica e o risco da coitada se afogar era muito. Seguindo em frente, chegamos até a Cachoeira dos Funis, na qual não paramos muito e só contemplamos a paisagem, que era um pouco fechada e com muita vegetação.
Na última, a Cachoeira do Lajedo, a parada foi maior e neste local fizemos um lanche e ficamos por um bom tempo conversando e contemplando a beleza do local. A cachoeira é ótima para banhos, pois apresenta uma queda d'água bem alta e com margem sem muita profundidade. Entrei na água e tomei aquele banho, mesmo sentindo muito frio e sendo acompanhado de perto por um sapo. Ainda bem que só vi o anfíbio após ter aproveitado bem o banho, senão não teria me divertido tanto, já que não sou muito receptivo aos sapos.
Como terminamos a caminhada cedo, aproveitamos o tempo livre para conhecer um local muito famoso no Vale do Pati: a famosa Igrejinha. É um espaço que recebe os visitantes aventureiros e tem este nome devido a uma igreja que possui no seu pátio, chamada de Igreja do Senhor do Bonfim. Lindinha e com muitos ornamentos religiosos, a construção se torna um momento de reflexão dentro do vale e também uma forma de contemplar e agradecer a Deus por cada momento vivido por ali. A Igrejinha possui vários alojamentos e tem uma estrutura bem maior do que a das casas dos moradores, podendo receber um número considerável de visitantes de uma só vez. Tomamos um ótimo café, bem quentinho, e este "ritual" foi o nosso combustível para seguirmos para outro destino não programado, o Mirante do Cruzeiro.
Numa subida breve, porém bem elevada, chegamos até o cruzeiro e no caminho ainda encontramos duas cobras, das quais só percebi o barulho. O nosso guia foi que viu e as afastou do caminho. Completamente normal para quem está dentro de uma mata.
No Mirante do Cruzeiro, veio a surpresa: a vista da paisagem era a mais bonita e o céu limpo e azul fizeram deste desvio no caminho uma ótima opção para encerrar bem o dia e voltar para o nosso abrigo com uma sensação boa de missão cumprida.
O final de tarde foi belo e anunciou o grandioso luar que naquela noite apareceria. Robinho, o cachorro de Dona Léa, estava mais mansinho que de costume e fez pose em frente a casa para as lentes da minha máquina que não se cansaram de registrar os seus momentos de simpatia.
O descanso foi calmo e pudemos relaxar um pouco mais neste dia, já que chegamos mais cedo e tivemos mais tempo para aproveitar a noite e contemplar o belo luar. Era o penúltimo dia no Vale do Pati e a sensação era de despedida, pois no próximo dia a jornada seria a mesma do primeiro dia, só que no sentido contrário. 
Amanhã voltaremos para o Povoado do Guiné e o belo local já ficava na nossa memória, com lembranças boas e ótimas recordações visuais. Era a mágica do Vale do Pati tomando um sentido diferente, com gostinho de quero mais e de volta breve programada.









































Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...