quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vale do Pati - Quarto Dia

Este foi o dia mais ameno da jornada no Vale do Pati, pois pudemos contemplar três cachoeiras e parar um pouco para tomar banhos relaxantes e com muito aproveitamento da natureza. Passamos inicialmente pelo Poço das Bananeiras, que é uma cachoeira pequena, mas bem convidativa e ótima para banhos mais calmos. O caminho até ela foi bem leve e passou por altos e baixos e em alguns momentos tivemos que andar sobre pedras nas margens do rio, o que fazia com que o cuidado fosse maior para evitar escorregões desnecessários. 
Em alguns momentos não me arrisquei pelas margens do rio e preferi subir pela mata, já que estava com uma câmera fotográfica e o risco da coitada se afogar era muito. Seguindo em frente, chegamos até a Cachoeira dos Funis, na qual não paramos muito e só contemplamos a paisagem, que era um pouco fechada e com muita vegetação.
Na última, a Cachoeira do Lajedo, a parada foi maior e neste local fizemos um lanche e ficamos por um bom tempo conversando e contemplando a beleza do local. A cachoeira é ótima para banhos, pois apresenta uma queda d'água bem alta e com margem sem muita profundidade. Entrei na água e tomei aquele banho, mesmo sentindo muito frio e sendo acompanhado de perto por um sapo. Ainda bem que só vi o anfíbio após ter aproveitado bem o banho, senão não teria me divertido tanto, já que não sou muito receptivo aos sapos.
Como terminamos a caminhada cedo, aproveitamos o tempo livre para conhecer um local muito famoso no Vale do Pati: a famosa Igrejinha. É um espaço que recebe os visitantes aventureiros e tem este nome devido a uma igreja que possui no seu pátio, chamada de Igreja do Senhor do Bonfim. Lindinha e com muitos ornamentos religiosos, a construção se torna um momento de reflexão dentro do vale e também uma forma de contemplar e agradecer a Deus por cada momento vivido por ali. A Igrejinha possui vários alojamentos e tem uma estrutura bem maior do que a das casas dos moradores, podendo receber um número considerável de visitantes de uma só vez. Tomamos um ótimo café, bem quentinho, e este "ritual" foi o nosso combustível para seguirmos para outro destino não programado, o Mirante do Cruzeiro.
Numa subida breve, porém bem elevada, chegamos até o cruzeiro e no caminho ainda encontramos duas cobras, das quais só percebi o barulho. O nosso guia foi que viu e as afastou do caminho. Completamente normal para quem está dentro de uma mata.
No Mirante do Cruzeiro, veio a surpresa: a vista da paisagem era a mais bonita e o céu limpo e azul fizeram deste desvio no caminho uma ótima opção para encerrar bem o dia e voltar para o nosso abrigo com uma sensação boa de missão cumprida.
O final de tarde foi belo e anunciou o grandioso luar que naquela noite apareceria. Robinho, o cachorro de Dona Léa, estava mais mansinho que de costume e fez pose em frente a casa para as lentes da minha máquina que não se cansaram de registrar os seus momentos de simpatia.
O descanso foi calmo e pudemos relaxar um pouco mais neste dia, já que chegamos mais cedo e tivemos mais tempo para aproveitar a noite e contemplar o belo luar. Era o penúltimo dia no Vale do Pati e a sensação era de despedida, pois no próximo dia a jornada seria a mesma do primeiro dia, só que no sentido contrário. 
Amanhã voltaremos para o Povoado do Guiné e o belo local já ficava na nossa memória, com lembranças boas e ótimas recordações visuais. Era a mágica do Vale do Pati tomando um sentido diferente, com gostinho de quero mais e de volta breve programada.









































quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Vale do Pati - Terceiro Dia

Neste dia fizemos uma caminhada alagada e tivemos um novo amigo na nossa jornada, pois na noite anterior encontramos na casa de Dona Léa um viajante do Recife, que foi até a Chapada Diamantina de bicicleta e gastou 19 dias para completar a sua longa viagem. Nosso primeiro trecho foi uma longa subida que teve a sua dificuldade aumentada devido a chuva que caiu na noite anterior, aliás esta é uma das características do Vale do Pati: a chuva quase que diária, pois com a grande quantidade de vegetação e umidade do ar, as nuvens ficam carregadas e terminam molhando o local de uma forma mais intensa.
Após este período de subida e com alagamentos, pudemos ter um pouco mais de alívio e andamos por uma grande área de planície, mas sem muitos alagamentos.
O Vale do Cachoeirão tem duas opções de caminhada e escolhemos a parte alta para explorar, a qual tem aproximadamente 300 metros de altura e faz com que muitos visitantes se arrisquem nas fotos e terminem criando situações de medo que só vendo mesmo para crer. Eu ainda consegui chegar perto do precipício, mas não arrisquei olhar para baixo, já que a chance de uma vertigem era grande, sem contar o medo que sinto de alturas demasiadas sem o mínimo de segurança.
Contentei-me com as fotos mais distantes, mas ainda assim registrei momentos que considero únicos, já que a paisagem impressionava e fazia com que a natureza justificasse todo o esforço que passamos na dura caminhada até o local. Foi lá, no alto da montanha que fiquei contemplando a beleza do local e verificando as mudanças de tempo que ocorreram em duas horas, pois neste intervalo houve sol, chuva, neblina e muito vento.
Em alguns momentos parecia chover, mas esta era motivada pelos fortes ventos que influenciavam a paisagem e faziam com que uma "chuva artificial" fosse criada no alto da montanha, tendo como fonte a água da enorme cachoeira que existe no local. Era o aviso para que tomássemos mais cuidado, pois as pedras ficavam ainda mais perigosas para serem pisadas e qualquer descuido poderia ser fatal.
Lá encontrei um grupo de aventureiros do Recife e o que mais influenciou no reconhecimento foi o sotaque inconfundível. Mundo pequeno e quando menos imaginamos encontramos pessoas conhecidas no nosso caminho, seja para nos ajudar ou simplesmente para fazer parte da história como coadjuvantes divertidos, já que a característica do grupo recifense era a descontração, mesmo que em alguns momentos tenham se arriscado ao captar algumas fotos mais radicais.
A volta foi tranquila e o caminho alagado do início estava mais seco, fazendo com que pudéssemos andar um pouco mais rápido. A casa de Dona Léa estava com novos visitantes e a maioria era de outros países, como de costume.
Hora de jantar e de provar o tempero caseiro, revigorando as forças para o outro dia de caminhada, que prometia ser mais leve e ter bons momentos de lazer nas águas escuras do Vale do Pati. 
Amanhã será o dia das cachoeiras e os banhos serão revigorantes para o nosso corpo, pois não há nada melhor que água para sanar as nossas fraquezas e reconstruir as nossas ideias.
Vamos seguindo...




































Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...