quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Bocão

Resolver assuntos apenas com barulho não gera nenhum fruto, mas é essa a atitude que muitos tomam e terminam criando confusão ao invés de solução. Se não temos a intenção de resolver algo, não vale a pena ficar fazendo desordem e agonia desnecessária, pois não irão possibilitar para ninguém uma satisfação benéfica e que ajude a termos o melhor nas nossas vidas.
Quando queremos resolver algo, vamos direto ao ponto, buscamos a fonte do problema, achamos as interferências, sugerimos soluções, verificamos as nossas falhas e criamos meios de melhoria para que tudo seja solucionado. Se a intenção é outra, iremos somente gritar e abrir o bocão para que o ventilador coloque no ar todas as broncas existentes, de forma quebrada e bem mais difíceis de serem solucionadas em tempo hábil e com grande efetividade.
Estava escutando no rádio um programa que faz basicamente isso e vi que a intenção do radialista não era solucionar nada e sim criar um falatório desnecessário do que parece muito simples e que fica inflamado com a forma caricata dele falar e de distribuir a história para a sociedade. 
Eu acho que é um programa de comédia e não de utilidade pública.
É justamente isso que acontece quando tratamos assuntos relevantes com desdém, pois o que era sério termina se transformando em piada e servindo como uma forma de divertimento e não de comprometimento. Ao invés de ajudarmos a sociedade, terminamos atrapalhando e fazendo com que esta fique ainda mais complicada.
Assim também é na nossa vida pessoal e profissional, pois o que mais percebemos são pessoas que não querem resolver nada, mas sabem exatamente a hora de abrir o verbo e dessa forma contribuírem para a desgraça total de muitas situações simples e que se transformam em banalidades ou em problemas de pouca solução devido ao descaso e falta de apego ao que realmente interessa.
Solucionar é uma palavra chave para aqueles que querem mudanças, mas também pode ser uma farsa para aqueles que não buscam sair do lugar comum e só fazem barulho por muito pouco ou para mostrarem a sua total falta de competência para solucionarem coisas simples da vida e que precisam somente da nossa visão diferenciada em alguns momentos.
Tocar o trombone é bem melhor do que só colocar a boca nele, não é mesmo?

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Museu do Estado de Pernambuco

O Museu do Estado de Pernambuco reabriu suas portas após uma pequena reforma no seu acervo e depois de uma tentativa frustrada de conhecer o espaço, fui, neste final de semana, apreciar um pouco da arte que lá está, a qual retrata a vida aristocrática do período colonial através de móveis, objetos, retratos, pinturas, roupas, arte sacra e utensílios domésticos.
A casa serviu de moradia para o Dr. Augusto Frederico de Oliveira, o Barão de Beberibe. Lá encontramos vários ambientes, onde a riqueza de detalhes impressiona e faz com que tenhamos um retrato fiel de como a vida era cheia de requinte naquela época, desde os aspectos mais simples, como uma simples refeição, ou até pelas salas de lazer ou ambientes mais íntimos, que formaram os quartos da imensa casa situada na Avenida Rui Barbosa, no bairro das Graças, local onde ainda encontramos muitos casarões antigos, que retratam a vida que surgiu na cidade do Recife no período da colonização.
Muitos objetos merecem destaque, como a coleção de arte sacra e o acervo de pratos e talheres, em perfeito estado de conservação e postos em mesa de grande tamanho, em madeira de lei. Os móveis mostram cadeiras, mesas e o detalhismo em cada parte, pois as madeiras usadas para a sua composição receberam um tratamento diferenciado e foram caprichosamente esculpidas para proporcionarem além do conforto muita beleza.
Há uma grande coleção de vasos e objetos de louça, além das variadas porcelanas chinesas com todos os seus detalhes e coloridos inconfundíveis. Alguns lustres antigos iluminam os ambientes e terminam sendo o destaque em alguns ambientes, pois fazem com que o brilho dos cristais seja visto com mais intensidade e possa fazer a diferença em tudo que iremos observar.
O espaço é dividido em dois andares e visitar o acervo se torna algo incrível e com imensa satisfação, já que a história de Pernambuco e do Brasil é contada tendo como colaboradores os costumes e os diversos objetos que faziam parte da vida das pessoas naquela época tão promissora e que nos influencia até hoje com todas as suas formas e características. 
Anexo ao casarão, há o Espaço Cícero Dias, que apresenta exposições variadas e tem obras belíssimas do artista, as quais mostram a sua intensa e crescente capacidade de dar vida ao que parecia esquecido. Algumas telas parecem que falam conosco e o colorido de algumas delas nos faz ter a confirmação que o artista é sempre iluminado por dons divinos e cada um, do seu jeito, fazem bonito na história do mundo e comportam muitas realidades diferentes.
Gosto deste tipo de visita e ainda mais quando posso perceber que a conservação dos itens expostos foi realizada de forma adequada e nos trouxe grandes oportunidades de aprimoramento de conhecimentos e dos costumes, o quais são peças essenciais para que as sociedades se desenvolvam e criem seus próprios meios de perpetuação. Mais um lugar do Recife que ainda não conhecia, mesmo após 15 anos vivendo por aqui. Sempre passava em frente e nunca tive a chance de conhecer, pois até pouco tempo o espaço era aberto somente durante a semana e ficava fechado aos sábados e domingos, algo que limitava a visitação e fazia com que o prédio só fosse lembrado para servir de pano de fundo para as tradicionais fotos de formatura, prática que inclusive estava sendo feita neste último domingo,
Deixo aqui no blog algumas fotos do espaço para retratar um pouco do que falei e de como a sofisticação era bem presente naquela época, algo que ficou perdido com o tempo e que em muitos momentos só resgatamos nestes tipos de visita, onde o contato maior é com a vivência que se transformou agora em arte pura e com grande destaque.














































segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Dura na Queda

Elza Soares é realmente uma artista de talento infinito e mostra isso em cada show que faz, pois sua voz parece não desanimar mesmo após tanto tempo de estrada. A satisfação de ouvir o seu canto diferenciado é um prazer e faz com que o público fique ávido por cada pedacinho do que ela apresenta. 
O show que ela fez no Teatro de Santa Isabel, no último sábado, mostrou isso e fez com que a programação do Janeiro de Grandes Espetáculos fosse abrilhantada com a sua participação mais que especial, lotando dois dias o espaço e fazendo com que um dos teatros mais lindos do Brasil pudesse receber a diva da música, aquela que foi considerada a "Voz do Milênio" pela BBC de Londres.
Título bem merecido, ainda mais se observarmos sua trajetória, onde as grandes dificuldades foram o marco inicial da sua caminhada e a fizeram ser uma mulher dura na queda, como bem disse Chico Buarque na música que compôs em sua homenagem e que faz parte do CD "Do Cóccxi até o Pescoço", um dos trabalhos que considero o ponto alto da sua carreira, pois foi nesta época que ela modernizou o seu canto e pode novamente voltar a gozar de fama e prestígio no cenário nacional, já que por muito tempo esteve um pouco afastada do grande público.
Apesar de estar com dificuldades de locomoção, devido às cirurgias que fez na coluna, ela manteve sua voz intacta e mostrou que talento não desaparece tão facilmente e deve ser considerado em qualquer momento na vida de artistas reais e que não precisam de lapidação para brilharem e se tornarem iluminados.
Esta foi a quarta vez que vi um show da artista e confesso que a emoção se renova, pois mesmo com o passar do tempo Elza Soares continua sendo uma referência em voz, música e talento. Apenas num evento que ela fez em homenagem a Luiz Gonzaga, no Recife Antigo, que a apresentação foi ruim, pois ela errava muito as letras e não demonstrou preparo suficiente para a apresentação. O repertório não foi bem estudado.
Uma diva da vida real e com todas as suas características de pessoa humana que é, cheia de qualidades e falhas também. Como ela mesma disse: "Elza é um exagero"
Exagero mesmo, em tudo...












Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...