segunda-feira, 15 de abril de 2013

Cinelândia

No centro do Rio de Janeiro, encontramos a Cinelândia, que é um local que respira cultura e possui alguns museus bem significativos para a cultura nacional, além do histórico Cine Odeon e do Belo Teatro Municipal.
Na praça principal há a estação do metrô para facilitar o acesso das pessoas para os mais diferentes bairros e dessa forma tornar o local ainda mais visitado e acessível.
Pertinho da Cinelândia, temos o Aeroporto de Santos Dumont, a Lapa e toda a sua diversidade cultural e gastronômica, além da bela Livraria Cultura, que fica no antigo Cine Glória, que foi totalmente reformado e recebeu um projeto de arquitetura impressionante para abrigar as mais variadas obras literárias e musicais.
O bairro do Catete com seus botecos tradicionais também ficam bem perto e fazem desta área um celeiro de grandes manifestações culturais e que encantam a grande maioria dos visitantes que procuram a cidade do Rio de Janeiro para uma visita mais diferenciada e que vai além dos cartões postais já conhecidos por todos nós.
O público é bem diferente e notamos a predominância de pessoas ligadas à arte e ao teatro, que buscam não só diversão, mas aprimoramento de conhecimentos e enriquecimento histórico com tantas possibilidades de lazer cultural.
Eu, particularmente, acho a melhor área para quem deseja se hospedar, pois tudo fica muito perto e fácil de ser vivenciado. Quem procurar badalação e praias, é melhor não ficar por lá, já que o perfil é outro e pode não satisfazer as pessoas que desejam somente sombra e água fresca sem ter compromisso e desejo com as descobertas que uma cidade tão diferenciada nos proporciona. 

domingo, 14 de abril de 2013

O Som ao Redor

O filme "O Som ao Redor" de tão simples se tornou uma obra prima, onde o cotidiano de uma vizinhança se transforma numa trama cheia de mistérios e conflitos pessoais e psicológicos, que geram um desfecho inacreditável e cheio de sentimentos.
Rodado no Recife, bem pertinho da minha casa, quase na minha rua, o filme demonstra um pouco dos sons e costumes de uma sociedade desigual e que nem sempre se une em prol dos direitos comuns, ocasionando alguns conflitos, onde a máscara humana cai e termina mostrando que as pessoas não são o que esperamos delas.
Se de um lado uma mulher aflita, insone e viciada em drogas é uma mãe cuidadosa, por outro termina sendo uma mulher infeliz e sexualmente mal resolvida, que recorre aos dotes de uma máquina de lavar para satisfazer um pouco do seu desejo sexual reprimido e atormentado pelas noites de sono mal dormidas. Seus filhos são um alívio e numa demonstração pura de cumplicidade, fazem gestos que demonstram o quanto eles sentem e se influenciam com as ocorrências da vida dos pais.
Nesta mesma rua pode morar um senhor feudal do passado e hoje detentor de muitos imóveis, tendo com isso a certeza de que nada lhe atingirá e que o seu domínio continua alto como outrora, podendo até fazer com que os crimes do seu neto delinquente sejam omitidos ou vistos pela sociedade de maneira grosseira e sem atitude nenhuma.
Relacionamento amoroso triste, frio e com reflexo de uma vida profissional frustrada é também um dos temas desse filme que há alguns meses tem arrebatado vários prêmios no Brasil e no mundo e ganha cada dia mais elogios pela forma simples de contar um drama de todos nós, já que vizinhos ruins e barulhentos todos nós conhecemos bem.
A minha vizinha, inclusive, deveria ter sido chamada para fazer uma participação especial no longa, pois de barulho ela entende e incomodar as pessoas é a atividade que ela mais faz com maestria. É o "Meu Som ao Redor" diário onde aliada a dois filhos descontrolados ela consegue tornar alguns dias meus infernais, pois ainda não descobri se ela mora ou faz do apartamento uma zona de guerra, onde os gritos, barulhos e palavrões são as fontes de inspiração mais corriqueiras.
Gostei do filme, pela simplicidade, pela forma de tratar um assunto tão comum de forma tão inteligente. Os diálogos são curtos, quase depressivos e talvez uma roteirização mais ágil o tivesse tornado mais completo e com personagens mais alegres, já que todos são tristes demais e carregam dentro de si a complexidade do ser humano e de todas as suas falhas e grandezas, pois nem só de problemas o filme é construído e demonstra, também, a bondade e o modo de vida de cada pessoa se comportar num mundo que nem sempre imaginamos existir e que na calada da noite se mostram mais presentes para os que estão vigilantes e atentos à nossa vida.
Ouçamos o som ao redor...

sábado, 13 de abril de 2013

Patrícia Marx aos 30, (de Carreira)

Após alguns anos sem lançar novos trabalhos, Patrícia Marx reaparece com o CD 30, no qual comemora 30 anos de carreira. Olhando a foto dela, iremos imaginar se o tempo está correto, pois ela não aparenta ter tanto tempo assim de estrada, já que conserva fisionomia e corpo de adolescente. Ela realmente começou cedo, ainda no grupo infantil Trem da Alegria e depois em carreira solo, quando migrou de vez para a música eletrônica e hoje nos mostra um som intimista, sofisticado e pouco tocado nas rádios por não ser comercial e se tornar apreciado por uma parcela pequena da sociedade que, na maioria, só valoriza os batidões e bregas da vida.
Patrícia fez na verdade um disco de grandes sucessos e não um trabalho inédito. Algumas músicas ficaram com arranjos melhores que os originais, mas outras não. Mesmo assim o disco é perfeito e demonstra a leveza da artista talentosa que ela é e que com a sua voz suave, sofisticada e extremamente afinada nos faz esquecer um pouco dos problemas ao escutar as belas músicas que ela selecionou para compor o seu mais novo trabalho.
Fica o registro desta cantora e também das contribuições musicais que ela nos trouxe e que certamente continuará nos proporcionando em cada nova apresentação ou arranjo diferenciado e cheio de nuances musicais que só aumentam o seu potencial musical e mostram que o Brasil tem talento para muitas descobertas musicais, seja em que ritmo for.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Parque Garota de Ipanema

No final da Praia de Copacabana, há o Parque Garota de Ipanema, que tem ligação direta com a Pedra do Arpoador e com as belas paisagens ao sul e norte que as praias do Rio de Janeiro nos proporcionam.
No mirante há um bowl para a prática do skate que é a cara do Rio de Janeiro, pois tem grafites com os pontos turísticos, especialmente com o Cristo Redentor. É um local propício para caminhadas e acredito que à noite é um pouco deserto, pois a vegetação densa das encostas pode intensificar a ação de espertinhos para alguns assaltos. Fui à tarde e já achei um pouco deserto, imaginem à noite...
Fora isso é um local que tem espaço para refeições, boa vegetação com sombra, pista de skate e patins, ciclovia e uma bela visão da cidade e das praias mais famosas do Brasil.
É bem fácil chegar e fica logo após o Forte de Copacabana, tendo nas redondezas muitos pontos comerciais, restaurantes e lojas especializadas em roupas e artigos de surf.
Aliás, a Praia de Ipanema comporta uma grande variedade de comércio e tem feirinhas de artesanato bem diversificadas e que atendem bem aos turistas que visitam o local. O famoso calçadão é usado para expor os diversos itens à venda e dessa forma deixam a orla mais divertida e cheia de atrativos.
O Parque Garota de Ipanema dá acesso direto à praia e neste local concentram-se muitas pessoas em busca de um banho relaxante de mar, onde a água é bem mais fria do que aqui no Nordeste. A diversidade cultural também é bem grande, pois os artistas usam o seu talento para realizarem apresentações informais de música e teatro de rua, fazendo com que a vida na orla seja sentida com mais força e proporcione ao visitante uma boa sensação de alegria, que se torna inesquecível e com gostinho de quero mais.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Valor das Coisas

Quanto vale uma camisa?
Quanto vale uma caneta?
Quanto vale um CD?
Sinceramente me pergunto isso diariamente quando vejo a enorme variação de preços de muitos itens que o comércio nos oferece. Um mesmo item pode ter variação de 200% ou 300%, sem que para isso encontremos uma justificativa concreta.
Isso fica ainda mais notável quando comparamos os preços em locais turísticos ou que estão na moda, pois como a ganância é maior que a utilidade, terminamos pagando mais por algo que nem sempre valeria aquilo tudo.
O nosso país tem no sangue a mania de inflacionar os preços e ainda não nos acostumamos bem aos tempos de estabilidade financeira, pois sempre que nos descuidamos, sempre encontramos um abuso, seja em lojas, ambulantes ou comércio eletrônico.
Fica claro em alguns momentos que o preço é irreal e quando encontramos algo muito barato, ficamos logo com o pé atrás e imaginando o porquê de tanta vantagem quando na maioria dos casos os preços estão bem acima da média.
Já comprei produtos por preços que julguei irreais por estarem baratos demais quando fiz a comparação com outras ofertas que encontrei, mas será que mesmo assim não paguei caro?
Se a loja vendeu barato, certamente ainda ganhou algo. Não acredito que nenhum comerciante vá vender perdendo, a não ser que seja um item que encalhou na loja ou por força de uma queda brusca nas vendas que comprometa a saúde financeira da empresa.
Sempre há um lucro, pequeno ou grande, mas há.
O que inflaciona muitas coisas são os impostos, mas as pessoas também possuem este dom e perdem a noção do que é real e terminam gerando uma variação de preços que poderia ser evitada e poupar os nossos bolsos de tantos furos.
Quanto vale mesmo?

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Morro de Amores

Não tive oportunidade de entrar no Morro do Vidigal, mas fiquei com inveja da bela vista que ele proporciona aos seus moradores, pois a Praia de Ipanema e mais ao longe Copacabana, podem ser vistas e uma maneira singular e completa, do alto, pertinho do céu.
Aliás, as visões mais bonitas do Rio de Janeiro estão restritas ao morros, pois como a cidade é montanhosa, fica difícil não ter boas visões lá do alto. Pertinho do Vidigal fica a Rocinha, no Bairro de São Gonçalo, a qual tem outra visão linda da Barra da Tijuca, bairro nobre e cheio de oportunidades de divertimento.
Alguns morros oferecem pousadas para os turistas com preços baixos e comodidades interessantes, embora este tipo de acomodação seja mais interessante para os mochileiros e aventureiros, já que as caminhadas para chegar a determinados locais é bem significativa e geralmente com subidas gigantescas.
Na entrada do Morro do Vidigal, somos recebidos por uma escadaria azul, com cerâmicas estreladas, buscando talvez evocar a música que fala que "quem mora lá no morro, vive pertinho do céu"...
Deve ser ruim o deslocamento em algumas horas da noite, mas não vi problemas durante o dia, pois a maioria dos ônibus passa bem em frente e futuramente o metrô terá estação próxima, tornando ainda mais acessível os morros que antes eram mais perigosos e tomados pela bandidagem.
Se pensarmos que esse aspecto foi abolido, estaremos idealizando uma utopia, pois em todos os locais há violência e o cuidado deve ser constante se quisermos ter boas andanças nas cidades grandes que o Brasil tem.
Favela e Rio de Janeiro combinam. Em outro lugar não vi sintonia maior, mas lá existe e esquecer esta característica é o mesmo que pensar em Copacabana sem as suas ondas do calçadão.
Morro de amores pelo Rio... 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Apodrecer ou Amadurecer?

Semana passada comprei um mamão que passou 8 dias para amadurecer, digo, apodrecer. Ele não passou pela fase normal da vida e terminou ficando impróprio para o consumo mesmo estando aparentemente todo amarelinho e com indícios de aptidão para o consumo. 
Comprei a fruta verde, pois no mercado não tinha nada mais maduro e percebi que nem tudo segue o rumo da vida, nos causando prejuízos e nos deixando com a vontade de consumir algo que na verdade não aconteceu. 
Algumas pessoas também não passam pela fase do amadurecimento e terminam ficando impróprias para a vida em sociedade e profissional, já que o ambiente ou até as contribuições da natureza impossibilitaram que elas tivessem um final mais sadio e frutífero, onde pudessem acumular boas sensações e perspectivas de vida.
Muitos não amadurecem por vontade, já outros por não terem recebido ajuda necessária para melhorar o seu "estado verde de ser" e, assim, se tornarem frutas maduras neste mundo que nos cobra bons sabores e aparência adequada para cada ocasião.
Um profissional verde demais é visto com maus olhos, enquanto os maduros demais são vistos como frutas podres e cheias de acúmulos desnecessários. Bom mesmo é ter a consistência certa, o ponto adequado e não ficar passado demais para os desafios que iremos encontrar por aí, já que o sabor e o cheiro que poderemos exalar não serão agradáveis para todos e contribuir para o afastamento de muitas oportunidades que encontramos na vida e que só dependem do nosso ânimo e preparo para que se tornem reais e mais concretas.
Frutas podres só nos dão mal estar e terminam contaminando as demais que temos, criando um ambiente desfavorável ao bom deleite das situações e dos resultados positivos que podemos desenvolver. Assim como uma alimentação depende de um produto adequado, seja no preparo ou no amadurecimento, também é a nossa animação para os desafios que nos são impostos e que são influenciados pela maturidade ou imaturidade de muitas pessoas que apodrecem antes do tempo e terminam nos causando grandes problemas difíceis de resolver e de se tornarem amenizados, pois se o consumo de podridão for muito grande, a morte imatura é o que nos espera.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...