quarta-feira, 10 de abril de 2013

Morro de Amores

Não tive oportunidade de entrar no Morro do Vidigal, mas fiquei com inveja da bela vista que ele proporciona aos seus moradores, pois a Praia de Ipanema e mais ao longe Copacabana, podem ser vistas e uma maneira singular e completa, do alto, pertinho do céu.
Aliás, as visões mais bonitas do Rio de Janeiro estão restritas ao morros, pois como a cidade é montanhosa, fica difícil não ter boas visões lá do alto. Pertinho do Vidigal fica a Rocinha, no Bairro de São Gonçalo, a qual tem outra visão linda da Barra da Tijuca, bairro nobre e cheio de oportunidades de divertimento.
Alguns morros oferecem pousadas para os turistas com preços baixos e comodidades interessantes, embora este tipo de acomodação seja mais interessante para os mochileiros e aventureiros, já que as caminhadas para chegar a determinados locais é bem significativa e geralmente com subidas gigantescas.
Na entrada do Morro do Vidigal, somos recebidos por uma escadaria azul, com cerâmicas estreladas, buscando talvez evocar a música que fala que "quem mora lá no morro, vive pertinho do céu"...
Deve ser ruim o deslocamento em algumas horas da noite, mas não vi problemas durante o dia, pois a maioria dos ônibus passa bem em frente e futuramente o metrô terá estação próxima, tornando ainda mais acessível os morros que antes eram mais perigosos e tomados pela bandidagem.
Se pensarmos que esse aspecto foi abolido, estaremos idealizando uma utopia, pois em todos os locais há violência e o cuidado deve ser constante se quisermos ter boas andanças nas cidades grandes que o Brasil tem.
Favela e Rio de Janeiro combinam. Em outro lugar não vi sintonia maior, mas lá existe e esquecer esta característica é o mesmo que pensar em Copacabana sem as suas ondas do calçadão.
Morro de amores pelo Rio... 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Apodrecer ou Amadurecer?

Semana passada comprei um mamão que passou 8 dias para amadurecer, digo, apodrecer. Ele não passou pela fase normal da vida e terminou ficando impróprio para o consumo mesmo estando aparentemente todo amarelinho e com indícios de aptidão para o consumo. 
Comprei a fruta verde, pois no mercado não tinha nada mais maduro e percebi que nem tudo segue o rumo da vida, nos causando prejuízos e nos deixando com a vontade de consumir algo que na verdade não aconteceu. 
Algumas pessoas também não passam pela fase do amadurecimento e terminam ficando impróprias para a vida em sociedade e profissional, já que o ambiente ou até as contribuições da natureza impossibilitaram que elas tivessem um final mais sadio e frutífero, onde pudessem acumular boas sensações e perspectivas de vida.
Muitos não amadurecem por vontade, já outros por não terem recebido ajuda necessária para melhorar o seu "estado verde de ser" e, assim, se tornarem frutas maduras neste mundo que nos cobra bons sabores e aparência adequada para cada ocasião.
Um profissional verde demais é visto com maus olhos, enquanto os maduros demais são vistos como frutas podres e cheias de acúmulos desnecessários. Bom mesmo é ter a consistência certa, o ponto adequado e não ficar passado demais para os desafios que iremos encontrar por aí, já que o sabor e o cheiro que poderemos exalar não serão agradáveis para todos e contribuir para o afastamento de muitas oportunidades que encontramos na vida e que só dependem do nosso ânimo e preparo para que se tornem reais e mais concretas.
Frutas podres só nos dão mal estar e terminam contaminando as demais que temos, criando um ambiente desfavorável ao bom deleite das situações e dos resultados positivos que podemos desenvolver. Assim como uma alimentação depende de um produto adequado, seja no preparo ou no amadurecimento, também é a nossa animação para os desafios que nos são impostos e que são influenciados pela maturidade ou imaturidade de muitas pessoas que apodrecem antes do tempo e terminam nos causando grandes problemas difíceis de resolver e de se tornarem amenizados, pois se o consumo de podridão for muito grande, a morte imatura é o que nos espera.

sábado, 6 de abril de 2013

O Brilho das Ruas

Há de tudo no comércio informal e sempre há uma maneira de ganhar algum dinheiro, ainda mais quando o desemprego aflige uma grande parte da população e faz com que a criatividade seja a forma mais presente de tornar um serviço ou produto numa forma de sustento. No Recife esta prática é tão constante que até fico surpreso com a tamanha variedade de formas e produtos que são oferecidos e que fazem a festa das pessoas e principalmente das crianças que são os maiores alvos dos ambulantes, que vendem de tudo, desde doces ou até brinquedos a preços populares e que agradam pelos olhos, embora tenham pouca utilidade e desgaste quase que imediato.
Outro dia estava no teatro e fiquei observando uma senhora que estava na fila da frente. Fiz um cálculo rápido e conclui que ela tinha gastado mais de R$ 150,00 com as entradas para o espetáculos, pipocas, brinquedos e outros mimos que estavam sendo vendidos na porta do teatro, já que ela foi simplesmente com 04 crianças e todas elas estavam devidamente ornamentadas e alimentadas com os itens que estavam sendo vendidos.
Não precisava daquilo tudo, mas a satisfação das crianças era maior que o furo no bolso e o brilho das ruas se transformou em brilho nos olhos, fazendo aquela tarde inesquecível e cheia de risos e boas lembranças. No meu tempo, os brinquedinhos de rua se limitavam aos cataventos e bolinhas revestidas com plástico. Hoje é bem mais diferente e os preços assustam em alguns momentos, já que dependendo da quantidade e do dengo das crianças, o prejuízo é bem mais catastrófico.
O que acho errado neste brilho todo são os preços abusivos que alguns vendedores cobram e terminam criando uma inflação errada de itens que não seriam nem lembrados em outras ocasiões e se não contassem com o apelo dos parques e espaços públicos, onde a criançada se aglomera e faz a festa patrocinada pelos pais, que nem sempre teriam tais disponibilidades para esses momentos.
Tempo bom que a pipoca era baratinha e não nos causava um furo tão grande no bolso...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A Opinião da Joelma


O que mais se falou nesta semana, em todas as mídias possíveis e imagináveis, foram as declarações da cantora Joelma, da Banda Calypso, e que estavam relacionadas a opção sexual das pessoas, que, segundo ela, poderiam ser curadas por força da religião. O que mais me intrigou não foram as informações equivocadas da Joelma, mas sim a agonia das pessoas para recriminar uma opinião que é dita diariamente por muitas pessoas e que não sofrem as represálias que ela está tendo.
A figura pública que ela é causa este alvoroço todo e faz com que muitas agressões e piadinhas sejam feitas, maculando a imagem da cantora como se ela não tivesse um histórico anterior e muitos fãs pelo Brasil. Ela tem o direito de pensar e falar o que quiser, mesmo que isso pareça um absurdo para muitos.
Não vejo motivo para que todos repudiem a cantora e digam que suas músicas não valem nada. Isso eu já escutava desde o início da carreira dela e nunca fui muito fã do ritmo que é tocado em todos os cantos do país. Entendo a opinião dela, que é baseada na religião que agora segue e sei que não somente ela possui este pensamento, mas percebo que a falta de orientação fez com que ela falasse mais do que deveria.
Se eu fosse uma figura pública como ela, mediria minhas palavras e evitaria ao máximo entrar em assuntos controversos e que representassem grande parte da população, como é o caso dos gays, negros, deficientes e tantas outras diferenças que encontramos por aí.
Muitos que criticam não sabem nem o que é opção sexual, quanto mais sobre a cura disso, que é impossível, já que o homem ou mulher já nascem desta forma e não se tornam gays por opção. Alguns tem isso mais forte dentro de si e terminam optando por caminhos mais difíceis de serem aceitos em sociedade, como é o caso dos travestis, que ainda se tornam figuras carnavalescas em muitas ocasiões. No final de semana passado estava assistindo a uma apresentação de teatro de rua e só o fato de três travestis estarem presentes, já causava uma inquietação na plateia que não prestava atenção em mais nada e só usava o tempo para criticar os homens, com cara e corpo de mulher.
Assim mesmo acontece com os gays e a população se faz de boazinha para criar uma imagem de receptiva e amigável, quando na verdade a língua ferina e os olhares desencontrados são as formas de expressão mais constantes. Estamos numa sociedade livre de opinião e podemos dizer qualquer besteira, inclusive dizer que há cura para um gay.
Não há. Jamais haverá.
O gay padece de uma formação genética diferente e que o faz igual a todo mundo, tendo como diferente somente o gosto pelo mesmo sexo na hora dos relacionamentos e desejos sexuais. O que a sociedade precisa entender de uma vez por todas é que todos são iguais e a opção sexual não é fator determinante de nada, pois todos merecem o mesmo respeito e consideração para tudo que realizarem na vida.
Joelma pode falar o que quiser e ela está correta em manifestar sua opinião, mesmo que contrária a da maioria das pessoas, afinal vivemos ou não em uma sociedade democrática?
Será que todo mundo tem que manifestar a mesma opinião sempre?
Até quando o fator determinante para que a notícia seja jogada no ventilador vai ser a fama? Vejo evangélicos fervorosos diariamente dizendo o que ela disse e nem por isso são criticados como ela está sendo.
A hipocrisia sempre fala mais alto e terminamos esquecendo que a crítica sempre é mais fácil que a reflexão e que é muito melhor ser uma "Maria vai com as outras" do que uma pessoa de opinião.
Opinião existe para ser dita e não precisamos concordar com elas e nem agredir as pessoas quando dizem coisas que não são pertinentes à nossa realidade ou fogem demais do contexto. Cabe a cada um de nós ser informado e estudioso sobre os assuntos e dessa forma falar menos besteiras em cadeia nacional.
Não aguento mais os sites de notícia com a mesma balela sem fim e isso é algo que deveria nos afligir, pois o brasileiro possui muitas outras informações para se preocupar e ficar perdendo tempo com a cura impossível de uma doença que não existe é, no mínimo, falta de maturidade e inteligência. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sorrir, de Verdade!

Há dias em que o sorriso parece ser a coisa mais difícil do mundo e principalmente quando acontecimentos revertem todas as chances de termos um dia claro e sem nuvens negras que possam afastar o nosso brilho e felicidade, pois se para uns o sorriso é algo fácil, para outros é uma tarefa complicada de ser realizada, uma vez que nem todos possuem dentro de si a disposição para elevarem seus pensamentos para o bem e dessa forma conseguirem dias melhores, sempre.
A filmagem que diariamente participamos é a vida e esta sempre está cheia de agonias e situações limítrofes que podem nos causar repúdio ou muita satisfação. Precisamos, porém, descartar as possibilidades de tristeza, pois este sentimento só afeta o nosso organismo e faz com que o nosso corpo fique despreparado para receber tudo de bom que nos é oferecido. A nossa imunidade baixa muito quando estamos tristes e saber dosar tudo isso é tarefa que nem sempre cultivamos bem em nossas investidas e terminamos perdendo espaço para melhorar o que não está bom ou que poderia ser melhorado, caso o nosso humor contribuísse para isso.
Quem está triste, geralmente, não pensa, não é criativo, não busca soluções, não encanta. Termina só achando ruim o que encontra pela frente e não ilumina os seus dias como deveria, sem enxergar soluções para nada. Seria melhor que filmássemos tudo que os nossos olhos pudessem ver e, dessa forma, com calma, buscar uma análise de cada ação realizada para então encontrarmos as melhores cenas e quais deveriam ser deletadas ou editadas para uma melhor apresentação. Como a vida não é um filme, terminamos fazendo tudo no improviso, ao vivo, sem ensaio e por isso algumas falhas acontecem e terminam deixando o nosso moral no chão e entristecido com os acontecimentos.
Bom seria se pudéssemos sorrir sempre e sem motivo algum, mas como isso é humanamente impossível, vamos, por hora, aprender a melhorar as nossas percepções e captar na alegria a energia necessária para os nossos dias e com isso aumentar as nossas chances de sucesso e determinação. 

domingo, 31 de março de 2013

Revivendo Fortaleza

Após quase um ano desde a última visita à Fortaleza, voltei neste feriado de Páscoa para rever um pouco da capital cearense e para comprovar as belezas que antes tinham sido descobertas para mim, já que desde criança alimentava o desejo de conhecer o local e somente no ano passado pude realizar o sonho.
A cidade está precisando de reparos urgentes nas suas praças, ruas e avenidas e o que mais encontramos pelos locais são restos do homem mal educado e sujo, que termina deixando sua cidade com cara de "resto de feira", alem das pichações que deixam os monumentos feios e sem brilho algum. Da última vez que fui, a estátua de Iracema estava em reforma, pois foi alvo dos vândalos que deixaram um belo monumento impraticável para a visitação. Desta vez a estátua estava reposta e bonita, mas o seu pedestal e escadaria de acesso estavam pichados e com o aspecto sujo das pessoas que fizeram tal ato.
A Praia de Iracema precisa de contenções, pois o mar está avançando muito e tornando o passeio pela orla meio conturbado, já que vez ou outra um banho acontece, principalmente quando a maré está alta. A novidade são os dois diques que foram erguidos na praia e que agora fazem companhia à Ponte dos Ingleses, que fica mais adiante e era o único cartão postal do tipo. Adorei o visual e também a brisa fresca que vem do mar, já que a região é bem famosa pelo seu vento norte e o Estado está bem localizado onde "o vento faz a curva", como diríamos na linguagem popular.
Fora a sujeira da cidade, Fortaleza é uma cidade encantadora e cheia de coisas pitorescas e petiscos regionais, que são vendidos nos restaurantes e no Mercado Central, que é um grande prédio onde encontramos de tudo, a preços populares e que agradam a todos os bolsos. O calor é grande, mas bem mais agradável do que o que sentimos aqui no Recife, onde a ventilação não existe em abundância e faz om que a sensação térmica seja bem maior.
Meu trauma foi ter perguntado para a minha sobrinha de quatro anos o que ela mais gostou da cidade de Fortaleza, pois com uma resposta curta e objetiva, ela me disse: Tio, o que eu mais gostei foi a Piscina!
Coisas de criança...
Cada um tem a sua percepção e eu tive as melhores, embora ache que a prefeitura está precisando cuidar mais da cidade e de todos os pontos turísticos que a capital cearense nos oferece. As pessoas são simples, acolhedoras e nos recebem com um sorriso no rosto em qualquer lugar que seja. Uma bela surpresa foi saber que a Praia do Futuro não é tão deserta como imaginava e que os bares que existem no local são verdadeiros aglomerados de atrações e que terminam deixando o espaço um pouco agoniado e cheio de preços altos, já que pelo conforto e comodidades, temos que pagar algo mais.
Na Praia de Mucuripe, as embarcações lembram a canção do Fagner e deixam o local com um belo visual, sendo também ideal para se comprar peixe e iguarias do mar nas várias lojinhas administradas pelos próprios pescadores.
Valeu, Fortaleza, até a próxima visita, com mais tempo para observar tudo com mais calma.

sábado, 30 de março de 2013

Mimos da Terra

A foto mostra um pouco do que podemos encontrar no Mercado Central de Fortaleza, que nos seus quatro andares oferece de tudo os visitantes, seja em matéria de calçados, alimentos, roupas, artesanato, joias, iguarias, cachaças e muitos preços legais, o que é melhor.
É possível comprar muito e gastar pouco, já que o segmento é popular e muito visitado pelos turistas que sempre lotam os seus andares e fazem a festa quando encontram produtos diferenciados para comprar, já que a maioria dos alimentos e artesanatos são característicos da região e fazem com que muitos busquem comprar, seja para uso próprio ou para presentear os amigos e parentes. Não se torna cansativo andar pelos seus corredores e ver a criatividade do povo cearense em cada peça mostrada no local, que é o ponto de encontro da maioria das pessoas que visitam Fortaleza.
A cidade comporta grande comércio de confecções, onde podemos encontrar de tudo, com preços bem convidativos e que são especiais para muitos revendedores do Brasil, que lotam as ruas onde são vendidos os mais diversos tipos de segmentos de roupas, desde o mais simples até os mais sofisticados e que atendem a uma grande parcela da população.
A grande diversão do Mercado Central é poder se deliciar com as iguarias que são vendidas no primeiro andar, onde a rapadura é a principal delícia oferecida. Há castanhas de caju por preços incrivelmente baratos, além da batida, da castanha do Pará e outros grãos que são vendidos em sacolas pequenas ou por quilo.
Os doces caseiros e cocadas são pecados que devem ser saboreados aos poucos, sem medo e sem culpa, pois o gostinho de quero mais é algo que não sai da boca e faz com que passemos da conta em vários momentos de degustação.
O local não é climatizado, mas recebe boa ventilação e não deixa que ninguém fique afobado com o calor da cidade, embora nestes dias tenha caído alguma chuva, mesmo que com pouca intensidade. Voltamos para casa satisfeitos e cheios de mimos para relembrar um pouco da cidade de Fortaleza, pois cada momento neste espaço cultural e de grande movimentação popular nos remete a uma sensação de alegria, onde cada detalhe nos faz perceber que as melhores sensações estão nos momentos, onde descobrimos a beleza de um produto artesanal ou o sabor elaborado de um doce caseiro. Comer um cuscuz recheado também vale!

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...