segunda-feira, 10 de setembro de 2012

I Bienal Internacional do Livro do Agreste

Garanhuns é a sede da I Bienal Internacional do Livro do Agreste e tive a sorte de conferir o primeiro dia do evento que está montado na Esplanada Guadalajara, permanecendo até o dia 16 de Setembro com muitas atrações, desde lançamentos de livros, CD's, passando por apresentações de teatro e recitais. O auditório Luiz Gonzaga, no Centro Cultural, recebe, também, palestras e outros eventos relativos à literatura durante todos os dias do evento.
Fui com as minhas sobrinhas ontem e cada uma trouxe vários livros para casa, pois as promoções eram bem sugestivas e favoreciam a compra e incentivo à leitura. O espaço ficou bem diversificado e certamente vai ser muito bem aproveitado durante os dias do evento, já que a localização favorece muito a visitação ao espaço e faz com que todos possam desfrutar um pouco das diversidades da leitura num espaço bem montado e cheio de ambientes bem planejados, o que inclui espaços para autógrafos, café e ala para divertimento infantil, uma vez que conter a criançada num local tão cheio de oportunidades é algo que termina sendo bem complicado.
Minhas sobrinhas adoraram e eu também. Achei a iniciativa muito interessante e certamente Garanhuns ganhou muito com o evento que tem na sua primeira edição um porte pequeno, mas muito bem organizado e adaptado aos padrões dos eventos maiores, como é o do Recife, que acontece no Centro de Convenções e que terá uma nova edição somente no ano que vem.
Para mim já valeu somente pelo fato da minha sobrinha mais velha ter conhecido o significado da palavra "Bienal", pois até então era totalmente desconhecido para ela. Falei que se referia a um evento que ocorre a cada dois anos e que Bienal significava "Dois Anos". Ela abriu os olhos de curiosidade e mostrou satisfação ao entender isso.
A leitura e conhecimento só nos aprimora e isso é muito válido quando encontramos um evento que favorece isso e nos faz ter a completa sensação de que o investimento feito na cultura surte um efeito bom para as pessoas e faz com que elas sintam o gostinho e o prazer de degustar um livro com todos os seus assuntos e situações.
Bom seria se todos pudessem comprar os livros oferecidos.
As escolas do município distribuíram vales para os professores, mas seria muito bom se fosse distribuído um vale também para os alunos, nem que fosse de R$ 5,00 para cada um, pois somente o gostinho de ir a uma feira daquelas e sair de lá com um pouco de conhecimento na mão, já teria valido o passeio.
Eu comprei vários livros de estorinhas para as minhas sobrinhas e gastei somente R$ 15,00. Eram pequenos livros, com textos curtos e muitas imagens, mas tenho certeza de que farão a festa em casa e possibilitarão muita imaginação solta nas horas de lazer. Ontem mesmo vê-las pintando alguns deles, que tinham áreas de passatempos, já foi um deleite, imagine saber que a leitura que será feita poderá despertar um pouco mais sabedoria e criatividade na cabecinha delas já tão cheia de histórias e pensamentos.
A minha sobrinha mais velha estava ontem, contando a estorinha para a outra menor, que ainda não é alfabetizada. O olhar atento desta era a certeza de que a intenção foi válida e que a compra foi realizada com êxito e as levará a conhecer um pouco mais da nossa literatura e com isso se tornarem pessoas mais cheias de conhecimento.
Sucesso à Bienal do Agreste!

domingo, 9 de setembro de 2012

NegaLora

O novo trabalho da cantora Cláudia Leitte, Negalora, é espetacular, pois ela consegue mostrar talento e esmero numa grande apresentação realizada no Teatro Castro Alves. O repertório não é muito de axé, mas de romantismo. Deixo a música GPS aqui no blog:

Achei
Achei que me achava quando te achei
Achei que precisava, me apaixonei
De toda novidade, resolvi falar
Achei necessidade de desabafar

E que você iria me compreender
Achei que eu queria mais que te querer
Achei pouca vergonha e me apaixonei
Achei felicidade quando eu te encontrei

Venha, meu amor, meu amor
Olhe para mim, para mim
Como eu queria que na vida
Não houvesse fim

Venha para mim a glória
Já não tem razão
Tu tens o endereço e chaves
Para o meu coração

E o que mais quero da vida, amor
É diversão
Sou fã da fantasia, mas
Mas sem desilusão

E no mais, com você
Quero ficar
Contente, eu agradeço
Com tudo que Deus dá

Acho que o beijo assa quando tem calor
E que vida passa quando não tem cor
Que não se perde tempo no sinal parado
Acho que todo mundo está mais educado

Que todo Caetano tem Gilberto Gil
Não sei se americanos gostam do Brasil
Mas sei que em São Paulo tudo funciona
Que bom que Rita Lee não tem que ser Madonna

sábado, 8 de setembro de 2012

Fazenda Brejo

A Fazenda Brejo, em Saloá, distante 35 km de Garanhuns, é um hotel fazenda que oferece muitos atrativos aos visitantes, fazendo com que a tranquilidade seja logo substituída por diversas atividades que são oferecidas durante o dia. Logo cedo, um café da manhã regional é servido e depois um aquecimento é feito para aqueles que desejam enfrentar uma trilha pelos caminhos da propriedade que oferece uma vista maravilhosa, nascentes de águas cristalinas, estufas com muitos tipos de plantas, animais e muita vegetação preservada.
Após a caminhada, podemos escolher entre ficar no hotel ou seguir para a piscina que fica embaixo de uma pequena cachoeira e proporciona um banho fresquinho e revigorante. Hoje não me aventurei, pois o frio estava demais e a caminhada foi o que eu precisava para esquentar um pouco o corpo que estava sentindo na pele os efeitos do clima montanhoso da região. Minhas sobrinhas adoraram e mesmo batendo os dentes de frio, não deixaram de se divertir.
Um almoço foi servido após a brincadeira na piscina e posso dizer que o melhor da culinária regional estava lá e pude matar a saudade de um bom sarapatel, com um sabor caseiro e tempero no ponto. Adorei o suco de pitanga fresquinho e também o feijão gostoso e cheio de verduras.
Após uma pausa para descanso, fomos até o haras para andar à cavalo e poder sentir um pouco o gostinho da fazenda, pois esta atividade é uma das preferidas de todos. No meio da tarde, veio o lanche que foi regado com caldo de cana, pão doce, geleia e café quentinho. Delícias todas muito bem degustadas pelo grupo que lá estava.
Após tudo isso, ainda sobrou tempo para uma pescaria no imenso lago que fica na entrada da fazenda. Após, uma nova pausa e preparativos para o jantar, que será ao som de um forró pé de serra e muitas comidas gostosas, novamente. Difícil controlar a gula e o peso num local assim.
A administração é simples, porém organizada. Todos são atenciosos e conseguem cativar os visitantes e fazer com que todos sintam um gostinho de quero mais e busquem retornar para outras visitas e passeios. A Fazenda Brejo é um local que já tinha escutado falar, mas nunca tinha ido e o feriadão foi uma ótima oportunidade de conhecer, ainda mais porque estava acompanhado da minha mãe, irmã e duas sobrinhas. Elas adoraram e eu também. Dias assim são essenciais para o nosso descanso e melhoria da alma, pois o contato com a natureza só nos faz bem e consegue nos proporcionar ótimas lembranças.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Desordem e Progresso

Hoje é o dia da Independência do Brasil e o feriado comemora uma data importantíssima para todos nós, embora tenha caído no esquecimento para alguns, pois a maioria da população nem saiba o que se comemora no dia de hoje. Na verdade, o dia 7 de Setembro marca o início da nossa liberdade como Nação e as palavras Ordem e Progresso da nossa linda bandeira hoje representam algo bem diferente e que não podemos deixar esquecido no tempo.
Enquanto o Brasil alcançou um progresso considerável em vários aspectos, desenvolveu também uma desordem grandiosa e que muitas vezes ainda nos envergonha e nos faz pensar como seria o nosso país de existissem mais políticos com vergonha na cara e a população tivesse mais dignidade nos aspectos mais básicos da educação, saúde e segurança.
Até os desfiles cívicos não possuem mais aquela grandiosidade, pois a adesão é tão pouca por parte dos alunos e militares que terminamos não sentindo aquela empolgação que antes era algo bem característico e encantava a todos. Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que estavam no centro de Garanhuns hoje para assistir ao desfile das escolas, exército e polícia militar; mas enquanto o público compareceu em grande quantidade, ocorreu o inverso com os participantes dos desfiles que eram minguados e quase sem expressão. As escolas pareciam não estarem integradas e as bandas marciais eram simples e sem tanta organização. A banda mais tradicional da cidade, a do Colégio Diocesano, desfilou sozinha, sem os alunos do colégio, fazendo com que aquela beleza que antes era vista se tornasse algo apagado. Era lindo ver os desfiles dos Colégios Diocesano, XV de Novembro e Santa Sofia, pois levavam uma grande quantidade de alunos para a rua e mostravam fardamentos impecáveis, sérios, padronizados e mostrando o respeito à data que era celebrada em grande estilo. Hoje tudo é diferente, mas não posso negar que mesmo assim senti um frio na barriga quando as bandas marciais passavam pela Avenida Santo Antônio, pois lembrei da minha infância e do tempo que também desfilei naquele local. Hoje vi a Escola Adventista, que foi a minha primeira escola e pude perceber que o grupo de escoteiros, os Desbravadores, ainda continuam firmes na sua jornada, embora num grupo pequeno e bem diferente do que existia na minha época. 
Tudo vai mudando de padrão e o que era ordem se torna desordem, pois até o local para os desfiles as pessoas não respeitam muito e terminam fazendo de algumas apresentações verdadeiros blocos de carnaval, onde todos passam e ultrapassam e ninguém termina vendo o desfile de forma adequada.
Outra coisa que me chamou a atenção neste ano foi a presença marcante dos "balizos" na frente das bandas marciais. Eles chamam mais a atenção do que as mulheres e as poses que fazem deixam qualquer baliza no chinelo, pois em matéria de plumas e penas ninguém solta mais que eles. Um deles parecia madrinha de escola de samba e soltava até beijinhos para a plateia, além de fazer biquinhos para as fotos que as pessoas registravam. Foi um momento tão diferenciado nestes eventos que já foram mais sérios e hoje se adaptaram à realidade dos tempos modernos e fazem a festa de todas as formas, nem que isso pareça um pouco excessivo e sem sentido.
Adorei o desfile de hoje, pois as minhas lembranças foram muitas e só me fizeram lembrar dos meus bons tempos de escola aqui em Garanhuns.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Falar Bonito Para Surdos

Não adianta usarmos palavras difíceis, falar bonito e de assuntos que não são conhecidos dos nossos semelhantes e interlocutores, pois isso se tornará um trabalho árduo, sem frutos e cheio de arestas. Temos que comer farofa com feijão ou manjar dos deuses de acordo com a ocasião e não por mera boniteza e alucinação.
Nada vale ficarmos blasfemando palavras para os incrédulos, sem eles nem sabem o significado disso e se acham somente "inguinorantes", nem que para escrever tal blasfêmia tenhamos que usar mais letras e até abusar um pouco das nossas cordas vocais que já se acostumaram a falar outra palavra, correta e bem mais fácil de ser escrita.
A sensação de impotência é terrível quando falamos algo para uma pessoa e escutamos ou um silêncio abissal ou uma pergunta desencontrada mostrando que o entendimento não foi completo e que na verdade o que há são interrogações, se é que eles também conhecem este sinal gráfico.
Ontem eu quase vi uma briga entre duas pessoas porque um deles fez uma pergunta e o outro, por desconhecer o significado, ficou irritado e retrucou de forma grosseira e nitidamente sem educação. Aliás, educação é o que falta a maioria das pessoas que nem sequer sabem ler ou compreender o que geralmente falamos ou escrevemos e terminam ficando estrangeiros da sua própria língua e parecendo analfabetos melhorados num mundo que exige muito mais do que isso.
Trabalho com pessoas, com recursos humanos, com gente de todos os tipos. Em algumas situações notamos grandes diferenças, mas é justamente quando eles nos procuram para pedir demissão é que percebemos a falta de uma educação adequada e básica, já quem nem sabem o que escrever num papel em branco. Algumas vezes a dificuldade não é de pedir demissão mas de escrever o que a mente deles está tentando sem sucesso enviar para as suas mãos trêmulas e sem capacidade suficiente de formalizar um pensamento, um desejo.
Uma vez o meu primo, já grande, homem feito, me pediu para escrever uma carta para a namorada dele e neste caso notei que existiam as duas dificuldades, de pensar e de escrever, pois nem saber o que colocar no papel ele sabia. É uma vergonha uma situação dessas e começo a acreditar que o meu tio, como pai, não fez o papel dele adequadamente.
Não vamos deixar somente nas mãos do Estado e Municípios o compromisso com a educação, mas em nós mesmo, pois as oportunidades existem e temos que ir ao encontro delas e com isso conseguir acumular nas nossas mentes o conhecimento necessário para termos uma vida em sociedade mais justa e com mais dignidade.
Entender a vida e todos os seus significados é obrigação do homem compromissado com ele mesmo e com o seu futuro. O que pode uma pessoa sem este apego esperar da vida? Que até o fim da sua vida as pessoas estejam ali, ditando e escrevendo as suas lamentações ou desejos?
O homem precisa bem mais que isso.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Alívio Imediato

Ontem fiz algo que não aconselho ninguém fazer...
Uma espinha nasceu no meu pescoço, mais precisamente por trás da minha orelha e a danadinha ficou encruada e não pipocou e nem secou. Ficou aquele caroço incômodo e esteticamente feio no local e isso já fazia uns meses. Ontem perdi a paciência e resolvi dar uma mãozinha para ela e fazer com que ela despertasse mais rápido do sono profundo e preguiçoso que se encontrava.
Primeiro passei numa farmácia e comprei uma seringa com uma agulha bem fina. Até aí tudo bem, o pior foi ter que aturar o olhar duvidoso do vendedor quando eu disse: "Quero uma seringa bem pequena, com uma agulha bem fina". Ele olhou para mim com uma cara de: "Pronto, vai se drogar".
Nada disso, mas o alívio que senti me deu esta sensação. Fiquei meio "Odara, misturado com Maluco Beleza".
Vamos voltar à espinha...
Cheguei em casa, limpei bem o local e apertei a danadinha e lasquei a agulha na pele, no cru mesmo, e para minha surpresa não senti dor alguma. Rapidamente a secreção que estava encruada começou a sair e, ao contrário do que pensava, era bem pequena e nada que justificasse aquele caroço infame no meu pescoço. Apertei, apertei e nada de massa, só um pouco de sangue acumulado e secreção. Acordei hoje com um alívio tremendo e com uma ótima observação: Não havia inflamado.
Antes eu tivesse tirado antes e não ficado esperando por uma aparição que não aconteceu.
Usei uma seringa descartável e, claro, este foi um dos motivos para que não acontecesse nenhuma inflamação, pois o material era estéril e não iria me causar nenhum dano. O que mais me deu receio foi a dor, mas esta eu nem senti. Isso acontece muito em vários outros aspectos da nossa vida, pois algumas vezes a dor é menor do que o problema que temos e passar por ela se torna um grande alívio e satisfação sem fim.
Agora é esperar que o ferimento seque e cicatrize de vez, o que já está em fase bem adiantada e possibilitando que o meu pescoço volte ao normal, sem que a temível espinha o deixe com uma aparência ruim e inchada. Sou meio agoniado com espinhas, acho que pelo fato de já ter tido muitas na minha adolescência e ter sobrevivido a elas sem as temíveis cicatrizes no rosto. 
Quero logo exterminá-las e essa foi a atitude que tive ontem e que muito me deixou feliz e aliviado. Só de passar a mão no meu pescoço e não sentir mais aquele caroço triste de feio já é um resultado que valeu a pena ser vivido.
Desta vez a dor não foi inevitável, pois ela nem existiu.
Melhor para mim e pior para a espinha que se foi com a água corrente que usei para lavar o local após a extração caseira e desesperada de alguém impaciente com determinadas coisas, principalmente com aquelas que afetam o meu corpo.
Outro dia conto como exterminei um cabelo encravado no meu braço que também tinha feito vários aniversários, até o dia que eu o matei com ácido e causei uma ferida generosa no local, que aos poucos foi secando, secando e hoje nem existe mais.
Coisas da vida...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Porquê

"Aquele que tem um porquê para viver pode suportar quase todos os comos"
Nietzsche

Realmente Nietzsche estava correto quando pensou na frase acima e ressalto a importância do que ele nos disse, uma vez que a vida da gente só tem sentido se encontrarmos uma finalidade, um motivo, um porquê. Vivemos muitas vezes nos relacionando, trabalhando e convivendo em sociedade sem nem mesmo sabermos por que realizamos tais tarefas e isso termina nos causando uma depressão terrível e uma sensação de desânimo por não encontrarmos a verdadeira essência do que realmente queremos para a nossa realidade e futuro.
Esse porquê tão esperado pode estar representado em pessoas, atividades, experiências, vivências, religião, família e tantos aspectos que somente a vida irá nos mostrar e que aos poucos iremos entender como cada um funciona e contribui para a nossa felicidade.
A curiosidade tão característica do homem faz com que ele tenha muitos meios de investigação, onde cada descoberta irá mostrar o caminho mais oportuno e que realmente combine com os desígnios que deverá traçar e com eles construir vários momentos felizes e cheios de satisfação.
Cada vez que temos um porquê mal resolvido, desenvolvemos muitos comos e isso aumenta muito a nossa chance de errarmos e também de descobrir o que nos faz aliviados e cheios de vitalidade. Nada pior do que viver sem um sentido, sem um porquê verdadeiro e andando em rumos incertos que só nos fazem perder o caminho e não chegar a lugar algum.
Suportar a vida é algo fácil, se temos a chance de ter uma ajuda, seja de que maneira for. A leveza se torna ainda maior e mais satisfatória, nos fazendo sorrir a cada dia e tendo a certeza de que o brilho do sol realmente vale a pena e que mesmo nos dias mais nublados o aconchego será o nosso companheiro, deixando de lado o frio e também a solidão.
Encontrar o porquê certo, adequado ao nosso espírito, é algo essencial e quando isto acontecer, devemos ter a certeza de que tudo é realmente válido e que todos os significados da vida merecem ser aproveitados com toda a sua magnitude.
Um porquê responde todas as nossas dúvidas...

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...