segunda-feira, 14 de maio de 2012

Animais nas Estradas


Na viagem que fiz para Garanhuns neste final de semana, contei 06 animais mortos na ida e 08 na volta. Todos eles eram cachorros e gatos e tinham sido mortos por atropelamento e pelo estado que se encontravam, há pouco tempo. Sempre vi animais mortos nas pistas, mas como agora, nunca.
É comum encontrarmos estas situações nas estradas, que podem parecer inofensivas para os carros maiores que passam por cima sem dificuldade e não perdem a estabilidade, mas para os carros de passeio, é um caos, pois temos que ficar desviando o caminho para evitar algum problema nas rodas ou também na carroceria, pois muitas vezes os animais são grandes e causam a diferença na hora da passagem por cima deles.
Ou os animais estão em busca de alimento ou os motoristas estão matando por maldade mesmo e não buzinam para afastá-los das estradas, evitando, assim, a morte de tantos bichos. Além disso, as pessoas criaram uma mania de disputar corrida nas estradas e terminam impulsionando os motoristas a correrem além da velocidade permitida e usam para isso de vários artifícios como a luz alta e luz cortada, além de não darem uma distância regular entre um veículo e outro, causando uma agonia terrível no trânsito e deixando o movimento cheio de conflitos e inseguro, pois uma freada brusca, por qualquer motivo, irá gerar um engavetamento de veículos, podendo causar danos materiais e pessoais.
Dirigir é uma arte, mas muitos não aprendem as técnicas necessárias e terminam pensando que estão jogando vídeo game, onde toda a velocidade do mundo é permitida e os acidentes não causam mortes reais e os danos não reverberam nos bolsos dos menos precavidos. Detesto dirigir quando alguém fica me apressando e me forçando a correr mais do que o normal. Ontem mesmo um motorista fez isso e fiz questão de observar o meu velocímetro e constatei que a velocidade que eu estava era bem acima da que a rodovia permitia e que eu estava sendo impulsionado a fazer o errado e arriscar minha vida. Mesmo assim ele ficou me apressando, mas eu não cedi, uma vez que a estrada era duplicada e ele podia passar facilmente para a outra faixa e correr à vontade. Quando ele se cansou de gastar o farol dele, mudou de faixa e seguiu em frente, com toda a sua raiva e falta de civilidade.
Isso não ocorre somente nas estradas e dentro da cidade é comum também. Na semana passada houve um engavetamento perto da minha casa e pelo estrago dos carros, notava-se logo que todos vinham em altíssima velocidade e, certamente, não deram a distância regulamentar entre um carro e outro, ultrapassando todos os limites de velocidade permitidos numa área urbana.
Se o sinal fica verde, as buzinas não param e parece que uma corrida vai começar, onde todos precisam ultrapassar o mais rápido possível os seus adversários para conseguirem um lugar no pódio da falta de noção e limites.
Os motoristas precisam aprender muito, pois o lugar dos animais nas pistas pode ser substituído pelos corpos deles se os devidos cuidados não forem tomados urgentemente.
Atenção sempre!!!

domingo, 13 de maio de 2012

Arte da Patinação

Muitos acham bonito patinar, mas na verdade é algo bem além, pois este esporte testa várias das nossas habilidades e o equilíbrio é a principal. Outras potencialidades precisam ser vistas, como a habilidade, coordenação motora, percepção, controle e força física, pois é uma prática que compromete muito da nossa energia e nos faz perder um pouco a noção do que é perigoso ou não, já que tendo um ritmo elevado nos pés ficamos sem muita noção do perigo e terminamos correndo mais do que o normal.
As quedas são constantes para aqueles que ainda não descobriram o melhor caminho a seguir e terminam sem o equilíbrio adequado para se organizar em três ou quatro rodas lineares que proporcionam uma sensação imensa de liberdade e prazer. 
Se formos comparar a nossa vida aos patins, poderemos encontrar várias semelhanças, pois quantos de nós não passamos os dias nos equilibrando e driblando os problemas que encontramos e com isso buscando velocidade para resolvê-los e, assim, chegar ao objetivo pretendido que é o bom desempenho e sucesso. A melhor sensação que podemos ter é o alívio no nosso rosto quando algo ruim passa e podemos, então, respirar tranquilos e sem problemas nas nossas costas.
A proteção é necessária em ambas as atividades, seja na patinação ou na vida e se não estivermos atentos a isso, certamente teremos arranhões e machucados difíceis de serem resolvidos, causando um certo desconforto por algum tempo e impossibilitando que alguns movimentos sejam feitos por nós com mais tranquilidade e satisfação.
Escolher o patins ou o caminho certo para deslisar é importante e saibam que é o princípio de tudo, pois não adianta nada estarmos bem preparados se não sabemos o caminho que estamos pisando. Se no esporte é assim, imagine na nossa vida? 
Se não soubermos escolher isso muito bem, ficaremos com uma sensação de impotência muito grande e isso irá nos causar grandes males todos os dias e contribuirá negativamente para outros desempenhos que iremos ter nesta longa caminhada, quer pode ter curvas, elevações, lombadas, mas que precisa ser seguida com determinação e coragem.
Vamos usar os nossos patins adequadamente e fazer com que ele possibilite grandes descobertas nas nossas vidas, criando diferenciais e resultados grandiosos.
Deslisar com cuidado, sempre, mas nunca evitando os desafios e caminhos que virão...

sábado, 12 de maio de 2012

Mestiça

Mas eu adoro ver
Mas eu adoro ver

Eu adoro ver

o teu jeito mestiço
faz lembrar o feitiço que tem
Que tem, que tem
a cabocla bonita do Pará

Mas eu adoro ver

Mas eu adoro ver

Eu adoro ver

o teu jeito cigano
ele é índio ele é meio cabano

É a mistura de três raças

onde o sangue se entralaça
na terra de Santa Maria do Gran Pará

De Guaimiaba somos descendentes

eu sou de uma tribo valente que lutou
os mundurucús, os tembés
Juruna contra os desbravadores

Meu amor eu sou nativa

cativa, cativa, cativa eu não sou
E mais eu sou
prisioneira do amor

E mais eu sou

prisioneira do amor

(Sou nortista, sou brejeira brasileira)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Treinar a Alma

Treinar pessoas é bem mais do que ensinar técnicas profissionais ou pessoais, pois se não conseguirmos chegar até o íntimo de cada um para dar foco no que eles mais necessitam para evoluir, o resultado pode não ser tão satisfatório e com isso não agregar resultado ao que pretendemos conseguir.
Quando deixamos que as pessoas fiquem somente escutando um ensinamento e não os colocamos para vivenciar o que foi dito, o resultado é bem inferior e este ao invés de motivar termina deixando o grupo sonolento e com receio do que foi aprendido. A satisfação em treinamentos é algo bem disforme, pois se uns adoram receber este tipo de técnica para se aperfeiçoar, outros se bloqueiam e fazem deste momento um martírio, onde a possibilidade de trocar experiências em grupo se transforma numa prisão ou num vexame público.
Ousar é a palavra de ordem para quem quer aprender e se não tivermos um pouco deste item, voltaremos para casa do mesmo jeito que chegamos e sem ter acrescentado nada a nossa alma, a não ser o cansaço e a sensação de tempo perdido. Nada é mais interessante do que sentir que precisamos evoluir e com isso deixar aflorar o que é mais importante para este resultado e com isso nos transformarmos em pessoas e profissionais melhorados e com mais chances de consolidar equipes e cativar pessoas.
Nenhuma forma é tão satisfatória quanto as vivências e dinâmicas de grupo, mesmo quando encontramos pessoas fechadas e resistentes. O bom e perfeito é sentir que aos poucos esta evolução foi sendo feita e que, cada um, do seu jeito, foi evoluindo e deixando a transformação surgir.
Gosto de estar sendo treinado e com isso perceber que ainda tenho muito caminho pela frente, seja acompanhado ou descobrindo sozinho as melhores formas de melhorar e criar soluções para as problemáticas do cotidiano que não permite que sejamos pessoas ordinárias e nos cobra sempre o extraordinário.
Não temos nada a perder e se fechar para o que a vida nos proporciona é atitude sem fundamento e que só nos coloca no fundo do poço da evolução e da sabedoria. Aprimorar o talento de cada um de nós não custa muito, mas isso só é possível se abrirmos a janela da nossa alma e deixarmos que o jardim que lá existe possa florescer e deixar o sol brilhar nas nossas vidas.
Evolução é a saída para todos nós...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Atenção aos Detalhes


Ontem estava numa repartição pública que estava passando por uma reforma e ao chegar percebi que todos os lugares disponíveis para sentar estavam empoeirados e com resíduos da pintura que estava sendo feita. Como estava com um pedaço de papel toalha na minha bolsa, limpei e fiquei sentado esperando o meu atendimento. Depois de alguns instantes, a pessoa responsável pela limpeza, veio até a sala, varreu o chão, limpou os balcões e saiu para executar outras atividades no interior do órgão público, que tem muito movimento e lida diretamente com o público.
Achei interessante fazer uma intervenção no seu trabalho, pois as cadeiras ficaram lá, sujas, cheias de poeira, impossibilitando que as pessoas fossem atendidas adequadamente e com um pouco de conforto.
Falei ao seu ouvido: Passe um paninho nas cadeiras, pois estão cheias de poeira.
Ela olhou para mim e prontamente ficou vermelha e nitidamente surpresa com a minha intervenção, pois eu não era nada da repartição, a não ser uma pessoa como outra qualquer e que buscava um atendimento naquele dia. Os chefes do departamento não estavam nem aí, pois as cadeiras que eles usavam estavam limpas e os balcões também.
Ela limpou as cadeiras e após este fato, as pessoas começaram a se acomodar e esperar o seu atendimento, que era demorado e feito com mau gosto.
Essa é a realidade dos atendimentos prestados ao público em muitos locais e não precisam ser somente públicos, pois nos particulares também encontramos aberrações. Se não houve a preocupação de limpar as cadeiras destinadas ao público é porque o valor que é dado a eles é muito pouco e passa despercebido aos olhares menos atentos e que só visualizam o que é superficial.
Não vi lógica nenhuma em limpar o cão, os balcões e deixar as cadeiras sujas.
Que trabalho mal feito é esse?
Se detalhes como esses não são perceptíveis, imagine outros? Será que as pessoas que trabalham lá na repartição pública iriam executar suas atividades num local sujo?
Infelizmente o desrespeito é grande e as pessoas não enxergam prestação de serviço como algo sério e sempre entendem que as pessoas precisam ficar à mercê de um atendimento fraco, em péssimas condições ambientais. Atenção aos detalhes nunca é demais e quando eles envolvem pessoas e satisfação, temos que ter o máximo de cuidado para que tudo seja perfeito e possa inibir qualquer reclamação e descontentamento.
Esperei horas pelo atendimento, mas pelo menos o lugar estava limpo.
Imagine se estivesse de pé devido ao assento sujo?

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ex Mai Love


Amores passados podem assumir muitas conotações, desde o sofrimento, passando pelo alívio e, enfim, pelo esquecimento. A nossa reação para estas situações é, primeiramente, verificar se o que antes era realidade agora precisa ser sofrimento, pois se este não for necessário, temos que agradecer aos céus e entender que a nossa vida agora é bem melhor e menos agoniada.
Alguns “Ex Mi Love” valem muito nas nossas vidas e isso se dá pelas eternas contribuições que foram realizadas durante o período em que estiveram ao nosso lado, fazendo com que a nossa vida fosse realmente válida e cheia de surpresas. Outros “Ex mi love” precisam e devem ser esquecidos porque de tão inertes passaram batidos e não geraram nenhuma lembrança boa e que deva ser guardada por nós.
A nossa mente só deve apreender o que é bom e tratar o que é ruim de forma diferenciada, moldando as arestas para torná-las mais fáceis de lidar, evitando o nosso sofrimento por muito tempo.
Se alguns “Ex Mi Love” valem ouro, outros não valem nada e só nos causam inquietação e uma sensação de fracasso, pois foram, de certa forma, tão danosos que causaram incríveis prejuízos no nosso espírito e mente. Nada pior do que ficar só pensando na “Morte da Bezerra”quando ela nem sequer mamava quando estava viva e passava os dias somente ruminando o que não valia a pena e cuspindo na nossa cara a sua baba nojenta e cheia de resíduos do passado que não serviam de nada.
Um “Ex Mi Love” pode ser o nosso melhor amigo, desde que ambos tenham a cabeça aberta e consciente dos seus potenciais e defeitos, aceitando cada um da forma como são e fazendo o possível para viver melhor e em paz na vida. Inimizade só afeta relações, mina sentimentos e faz com que o rancor cresça nos nossos corações e faça dos nossos dias verdadeiros martírios, que são difíceis de serem carregados por muito tempo.
Nada melhor do que viver a vida em paz e com tranquilidade, sem preocupações e com a consciência limpa de todos os males e situações que não foram boas na nossa vida e que agora servem como ensinamento para outros momentos que poderemos ainda desfrutar, seja sozinhos ou ao lado de outras pessoas que farão a diferença na nossa vida ou quem sabe nos deixarão aperreados do mesmo jeito.
Os relacionamentos são assim mesmo e nem todos serão bem lembrados. Uns sim, outros não, mas todos serão “EX Mi Love”, certamente.
Se alguns parecem tecnobrega e outros Bossa Nova, não importa, o que vale é a vivência e o ritmo que deram às nossas vidas, tornando-as mais agitadas ou calmas.
E vamos vivendo...

Texto de hoje inspirado no CD da Gaby Amarantos, que além de divertido é muito passional.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Remédio para Tudo

Uma amiga sempre me diz: A única coisa que não tem remédio é para gente feia. 
Acho que a morte é a única coisa que não tem remédio, pois gente feia, com dinheiro, fica bonitinha. O que acho interessante são os remédios populares e que fazem parte das tradições dos mais variados locais do Brasil, pois cada um tem o seu jeito de medicar uma situação que os especialistas passam anos estudando e terminam nem encontrando a solução. 
Verdade ou mentira, eu sei que funcionam.
Quando era criança, cansava de curar minhas gripes com o lambedor que a minha avó fazia e as dores de barriga com os chás de boldo que minha mãe preparava. Foi com a aroeira que limpei o meu rosto e o deixei livre das espinhas, assim como melhorei a secura do meu cabelo com a babosa. A fraqueza era sempre curada com um pouco de cerveja preta e ovo cozido e nada melhor do que o mel para tirar a tontura causada pelo suor em excesso.
Se tinha insônia, um chá bem doce da flor de laranjeira sempre resolvia e quando este faltava, um suco de maracujá fazia o mesmo efeito. Para deixar a pele limpinha, um banho com a esponja da cabaça fazia com que os poros ficassem livres e pudessem respirar. Sal grosso e banho de ervas sempre foram bons para tirar o olho gordo e para ajudar as rezadeiras faziam sua ação com muita arruda na mão, que além de ser ótima para estes males, ainda tem um banho poderoso e que proporciona uma boa purificação para a pele.
Capim santo era para os dias de má digestão e o limão para tirar a caspa dos cabelos. 
Eram pouquíssimas as vezes que usava remédios de farmácia e quando estes entravam em ação eram nos casos de infecções ou doenças mais graves. Mesmo assim os remédios naturais não faltavam e serviam de ajuda necessária para realizar a cura por completo.
O que não tem remédio mesmo é a falta de humor, de compreensão, de atenção. Estas não possuem remédio mesmo e por isso são dependentes do homem que precisa tomar um chá de "Se Mancol" para poder entender que nem sempre tudo gira ao seu redor e que existem muitos outros astros neste mundo tão diversificado e cheio de significados e males.
Muito pior do que as doenças, são os pensamentos do homem e o que ele deixa de fazer para mudar isso. Os remédios que precisamos são outros e todos eles, sejam os mais simples ou complexos, dependem da nossa percepção e capacidade de apreender e irradiar um pouco da nossa afeição e alegria aos outros que nos cercam.
Sejamos o remédio de nós mesmos.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...