segunda-feira, 19 de setembro de 2011

No Coração do Universo

“Não permita, Deus, que eu morra, sem ter visto a terra toda
Sem tocar tudo o que existe
Não permita, Deus, que eu morra triste...”

Viajar é um deleite, uma forma indescritível de perceber o mundo, as pessoas e, principalmente, os costumes dos locais por onde passamos. Cada ponto é uma nova descoberta e não precisamos sair para muito longe para termos ótimas impressões do mundo em que vivemos e como é importante a nossa interação com ele.
Podemos viajar dentro da nossa própria cidade, no nosso Estado e também viajar nos livros e imagens que temos dos lugares que diariamente passam aos nossos olhos e que nos fazem viajar para lugares distantes, fazendo com que fiquem bem mais perto de nós.
Quando viajo, não procuro ter impressões corriqueiras e sim entender o contexto do local de uma forma mais profunda e uso a fotografia para eternizar estes momentos e com isso conseguir ter ótimas lembranças daquilo que vi e que ficou eternizado na minha mente. Não há palavras que possam descrever uma viagem feliz e cheia de boas lembranças e imagens captadas. Nada se compara às percepções que temos do mundo e se estas estiverem bem relacionadas com o nosso ego, poderemos modificar e aprender muito durante toda a vida, já que cada viagem nos traz uma sensação diferente, uma forma especial de contemplar a beleza da vida e de tudo que na terra existe e que precisa ser preservado pelo homem para que não pereça e tenha desgastes antecipados pelo uso inadequado do que a natureza nos proporcionou de graça.
Se podemos ir até o coração do universo, devemos fazer com que o nosso bata mais forte a cada conhecimento e vivência, pois não adianta nada ficarmos viajando e conhecendo o mundo com olhos descomprometidos e sem uma visão diferenciada do que podemos encontrar e também contribuir para que tudo seja cada vez melhor.

Texto inspirado na música “Oração do Anjo”, interpretada pelo cantor Rubi.

domingo, 18 de setembro de 2011

Caiu na Rede é Peixe

Hoje em dia, ficar bisbilhotando a vida alheia e com isso ficar infernizando a vida dos outros, seja para minar a felicidade ou até para destilar uma parte do veneno que guardam dentro de si, tornou-se um passatempo preferido para quem não tem o que fazer ou que morre de inveja da vida que os outros possuem e que, de certa forma, sabem que jamais terão situação igual, pois o vazio que sempre encontram no coração e a falta de respeito que destinam às pessoas, faz com que sejam sempre excluídos dos círculos de amizade.
Falo mais concretamente das redes sociais, como o Orkut e Facebook, que são ótimos meios de comunicação para encontrarmos amigos, saber um pouco do que andam realizando e também para não perder de vista os mais distantes e que dificilmente falaríamos com mais frequência.
O que encontramos em muitas situações são pessoas que sugam a vida dos outros, invejam o que os outros possuem, são intrusos onde não devem e terminam minando amizades de longas datas por não saberem o limite da educação e da grosseria. Algumas pessoas exageram na exposição e terminam deixando muito óbvias as suas realizações, felicidades e tristezas, dando margem para que a inveja seja mais presente nos olhares menos preparados para uma vida saudável e sem máculas.
O que vejo também é que grande parte das pessoas faz pose: pose de alegre, de rico, de amigo, de simpático, de intelectual, de triste, de tudo.
Só não fazem pose na hora de serem medíocres, intrusos, infames e pobres de espírito.
Como fazer pose se este é o máximo que eles podem oferecer?
Como na internet tudo é de todos e todos caem na rede, a melhor solução e podar as formas dessas pessoas danosas acessarem suas informações e com isso destinarem todo o vazio que possuem para os outros através de comentários desnecessários, conclusões equivocadas e mensagens medrosas.
Li até um artigo sobre isso nesta semana e falava dos relacionamentos na era das redes sociais, que estavam cada dia mais atrapalhados e fadados ao fracasso, pois nem todos respeitavam a individualidade dos outros e terminavam fazendo algo que não deviam e que atrapalhavam a felicidade alheia, pois nem todos suportavam ver a sua namorada ou namorado caindo na boca do povo por nada ou quase nada e somente por causa da falta de preparo das pessoas que não sabem lidar com esta ferramenta tão útil, mas que na mão de algumas pessoas se torna fútil e desprezível.
É melhor aceitar como seu amigo quem realmente for e deixar livre as fotografias e informações somente para aqueles que tiverem realmente algo de compatível com o seu momento.

sábado, 17 de setembro de 2011

Bambino e Bambina

Sempre admirei esta música do Ernesto Nazareth e José Miguel Wisnik e que foi cantada no encerramento do filme “Garrincha” por Elza Soares, musa do jogador e que fez parte da sua vida intensamente.
É uma música que retrata dor, arrependimento, sentimento...
A música faz parte do CD “Do Cóccix até o Pescoço” lançado pela Maianga Discos em 2002 e que reflete um ótimo momento da cantora quando teve vários compositores ao seu dispor para o lançamento de um trabalho que mesclou MPB, ritmos variados e música eletrônica.
É a canção que deixo registrada neste sábado.


 
Bambino

E se o ferro ferir
E se a dor perfumar
Um pé de manacá
Que eu sei existir
Em algum lugar

E se eu te machucar
Sem querer atingir
E também magoar
O seio mais lindo que há

E se a brisa soprar
E se ventar a favor
E se o fogo pegar
Quem vai se queimar
De gozo e de dor

E se for pra chorar
E se for ou não for
Vou contigo dançar
E sempre te amar amor

E se o mundo cair
E se o céu despencar
Se rolar vendaval
Temporal carnaval
E se as águas correrem
Pro bem e pro mal

Quando o sol ressurgir
Quando o dia raiar
É menino e menina
Bambino, bambina
Pra quem tem que dar
No final do final

E se a noite pedir
E se a chama apagar
E se tudo dormir
O escuro cobrir
Ninguém mais ficar

Se for pra chorar
E uma rosa se abrir
Pirilampo luzir
Brilhar e sumir no ar

Se tudo falir
O mar acabar
E se eu nunca pagar
O quanto pedi
Pra você me dar

E se a sorte sorrir
O infinito deixar
Vou seguindo seguir
E quero teus lábios beijar

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Multifuncional

Hoje vi a capa do CD que o estilista Fause Haten lançou e pude escutar algumas músicas e gostei do resultado, onde foi mostrado um trabalho bem direcionado e cheio de influências, assim como as várias faces que ele mostra nas passarelas com suas roupas bem cortadas e cheias de detalhes.
Ele me fez lembrar sobre as habilidades e multifuncionalidades que sempre temos que ter bem pertinho de nós, pois se ficarmos sempre restritos a uma só atividade durante toda a vida, poderemos ter poucas chances de evoluir para melhores dias e realizações, já que sempre nos é cobrado, seja direta ou indiretamente, um olhar diferente e uma forma de fazer várias coisas ao mesmo tempo, mostrando que o nosso talento não é restrito e precisa ter ramificações mais variadas.
Mas como descobrir os nossos talentos e habilidades?
Muito fácil.
É só perceber algo que fazemos muito bem e que está impregnado na nossa existência nos fazendo ser lembrados por aquilo,seja onde estivermos.
Podemos ser lembrados por uma comida diferenciada que fazemos, por uma fotografia que captamos, por um trabalho manual que possui riqueza de detalhes, por uma voz afinada ou até pela nossa capacidade de se reinventar a cada dia.
Com estas várias possibilidades, vamos elevando o nosso conceito como pessoa e vamos mostrando para nós mesmos que o nosso sucesso não depende somente daquilo que já desempenhamos profissionalmente e que nem sempre está adequado ao nosso perfil. Muitas vezes executamos atividades pelo status, pelo ganho financeiro e terminamos desligando da tomada a energia que temos para ser destinada a outras atividades que podem nos render muitos lucros e felicidades.
Às vezes até gastamos mais do que ganhamos com determinadas práticas, mas o legado que deixaremos através dela é algo que não terá fim e sempre formará a nossa característica mais forte e marcante.
Sejamos funcionais e dessa forma vamos aprender a dar pulinhos em ovos, sem quebrá-los ou até dar nó em pingo d'água.
Não importa.
O que vale é que tenhamos a coragem de sair do lugar comum e com isso provar para todos que somos capazes de algo mais, bem mais...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Imagino Pirâmides...

"Quem me fala em círculos, quando imagino pirâmides..."
Na música "Bordados de Psicodelia", Dulce Quental falou um pouco da sensação que temos quando encontramos pessoas despreparadas para a evolução e que terminam permanecendo nos mesmos lugares, em círculos, sem nunca evoluir no sentido piramidal.
O topo da pirâmide das nossas vidas é algo que nunca deve ser esquecido e não precisa que tenhamos posses e riqueza para que isso seja atingido. Poderemos conseguir este feito se estivermos satisfeitos com o nosso cotidiano e realizando atividades que nos elevem sempre e nos façam construir um mundo nosso cada vez melhor e cheio de bons resultados.
Se não nos atiramos para sentir as possibilidades que nos são disponibilizadas, estaremos fadados ao fracasso e isso não terá volta se não assumirmos o nosso papel de diretores da situação e com isso ir elevando a cada dia a base que começa logo cedo, em casa, sem o contato com a educação e o ambiente profissional.
Se somos educados para viver na servidão e não buscar os nossos próprios meios de sobrevivência e sucesso, dificilmente teremos chances de pensar e se não praticamos esta característica, ficará cada vez mais difícil sairmos do lugar comum e chegarmos até um patamar mais alto, onde poderemos desfrutar de uma visão única e diferenciada do mundo em que vivemos.
O topo da pirâmide não é largo e isso é proposital, pois denota um espaço resumido, para alguns, poucos, somente aqueles que destinaram esforço adicional e necessário para serem realmente diferenciados neste mundo tão competitivo que hoje vivemos.
Se continuar assim, daqui a alguns dias, ficaremos na ponta dos pés no topo da pirâmide, pois o espaço está cada vez mais resumido e disputado.
Vamos deixar de rodeios, de andar em círculos...
Vamos ascender, evoluir e enxergar o mundo com olhos visionários.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O Pó da Estrada

O Pó da Estrada nos mostra mais do que sujeira, nos traz a vivência dos desafios que passamos e também as pessoas que estiveram ao nosso lado, contribuindo ou até dificultando ainda mais o caminho. O que vale é a nossa evolução nisso tudo e também como aprendemos a lidar com situações que pareciam desgastantes demais e pouco propícias para que tivéssemos a prática da resiliência em nosso meio de atuação, seja em qual área for.
Lidar com as adversidades e com os atropelos dos caminhos são tarefas que nem sempre costumam ser vistas com bons olhos por todos nós, pois geralmente exigem esforço acima da média, algo que nem todos estão dispostos a enfrentar na sua trajetória de vida.
Sacudir a poeira sempre é necessário para que possamos avaliar como ficou o nosso estado vital e se este possui capacidade de evoluir para outros campos ou persistir no caminho que de tão árduo nos fez recuar um pouco ou até dar uma pausa para uma reflexão ou para um banho relaxante, onde podemos lavar a alma e novamente nos preparar para as caminhadas cheias de elevações, poeira e sol ardente em nosso rosto.
Tudo nesta vida tem o seu desgaste e nós, seres humanos, não poderíamos ser diferentes. O que nos diferencia das demais coisas existentes no mundo é que podemos perceber em nós este ciclo de involução e a partir daí criar estratégias para melhorias e adaptações numa vida que não nos deixa quietos e sempre nos tira do lugar comum.
Resiliência não é uma prática, mas uma característica pessoal que possuímos e que nos acompanhará para sempre, nos fazendo ter melhores ou piores resultados em tudo que escolhermos para nós. Pessoas que possuem esta característica sofrem menos, evoluem mais, aprendem sempre e nunca lamentam os equívocos ou contratempos que a vida lhes apresentou e que com maestria souberam conduzir muito bem.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Pare, Olhe, Siga...

Quando vi estas folhas nas cores verde, amarela e vermelho, fiquei pensando sobre os sinais que diariamente temos e que desprezamos o seu valor ou significado.
A vida nos dá sinais verdes para seguirmos, amarelos para refletirmos e pararmos um pouco para organizar nossos pensamentos e vermelhos para cuidarmos de nós com mais intensidade, parando de vez com aquilo que não nos oferece fruto e serventia efetiva para o que somos.
Sinais de vida são iguais a sinais de trânsito, pois ambos nos mostram uma forma de agir diante de uma situação que está diante dos nossos olhos e nem sempre queremos enxergar e ou ter cautela para agir corretamente. Fico impressionado como algumas pessoas arriscam suas vidas por nada e vivem ultrapassando os limites que a vida lhes apresenta, como se isso fosse o combustível necessário para uma vida boa e realmente cheia de saúde e muita satisfação pessoal.
Quando o nosso corpo está bem, tudo funciona perfeitamente e não temos problemas que nos deixem receosos e insatisfeitos com os sintomas que diariamente vão ocorrendo e que nos permitem entender que nós somos uma máquina, que por trabalhar diariamente e constantemente, em turnos ininterruptos, tem o seu desempenho comprometido por alguns instantes e faz com que as luzes acendam de vez em quando para nos alertar sobre as atitudes que deveremos tomar para melhorarmos tudo aquilo que iremos desempenhar, em todos os aspectos da nossa vida.
O vermelho, mesmo sendo uma cor vivaz, nos remete ao perigo e nos chama a atenção para aquilo que é mais instável e inseguro para nós, permitindo que aos poucos tenhamos a possibilidade de tonalizar esta cor e com isso transformá-la em amarelo para que, assim, as reflexões venham à tona e nos façam ter mais domínio daquilo que desejamos realizar ou ser.
Depois desta fase, partimos para o verde, união do amarelo com o azul, que é o pensamento livre e solto. Nesta fase temos certeza do que poderemos realizar e onde pisaremos com mais segurança para que os nossos caminhos sejam ágeis e denotem fluência e não provoquem congestionamentos de ideias, energia e principalmente de defeitos, causando na nossa vida um grande turbilhão de sensações e que nunca nos deixam só.
Pare, Olhe e não deixe de Seguir, nunca...

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...