sexta-feira, 3 de junho de 2011

Reconstrução

Quando viajei para Maceió nesta semana, pude perceber como as chuvas afetaram algumas cidades este ano e como ainda as pessoas estão reconstruindo suas vidas às margens dos rios. É uma visão ruim de uma situação já conhecida, mas ainda não resolvida totalmente, pois muitas pessoas ainda insistem em residir nos locais de risco, ficando na iminência de  serem afetadas novamente. Por sua vez o  governo e prefeituras não fazem a sua parte para ajudar de forma mais efetiva estas pessoas que tanto necessitam de apoio.
Algumas casas estão sendo construídas num local mais alto na cidade de Barreiros, mas em Palmares não vi movimentação alguma para melhorar o que está destruído. A cidade parece mais um cenário de filme de guerra e as ruínas fazem parte da paisagem que antes era bem mais interessante.
Observando o nível das águas pelas fotos que foram divulgadas, ficamos até sem acreditar que a água tenha subido tanto e atingido tantos locais, já que o vão por onde o rio passa não é raso e para ser enchido precisa de muita água.
Em Xexéu, passei pela ponte móvel que foi construída para suprir a passagem que foi comprometida pelo deslizamento de uma ponte. Um caos. Fiquei mais de uma hora num congestionamento e imagino como está a vida de quem reside por ali e que se locomove diariamente para ir trabalhar e resolver assuntos nas cidades maiores, como Palmares.
E o pior, não vi muita evolução no conserto da ponte e parecia que aquele caos todo era normal, se fôssemos observar o semblante dos soldados que ali faziam guarda. Agonia total. Uma viagem que demora 3 horas e meia foi feita em quase 6 horas e cheguei ao Recife cansado e descontente.
Como se fosse pouco, ainda pequei um congestionamento do tamanho do mundo no início de Jaboatão até o Aeroporto.
Não sei o que é pior...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Quintas Trelosas

Hoje teve início o projeto “Quintas Trelosas”, que trará a cada início de mês, sempre na primeira quinta-feira, atrações diversas para agitar o Clube das Pás, reduto do brega e dança de salão. Neste projeto, a proposta é diversificar e trazer nomes da MPB ainda em ascensão e com isso mostrar ao grande público os novos talentos que estão aparecendo, sendo valorizados os artistas locais e nacionais.
Nesta primeira edição, os shows ficaram por conta de Ortinho e Tulipa Ruiz e a casa de eventos ficou lotada de pessoas jovens e descoladas, onde todos queriam curtir uma noite com muita música alternativa e DJ esquentando o salão.
A DJ Lala K começou tocando às 10:00 e animou o salão até a meia noite, sempre levando para o público ritmos variados com toques eletrônicos e com valorização dos artistas pernambucanos, que tinham suas músicas revisitadas por uma competente profissional.
Depois foi a vez de Ortinho tocar o seu POP ROCK e fazer com que o público lembrasse os tempos da Banda Querosene Jacaré, quando ele fazia parte do grupo. O público participou do show e as músicas que ele tocou eram bem conhecidas e agradaram a todos. Ainda não tinha visto o trabalho dele solo, mas o resultado foi muito bom.
A musa da noite foi a cantora Tulipa Ruiz, que trouxe pela segunda vez ao Recife o show Efêmera, do CD homônimo e que foi considerado pela crítica como um dos melhores de 2010, pois tem sonoridade diferenciada, letras bem elaboradas e a voz da cantora é uma mistura suave de timbres que agradam qualquer ouvido.
Nas duas primeiras músicas, a cantora desafinou um pouco e a partir da terceira conseguiu segurar o público com muita intimidade, fazendo com que todos cantassem suas músicas e participassem do espetáculo de forma muito natural e bonita de se ver.
Tulipa é uma promessa da nova MPB e tenho certeza que o seu talento fará muita diferença no cenário musical brasileiro, pois é difícil encontrar hoje em dia um artista tão natural e talentosa, que saiba juntar o canto e a composição de forma grandiosa e com muita harmonia.
Matei a vontade de conhecer o trabalho dela, que até então só tinha escutado através do CD. Ao vivo é bem melhor e vários foram os momentos que viajei nas músicas, relembrando momentos da minha vida, através das letras fáceis e cheias de imaginação.
Quando sai de lá já passava das 03:30 da madrugada e a DJ Lala K se preparava para os últimos sons da noite. Não fiquei para este grande final, mas tenho certeza que foi muito bom.
Vamos ver o que nos trará as próximas edições do projeto. Se formos nos basear pelo início, as previsões serão as melhores possíveis.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Por que pintam os caules das árvores de branco?

Desde criança me fazia esta pergunta e agora resolvi deixar registrado aqui no blog minha percepção sobre o assunto, que foi amplamente observada durante anos e anos, nos mais variados parques e jardins.
Mentira...
Tive essa ideia a partir desta fotografia, que tirei esta semana, no jardim da empresa que trabalho, pois a pessoa que cuida dele lascou tinta em tudo que foi árvore e deixou aquele aspecto "túmulo de cemitério" ou " meio fio de calçamento" em todas as belas árvores do local.
Não deu outra, fotografei.
Na minha opinião, a pintura dos caules acontece para enfeitas as árvores e não para proteger, pois se assim fosse, todas as árvores do mundo estariam acabadas e corroídas pelos insetos. Pintar com cal é um ato que visa deixar o jardim com um aspecto mais limpo e fazer com que as pessoas possam ter uma melhor visão dos espaços e demarcações existentes.
Eu, particularmente, acho que os jardins ficam melhores sem as pinturas e estas deveriam ser usadas somente em estacas de concreto e não em árvores vivas e que precisam efetuar o seu ciclo biológico na natureza. Não sou cientista, mas a tinta que fica nos caules não me parece sadia às arvores e logo numa primeira observação notamos que compromete a circulação de elementos naturais e essenciais à sobrevivência de uma árvore.
É através do caule que ela alimenta todas as suas folhas e frutos e faz com que a vida possa realmente iluminar a sua existência. O cal não é tão prejudicial, mas já vi árvores pintadas com outros tipos de tinta, o que é muito ruim.
O jardim da empresa ficou bonito e se notarmos a foto, o visual é bem interessante.
Cada um tem a sua forma de enfeitar as coisas e eu preferiria a forma natural, a que Deus nos proporcionou, e que estamos acostumados a ver como a melhor e mais perfeita.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Redondezas

Andando pelas redondezas das cidades que passo, noto como esta impressão é importante para percebermos como a cidade deve ser, pois se notamos muita miséria e desorganização, já temos um certo descrédito no que iremos ver mais adiante. Recife tem uma das regiões periféricas mais terríveis que conheço e o descaso das estradas, os lixos espalhados e o excesso de favelas faz com que a paisagem fique desgastada.
Em algumas capitais como João Pessoa e Natal, o aspecto é bem diferente e a impressão é outra, bem melhor, ótima. Salvador é outra capital que tem as áreas periféricas bem desgastadas, mas bem melhoradas com o tempo, algo que não aconteceu por aqui.
A BR 101 está terrível e cheia de buracos, os bairros do Ibura, Barro, Macacheira e Curado são desordenados e cresceram sem estrutura alguma, deixando nas margens da estrada um aspecto cheio de problemas que vão desde as habitações em locais inadequados até os pontos comerciais em locais inapropriados. Quem chega ao Recife pelas estradas tem uma péssima impressão e pensa que está chegando numa cidade abandonada e totalmente desestruturada. Se entrarmos na cidade, veremos que nem tudo é assim, mas muitos aspectos vistos nas áreas marginais se repetem nas áreas mais urbanas.
Li uma reportagem que a BR 101 será reformada e espero que esta reforma atinja os viadutos que ficam próximos à Universidade Federal, pois quem não conhece a cidade, fica literalmente perdido com os infinitos caminhos sem sinalização, iluminação e com buracos de sobra. Não vou nem falar dos ferros velhos que ficam por ali, pois com a proliferação que está ocorrendo na área, daqui a alguns dias tomarão conta das estradas e não haverá mais local para que os carros transitem.
Quem chega ao Recife pela Estrada da Batalha tem a impressão que está chegando numa cidade destruída por algum maremoto, pois só se vê estrago, obras inacabadas e falta de comprometimento das autoridades e construtoras.
Um projeto de revitalização urgente precisa ser feito para podermos oferecer aos visitantes melhores visões da nossa cidade e com isso deixar bem distante a má impressão que fica todas as vezes que passamos por estes locais.
Se você chega ao Recife voando, é a cidade mais linda do mundo. Dá prazer observar.
Se chega pelas estradas, de carro, a história é outra e dá desgosto de ver.
Ah... Esqueci de falar dos congestionamentos nessas área motivados por falta de estrutura, mas isso é assunto para outra publicação aqui no blog.
Por hoje, está bom.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Estudar, apesar das dificuldades...

Fotografei este transporte escolar no final de semana na zona rural do município de Buíque e pude perceber como alguns alunos tem dificuldade de chegar até a escola e com isso poder ter acesso à educação, pois os transportes parecem mais caminhões de gado e o desconforto e perigo que causam é algo que me chamou a atenção.
Num país como o nosso, a educação já é algo que precisa de cuidado e imagine se as prefeituras e governos não tiverem a consciência necessária para este aspecto, pois se um fator tão simples como transporte é tratado desta forma, imagine outros mais essenciais como não devem estar.
Quem reside na zona rural sofre um pouco com o acesso à educação e se formos perceber, notaremos que a vontade destes moradores é ainda maior se compararmos com os que residem na cidade, pois somente para poderem chegar na escola já destinam uma força adicional para realizar um atividade tão costumeira.
Fico ao mesmo tempo satisfeito vendo que a resistência deles é grandiosa e dá exemplo a muitos habitantes das grandes cidades que não destinam o mesmo esforço para a mesma atividade e fazem da educação um peso, sendo usado como justificativa para omitirem a falta de desenvolvimento e aperfeiçoamento.
Minha mãe sempre me falava quando eu era criança que nós éramos privilegiados, eu e meus irmãos, pois na nossa época o acesso às escolas eram fáceis e que na infância dela havia muita dificuldade para estudar, pois não havia meio de transporte na zona rural e muitas vezes ela e meus tios tinham que ir para a escola andando e quando chovia, era comum não terem aula, pois os acessos ficavam intransitáveis.
A educação sempre será a chave do desenvolvimento mas não é interesse governamental que isso seja presente na vida dos brasileiros, uma vez que quanto mais desinformados forem os cidadãos, mas fácil ficará a manipulação dos mesmos e o convencimento com assuntos banais e que não contribuam para o efetivo crescimento da Nação.
Educar é acima de tudo um dever do Estado e uma necessidade básica de qualquer ser humano.

domingo, 29 de maio de 2011

Trilha - Vale do Catimbau

Neste final de semana pude conhecer um local incrível e que até então só tinha escutado falar pelo nome, que foi o Vale do Catimbau, no município de Buíque, Pernambuco. A cidade pequena abriga um grandioso sítio histórico, onde montanhas, formações rochosas, pedras coloridas, pinturas rupestres e uma infinidade de espécies na vegetação rica do sertão.
Chegamos à cidade de Buíque às 11:00, num sábado de muito sol e poucas nuvens. A trilha que fizemos no primeiro dia foi leve e contemplativa e nos mostrou o famoso Morro do Cachorro, o Vale do Catimbau e muitas formações rochosas numa vegetação diferenciada e muito bonita de se ver, pois do alto de um grande morro tivemos a oportunidade de assistir o entardecer, terminando nossa caminhada já no escuro e sendo auxiliados pelas lanternas que serviam de olhos noturnos num local onde somente as estrelas eram as luzes mais fortes.
O ponto alto deste dia foi a visitação dos paredões de pedras coloridas, onde a majestade do local nos deixava pequenos e insignificantes diante de tanta beleza. Ótimo local para registrar imagens inesquecíveis e cheias de tons diferenciados.
A fotografia do local é linda e não há uma paisagem que fique imune as lentes dos vários fotógrafos amadores que visitam o local e fica até complicado escolher uma paisagem para eternizar, pois todas são dignas de serem lembradas tanto nos arquivos digitais como nos arquivos de memória, que são mais duradouros e alegram o espírito de qualquer um.
No domingo, a trilha começou na Pedra do Cavalo Marinho, passando pela Pedra do Coração e depois por algumas pinturas rupestres que encontramos. O vale que tivemos a oportunidade de ver neste dia foi mais espetacular e isso era notado pelos paredões de pedra que emolduravam a paisagem e faziam do visual algo tão bonito que era difícil conter a emoção de estar tão integrado à uma paisagem que nos arrebata pela beleza e grandiosidade.
A surpresa que tive foi quando fui fotografar um esqueleto de um animal e quando olhei pertinho de mim, vi uma cobra num arbusto. A minha sorte é que ela estava meio sonolenta e acho que tinha feito uma refeição há pouco tempo. Pensei que estivesse morta, mas quando tocamos nela com uma madeira, ela se moveu.
Pense num susto...
Um aspecto muito positivo na cidade é a estrutura das poucas pousadas que lá existem, pois possuem um conforto simples, mas aconchegante e que satisfaz plenamente todos os visitantes e aventureiros. A associação dos guias turísticos do Vale do Catimbau tem uma sede própria e oferece produtos diversificados para os visitantes, sendo apoiados pelo SEBRAE, que lhes deu toda a iniciação necessária para poderem mostrar seu artesanato e riquezas da região.
O que não percebi foi o apoio do Governo do Estado de Pernambuco, pois mesmo esta sendo uma das sete maravilhas do Estado, não há preocupação por parte do Governo para que ela se torne realmente visitada e tenha estrutura mais confortável para os turistas que sempre estão passeando pela região e aquecendo a economia local.
Não vi lojas de artesanato que tivessem artigos diferenciados e que explorassem a região, fazendo com que o visitante pudesse voltar para casa com uma lembrancinha do local. Existem pequenos artesãos que ainda não possuem ou não querem ter este diferencial dentro de si. As pessoas ainda nãos e deram conta de como a região que moram é importante, sendo esta vista pelo aspecto histórico, turístico e ambiental.
A Vila do Catimbau precisa ser apoiada para que as pessoas possam ter o discernimento que residem num santuário ecológico e, assim, deixarem de realizar intervenções ou jogar lixo em locais inapropriados, causando com isso um aspecto poluído em algumas passagens. Os moradores precisam se identificar com tudo isso e dessa forma ajudar ao turismo a engrandecer a região e mostrar para o Brasil que Pernambuco é belo e tem ótimos locais para visitação.
Pretendo voltar para fazer outras trilhas no local e conhecer ainda mais a região que num primeiro momento me deixou encantado. 

sábado, 28 de maio de 2011

Pop, Rock, Lírico...

Fico feliz quando vejo algo da minha cidade natal, Garanhuns, ter destaque no cenário nacional. Fico mais feliz ainda por saber que este destaque acontece por causa da música da cantora Andréa Amorim, que vem tendo vários indícios de que sua voz e talento não terão lugar no esquecimento da MPB e sim nas melhores listas de classificação musical, onde o talento e a qualidade vocal são analisadas com muito cuidado pelos críticos.
Lembro de Andréa quando ela ainda era participante de uma banda de rock lá em Garanhuns e quando o seu som ainda parecia estranho demais, pois ela mescla rock, MPB e canto lírico. É difícil conseguir misturar isso tudo e ainda conseguir soar harmônica e com versatilidade no palco. Andréa consegue.
Seu visual é bem interessante e moderno e denota sua imensa personalidade como cantora, pois para muitos que optam por conseguir espaço de forma mais rápida, terminam por criar uma linha mais comercial e que não tenha um impacto visual que possa causar um certo descaso dos mais tradicionais.
A cantora veste sempre modelos extravagantes, tem cabelo vermelho, tatuagens bem desenhada, saltos de perder os sentidos e muita, muita segurança.
Suas roupas são feitas por outro pernambucano de grande talento, que é o Walério Araújo, natural de Lajedo, cidade que fica próxima à Garanhuns. São modelos que casam direitinho com a artista, gerando uma sintonia perfeita e criando uma identidade bem formada de uma artista que tem muitos outros desafios numa carreira que já é antiga, mas que começa a ter brilho definitivo a partir de agora.
Ela está sendo assessorada por uma agência produtora mais abrangente e já anuncia a gravação de um CD por uma gravadora de maior porte, a qual possibilitará mais destaque da sua música, possibilitando que todos possam conhecer o seu trabalho.
Tenho um CD dela em casa e sempre que tenho oportunidade escuto e analiso a sua qualidade musical. É instigante e muito motivador o seu som, além das belas composições musicais que faz, sem ficar esperando que letras prontas venham para o seu repertório.
Não vou comparar ela com ninguém como geralmente as reportagens fazem, pois para mim ela é diferente e merece ser fonte de comparação.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...