segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Caverna da Lapa Doce

Nunca tinha visitado uma caverna como a que hoje explorei aqui na Chapada Diamantina e confesso que não me apaixonei pelo local, já que a poeira é abundante, a escuridão sem fim e a sensação de clausura é inevitável.
Tivemos que andar com lanternas para iluminar nosso caminho, que era delimitado por cordas para evitar que as pessoas não se perdessem naquela imensidão escura e empoeirada. Há formações rochosas variadas e as mais conhecidas são as estalactites e estalagmites que se formam a partir das várias nascentes de água que existem no teto da caverna. Há uma formação interessante e que lembra o local onde Jesus nasceu. No local é comum encontrarmos estudantes que vão em busca de aprendizado, já que a trilha não é de grande dificuldade e exige pouco das pessoas que a visitam.
Houve um momento de reflexão no passeio, onde os guias apagaram as luminárias que levavam e pediram para que todos ficassem em silêncio total. Podíamos escutar o barulho dos pingos de água e sentir de perto a escuridão do local, que sem a ajuda do homem se torna sombras e umidade.
Lá é o local preferido para os morcegos, que resolveram ficar quietinhos nos seus lugares e não nos importunaram. Achei ótimo, pois estes danados nos metem um medo danado além de poderem nos morder e nos repassar carrapatos.
O acesso a esta atração da natureza é pago e o valor é revertido para a manutenção do local que está situado numa propriedade particular, onde os donos souberam muito bem explorar o turismo, criando uma área de refeições e pequenas compras.
Gosto de passeios mais abertos, mas este foi interessante e me deu possibilidade de conhecer um mundo submerso que até então era só fantasia na minha mente. As paredes da caverna eram altas e não tivemos em nenhum momento momentos de aperto na caminhada que fizemos. Gostei mais da visão externa da caverna, mas a foto que selecionei para a postagem foi a que captei quando entrei no local, mostrando algumas pessoas pequenas diante de tanta grandiosidade. Saber que estamos submersos e que lá também existe um mundo para descobrirmos é algo engrandecedor e só nos faz adorar ainda mais o que este local mágico nos proporciona.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Morro do Pai Inácio

A minha primeira visão do Morro do Pai Inácio, que é o cartão postal mais conhecido aqui da Chapada Diamantina, foi na novela "Pedra sobre Pedra", que mostrava na sua abertura as pedras se transformando em belas mulheres.
O local é fascinante, altíssimo e tem um ar espetacular. A visão é impressionante e não sai da mente de quem visita o local, já que é nas alturas que podemos notar com mais certeza a grandiosidade do nosso Brasil, que sempre nos oferece ótimas opções de desfrute da natureza. O acesso ao local é fácil e subimos uma pequena trilha para chegar até o topo. Para os que possuem dificuldade de andar em locais elevados, a trilha não é recomendada, pois a altura do local nos dá um pouco de vertigem e faz com que tenhamos medo de chegar muito perto das pedras que ficam na borda.
Não foi esse o medo que o "Pai Inácio" teve no passado quando uma história de amor o levou a fugir para o morro e simular uma queda lá de cima, sendo este o motivo do local ter o seu nome nos dias de hoje.
É comum notarmos as pessoas meditando lá no alto e contemplando sem pressa a paisagem sem fim, pois de lá podemos ver outros picos famosos da Chapada Diamantina, que ao entardecer recebem raios solares dourados fazendo com que as pedras fiquem ainda mais iluminadas pelo astro rei.
Eu confesso que não tive muita coragem de chegar pertinho das bordas do morro e preferi fotografar de longe para não ficar tonto, já que o vento forte pode comprometer um pouco os nossos reflexos nos deixando numa situação que pode nos causar um pouco de perigo.
Enquanto eu tive receio, muitas pessoas se arriscavam e chegavam bem perto das encostas para tirar uma fotografia e para registrar sua imagem próxima ao local, deixando o momento eterno, na mente e nos arquivos digitais das várias máquinas fotográficas que não se cansavam de disparar.
O frio lá em cima é bem notável e aos poucos a neblina vai se formando, chamando a noite para o local que esconderá aqueles lindos monumentos de pedra que novamente serão mostrados na manhã seguinte aos visitantes ávidos por uma imagem como a que captei acima e que guardo com muito carinho nos meus arquivos, principalmente o cerebral.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Lençóis

Hoje cheguei à cidade de Lencóis, na Chapada Diamantina, e me encantei com o estilo colonial das ruas e casarios que conservam o colorido e estilo de épocas passadas, quando a cidade era ponto de apoio para os garimpeiros que usavam a cidade como ponto de apoio para as suas viagens de exploração de pedras preciosas, especialmente os diamantes.
Hoje a cidade mudou muito e se tornou um centro turístico impressionante que abriga várias agências do ramo, restaurantes de todas as culinárias e muitas lojas de presentes. Tudo isso se deu porque o público que frequenta a Chapada Diamantina vem em busca das belezas naturais do local, que são conhecidas através dos roteiros diversos e que levam os visitantes à passeios leves, radicais ou muito cansativos.
Há muitas pousadas e hotéis, mas é nas pousadas simples e sem muito luxo que os aventureiros encontram o descanso necessário para repor as energias gastas nas trilhas que são amplamente procuradas por todos. De todos os lugares do mundo aparecem pessoas e a grande maioria dos turistas vem de fora. É comum encontrarmos nas ruas da cidade pessoas da Suíça, Alemanha, França, Estados Unidos, Inglaterra, Espanha e outros países do nosso mundo.
São pessoas diferenciadas e na maioria jovens. Gostam de muita maconha, tatuagens e roupas diferentes e voltadas para a arte. É comum encontrarmos pessoas bem estranhas por aqui, daquelas que geralmente não encontramos nas grandes cidades, pois os cabelos possuem cortes diferentes e os estilos de se vestir proporcionam grande encantamento visual e nos faz notar como somos diferentes um dos outros.
Os brasileiros são a minoria dos visitantes, não sei se por desinteresse por este tipo de turismo, ou se por falta de conhecimento. De qualquer forma, a cidade ferve e fica lotada em todos os dias da semana e sempre encontra meios de receber aqueles que a procuram para alguns dias de aventura e desfrute de lindas paisagens.
Minha aventura por aqui está apenas começando e pretendo passar na cidade seis dias seguindo um roteiro que me mostrará as belezas do local e também me proporcionará grandes momentos fazendo uma das atividades que mais adoro, que é a fotografia.
É só o começo e durante a semana irei falar um pouco das minhas aventuras por aqui. Minha primeira impressão foi ótima e gostei muito do visual da cidade e do local. Fui recebido com muita chuva, mas espero que ela não seja minha companheira nos dias que passarei por aqui, já que fazer aventura na chuva não é muito confortável e aqui pode até ser perigoso, já que a região há muitas cachoeiras, água em abundância e muitas áreas cheias de pedras, que com a chuva se tornam peças fáceis para um escorregão.
Que a semana seja ótima, com muitas fotografias...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Cheiro de Amor

Ganhei neste Natal um presente que me trouxe ótimas recordações e me fez perceber o quanto a criatividade das pessoas é infinita para a realização de ações que nos emocionem de forma grandiosa. O DVD que ganhei foi o da Banda Cheiro de Amor, que num show acústico cantou as músicas que mais gosto, me fazendo ter uma percepção bela do Forte São Marcelo, em Salvador.
Já tinha visto o local a partir do Mercado Modelo e da Cidade Alta, mas nunca tinha imaginado que ele pudesse ser transformado num palco de espetáculos como foi feito para a gravação do especial. Ficou lindo o resultado e só mostrou a versatilidade dos nossos artistas que não param de inovar nas locações dos seus shows, fazendo com que o lugar comum seja esquecido, dando espaço ao diferente e sofisticado.
Em Garanhuns, a Banda Cheiro de Amor animou muitas festas, inclusive a Garanheta, que foi extinta mas ficou na memória de todos como uma das micaretas mais animadas do interior. Eu participava de todas que podia e sempre me diverti muito naquela época.
Gosto quando vejo artistas nos trazerem diferenciais e um fato parecido aconteceu com o DVD da Zélia Duncan, "Eu me Transformo em Outras", no qual ela dispensou o público e fez um show intimista, com cara de quem estava cantando escondido e sendo observada pelos vizinhos. O resultado também foi impressionante e acredito ser uma das maiores invenções na grande lista de DVD's gravados hoje em dia no Brasil.
É bom desfrutar dessas alegrias e melhor ainda é saber que pude acrescentar ao meu acervo mais um espetacular item, sabendo que as boas recordações que ele me traz sempre estarão ao meu dispor para que eu possa ver e escutar. 
Vai sacudir, vai abalar, com muito cheiro de amor no ar.
É festa na cidade, explode o coração...

Fotografia do Forte São Marcelo, tendo ao centro o local onde a banda realizou o show para um seleto grupo de pessoas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Levando Fumo...

Aqui em Pernambuco e quem sabe no Brasil todo existe um dito popular para aquelas situações nas quais temos algum tipo de prejuízo ou quando algo acontece fora dos nossos controles. Dizemos que "levamos fumo" para demostrar nossa insatisfação diante daquilo que era para ter acontecido de uma forma mais proveitosa e que não nos trouxesse maiores perturbações.
Não vou nem falar sobre as outras conotações da expressão e vou me ater somente aos fatos que já citei...
Prejuízos acontecem na vida de todas as pessoas, mas algumas facilitam e deixam a porta aberta para a desgraça, uma vez que nem se dão conta das inúmeras oportunidades que deixam passar fazendo com que o fogo do desgaste vá aos poucos consumindo toda a sua existência e matando pelo sufocamento.
Se formos observar um rolo de fumo como os que estão retratados acima, veremos o estrago que uma atitude dessas pode nos causar, já que só o visual já nos dá arrepios.
Passar por situações ruins é completamente normal, mas se formos analisar cada uma delas, veremos que a maioria foi causada por nós mesmos, seja quando deixamos de cuidar melhor das nossas ações ou quando fazemos de conta que não estamos sentindo o estrago acontecer nas nossa vidas. As realidades vão acontecendo e quando notamos a fumaça já tomou conta de tudo, fazendo com que a nossa respiração fique comprometida para a resolução dos fatos.
Precisamos respirar para resolvermos tudo com mais clareza, já que o ar oxigena o nosso cérebro e nos faz pensar melhor...
Ficar "levando fumo" constantemente não é bom e compromete os nossos sentidos, nosso cheiro e também a nossa saúde. Saibam levar a vida de forma concreta e sem atropelos, pois bem mais fácil do que ficar tragando um ar poluído e cheio de coisas ruins é buscar novas alternativas para a vida de cada um de nós, onde a criatividade e atitude são peças essenciais desse imenso "rolo" que a vida é.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Remendo

Estive outro dia na Praia de Coqueirinho e ao me sentar numa das cadeiras da barraca que parei para tomar uma água, notei o remendo da foto, o que me chamou bastante atenção pelo fato dele deixar a cadeira instável e muito passível de uma queda.
Procuramos dar aquele "jeitinho" nas coisas que temos mas nem sempre estes funcionam e podem comprometer todo o resultado de uma atividade ou colocar em risco a integridade das pessoas, com pequenos acidentes ou marcas que não ficarão jamais imperceptíveis.
Nunca gostei de estar "dando pontinhos" na minha vida e acredito sempre na melhor forma de executar uma atividade para que o resultado seja satisfatório e nos dê boas visões daquilo que estamos determinados a fazer. Nada é em vão quando o nosso esforço busca a perfeição e saibam que esta deve ser nossa meta sempre. Se deu errado, é melhor repetir do que ficar ajustando o que muitas vezes não pode ser arrumado, já que a visualização do trabalho se torna disforme e sem muita credibilidade.
Imagine se no nosso trabalho diário ficamos consertando o tempo todo atividades que sempre precisam de perfeição e de atenção nossa?
Se assim fosse, o nosso emprego estaria comprometido assim como a nossa confiabilidade diante de uma atividade que nos foi determinada.
Tudo é muito pouco para fazermos o melhor e isso será um reflexo no nosso futuro e na nossa imagem como pessoas, profissionais, estudantes...
Não precisamos ser perfeitos o tempo todo, mas ficar remendando a nossa vida e deixando o nosso caminho cheio de pontos mal feitos e que podem facilmente ser desatados não é nada bom. O ponto inicial para nós é o planejamento do que iremos fazer, pois somente assim ficaremos com mais consciência do que necessitamos para os nossos dias e também teremos menos probabilidade de erros grosseiros e que comprometam todo um esforço que foi destinado a algo que nos "finalmentes" não teve o resultado que esperávamos. 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Casca da Laranja

Quando eu era criança, e isso já faz algum tempo, costumava brincar com a casca da laranja que ficava em forma de fios quando eram removidas da fruta com a ajuda de uma máquina prática e que facilitava muito a vida dos vendedores ambulantes nas feiras.
Vi estas laranjas na feira de Itambé e busquei logo registrar a imagem, pois a beleza das frutas me chamou a atenção, além do vendedor que era um senhor idoso e que ficou meio sem entender o fato de eu estar fotografando as frutas que ele vendia.
Ficou me olhando com uma cara de "Que louco é esse?". Agradeci a gentileza e fotografei o que pude, inclusive os confeitos que ele vendia na sua barraquinha. Era tudo simples, mas de grande significado, já que me remetia a momentos bons da minha vida e me fazia perceber que em todas as épocas é possível que determinadas situações possam nos arrebatar e nos fazer saudosos.
Vivemos de lembranças, sejam elas boas ou ruins, mas a necessidade que devemos ter é de sempre guardar o que nos alegra, pois a tristeza e melancolia não ajudarão no nosso desenvolvimento e tudo que for necessário para que a nossa realidade mude de figura, deveremos fazer.
Nenhum esforço é pequeno quando o assunto é felicidade e boas recordações. Detesto ficar batendo em tecla que não funciona mais ou procurando entender o que não tem explicação. Sabedoria é viver feliz e a partir das boas recordações que temos, procurar aperfeiçoar os nossos caminhos e desta forma estar sempre cheios de vitamina C para vencer todas as quedas de imunidade que possamos ter.
Estar imune à tristeza já é um bom caminho para a felicidade sem limites...

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...