quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Remendo

Estive outro dia na Praia de Coqueirinho e ao me sentar numa das cadeiras da barraca que parei para tomar uma água, notei o remendo da foto, o que me chamou bastante atenção pelo fato dele deixar a cadeira instável e muito passível de uma queda.
Procuramos dar aquele "jeitinho" nas coisas que temos mas nem sempre estes funcionam e podem comprometer todo o resultado de uma atividade ou colocar em risco a integridade das pessoas, com pequenos acidentes ou marcas que não ficarão jamais imperceptíveis.
Nunca gostei de estar "dando pontinhos" na minha vida e acredito sempre na melhor forma de executar uma atividade para que o resultado seja satisfatório e nos dê boas visões daquilo que estamos determinados a fazer. Nada é em vão quando o nosso esforço busca a perfeição e saibam que esta deve ser nossa meta sempre. Se deu errado, é melhor repetir do que ficar ajustando o que muitas vezes não pode ser arrumado, já que a visualização do trabalho se torna disforme e sem muita credibilidade.
Imagine se no nosso trabalho diário ficamos consertando o tempo todo atividades que sempre precisam de perfeição e de atenção nossa?
Se assim fosse, o nosso emprego estaria comprometido assim como a nossa confiabilidade diante de uma atividade que nos foi determinada.
Tudo é muito pouco para fazermos o melhor e isso será um reflexo no nosso futuro e na nossa imagem como pessoas, profissionais, estudantes...
Não precisamos ser perfeitos o tempo todo, mas ficar remendando a nossa vida e deixando o nosso caminho cheio de pontos mal feitos e que podem facilmente ser desatados não é nada bom. O ponto inicial para nós é o planejamento do que iremos fazer, pois somente assim ficaremos com mais consciência do que necessitamos para os nossos dias e também teremos menos probabilidade de erros grosseiros e que comprometam todo um esforço que foi destinado a algo que nos "finalmentes" não teve o resultado que esperávamos. 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Casca da Laranja

Quando eu era criança, e isso já faz algum tempo, costumava brincar com a casca da laranja que ficava em forma de fios quando eram removidas da fruta com a ajuda de uma máquina prática e que facilitava muito a vida dos vendedores ambulantes nas feiras.
Vi estas laranjas na feira de Itambé e busquei logo registrar a imagem, pois a beleza das frutas me chamou a atenção, além do vendedor que era um senhor idoso e que ficou meio sem entender o fato de eu estar fotografando as frutas que ele vendia.
Ficou me olhando com uma cara de "Que louco é esse?". Agradeci a gentileza e fotografei o que pude, inclusive os confeitos que ele vendia na sua barraquinha. Era tudo simples, mas de grande significado, já que me remetia a momentos bons da minha vida e me fazia perceber que em todas as épocas é possível que determinadas situações possam nos arrebatar e nos fazer saudosos.
Vivemos de lembranças, sejam elas boas ou ruins, mas a necessidade que devemos ter é de sempre guardar o que nos alegra, pois a tristeza e melancolia não ajudarão no nosso desenvolvimento e tudo que for necessário para que a nossa realidade mude de figura, deveremos fazer.
Nenhum esforço é pequeno quando o assunto é felicidade e boas recordações. Detesto ficar batendo em tecla que não funciona mais ou procurando entender o que não tem explicação. Sabedoria é viver feliz e a partir das boas recordações que temos, procurar aperfeiçoar os nossos caminhos e desta forma estar sempre cheios de vitamina C para vencer todas as quedas de imunidade que possamos ter.
Estar imune à tristeza já é um bom caminho para a felicidade sem limites...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Tambaba

Quem pensa que na Praia de Tambaba você só encontrará naturistas, está enganado. No local além de belas paisagens, podemos desfrutar de uma praia exclusiva para o banho e deleite da natureza. Quase ninguém vai ao lado sul da praia e isso é o que me encanta toda vez que vou por lá. A dificuldade de chegar ao local é o que faz com que ela se torne preterida pelos visitantes, uma vez que o acesso fácil é somente para o lado norte que abriga a praia de naturismo mais famosa do Brasil.
Na área de nudismo só podem entrar casais ou mulheres sozinhas. Homens sozinhos ou acompanhados de outros homens nem pensar... O acesso se dá por uma escadaria de madeira e logo na entrada podemos notar várias placas indicativas com instruções e leis municipais que regulam a prática naturista.
Há somente um bar na área e a maré quando está cheia toma conta da maior parte da orla, fazendo com que as pessoas busquem os locais mais altos para poderem ficar mais à vontade e desfrutar com mais calma as belezas naturais que a praia apresenta.
Artesanatos locais vendem imãs de geladeira com bonequinhos ao natural e ainda podemos tirar uma foto num painel onde nossa cabeça completa um corpo despido. A paisagem logo de chegada é deslumbrante e sem limites de beleza, ficando difícil descrever o que somente os olhos podem contemplar e gravar.
A fotografia que ilustra esta postagem foi registrada num momento de muita paz, onde pude observar a natureza com toda a sua plenitude e ter, pelo menos por alguns instantes, a impressão de que eu era o dono daquele local. Durante a tarde que passei lá, apareceram apenas cinco pessoas para tomar banho nas águas claras, onde as ondas são fortes e a bubuia é constante.
Isso é bem mais interessante do que estar numa praia cheia de gente, onde a agonia impera e a beleza da natureza é ofuscada pelo acúmulo de poluições, sejam sonoras ou visuais.
No Tupi Guarani, Tambaba significa: " O Significado das Conchas ".
Qual será o significado de tanta beleza?
Só conferindo para saber...

domingo, 2 de janeiro de 2011

Barra de Gramame

Hoje fui visitar a Praia de Barra de Gramame e pude comprovar uma diferença grandiosa desde a minha última visita em 2008. Quando passei por lá no passado, foi num dia tranquilo, quase feriado, e a Praia estava linda, intocada.
A movimentação de gente e de carros estava intensa e causava um grande transtorno para os visitantes que ficam na área VIP (Visivelmente Impraticável às Pessoas).
Digo isto porque a agonia das pessoas que levam churrasqueiras ou outros itens básicos para uma farofa básica fazem parte desta praia que encanta pelo visual, mas nas suas areias a situação é bem diferente.
Ao meu lado estavam as seguintes situações: Uma mulher que não parava de escutar um brega nas alturas no seu celular de última geração. Havia também uma churrasqueira que não assava as carnes e sim queimava, pois o fogo altíssimo exalava um odor enjoativo de querosene, deixando o local cheio de fumaça. O pior foi ver também uma mãe obrigando o filho gordinho a entrar no mar com uma bóia que não cabia nele. Coitado, deve ter ficado com trauma de infância...
Havia uma mulher que tinha três bocas, uma para comer batata frita, outra para comer amendoim e outra para tomar cerveja. Até hoje não entendi como ela conseguia comer tudo ao mesmo tempo e ao mesmo tempo tudo. Era uma visão abominável, pois a criatura ainda falava sem parar. É um caso para ser estudado pela ciência, pois a boca dela é multifuncional.
Os carros atolados eram comuns e parece que era moda ter os carros naquela situação, já que mesmo diante de todas as evidências, as pessoas insistiam em andar pelos mesmos locais de areias finas e sem condições para o trânsito de carros. O mais engraçado era ver o pessoal em cima das caminhonetes fazendo carão com o carro atolado, achando aquilo o máximo.
Eu fiquei parecendo um bife à milanesa, pois a quantidade de poeira que tinha no meu corpo era algo impressionante.
Foi bom também conhecer o guaraná de limão e saber que ele é branquinho...
De qualquer forma, voltei para casa rindo muito das situações e vi que foi o dia mais engraçado da minha viagem de início de ano, já que pude perceber que a diversão é algo íntimo de cada um, pois cada ser tem o seu jeito e estilo de receber a vida e com ela brindar suas alegrias. Para mim seria um domingo de agonia, mas pude notar que as pessoas que ali estavam se divertiam como ninguém e não se importavam se a poeira era sem fim, se o caranguejo demorava uma eternidade para ser servido ou se a fumaça incomodava o descanso ao sol.
Era tudo permitido... afinal era domingo e o ano apenas estava começando, não sendo hora ainda para o estresse e preocupação.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Praia do Jacaré

Hoje o ponto mais alto do meu dia aqui na Paraíba, foi ir para João Pessoa, me perder dentro da cidade e visitar a praia do Jacaré, que é famosa pelo seu entardecer avermelhado e pontual, pois exatamente às 17:00 o sol fecha o seu brilho diário e nos mostra uma visão extraordinária da beleza da natureza, nos fazendo perceber como ela é bonita e sempre nos encanta.
A Praia do Jacaré é agitada em todos os sentidos e não comporta muita gente circulando por ali, já que a fama fez com que os mais variados pontos de comércio pudessem se instalar por ali, fazendo do local um convite às compras e também à degustação de tapiocas e do purê de macaxeira com carne de sol. Delícia...
Comprei tapioca de queijo de coalho e carne de sol, acompanhada de um café forte e quente para despertar um pouco do cansaço do dia de muitos passeios pelas praias de Jacumã, Tabatinga e Coqueirinho. Foi um sábado interessante, sendo também o primeiro dia do ano, o qual representava o nascimento de novas esperanças para o ano de 2011, já que este sempre é o sentimento que temos quando um novo ciclo ou mês tem início. É bem característico da nossa parte buscar nestes momentos um ponto de partida para os nossos erros do passado e com eles renovar os desejos de melhorias e boas perspectivas.
A volta para a praia de Jacumã, que foi o meu porto seguro nestes dias, foi tranquila e não me perdi, seguindo todos os caminhos corretamente até o local que estava hospedado. Lembro da primeira vez que fui na Praia do Jacaré e este foi marcado pela alegria, já que voltava de uma trilha que tinha feito na Baía da Traição, no Rio Grande do Norte. Naquela época ouvi o bolero de Ravel tocado pelo Saxofone de um artista local, algo que neste domingo não ocorreu, pois acredito que ele estava dando um descanso para a garganta no primeiro dia do ano, afinal ninguém é de ferro e sempre há um dia que temos que parar para colocar em ordem os nossas atividades e com isso aprimorar ainda mais o que fazemos.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feira Livre

Hoje, viajando para a Praia de Jacumã, no litoral paraibano, resolvi entrar em uma cidade que há tempos queria conhecer para registrar algumas imagens das suas igrejas antigas. A cidade era Goiana e pude notar que é um local muito bem organizado e as pessoas primam pela conservação das casas históricas, pintando com cores fortes as fachadas que recebem com alegria os visitantes.
As igrejas são lindas e as fotografei de vários ângulos.
Saindo de lá cortei caminho pela cidade de Itambé e pude ver na estrada uma casa grande e senzala belíssima e em ótimo estado de conservação. A cidade fica na divisa com o Estado da Paraíba e a única barreira que existe é uma linha no calçamento da cidade. Foi interessante ver duas realidades diferentes e tudo em dobro: duas prefeituras, duas igrejas, dois cemitérios, duas feiras, dois correios... Sempre um no Estado de Pernambuco e outro no Estado da Paraíba.
Foi lá que registrei imagens de uma feira livre, tão características no interior, mas bem distantes da realidade das capitais a não ser nos bairros mais distantes e periféricos. Tinha de tudo na feira: pé de porco, roupas, fumo, verduras, frutas, doces e muita agitação.
Lembrei da feirinha do bairro da Boa Vista, lá em Garanhuns, que até hoje tem sua tradição aos sábados e a cada dia se torna maior e mais variada. É na feira que compramos tudo mais em conta. Uma palma de banana com 12 unidades ou mais custava R$ 1,00. Baratíssimo se comparado aos preços dos supermercados que vendem tudo no quilo e com preços assustadores.
As carnes eram variadas e todas expostas nos ganchos das barraquinhas da feira, causando até um enjôo aos mais sensíveis, já que a visão não é nada agradável aos olhos. Na cozinha, bem limpas e temperadas, ficarão bem mais convidativas, certamente.
De lá para João Pessoa é um pulinho e rapidinho cheguei ao meu destino. Foi uma viagem agradável e que me deu uma visão diferente do caminho que até então estava acostumado a fazer quando ia visitar as praias do litoral paraibano.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Conduzir

Em Maceió sempre apreciava esta tubulação que existe em frente à fábrica da Brasken e que entra pelo mar conduzindo gás natural, acho...
Foi aí que me veio a ideia de falar um pouco sobre a condução, seja ela qual for, já que sempre estamos sendo conduzidos ou ajudando a alguém com algumas atitudes ou passos. Nossa vida sempre depende de algumas orientações e se estas forem feitas com passos firmes, sempre teremos melhores chances de ter um desempenho considerável e com muita determinação.
A melhor forma de conduzir as pessoas não é lhes tirando os passos e sim mostrando a maneira mais assertiva de firmar os passos e com eles se tornar um ser de grande sucesso. Nosso olhar conduz coisas boas quando estamos apaixonados, assim como o nosso coração dá um rumo diferente ao nosso sangue quando bate mais forte por causa de alguma emoção forte ou por termos perto de nós pessoas realmente importantes e cheias de vida.
Os caminhos que podemos passar são os mais diversos possíveis e sempre nos mostram que as oportunidades estão bem ao nosso alcance, bastando que tenhamos um jeitinho especial de lidar com todas elas e com isso alimentar dentro de nós a chama do sucesso. Nada mais importante na vida do que termos a sensação maravilhosa de sermos levados por ventos fortes e cheios de bondade, pois estes farão da nossa vida um detalhe à parte e nos conduzirão para as mais impressionantes situações de vida, nos fazendo felizes de verdade.
Já se deixou conduzir hoje pela felicidade?

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...