sábado, 21 de setembro de 2013

Mais Feliz

O nosso amor não vai parar de rolar
De fugir e seguir como um rio
Como uma pedra que divide o rio
Me diga coisas bonitas

O nosso amor não vai olhar para trás
Desencantar nem ser tema de livro
A vida inteira eu quis um verso simples
Pra transformar o que eu digo

Rimas fáceis, calafrios
Fura o dedo, faz um pacto comigo
Um segundo teu no meu
Por um segundo mais feliz

Composição: Dé, Bebel Gilberto e Cazuza

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Eterno

Outro dia passava por uma feira de antiguidades e vi um monte de revistas em quadrinhos antigas e logo, de imediato, lembrei da minha mãe. Quando eu era criança, tinha um monte dessas revistas e foi a partir delas que despertei o gosto pela leitura e também pela criatividade, pois se percebermos bem, os livros nos mostram várias formas de ver o mundo e também de moldar os nossos atos diários, já que sempre encontraremos alguém falando o que é necessário para a nossa vida.
As revistas em quadrinhos foram essenciais na minha alfabetização, pois naquela época ficava de início devorando as imagens, entendendo o contexto para depois juntar as palavras e entender mais ainda a aventura que estava demonstrada pelo autor naquela obra tão simples, mas tão instrutiva. As cores, o imaginário, as travessuras despertaram a criança mais feliz que eu podia ter dentro de mim e fizeram com que até hoje eu tenha ótimas lembranças dessas leituras.
Hoje os jovens já nascem com os olhos vidrados na internet e as leituras mais interessantes são as que tratam de artistas e fofocas de pessoas famosas. Alguns não despertam interesse nem para isso e terminam ficando vazios e cheios de dificuldade para expressar sentimentos, assim como formalizar conversa com os mais variados tipos de pessoas.
Numa reunião simples de amigos, é mais interessante o uso do celular do que a conversa informal que todos nós deveríamos praticar mais. Cada vez mais as pessoas esquecem a leitura e fazem da sua banalização um instrumento grandioso para a proliferação de besteiras pelo mundo. Se todos buscassem usar a sua inteligência para o que é útil, certamente teriam ótimos resultados.
Na minha infância sempre tive muito presente as mais variadas formas de instrução e a leitura foi uma delas, o que me ajudou a corrigir os meus erros sem ter que devorar uma gramática inteira, conhecendo todas as suas regras e exceções. Uma atenção redobrada a um texto nos possibilita saber a conjugação certa, o uso das letras, vogais e terminações sem que a dúvida seja a maior característica dos nossos dias.
Naquela época não tínhamos as tecnologias de hoje e o aprendizado era mais difícil e exigia mais das pessoas, uma vez que nada dependia de um click ou de uma tela sensível ao toque. A internet não existia e a pesquisa nas bibliotecas eram a força necessária para que tivéssemos a paciência de ler, resumir e compreender um texto. Hoje um "Control C" + "Control V" resolvem tudo num instante, sem que tenhamos a curiosidade de ler nada. Nos apegamos ao título e pronto.
Estamos escrevendo e lendo pela metade, sem paciência para pensar e descobrir que os quadrinhos das nossas vidas nos mostram muitas situações interessantes e basta que tenhamos a vontade de nos tornarmos personagens mais conscientes e sempre buscando o aprofundamento na nossa língua. Se continuarmos desmerecendo a nossa língua e escrita, em pouco tempo poderemos encontrar a nossa literatura nos museus como fonte de informação esquecida e sem uso.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Quanto é?

Tomar um café expresso pode representar um prazer no paladar, mas um furo no bolso já que uma xícara deste líquido tão apreciado tem o valor de um pacote de café inteiro, ou mais. Uma simples pipoca pode ter um preço 5 vezes superior a um pacote de milho alho, que fornece muitos e muitos pacotes. Tudo bem que quem vende está empregando tempo, energia e comodidades para nos oferecer o produto beneficiado, mas os preços poderiam se melhor avaliados e o consumidor também deveria fazer a sua parte e não se render a tantos assaltos de consumo, pois se sempre valorizarmos estas ações, comprando, iremos incentivar uma banalidade nos preços e nunca teremos valores reais para as coisas que conhecemos e que fazem parte do nosso dia.
Se num evento qualquer, a garrafinha de água pode ser vendida pelo triplo do preço normal, por que nos dias normais ela fica tão baratinha? É a maneira que as pessoas encontram de ganhar dinheiro com as oportunidades de mercado e pensam eles que irão fazer fortuna numa só noite ou com alguns pacotes de pipoca que só possuem preço e nenhum tamanho.
Tudo que não tem procura, tende a ter o preço reduzido; era bom que as pessoas ficassem quietinhas nos eventos da vida e deixassem para consumir o que desejassem em casa para que os assaltantes ambulantes pudessem ter a noção de como é bom enganar as pessoas, cobrando os preços abusivos por itens tão simples e costumeiramente baratos.
O engraçado é que a fome canina desperta nas pessoas e basta chegar num evento para que tenham, de imediato, fome e sede. Acredito que isso é mau costume de infância, pois às crianças cabe esta característica que fura os bolsos dos pais e faz com que eles não entendam como criaturinhas tão pequenas possam comer tanto, misturando tudo e mesmo assim continuarem vivas.
Nem tudo que consumimos nas ruas e eventos são necessários e essenciais para a nossa sobrevivência. Muitas vezes vamos no embalo das situações e na moda das atitudes plantadas por um monte de consumidores vorazes e só preocupados em gastar dinheiro sem perceber o real valor das coisas e como os assaltos são praticados sem que percebamos o que realmente está ocorrendo, pondo risco a nossa saúde financeira.
Ir a uma festa não significa gastar horrores com bebida e comida e basta um pouco de consciência para percebermos que agindo assim, estaremos jogando no lixo uma oportunidade de empregar melhor o nosso dinheiro ou consumir o que realmente apresenta valor justo e não o que nos chama de idiota e ainda nos deixa lisos para novos divertimentos.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Marcas Inconfundíveis

Deixar a nossa marca em tudo é imprescindível e ainda mais quando ela é representativa e inspiradora para muitas pessoas. O que mais encontramos são pessoas que não possuem vergonha na cara e terminam inspirando de forma errada aqueles que ainda não formaram um perfil adequado de si mesmos. Ter a consciência de mostrar bons frutos das nossas ações é algo que não pode ser esquecido por ninguém, haja vista que todos nós somos capazes de mostrar o que é bom e basta termos um pouco de compromisso com isso para que tudo se torne real e sem dúvidas.
Muitos fazem feio nas suas atitudes pensando que a vergonha é comprada ou que pode até ser parcelada no cartão. Não é bem assim. Vergonha é vista, sentida, inspirada e exemplificada. Ficar o tempo todo realizando maus atos e prejudicando a vida das pessoas é algo que nunca deve ser praticado e nem tão pouco servir de inspiração para muitos.
Mais do que as nossas impressões materiais, devemos deixar os nossos pensamentos pelo mundo, as nossas atitudes, os nossos atos de verdade e de pura inspiração e que só favorecem o nosso desenvolvimento e vida. Quando inspiramos bem, vivemos melhor, mais calmos, mais seguros dos nossos desejos e das nossas conquistas.
Se fazemos o mal, criamos dentro de nós um sentimento que tende a ficar pior a cada dia e se não tomarmos prumo da situação, a desordem vai ser maior do que possamos imaginar. Quando fazemos o mal, é como se nossas mãos ficassem marcadas com sangue por onde passamos, com o intuito de mostrar para nós mesmos que fizemos algo errado e que precisa ser corrigido imediatamente.
Falar mal dos outros, manipular sentimentos, criar situações são apenas alguns itens, mas muitos outros podem existir na vida de cada um de nós e acredito que não há uma só pessoa que não tenha um exemplo nocivo para dar de alguma atitude que tenha sido feita por alguém e que de certa forma nos prejudicou.
Vamos deixar marcas boas, construtivas e esquecer de vez o que não presta.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Organização é Fundamental

Nada mais animador do que ter uma vida organizada, seja em que aspecto for, pois se assim sempre a cultivarmos seremos mais capazes de avaliar os nossos atos e de saber se eles estão sendo favoráveis ou não para o nosso desenvolvimento. Manter dados importantes bem guardados, conservar a nossa casa em perfeito estado, evitar juntar o que não precisamos e descartar o que não presta já é um grande passo para que nos sintamos melhor para usufruir da vida e de tudo que ela nos oferece.
Quando a nossa casa está desorganizada, por exemplo, fica a sensação de que o espaço é pequeno demais para nós e que nada tem lugar adequado ou essencial, ficando tudo com uma cara de entulho. Saber organizar a vida é fundamental para que tenhamos a certeza de que nada é em vão e por isso precisa do nosso cuidado constante.
Não sei como algumas pessoas conseguem viver na desordem sempre e tendo que manter a vida com "puxadinhos" que nunca acabam e só fazem com que a resolução de coisas simples se tornem cada dia mais complicadas.
Quando acumulamos bagunça na nossa vida, seja ela física ou mental, perdemos a chance de nos preocuparmos com o que realmente importa e deixamos de utilizar o nosso precioso tempo com coisas mais valiosas.
Não precisamos destruir a nossa vida de uma maneira dessas e melhorar as nossas atitudes já nos permite uma respiração mais aliviada e segura diante das nossas atividades. Se deixarmos tudo pelo avesso, ficaremos sem saber onde estão as nossas respostas e como elas poderão nos ajudar a entender o mundo e as pessoas.
Agir sempre com desordem não é nada bom, porque o mundo nos cobra proatividade, organização e sabedoria. Perdemos todos estes itens quando deixamos de lado a nossa consciência e acreditamos que toda bagunça pode ser organizada num piscar de olhos.
Nem sempre é assim...
Organizar a vida enquanto é tempo é atitude de pessoas conscientes e que esperam o melhor para si. Só quem desrespeita a si mesmo permite que a sua vida se torne uma bagunça, pois termina não enxergando que o fundo do poço é bem mais próximo do que se possa imaginar.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Anticorpo

O espetáculo de dança Anticorpo reflete todo o sofrimento de uma pessoa que passou por um processo de quimioterapia e hoje consegue mostrar toda essa angústia de uma forma artística, com mistura de dança e teatro, mas com muita verdade e sentimento.
Saulo Uchôa faz isso muito bem e com muita propriedade. O tempo utilizado na interpretação da verdade é pequeno, mas se torna gigantesco quando todas as informações recebidas batem fundo no nosso coração e fazem ele sangrar mais do que o ator em cena.
A arte sempre nos faz refletir sobre os nossos dias e também sobre o que imaginamos do mundo, mas quando usa o sentimento como força maior, consegue não só comunicar, mas emocionar todos que assistem ao espetáculo e fazer com que o clima de comoção seja maior do que o esperado.
Em Anticorpo isso é bem presente, pois o ator viveu o que interpretou e conseguiu de uma forma plena, arrebatar a plateia para assistir com cuidado o que foi passado nos momentos de dedicação constante à arte e ao desenvolvimento de uma história real que poderia ter qualquer um de nós como protagonista.
O Teatro Marco Camarotti é o celeiro desta grande obra e o espaço valoriza também o jogo de cena que faz com que o público fique mais perto ainda do artista e dele possa conseguir toda a emoção para entender tudo o que ele desejou passar.
Ao final, um depoimento emocionado mostrou que a amizade e o amor estão acima de tudo e que estes sempre serão os pontos de apoio nas horas mais difíceis e nos fortalecerão para os dias que ainda virão.
Que a arte seja plena na vida do Saulo Uchôa e que ele possa emocionar muitas outras pessoas com a sua dança espetáculo.

domingo, 15 de setembro de 2013

Superman

Todos nós somos heróis do cotidiano e realizamos as mais diversas atividades para mostrar a nós mesmos que somos capazes de transpor os nossos limites e com eles sermos fortalecidos. Nada mais natural que após todo este esforço o nosso corpo também sinta um pouco de cansaço, pois somente nos filmes e desenhos que as criaturas poderosas não param um instante. Na vida real, necessitamos tirar os sapatos para deixar os pés respirarem ou aliviar das nossas costas os fardos pesados que diariamente carregamos.
Já parou para pensar quantas decisões tomamos diariamente, quantas situações nos são mostradas? Pois bem, tudo isso é tão natural que nem percebemos, porque de certa forma já resolvemos muitas coisas no automático e fazemos das nossas decisões momentos de pura obviedade, sem que tenhamos o cuidado de analisar o que realmente ocorreu.
O estresse vai se acumulando no nosso meio e num dado momento tudo parece criptonita e termina minando nossas forças e fazendo com que o homem de aço seja mais vulnerável do que uma pena leve, que qualquer vento leva e traz, sem nenhuma cerimônia.
A prova de que isso é bem real é quando percebemos que as dores do mundo começam a afetar a nossa mente e ficamos a ponto de explodir com qualquer acontecimento banal que está na nossa frente. Ficamos sem prumo para ouvir, para conversar e terminamos nos transformando em mutantes que assumem várias características a cada momento que se apresenta. 
Enquanto isso na Sala de Justiça...
Temos que vencer isso e deixar de cansar o nosso corpo com qualquer tolice que aparece. Olhar diferente para tudo que ocorre é a primeira providência que devemos tomar e saibam que ajudará muito a diminuir a falta de energia que muitas vezes acomete o nosso corpo e mente e nos faz perceber que tudo é em vão se não tivermos um pouco de amor a nós mesmos e ao nosso desejo de evolução, mesmo que este se manifeste muitas vezes de forma velada e desorganizada.
Não saberemos sempre a hora de agir, mas se praticarmos a observação de nós mesmos e dos nossos atos, poderemos ter mais chances de lutar contra o inimigo da fadiga e da falta de ânimo para muitas atividades da nossa vida. Não podemos deixar de nos animar e perder o prumo para a vida só nos faz ter a certeza de que os nossos poderes especiais não valem de nada se não tivermos o direcionamento certo para as coisas e dessa forma evoluir cada dia mais em tudo que nos faz bem.
O Superman precisa salvar a si mesmo e deixar um pouco de lado todas as coisas do mundo exterior, principalmente as que só afetam a sua energia. Ele deve fazer o necessário e o extraordinário deixar para os momentos mais oportunos, pois as cobranças são muitas e se este não estiver com um acúmulo de poder guardado num local seguro, ficará cada dia mais sem forças e impotente diante do mundo e das pessoas.
Afastem a criptonita do Superman...

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...