domingo, 4 de novembro de 2012

Brilho Raro

Ontem fiquei observando algumas joias numa loja no centro de Pipa e o que me impressionou foram os detalhes, o brilho e a criatividade de algumas delas, pois a forma inusitada como se apresentavam, faziam com que fossem joias raras, únicas e que fariam, certamente, a diferença em qualquer lugar.
Cada um de nós tem a chance de se tornar joia rara ou não. Pedra de brilho falso ou verdadeiro e isso iremos escolher com as nossas atitudes diante de tudo e de todos. O brilho que iremos destinar na vida é sempre uma forma de as pessoas nos conhecerem e também de sermos lembrados pelos nossos semelhantes, que gostarão da nossa radiação positiva ou simplesmente se afastarão do nosso brilho falso e que só causa problemas dos mais variados tipos.
Brilhar todos nós podemos, mas suportar um brilho falso e prejudicial poucos conseguem. Quem ofusca os outros com uma luz não sadia, termina ficando obscurecido pela suas próprias ações e sem chances novamente de conquistar os arranhões que realizou nas pedras que antes eram lapidadas e agora ficaram totalmente arranhadas por ações mal conduzidas e relações obscuras e sem futuro. 
Na vida da gente, vale muito o que podemos conquistar em matéria de amizades e relacionamentos, pois se não estivemos sempre apegados à pessoas que brilhem de forma positiva, ficaremos sem chances de ter vida plena e com real valor. Cada pedra ruim que trazemos para perto de nós é um passo errado que damos na vida e consequentemente contribuímos para que todas as nossas lapidações fiquem obscurecidas e sem valor. As joias que possuímos podem estar refletidas no nosso humor, saúde, disposição, trabalho, família, amigos e também nas nossas atitudes que se não forem bem lapidadas terão sempre uma apresentação ruim e sem possibilidade de serem contempladas pelos outros de uma forma serena e cheia de bons resultados.
Eu gosto do brilho, ele me encanta...
Ontem fiquei fotografando algumas joias e verificando como são belas as possibilidades que temos no mundo e cada um de nós pode, sim, ser uma joia também, pois se cultivarmos boas atitudes, aproveitarmos a vida de forma correta e sem deslizes, ficaremos cada vez mais com uma ótima sensação de termos passado por ela de forma realizadora, sem máculas e com a incrível sensação de dever cumprido e sem ter causado problemas para ninguém.

sábado, 3 de novembro de 2012

Lagoa das Guaraíras

O dia em Pipa hoje foi agitado, muito agitado...
Começamos fazendo um passeio enjoativo de veleiro, não pelas paisagens que vimos, mas pelo mal estar causado pelo agito do mar que fez com que todos nós ficássemos enjoados e com ânsia de vômito. É uma terrível sensação, mas o passeio é lindo e compensa este efeito colateral.
Na Praia do Centro, pegamos a embarcação e seguimos para a Enseada dos Golfinhos e Praia do Madero, onde pudemos ver os golfinhos, mesmo que de forma tímida. Como o mundo é pequeno, terminei encontrando pessoas de Garanhuns por lá. Coisas da vida...
Após o passeio de veleiro, seguimos para o Parque Ecológico, onde uma caminhada leve compensou as calorias consumidas no almoço. Foi muito bom passar pelos caminhos e conseguir ver as praias que visitamos no período da manhã de outro ângulo, pois agora percebemos a grandiosidade do mar e todas as suas belezas e falésias da região. Uma sensação única para quem aprecia a natureza e gosta de contemplar o mar e a forma arrebatadora como ele se apresenta, pois com a maré cheia fica mais presente a sua força e também a beleza.
A finalização do dia foi na Lagoa das Guaraíras, local belo, calmo e que nos proporcionou um lindo entardecer, contemplado a partir da creperia que fica às margens do local que é muito visitada nos finais de tarde. O que falta é espaço, pois a quantidade de pessoas é bem maior que a capacidade do restaurante e muitas pessoas terminam nem provando dos crepes que são servidos por lá, como foi o nosso caso.
A noite em Pipa é um detalhe à parte, pois é quando o vilarejo realmente ganha vida e reúne muitos visitantes, todos ávidos por diversão, música eletrônica, comidas e bebidas. A diversidade de restaurantes e de opções culinárias impressiona, mas a comida italiana é bem assídua no local, já que muitos donos de bares e restaurantes possuem esta descendência. Enfim provamos o crepe que ficou no gostinho da tarde passada e voltamos para o hotel com uma impressão bem detalhada de todos os pontos de Pipa e da região, que é muito bem visitada e atrai pessoas de várias partes do Brasil. A impressão que fica de Pipa, mesmo já tendo conhecido há alguns anos, com menos intensidade, é que o local é para ser degustado aos poucos, com calma e com contemplação, uma vez que tudo é muito bonito de se ver e cada foto marca o momento de grandes lembranças que teremos de uma viagem tão revigorante e cheia de alegrias.
Fica a saudade de Pipa e também da região...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Falésias e Muita Beleza

A Praia de Pipa é uma prova de que a natureza foi muito generosa com o Nordeste brasileiro, especialmente  ao Rio Grande do Norte. Nos muitos quilômetros que percorri, encontrei muitas paisagens naturais bonitas e praias desertas que pareciam mais cenários de cinema. A próxima novela da Rede Globo será filmada na área e em breve a agitação de artistas e profissionais da TV será uma constante nas ruas já movimentadas do local.
A praia tem contrastes, pois enquanto tem um lado selvagem com as suas praias e falésias, existem também as inúmeras opções gastronômicas e comerciais que existem na Baía dos Golfinhos, que é a rua principal do local e que agita um grande número de pessoas durante toda a noite e madrugada. Encontramos desde o mais simples artesanato até as mais caras roupas de grifes famosas que também estão presentes nas ruas do local e fazem com que as opções de compra sejam bem diversificadas.
Nunca tinha conhecido Pipa como conheci hoje, pois através de um passeio de buggy, pude visitar várias praias e ter uma visão bem diferenciada do local, conhecendo não só as praias da região como também as que ficam no município vizinho de Baía Formosa, que também detém belas paisagens e encanta muitos visitantes.
O passeio nos levou a fazer passeios de balsa, também nos proporcionou um banho de argila medicinal com o simpático Toreba, que é um personagem conhecido e dono de um sorriso cativante e de uma barraca que oferece petiscos e vários frutos do mar, em destaque ao caranguejo. Passamos por uma ação voluntária de um pescador, que cuida das tartarugas e mantém um santuário com doações e venda de camisetas. 
Durante todo o dia visitamos muitas belezas, mas o que mais me chamou a atenção foi a simpatia das pessoas que nos acolheram, pois em cada ponto de parada éramos recepcionados com sorrisos e muitas gentilezas. Não era porque estávamos pagando, mas porque as pessoas gostavam das suas atividades, pois em outros lugares, mesmo pagando, encontrei pessoas mal humoradas e cheias de arrogância, como se o fato de estar realizando um serviço fosse transformado numa obrigação sem fim.
Os preços são variados e encontramos altos e baixos para muitos serviços, por isso digo que vale uma pesquisa antes de qualquer contratação de serviço ou compra de lembranças do local, que são muitas e agradam não só brasileiros, mas muitos estrangeiros que lotam as ruas falando espanhol, Inglês e francês.
Foi bom ter voltado a Pipa e aproveitado dessa forma um local tão bonito. O Nordeste é realmente belo e cheio de belezas naturais e não poderia deixar de comentar aqui no blog.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Agonia pelo Luxo

Estava lendo algumas informações a respeito do Shopping RioMar e o que mais se fala é sobre as lojas exclusivas que estão chegando ao Recife, especialmente algumas do segmento mais luxuoso e que ainda não são comuns no Nordeste, ficando mais restritas ao Sudeste, especialmente São Paulo e Rio Janeiro.
O que é bom pensarmos é que já temos um shopping falido, que é o Paço Alfândega, que nasceu com a proposta de ser um espaço diferenciado e com lojas exclusivas e caras. Nasceu assim e morreu assim. Tudo que lá residia e que era luxuoso morreu, ficando algumas opções mais comuns e atualmente sustentado e ainda visitado devido a Livraria Cultura que lá está instalada e aos inúmeros eventos culturais que sedia. Se não fosse isso, estaria certamente fechado, pois não há muito movimento e até a praça de alimentação está com muitas operações fechadas.
Muita gente nem sabe da sua existência e conheço pessoas que nunca foram lá, pois já sabem que tudo é caro.
Não precisamos de um shopping de luxo, exclusivo, caro. Precisamos de opções de compra, de todos os tipos, para todos os públicos. As pessoas ficam torcendo o nariz para a C&A, Riachuelo, Marisa, Lojas Americanas e Renner, mas esquecem que o seu bolso só tem potencial para este tipo de compra e qualquer outra aquisição em locais mais caros, gerará um endividamento sem limites e não terá cartão que aguente.
Falam que teremos uma Louis Vuitton, uma Miu Miu, uma Prada, mas confesso que este não será o padrão do público que frequentará o shopping. Para que ter lojas do tipo se as chances delas vingarem são mínimas e tudo isso por um simples motivo: o preço. A maioria das pessoas que vai ao shopping espera produtos convidativos, mas também preços bons. Eu sou um desses. Detesto gastar muito, até porque percebo que o valor está na marca e não no produto, pois encontramos similares no mercado de qualidade superior e com preço bem abaixo dos que são cobrados pelas marcas tão famosas.
As Casas Bahia abriu as portas no RioMar com anúncios de grandes promoções que logo foram maculadas pelos altos juros cobrados no parcelamento. Só era barato se fosse comprado à vista e isso é o problema de muita gente, já que a grande maioria da população só compra no crédito e ter dinheiro disponível é quase uma afronta.
As reclamações eram muitas e várias pessoas ficaram decepcionadas com a loja que anunciava ofertas há anos sem mesmo ter uma unidade na cidade. Foi barrada pelas que já conhecemos, que ofertaram produtos e preços competitivos.
As reportagens e artigos disponíveis na internet terminam sendo chatas e irritantes e tudo isso porque as pessoas ficam sonhando e anunciando lojas que nem foram negociadas pelo shopping e que em nenhum momento foram anunciadas por elas mesmas. Não significa, porém, que o Recife não possua potencial para ter lojas luxuosas, mas imaginar um centro de compras daquele tamanho com a maioria das lojas voltadas para este segmento é o mesmo que ter uma paranóia e ficar imaginando coisas que não existem.
Precisávamos de um shopping daquele tamanho, pois a cidade estava saturada com os que já possuía e que não comportavam a demanda de pessoas que diariamente circulavam e compravam nas antigas opções que tínhamos. Hoje temos algo mais, um grande empreendimento, com 476 lojas e muitas novidades. Espero que ele permaneça popular e possa atender a todos, uma vez que a grande maioria da população vai ao shopping para realizar muitas atividades e não só para comprar roupas, bolsas e sapatos caros. Todos os centros que buscarem na mistura o seu sucesso, terão melhores chances de se desenvolver e de manter o índice de vacância perto do zero. Não precisamos de shoppings elitizados, precisamos de centros de compras comuns e atrativos para todos. As pessoas gostam do luxo, mas muitos possuem este prazer somente como sonho de consumo e que está bem distante da realidade de cada um de nós.
Bom mesmo é comprar barato, nas promoções, com um preço justo. O shopping das madames e da burguesia está lá, no Recife Antigo, mofando e esperando clientes cada vez mais ausentes e fazendo com que meia dúzia de lojas ainda permaneça aberta. Quem tem grana realmente para comprar, vai as lojas exclusivas que não estão nos shoppings, pois um cento de compras com tanta movimentação é também uma afronta para um público que se acha tão exclusivo e, portanto, inacessível.
Gosto do Shopping Recife porque tem de tudo, das lojas mais simples às mais caras. Espero que o RioMar seja assim também e não caia na falácia das pessoas que só conhecem as bolsas da Louis Vuitton pela foto nas revistas ou nas reportagens das revistas de moda e ficam sonhando em um dia passar pela frente e apreciar os modelitos disponíveis, porque comprar são outros quinhentos, mil, milhares...
É de popularidade que precisamos, pois é este detalhe que sustenta qualquer empreendimento voltado para a grande maioria da população. Exclusividade não está nos shoppings do Recife, isso é fato. Imaginar quer tenhamos uma filial do Shopping Cidade Jardim no bairro do Pina é, no mínimo, utópico, irreal. Cair na realidade é bem melhor que ficar falando besteiras.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Paciência Zero, Civilidade Inexistente...

Lendo um relato na internet, lembrei das muitas situações que já passei na vida, quando pessoas sem muita educação terminam nos causando problemas ou até nos constrangendo sem motivo algum, simplesmente pela falta de direção e por não conhecerem o significado da palavra "Civilidade".
Encontrei no Facebook o relato da fotógrafa Maíra Erlich que ao realizar um trabalho na cidade de Caruaru foi agredida pelos responsáveis do buffet Maria José Recepções, quando por motivos banais houve um desentendimento na porta da cozinha, causando um mal estar muito grande para os proprietários do buffet, para os noivos e, principalmente, para a fotógrafa.
Tudo poderia ter sido resolvido com um "Por favor..."
Quando li o relato não acreditei que algo pudesse ter acontecido por tão pouco e que as pessoas ainda percam tempo com tantas besteiras, criando situações do tipo por pura falta de organização mental na hora de realizar procedimentos ou de lidar com gente. Aliás, gente é o foco principal para quem trabalha com recepções e eventos, pois devem  estar preparados para situações das mais diversas, onde cada um tem uma opinião e podem, em algum momento, tomar uma atitude incorreta para os padrões da casa e com isso gerar um mal entendido, que não precisa de briga para ser resolvido.
Imagine se todos os problemas ocorridos fossem resolvidos com brigas e discussões?
A fotógrafa, acima de tudo, era uma profissional que estava realizando o seu trabalho e por isso necessitava de todo respeito dos responsáveis do buffet, que não tiveram nenhuma maestria na hora de solucionar o problema e simplesmente "pedir" para que ela não permanecesse num local que era destinado somente para os empregados do buffet.
A forma como as pessoas tem perdido a razão é cada vez mais comum nos dias atuais e terminamos achando que muitas ações tomadas são normais, seja pela constância que existem e fazem parte da nossa vida. Muitas situações que presenciamos terminam sendo incrédulas aos nossos olhos e pensamos sempre na seguinte frase: "Por que isso tudo?"
Ao invés de tantas desavenças, as pessoas deveriam pensar nas atitudes que tomam e que de certa forma comprometem a integridade de muitos e imagem de muitas empresas. O relato que li me fez pensar sobre o ser humano, sobre a convivência e também sobre as relações profissionais existentes no mercado, pois contratamos serviços e nem sabemos se as pessoas estarão aptas para nos prestar um bom serviço. O fato ocorrido deixa em situação ruim o buffet, a fotógrafa e os noivos que tiveram um problema deste tipo justamente numa noite importante e desejada.
As pessoas devem perceber que antes de criar situações de conflito, devem pensar nas consequências que aquilo pode causar, pois direitos todos nós temos e podemos cobrar a justiça a qualquer hora. Uma festa, quando organizada, reflete o sentido de harmonia, preparo, detalhismo e, principalmente, de educação, pois os cerimoniais e pessoas envolvidas buscam proporcionar aos convidados o mais alto padrão de conforto e satisfação, num momento que marca não só a felicidade dos noivos, aniversariantes e afins, mas de todos os convidados que de alguma forma conhecem o histórico das pessoas e estão ali, unidos, para celebrar o momento.
Que ruim quando algo assim acontece, ainda mais com uma fotógrafa conhecida, talentosa e que certamente realizou um trabalho competente, como os demais que já registrou. Infelizmente a marca desta festa foi o constrangimento e isso nenhuma imagem pode explicar, pois a fotografia fica viva na mente e dificilmente será esquecida por quem passou por momento tão ruim.
O buffet é bem estruturado, mas precisa de outras melhorias e estas residem nas atitudes dos seus proprietários que ainda não aprenderam a lidar com a essência maior das recepções, que são as pessoas e as relações existentes entre elas. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Tudo Muda, até a Melancia!!

Na vida que levamos, dificilmente permanecemos com a mesma opinião por toda a vida, seja devido às adaptações que temos que fazer para poder conviver bem em sociedade ou para aprimorar os nossos gostos e preferências, pois muitas vezes terminamos nos bloqueando para determinadas situações por medo ou por algum momento ocorrido e que nos fez criar um certo abismo entre o que é real e o que é fruto da nossa imaginação.
Fazemos isso com as pessoas, com os alimentos, com as ações, lugares e até com nós mesmos. Quantas pessoas ficaram afastadas do nosso meio por conclusões precipitadas que tomamos? Quantos alimentos gostosos deixamos de provar por causa de uma aparência que não nos agradou? Quantas ações deixaram de ser tomadas por medo? Quantos lugares deixamos de conhecer por nos acharmos incapazes de tal fato? Quantas vezes deixamos de conhecer a nós mesmos por achar que já tínhamos informações demais?
Alguns traumas do tipo são gerados por situações passadas ou até pelos nossos pais que terminavam nos bloqueando para algumas atividades ou não permitindo que provássemos de alguns alimentos ou brincadeiras, construindo, dessa forma, dentro de nós um medo sem sentido e que só nos prejudica na vida atual.
Eu tinha muitos receios na minha vida e fui aos poucos quebrando todos eles para poder aprender a conviver bem com o mundo e o mais besta de todos eles era o medo que eu tinha de comer melancia, pois num dia qualquer eu provei e isso me deu uma tremenda dor de cabeça. Verdade ou não, todas as vezes que eu provava da fruta a minha cabeça doía, até o dia que fui a um médico de alergias, por outra necessidade, e resolvi verificar se havia algum motivo para isso.
O médico me disse que eu podia comer até pedra e que não tinha alergia alguma à melancia. Mesmo assim fiquei muito tempo sem provar da fruta, até o dia em que precisei me hidratar numa trilha e só tinha a danada para comer. Não preciso nem dizer que me derreti com aquela fruta geladinha e saborosa e nem senti dor de cabeça, pois o desejo de saciar a sede foi maior. A partir deste dia comi a fruta normalmente e não tive mais reação alguma.
Assim também é na vida cotidiana que levamos, pois precisamos de algum empurrão para vencer os nossos medos, que serão bem mais feios e menos saborosos que uma melancia. O que nos aflige são as pessoas, as situações e isso termina nos bloqueando para a vida que tanto pode nos ensinar. Verificando sempre o que é bom e não irá nos causar mal algum, podemos, sim, provar do doce gostinho da vida e sempre obter os melhores resultados, possibilitando que a água da vida seja plena na nossa mente e corpo, gerando uma série de benefícios que antes estavam inacessíveis pela nossa falta de coragem de visualizar algo novo ou simplesmente de experimentar.
Degustar a vida e todos os seus sabores é a melhor forma de mantermos a nossa mente viva e criativa. Se podemos saborear uma melancia, por que iremos passar a vida toda chupando limão e fazendo careta?
É melhor o doce que o azedo, não acham?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Gonzagão e Gonzaguinha

O filme "Gonzaga, de Pai para Filho", mostra a relação conturbada de dois mestres da música nacional e como foi difícil chegarem a um denominador comum quando as relações afetivas e dúvidas falavam mais alto. A música foi esta união e fez com que todo o filme tivesse sentido e mostrasse uma história bem contada, cheia de links musicais com os acontecimentos de época.
Ao contrário do que muitos podem imaginar, o filme não traz a carreira de Luiz Gonzaga como fonte principal de inspiração, pois se assim fosse teria mostrado personagens importantes na sua carreira, a exemplo de Dominguinhos e Elba Ramalho. O diretor Breno Silveira deu importância a relação de pai e filho e fez do filme um drama com pitadas de música. É interessante conhecermos alguém tão famoso de outra forma, pois assim percebemos que os defeitos e problemas pessoais não são característicos somente dos anônimos e acomete muitos famosos que conhecemos. Luiz Gonzaga foi um deles.
A dúvida sobre a paternidade criou um certo distanciamento entre pai e filho, mas a vocação para a música foi mais forte que o anel de doutor que tanto era falado nos diálogos que os atores traçavam e serviam de desculpa da vida real para que eles se distanciassem tanto, já que Gonzagão proporcionava um futuro melhor para o filho, enquanto este precisava de algo bem mais simples, que era o amor.
O amor, mesmo distante nos momentos iniciais da relação que foi se formando a partir de uma conversa franca entre pai e filho, foi o início de uma cumplicidade musical que foi traduzida numa turnê vitoriosa e que elevou a carreira de ambos. 
Os atores que deram vida aos personagens são convincentes demais e em alguns momentos pensamos que são os próprios interpretando eles mesmos. As semelhanças são muito grandes e impressiona qualquer pessoa que assistir ao filme. As mais de duas horas de filme passam serenas e fazem a plateia chorar em vários momentos, pois foi o que vi na sessão que assisti, já que muitas pessoas terminavam se comovendo e relembrando os momentos dos dois grandes ícones da nossa música e que até hoje inspiram muitas pessoas e artistas.
A vida deles acabou praticamente em conjunto, pois quando um se foi o outro tratou de partir também e a diferença foi menor que 2 anos. Em pouco tempo perdemos duas pessoas que tiveram muito tempo para se reconciliar e pouco tempo para permanecerem juntos, mostrando o seu talento. 
O que percebemos é que o Gonzagão foi bem na carreira, mas por talento do que por organização. Ele era uma pessoa que não tinha muita habilidade com números e letras e fazia do improviso a melhor forma de traçar a sua carreira que teve altos e baixos, mas conseguiu ser reconhecida por todos nós e chegar ao grande público de uma forma grandiosa e que até hoje faz referência. O filme, assim como outras manifestações ocorridas neste ano, mostram as várias formas de homenagear este grande artista no ano que seria o centenário do seu nascimento. Lembro do anúncio de um dos seus últimos shows, no Teatro Guararapes, quando ele já estava um pouco doente e fraco. Vi pela TV imagens que o mostravam um pouco abatido e cantando sentado, pois o peso da sanfona já era demais para ele, que passou a vida toda com ela, tocando, dançando e animando cada ponto do Brasil.
O registro desta história de dor, amor e música foi benfeito e certamente fará muito sucesso nas telas do Brasil e do mundo. Lindo de se ver e de cantar. 

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...