quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Pechincha

Algumas vezes encontramos produtos com descontos ou com preços bem consideráveis para a compra, já que hoje em dia não podemos levar em conta o real valor das coisas, tamanha é a variação de preços que nos faz perder a noção de quanto realmente isso ou aquilo valem.
Eu sempre procuro valorizar as coisas pela utilidade que elas me trazem, assim como a duração que possuem, pois assim fica mais fácil massagear a minha mente cansada de tantas afrontas ao nosso bolso furado. Alguns itens possuem preços fora do comum e não valem o que é pedido, seja pela simplicidade ou até pela falta de qualidade. Algumas lojas pensam que nós, consumidores, somos cegos ou idiotas e que não percebemos determinadas armadilhas de consumo nos seus produtos ruins.
Pechincha é quando encontramos algo bom por um preço igualmente bom. 
Não vale a pechincha de um preço bom associado a um produto ruim e que deveria ser dado de graça para ver se alguém queria. É nessas horas que nos perguntamos o porquê de tantas aberrações nos preços que encontramos nas lojas, já que a qualidade não é tão significativa assim e nem temos tanto dinheiro para pagar por tão pouco que é oferecido em troca.
A utilidade é a melhor forma de medir o preço das coisas, sempre; se isso for levado em consideração, teremos mais certeza do que estamos comprando e nunca ficaremos com dúvida sobre os preços que pagamos, já que saberemos que tal valor nos causará grandes satisfações, nos fazendo usufruir muito bem de itens que serão usados por muito tempo.
Comprar algo só pela marca ou pela moda não vale de nada e isso causa um rombo enorme nas nossas economias, onde não percebemos a enganação que diariamente passamos e que são disfarçadas em etiquetas promocionais que não representam a realidade de nada, ainda mais dos produtos ruins e mascarados que encontramos nas prateleiras.
Um detalhe, um olhar atento e um pouco de pesquisa já nos ajudam a ter mais sucesso nas nossas compras e com isso lucrar bem mais e nunca desperdiçar dinheiro por nada.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Alienação

Analisar nossas vidas como se elas fossem únicas é um ato complicado de ser entendido, já que não vivemos sozinhos neste mundo e sofremos sempre a interferência dos nossos semelhantes para podermos determinar como algumas situações irão acontecer e influenciar os nossos dias.
Fazer a nossa parte e não observar as influências que nos rondam é algo bem complicado de aceitar, mas é muito fácil de acontecer, seja pela deficiência mental que muitos podem possuir, como também pelo individualismo que a sociedade termina nos impondo a cada dia, uma vez que o medo e a incapacidade de nos relacionarmos bem faz com que assumamos um papel bem diferente do que deveríamos ter.
A sabedoria de se colocar num universo interativo é atributo de poucos e a maioria só pensa em evoluir para si mesmo, dentro do seu mundinho e nunca pensando naqueles que também dependem da sua vivacidade. 
Vejo isso muito presente num país como o nosso, onde as pessoas estão cada dia mais preocupadas com a sua própria situação e esquecem que a derrota da Nação é generalizada se não pararmos de ser alienados e desatentos aos detalhes que diariamente influenciam as nossas escolhas e destinos.
Estar em plena harmonia com nós mesmos e com o que acontece ao nosso redor é muito importante para que tenhamos mais chances de opinar e de entender o que realmente acontece de bom e de ruim conosco e como isso pode ser melhorado a partir das nossas atitudes certas, menos alienadas e sem o mínimo de ajustamento mental.
Vamos pisar no chão? 
Talvez as nossas ideias estejam lá, esquecidas, enquanto perdemos tempo voando por ares distantes e sem nenhuma assertividade, contribuindo ainda mais para que as nossas escolhas sejam falhas e não tenham nenhum efeito real.

sábado, 24 de setembro de 2016

Enchendo Linguiça

Na falta de assunto, os sites de notícias e jornais terminam publicando muita besteira e fazendo com que percamos tempo lendo um texto enorme que não diz nada. Se pensamos que esta realidade é difícil de acontecer, tenham certeza que não é, pois me deparo com isso diariamente.
Existe até outro tipo de pegadinha nestes textos que são as manchetes gigantescas, usadas para chamar a nossa atenção, mas que remetem a textos pequenos e geralmente sem sentido algum, pois terminam não falando nada do que anunciaram e nem elucidando as nossas dúvidas e desejos.
Parece que a objetividade perdeu espaço para as notícias fantasiosas e que não agregam nada às nossas vidas e nem fazem com que tenhamos melhores resoluções das nossas dúvidas que podem até se agravar se ficarmos lendo muitas coisas sem o mínimo de conexão e ajustamento à realidade.
Piores ainda são as notícias que servem apenas para inflamar o que nem existe, trazendo à tona tudo aquilo que nem precisava ser mostrado, uma vez que compromete a integridade das pessoas e fatos que merecem cuidado e atenção com a divulgação.
Bom é quando pegamos um texto para ler e nos deparamos com informações completas, gratificantes e que nos tragam a boa sensação da informação cumprida e assimilada.
Nosso tempo é valioso demais para ficarmos lendo o que não presta.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O Apurado da Noite

Existe raça mais fofoqueira que porteiro e vigilante?
Alguns podem até fugir da regra, mas a maioria é triste e termina sabendo mais do que deveriam da vida dos outros, seja pela naturalidade da atividade que desempenham ou pela forma investigativa que possuem de sempre buscar mais e mais informações, talvez para ocupar o tempo, já que a maioria tem o ócio como companheiro durante o expediente.
Outro dia quando saí para trabalhar, tinham três na minha esquina, todos de condomínios vizinhos, debatendo sobre os assuntos de cada prédio e compartilhando as informações mais quentinhas do apurado da noite, que deve ter sido cheia de situações interessantes.
O filme "O Som ao Redor" mostra um pouco desta realidade que é bem real e faz com que tenhamos muito cuidado nas nossas ações, ainda mais quando vivemos em um condomínio com muitos moradores e diversidades fantásticas.
É difícil ter um assunto que o porteiro não domine, ainda mais quando este é fofoca ou futebol. Deixam de prestar atenção nas pessoas que entram e saem para assistir ao jogo na telinha da TV de 10 polegadas ou quem sabe naquele rádio pequenino que fica ao pé do ouvido.
São várias as formas de se conectarem com o mundo ao redor e ainda mais quando passam a ter acesso ao universo das correspondências e encomendas que são deixadas na portaria. Outro dia o porteiro do meu prédio quando foi me entregar um pacote, me falou: "O Sr. gosta de uma bolsa, não é?. Chegou outra, viu..." 
Minha cara: P A S S A D O.
E teve outra oportunidade que o outro disse assim: " Se algum dia o Sr. não quiser mais um desses sapatos que comprou, pode me dar, eu acho que meu número é o seu."
Claro que ele sabia qual era o número, pois a nota fiscal estava na parte externa da encomenda, protegida por um plástico transparente que deixava fácil a leitura do conteúdo e também do tamanho do sapato comprado. 
Gente curiosa é assim mesmo e descobre tudo o que quer, nem que seja para não ter utilidade alguma, somente para alimentar a língua ferina e a mente fértil na hora certa ou para ter assunto para comentar com os coleguinhas de profissão.
Faz parte da vida e fugir disso é imaginar um mundo paralelo ao nosso, ainda não idealizado ou descoberto. Enquanto este ideal de vida não aparece, vamos vivendo de fofoquinhas aqui e ali e falando da vizinhança toda.
Eita que coisa boa, não é?
Chama o porteiro... Ele tem notícias quentinhas, apuradíssimas!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Incongruências

Vivemos nos País das incongruências, onde tudo que parece ser não é!
Basta ler algumas notícias para notarmos que tudo está muito complicado de se entender, seja pela falta de adaptação à realidade ou pela loucura de pensamentos que as pessoas adotam nas horas que manifestam as suas opiniões cada dia mais controversas e sem nenhum sentido real e adequado.
É ladrão acusando ladrão. Negro discriminando negro. Gestores públicos fazendo e acontecendo. Cidadãos falando o que não sabem. Gente morrendo sem motivo.
Estes pequenos exemplos são vistos na nossa sociedade e não precisamos de muito esforço para encontrarmos exemplos de cada um deles nos nossos círculos de amizade ou de convívio social, pois os exemplos são cada dia mais práticos e fáceis de acontecer.
A discriminação racial é o que mais me espanta, pois sempre esperamos que esta seja de uma cor para outra e não entre pessoas que possuem o mesmo tipo de raça. Como pode um negro chamar o outro com palavras ofensivas se ele mesmo possui as mesmas características?
Não é possível cobrar melhores atitudes dos nossos representantes se nem temos opinião formada sobre o que realmente acontece e nos baseamos nas opiniões diversas que escutamos na rua, de qualquer um, seja ele formador de opinião, estudioso ou simplesmente um imbecil. Seguimos todos eles e vamos diariamente construindo o nosso perfil incongruente e sem nenhuma adaptação com a realidade dos fatos que nos rodeiam e nos fazem entender o nosso papel nesta sociedade tão complicada e desafiadora.
Se não pararmos com esta desordem mental, nós brasileiros, ficaremos cada dia mais afundados na desgraça e a crise jamais será afastada por um simples motivo: Nós somos os causadores e fazemos de tudo para que ela nunca acabe.
Crise mental é a pior doença e parece que isso se tornou uma prática constante e jamais esquecida pela nossa Nação, padecida e muita carecida de cuidados.
Haja paciência!

domingo, 18 de setembro de 2016

Lajedo do Pai Mateus

No sertão paraibano, várias formações rochosas transformam a paisagem e fazem com que o entardecer seja visto de forma diferente. O local fica perto da cidade de Campina Grande e o destaque é para a aridez do solo e calor intenso, o qual contrasta com o frio gostoso no período da noite.
Reservei algumas fotografias para mostrar este espaço nordestino que é visitado por muitas escolas e turistas de várias partes do mundo para admirar e imaginar como tudo aquilo foi formado e também como ficaram estrategicamente posicionados em local de destaque. Algumas pinturas rupestres são encontradas também e os animais característicos da região fazem a festa e se mostram para os visitantes.
Tudo isso fica no município de Cabaceiras, na Paraíba. O Lajedo do Pai Mateus é visita obrigatória para quem gosta de história e geografia. O que falta é chuva e o índice pluviométrico é baixíssimo, o que pode ser visto em vários momentos durante os passeios que podem ser realizados na região.
Na volta para casa, passamos na famosa Pedra do Ingá e seus incríveis desenhos feitos na pedra.



























sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Aquarius, O Filme

Assisti ao filme Aquarius e pude comprovar as diversas informações ao seu respeito, entre as polêmicas antes da estreia até a temática que fala da resistência e da conservação das lembranças que todos nós temos e que deixamos passar devido a evolução da sociedade, que não valoriza o seu passado e vai afastando todas as informações que fizeram parte das suas vidas, onde as lembranças e o significado das coisas termina valendo menos que muitas modernidades disponíveis.
Encontrei no filme aspectos bem relevantes da vida do Recife e de como as pessoas fazem as suas escolhas a partir do modo de vida que escolheram para si. Um aspecto importante a ser lembrado é a forma como o filme retrata a vida de uma moradora de um prédio histórico e que agora sofre com as especulações imobiliárias que afetam a cidade, algo que pode ser bem comprovado nas diversas construções que existem hoje na Avenida Boa Viagem e que alteraram completamente a paisagem de outrora, onde ainda podíamos desfrutar de uma ambiente mais calmo e até sem a ameaça de tubarões.
A personagem Clara, vivida brilhantemente por Sônia Braga, é o destaque do filme e sua solidão não mostra uma pessoas amargurada, mas sim feliz com as suas preciosidades caseiras e que lhes proporcionam todo o conforto físico e mental que ela necessita para viver bem. As demais interpretações apenas ajudam a personagem central a desenvolver seu enredo, mas não fazem aparições brilhantes e nem contribuem intensamente para a história, já que a vida de Clara, dividida em três partes, é o destaque de cada momento do filme.
Hoje vivemos no Recife esta briga pela especulação imobiliária. O edifício onde as cenas foram realizadas na verdade se chama Oceania e junto com o Caiçara foram os poucos resistentes de uma orla cada dia mais edificada. O Caiçara foi destruído há alguns anos, após muitas brigas judiciais, mas o Oceania ainda está lá e chama a atenção de todos pela sua sobriedade diante de tantas modernidades.
A forma como a personagem Clara distribui o seu universo particular, dentro de um castelo chamado Aquarius é grandiosa e mostra que o dinheiro não compra tudo, especialmente a satisfação de viver da maneira como queremos e desejamos. Não podemos nos sentir pressionados a nada e quem achar que pode mudar o nosso caráter pelo dinheiro está totalmente enganado. Quem assume o seu papel na sociedade de forma honesta e séria, jamais terá espaços vazios e poderá sempre usufruir de ótimas lembranças e melhorias naquilo que escolher.
Foi bom ver o Recife tão bem representado num filme de destaque internacional, ainda mais quando a realidade mostrada é bem notada nos nossos dias e não passa de mera imaginação dos diretores de cinema. Kleber Mendonça Filho fez um filme memorável, intenso e ao mesmo tempo com toda a calmaria que necessitava para mostrar uma história de uma mulher forte, mas extremamente doce e educada para lidar com as dificuldades e adversidades que a vida lhe apresentou.
Vamos navegar no Aquarius e desfrutar cada momento desta história incrível e que não nos deixa piscar os olhos um segundo sequer. Eu costumo dormir nos filmes que não me atraem e isso talvez seja um termômetro que meu corpo utiliza para mostrar o que é bom ou ruim. Pois bem, quando fui assistir ao filme Aquarius pensei que fosse dormir, pois estava cansado, meio sonolento, e achei a temática leve demais para o momento. Fui passar o tempo entre uma atividade e outra e ganhei um presente para a vida, não deixando os olhos fechados um só minuto, fator que demonstra o quanto o meu interesse foi grande, já que a energia conquistada pelo deleite do filme foi maior que muitas outras diversões que poderia ter escolhido naquele momento de folga.
Satisfação ao que realmente é válido e nos representa muito bem.
Vamos escutar Maria Bethânia, Roberto Carlos e relaxar.
Quem sabe ler um bom livro ou dormir numa rede confortável...
A satisfação da brisa do mar não tem fim e o desfrute de uma praia tão famosa é o presente que todos nós poderíamos aproveitar. Quem acompanha minhas fotografias, sabe o quanto eu retrato a Praia de Boa Viagem e como cada lembrança dela significa para mim. É neste bairro que moro e que vejo tudo acontecer, às vezes de forma Clara, algumas mascaradas, mas sempre acontecendo.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...