quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Para Quê?

Essa é uma pergunta que nos fazemos diariamente e muitas vezes não encontramos respostas, seja pela nossa falta de conhecimento dos fatos ou pela descrença que assumimos em determinados momentos por encontrarmos situações aberrativas e sem muita lógica.
Nos perguntamos se vale a pena isso ou aquilo ou se é necessário quebrarmos a cabeça por tão pouco, sendo injustos e até inconsequentes nos nossos atos e posicionamentos. Para evitarmos tantos questionamentos inúteis, o ideal é tentarmos entender bem cada situação e como ela pode contribuir para o nosso sucesso intelectual, já que a maioria das perguntas que formulamos está ligada ao modo indisciplinado de não se apegar aos detalhes precisos de cada fato, sendo cada dia mais superficiais no que fazemos e que relacionamos com a nossa vida.
Muitas vezes o excesso de perguntas que formalizamos demonstram curiosidade e desejo de aprendizado, mas podem denotar também falta de interesse, já que a pergunta pode vir após uma grande quantidade de informações prévias e que não foram apreendidas por nós, simplesmente, pela nossa falta de interesse e atenção.
É aquela história: Depois vejo isso com mais calma...
Terminamos deixando para lá e sendo pegos repentinamente pelas cobranças da vida.
Se estivermos mais atentos ao mundo e aos detalhes que ele nos oferece, perceberemos que os porquês que iremos encontrar no caminho serão cada dia menores e muitas vezes já com uma resposta ou imaginação do resultado final. Quando estamos informados ou atentos ao que escutamos e olhamos, temos a capacidade de entender mais a vida e com isso depender menos das dúvidas e das terríveis consequências que elas nos trazem.
Perder tempo, para quê?

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Paraíso Perdido

Após algum tempo ausente, visitei novamente a Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, neste final de semana e fiquei impressionado com a quantidade de lixo que vi espalhado pelos lugares, fruto do turismo desenfreado e da falta de cuidado do poder público que não valoriza os espaços que tem e só pensa no lucro gerado pelas diversas formas predatórias de consumo que hoje existem.
A raça pior do mundo é a que não tem consciência sobre preservação ambiental e tratam os espaços como se fossem um lixão, deixando seus rastros de sujeira por todos os lados e tornando a visão de tudo um pouco distorcida e sem a beleza de antes. Quando fui em Pipa a primeira vez, há uns 11 anos, fiquei encantado com o que vi e hoje percebo que o desgaste local é muito grande, já que a quantidade de construções irregulares afeta muito a paisagem e faz com que tudo fique carregado e sem as boas características do paraíso que é vendido nos anúncios turísticos.
Praia do Centro está cada dia mais cheia de sujeira e as barracas do local deixam seu rastro de nojeira, onde podemos encontrar restos de tudo, inclusive de materiais não recicláveis ou que demoram inúmeros anos para se decompor. Eu ficava pensando como é possível as pessoas viverem daquelas atividades e não cuidarem do próprio espaço que tiram o seu sustento. 
São péssimos administradores do próprio negócio.
Praia do Amor está favelizada, cheia de barracas mal edificadas e que ocupam de forma desordenada os espaços da praia, cobrando caríssimo pelos serviços ruins que prestam à população. O turismo está meio confuso em Pipa e a quantidade de línguas que falam os visitantes parece que afetaram a comunicação de todos e fez com que as pessoas não entendessem o que é realmente certo ou errado.
Na Praia do Madeiro, enquanto descemos a grande escadaria que nos leva à Baía dos Golfinhos, notamos muito lixo jogado nas encostas e tudo isso afeta a visão do que temos, já que a beleza do espaço fica comprometida e nos faz perceber que a calmaria e preservação só existem naquilo que o homem não colocou a sua mão destrutiva.
Está tudo muito desordenado e sem limites, gerando sujeira em demasia, lixo espalhado pelas ruas, calçamentos sem manutenção, esgotos entupidos, construções irregulares e muitos detritos jogados em locais irregulares. Praias quase desertas estão sendo usadas como depósito de metralhas de construções e as diversas placas que encontramos nas ruas, alertando sobre a poluição do local, não surtem o efeito necessário e ficam sendo vistas somente como decorativas. Parece que as mensagens não geram nenhum efeito benéfico nas pessoas e elas ficam cada dia mais inconscientes e despreparadas para viver em sociedade, preservando o meio ambiente e cuidado dos espaços comuns.
Uma doença generalizada que já encontrei em outras praias e que cada dia se torna mais evidente com o crescimento do turismo e das diversas opções de lazer que a natureza nos oferece e que fazemos o possível para desgastar.
Mesmo assim, ainda vale o passeio e recomendo ir para fora do Centro de Pipa, onde ainda podemos ter acesso a algumas praias mais tranquilas e preservadas, onde realmente a natureza ainda existe, mesmo que atingida pelo homem sem noção e completamente desconhecedor do seu papel como cidadão.
Um paraíso perdido, mas ainda com grande beleza.
Vale a pena conferir também a variada gastronomia local, onde os frutos do mar fazem a festa e nos presenteiam com sabores variados e deliciosos. Atenção aos preços, pois a variação é muito grande e nem sempre é justificável!
Tem gente que fuma um baseado legal na hora de determinar os preços dos seus cardápios; ficam doidões de verdade e perdem a noção da realidade, deixando tudo muito contaminado e fazendo com que os turistas passem mal com tantas loucuras e variações.








sábado, 10 de setembro de 2016

Casca Grossa

Ser grosseiro com as pessoas é atitude que encontramos diariamente e percebemos facilmente naqueles que nos rodeiam, seja isso realizado de forma natural ou não, já que muita gente aprende a ser grosseiro, enquanto outros já nascem com este defeito de fábrica e com isso terminam gerando muitos constrangimentos para si e para os outros.
Ser mal-educado é uma consequência do ambiente que vivemos, já que acredito que todos nós podemos ter atitudes melhoradas se tivermos a orientação necessária e a vontade de apreender as novidades que nos são disponibilizadas pelo nosso círculo de amizades e pela nossa família, que é a principal responsável pela nossa formação e fixação dos limites necessários para a nossa boa convivência com as pessoas.
Vejo crianças bem pequenas sem limites, as quais se tornarão adultos incapazes de ter uma vida sadia e com civilidade, pois desconhecem os princípios básicos da convivência e de como lidar com as pessoas e com tudo que elas possuem dentro de si. Perder a cabeça por qualquer coisa, evitar o diálogo, falar mal dos outros, criar conversinhas, fazer fofoquinha, alterar a voz desnecessariamente, falar alto e não respeitar o direito do outro são alguns exemplos simples que interferem na vida das pessoas e fazem com que elas se tornem incapazes de ter um bom relacionamento ou de gerar bons frutos em tudo que participam.
Muita gente precisa ficar de molho por um bom tempo para amolecer a casca grossa que possuem e dessa forma serem mais mastigáveis pelos outros, porque ficar engolindo qualquer tipo de atitude é muito ruim e só desgasta os relacionamentos e também o nosso ajustamento mental, que nem sempre está preparado para receber tantas situações ruins.
Um casca grossa arranha qualquer relacionamento e faz com que a ferida seja sentida por muito tempo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

O Papel do Professor de Línguas no Aprendizado

Todo professor de línguas exerce um papel fundamental no aprendizado de um indivíduo, pois, a partir dos seus ensinamentos, as evoluções serão melhor sentidas e vivenciadas pelos alunos, uma vez que estes necessitam de estímulos constantes para se manterem vivos e praticantes na língua que escolheram acrescentar ao seu rol de aprendizados.
Entendo que o aprendizado depende de cada um, mas o professor desempenha um papel primordial no sentido de despertar o interesse pelo assunto proposto, mantendo a motivação necessária para que a prática da língua seja vista não somente como um assunto de sala de aula, isoladamente, mas como uma filosofia de vida que o ajudará a entender o seu papel naquele contexto e, dessa forma, praticar das melhores formas possíveis, entendendo como as diversas associações linguísticas acontecem e como podemos utilizar a nossa língua materna e experiências de vida para aprimorarmos o nosso conhecimento sobre a nova língua agora evidenciada.
Um professor que esteja atento a estes detalhes, tende a ser mais criativo nas suas aulas e procura trazer meios de comunicação e de compreensão que mostrem o quanto o aluno pode enriquecer o seu conhecimento com atividades diárias que devem ser praticadas a todo momento, sem que isso se torne uma obrigação. 
Entender cada momento dos seus alunos e quais são as suas potencialidades é algo que o professor experiente descobre logo de início e pode, sim, utilizar tais potencialidades para desenvolver técnicas que aprimorem cada vivência, através da utilização dos mais variados métodos de ensino, os quais estejam interligados com a fala e a escrita, elementos de grande importância para uma comunicação eficaz.
A aprendizagem do aluno vai ser plena se o professor sempre estiver atento aos detalhes de cada assunto e como ele pode ser melhor compreendido por todos, fazendo com que a capacidade de aprender seja maior que as dificuldades que cada tema possa apresentar. O professor desempenha vários papéis durante o processo de ensino, mas o principal deles é o exemplo que dá aos seus alunos de tudo aquilo que repassa de conhecimento, gerando com isso uma confiabilidade acima da média e fazendo com que, naturalmente, aos alunos o tenham como inspiração para apreenderem cada dia mais da língua que estão buscando fluência e conhecimento.
Se não enxergamos no professor aquilo que buscamos para nós, fica mais difícil seguirmos em frente, já que a nossa inspiração depende muito dos exemplos que temos nas nossas vidas e, especialmente, na língua que falamos ou que buscamos aperfeiçoamento. O professor exerce fortemente um papel de influenciador e seus alunos se sentem mais motivados quando percebem que o seu facilitador de aprendizados não é mera peça figurativa, mas que está totalmente integrado ao contexto e ao mesmo tempo que ensina também aprende com os seus alunos, aperfeiçoando seus métodos e fazendo o melhor para que a comunicação da língua não tenha fim e possa ser sentida em todos os momentos em que estiverem juntos e integrados no infinito caminho da aprendizagem, já que este é fortemente influenciado pela evolução das pessoas e do mundo que vivem.

domingo, 4 de setembro de 2016

A Bronca Não é Minha!!!

Agir sem pensar e depois levar a bronca para outra pessoa resolver é algo que pode acontecer muito nos dias atuais, mas considero a insistência do erro uma afronta a fluidez de muitas atividades, pois mostra descompromisso de quem pratica o ato, ainda mais quando usa tal situação para inflamar casos que poderiam ser evitados ou tratados de uma forma mais evolutiva e sem muitas aflições.
Repassar broncas somente porque fulano ou beltrano é o líder de algum setor de trabalho é atitude péssima da equipe de subordinados, pois demonstram total desconhecimento das normas e das condutas a serem adotadas. Se algo está errado, não devemos deixar passar e nos fazer de inocentes. Independente do líder, tenho que alertar para o fato e até bloquear a efetivação do erro para evitar maiores transtornos.
Se já temos conhecimento do que é certo, por que fazer errado?
Fazer o certo é tarefa de todos e o líder não existe para apagar incêndios ou besteiras que a equipe comete por puro descaso. A liderança existe para mostrar o caminho certo e para assumir o papel que lhe compete nas horas mais necessárias, deixando todos amparados e com as devidas necessidades supridas. 
A equipe deve se ajudar e quem não pensa como grupo está fracassado, a não ser que trabalhe sozinho e sem depender de ninguém, o que é muito difícil ou quase impossível. Pessoas que só reclamam ao invés de tomarem atitudes certeiras, não merecem ser consideradas profissionais, pois não sabem o significado da palavra e ficam perdidos num caminho que eles nem sabem para onde vai. 
A bronca é de todos, pois se motivo um problema desnecessário passo a ter mais responsabilidade que o meu líder e tenho a obrigação de trazer uma sugestão para resolver o ocorrido. Caso isso não aconteça, fica provada a minha falta de compromisso e conhecimento do meu papel como pessoa e membro de uma equipe.
Na verdade, uma pessoa que age assim, nem sabe quem é...
Isso é uma realidade bem mais presente do que imaginamos e não custará muito para encontrarmos bem pertinho de nós. Os resultados podem nos assustar e nos fazer ter mais surpresas do que imaginamos. 
Antes de criar uma bronca por nada, pense por dois segundos. O resultado pode ser outro!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Quero, Não Quero...

Geralmente quando publico algumas trilhas que faço, recebo muitas solicitações de amigos interessados em fazer e sempre termino encaminhando os passeios para que eles também participem, já que, supostamente, viram e gostaram, motivando o pedido de inclusão.
O engraçado são as respostas que me escrevem quando mando os convites para as trilhas, pois aqueles interesses de antes se transformam rapidinho em desculpas para evitar o passeio, deixando de lado todo aquele interesse que até então existia.
É aquela velha história: Vamos marcar; vou pensar; vou ver; vou analisar...
O resultado geralmente é que terminam nunca indo e ficam só na vontade e a cada passeio novamente ficam pedindo informações sem nunca tomar a atitude de realmente ir e enfrentar a aventura. 
Quem quer realmente fazer algo, só precisa de uma dica simples e termina correndo atrás do que deseja. Quem fica sendo adulado o tempo todo para fazer algo, termina não realizando nada e fica só com aquela conversa mole para boi dormir.
Se quer mesmo realizar algo, faça com gosto e não com dúvidas, pois muitas das nossas tristezas e arrependimentos residem na falta de atitude de dar o primeiro passo, vencendo a nossa falta de disposição para tudo. Não vou nem dizer que é falta de dinheiro, pois quando realmente queremos, sempre deixamos uma reserva para algo que gostamos.
A resposta disso é o dinheirinho sempre disponível para a cervejinha, festinha, espetinho ou caldinho na praia, mesmo quando a crise está feia e acomete nossos bolsos furados do cotidiano injusto e que nos mina cada dia mais.
Quando quero fazer algo, vou em frente e testo a minha capacidade para ver se é aquilo mesmo que gosto ou não. Se for realmente válido, insisto. Se não gosto, não invisto mais. O que acontece com a maioria das pessoas é a falta de investimento e isso não está relacionado com dinheiro, tem ligação com a disponibilidade, com a atenção.
Não investir tempo e atenção em determinadas coisas que esquecemos ou deixamos de lado por muito tempo pode ser a desculpa que sempre encontramos para nunca dar um passo à frente e permanecer fazendo a mesma coisa, normalmente da mesma forma. 
O novo não aparece se estivermos fazendo o mesmo caminho todos os dias e se uma mudança de opinião ou atitude não for realizada num dado momento das nossas vidas. Trilhar novos caminhos, seja em que aspecto for, é essencial e necessário para o nosso sucesso e felicidade, ainda que isso possa nos causar um frio na barriga ou um desconforto momentâneo que só será elucidado com o conhecimento dos novos fatos e evidências que nos privamos de desbravar e olhar com outros sentimentos.
Quer mesmo? Tem certeza?
Talvez não queira e esteja só jogando conversa fora... 
Na maioria das vezes é essa conversa fiada que nos tira a consistência do que fazemos e nos faz perder a credibilidade perante as pessoas que nos cercam e que acreditam nas nossas intenções e desejos. 
É bem melhor calar e não inflamar quando o desejo por algo não é verdadeiro. Agindo assim, a satisfação será elevada a cada nova conversa mantida durante a vida.
Se quer, venha!  Se não quer, é melhor ficar quieto...

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...