sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Rainha das Luzes

Alice Caymmi chega ao Recife com o Show Rainha dos Raios, espetáculo muito elogiado e que mostra uma produção cheia de luzes e com um repertório bem moderno, onde o som eletrônico faz a diferença e encontra na voz forte da artista um abrigo necessário para o sucesso.
Hoje a apresentação aconteceu no Teatro Guararapes e comprovei o talento da artista, que estava muito à vontade e mostrou domínio musical, tendo uma boa presença de palco e diversidade visual.
A plateia estava tímida para o tamanho do espaço escolhido para a apresentação, já que a artista ainda não tem um público muito extenso e inicia sua carreira de maneira calma, mas conquistando uma legião de fãs e admiradores. O CD Rainha dos Raios traz músicas fortes e bem interpretadas e a versão da canção "Homem", de Caetano Veloso, é um dos pontos altos, fazendo com que seja um destaque grandioso nos arranjos eletrônicos e mixagens que música recebeu para exaltar o tom erótico que tem.
A Banda Tono também é lembrada na faixa inicial, "Como Vês", que ganhou uma versão forte, com muita personalidade e bem mais sofrida que a canção original. O nome "Rainha dos Raios" é uma homenagem a Iansã, orixá que comanda os raios e trovões, uma das maiores forças da natureza e que tem na voz de Alice uma boa representação.
O espetáculo foi bem recebido pelo público e gostei muito do que vi, pois demonstrou bem o espírito do álbum e fez com que todos pudessem conhecer um pouco mais do talento da artista de voz forte e bem marcante. Vinda de uma família com tantos talentos, não poderia ser diferente e tenho certeza que suas investidas musicais serão bem mais sentidas ao longo da sua trajetória na música popular brasileira, a qual começa a dar os primeiros frutos.
Consegui registrar algumas imagens e deixo aqui no blog para que tenhamos uma visualização da apresentação da artista.
O show passou muito rápido; acredito que foi a sensação de envolvimento que foi criada com as luzes, efeitos visuais e ótimo repertório escolhido pela artista. Uma apresentação sensacional e surpreendente, pois não havia banda, apenas um DJ. Mesmo assim a sensação musical foi intensa e fez com que todos ficassem hipnotizados com a apresentação da Rainha dos Raios, digo, Rainha das Luzes.



















quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Desesperados

É ruim demais o desespero e ele fica pior ainda quando contamos com pessoas sem pulso ao nosso lado o tempo todo, mesmo que isso não seja necessário para a existência delas. O desespero para mim é quando algo não tem solução e temos que usar a criatividade para driblar um problema que terá que ser resolvido de uma forma diferenciada ou com alternativas que nem sempre satisfazem aos nossos desejos.
Fiquei pensando nesta palavra hoje, quando andava de metrô aqui no Recife, pois a agonia das pessoas para entrarem nos vagões em busca de um lugar para sentar era de assustar e o desespero terminava dando a impressão que estávamos numa praça de guerra, onde todos fugiam de bombas explodindo.
Entendo que o caos urbano na cidade é muito grande, mas o mínimo de educação e calma devem ser cultivados para que os dias não fiquem ainda mais desorganizados e cheios de momentos ruins.
O desespero ocorre porque as pessoas desconhecem a forma de se comportar diante de uma situação e por estarem totalmente vulneráveis e cheias de dúvidas, terminam achando que o mundo acabou ou que a sua vida não vai ter mais sentido diante da situação apresentada.
Não é bem assim...
A cada momento ruim que passamos, temos que buscar observar o que podemos aprender e como isto deve ser usado para a nossa melhoria pessoal, elevando o nosso conhecimento e fazendo com que as novas situações do tipo sejam vistas de forma diferente e causem um espanto menor e mais equilibrado. Se nos desesperarmos com tudo que aparecer na nossa frente, seremos a cada dia pessoas mais vulneráveis e medrosas e nunca assumiremos o nosso papel como cidadãos, trabalhadores e seja lá que qualificação tivermos nessa vida tão agoniada.
Não basta saber algo, temos que saber lidar com algo...
Quando aprendemos o manejo das coisas e desfrutamos dos melhores momentos da vida, temos a consciência de que os nossos esforços não foram em vão e que conquistamos possibilidades de acrescentar ao nosso destino tudo aquilo que nos favorece e nos faz evoluir verdadeiramente.
Agir com cautela e determinação só nos mostra a certeza de que temos um caminho certo a seguir e que nada vai ser em vão se estivermos dispostos a ajudar a nós mesmos, transformando o nosso desespero habitual em algo ocasional e muito fora da nossa realidade.
Desespero mesmo só quando faltar papel higiênico num banheiro sujo e sem água. Nessa hipótese, pode gritar que a coisa está feia...

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Reclame Aqui, Ali...

Algumas pessoas desenvolvem um mal terrível e terminam cansando os outros com a sua total falta de noção em alguns momentos, pois a mania de reclamar de tudo e por tudo é algo que deixa a paciência de todos nós minada e faz com que os ambientes, sejam de trabalho ou familiares, se transformem num triste momento de convívio, onde a aprendizagem e a satisfação ficam comprometidas.
Reclamar de algo que não está bom e tem fundamentação é um caso, mas ficar só falando besteiras sem analisar cada situação profundamente é uma chatice e não é nada bom de estarmos desfrutando de forma continuada.
O melhor, ao invés de reclamar, é buscar soluções para as ações mal resolvidas e perguntas mal respondidas, pois somente assim poderemos gozar de bons frutos e ter melhorias constantes nas nossas vidas. A maioria das pessoas que reclamam é porque desconhecem os assuntos que estão tratando e acham melhor usar o bocão para mascarar uma falha terrível que possuem, que é a falta de conhecimento.
Quem conhece os assuntos e tem domínio do que faz, quase não reclama e faz das suas ações um modo construtivo de elevar a vida e suas atitudes, sempre com confiança e muita sabedoria. Nada pode ser totalmente elucidado se não for conhecido profundamente e quem tem preguiça de se informar, termina desenvolvendo a doença da reclamação, pois o excesso de dúvidas na cabeça faz com que falem mais besteiras e consequentemente criem situações que podem ser evitadas.
Se temos a oportunidade de nos informar, deveríamos usar isso de uma maneira elevada, buscando a informação certa e deixando de lado as formas contraditórias de tentar resolver as nossas dúvidas com o falatório sem limites e que não leva a lugar nenhum. Algumas vezes a reclamação é fruto do excesso de liberdade que muitas pessoas julgam ter e passam a usufruir disso de uma maneira negativa e sem limites.
A reclamação só é válida quando tem fundamento, quando é construtiva e pode gerar frutos. Se nos acostumamos a reclamar sem apontar soluções, seremos vistos como pessoas indecisas e despreparadas para gerir a grande problemática que o mundo nos apresenta diariamente e que devemos vencer com muita determinação e sabedoria.
Antes de reclamar, pense um pouco e esgote o assunto proposto. A resposta pode estar mais perto do que você imagina.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Zona de Conforto

Está tudo bem?
Parece que sim, tenho certeza, está muito bom assim...
A zona de conforto nos coloca numa situação de acomodação, mas algumas vezes esta assume outro papel, que é o de satisfação. Muitas pessoas acham que passar muito tempo agindo de uma forma, evitando mudanças bruscas é uma prova de acomodação, mas isso não é bem assim...
A satisfação com algo que realizamos pode ser tão grande que mudar aquilo é algo fora de cogitação, já que ao invés de nos trazer o sentimento de felicidade, fará com que tenhamos a frustração e o arrependimento. Melhor é ficar inovando naquilo que gostamos muito e fazer com que a nossa serenidade não possa ser entendida como uma acomodação, que para mim é quando estamos parados no tempo, sem perspectivas de melhoria alguma ou quando as nossas atividades não representam mais um papel significativo e que nos faça ter felicidade e realização.
Confortável é aquilo que nos relaxa, nos deixa num estado de pura contemplação e faz com que o nosso desejo de mudança seja mínimo. Isso nem sempre ocorre com as nossas atitudes, pois mesmo quando estamos num momento confortável, buscamos a melhoria desta situação e tentamos obter ainda mais plenitude daquilo que vivenciamos e temos como ideal para as nossas vidas. 
O ruim é quando deixamos que este conforto se transforme em preguiça e nos cause estragos ruins na vida, nos fazendo perder oportunidades e tornando a nossa visão de futuro ruim ao ponto de cegarmos para tudo e para todos.
Não vejo como benéfica a mudança pela mudança, pois demonstra muita ansiedade ou até rebeldia daqueles que nem sabem ao certo o que querem e terminam criando um jogo de acertos e erros que compromete muito a vida de todos e faz com que a tranquilidade e estabilidade em algumas ações seja comprometida e afete muitas fases vivenciais.
Sabedoria acima de tudo para identificar os melhores momentos e oportunidades e desta forma construir de maneira sólida uma carreira existencial de uma maneira evoluída e sem muitos atropelos. A maneira desordenada de tentar sair da zona de conforto que todos nós temos é atitude infantil, sem o mínimo de planejamento.
Devemos evoluir sempre e para que isso seja real, a melhor forma é vencer a nossa falta de atitude com muita observação, cuidado e criatividade. As melhorias virão mais facilmente e saberemos lidar melhor com as dificuldades que ainda possam entrar nas nossas vidas. Se estivermos fortes, destemidos e bem observadores, a vida se tornará mais ágil e nunca sentiremos na pele as agonias que uma zona de conforto verdadeira nos proporciona.
Identifique o que é Zona de Conforto e Zona de Felicidade e viva bem melhor com as suas escolhas.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O Que Realmente Precisamos?

Não precisamos de tudo na vida e o essencial já nos basta...
Por que ainda insistimos nos excessos e naquilo que não engrandece em nada a nossa sabedoria e alma?
Simples: Pelo fato de estarmos mais preocupados com os outros do que com nós mesmos. 
Se observarmos bem, fazemos de tudo para ter um padrão que a sociedade nos impõe, de forma velada, sem que percebamos a invasão que a nossa vida recebe, em todos os momentos. Passamos a assumir um papel esquisito em muitos aspectos e isso faz com que nem saibamos ao certo o que realmente é necessário para as nossas vidas e se a felicidade plantada através dos "objetos de desejo" realmente é satisfatória para nós. 
O certo é que precisamos de muito pouco para vivermos satisfeitos e quem acha que isso é pensamento de fracassado está enganado, já que a sabedoria de viver bem não tem relação com dinheiro ou bens materiais e encontra nas atitudes simples a sua maior sustentação.
Valorizar os momentos bons, as pessoas certas e o prazer de saber encontrar nas pequenas coisas a felicidade maior do mundo são atitudes que devemos preservar sempre para colhermos bons frutos e não desperdiçarmos as chances de melhoria que a vida nos oferecer. 
Precisamos realmente encontrar o nosso rumo na vida e com ele conquistar a nossa felicidade, jamais desperdiçando o nosso tempo e pensamentos com aquilo que não engrandece o nosso ser e termina ficando como um peso desnecessário nos momentos que mais precisamos ter alívio e melhorias na vida. Estamos sempre em busca de melhorias e nem nos damos conta que algumas delas nem são necessárias e o que deve ser feito é somente uma adaptação para encontrarmos a real forma de estarmos felizes com aquilo que temos e muitas vezes não valorizamos. 
Se aprendermos a dar o real valor a nós mesmos e a tudo que temos, saberemos o quanto é importante ter uma vida limpa, sem excessos, mas com muitos momentos felizes e cheios de ótimas mudanças construtivas. 

Precisamos mesmo é da felicidade que deixamos perdida e julgamos não encontrar nas nossas vidas mal administradas e cheias de desvios que não nos levam a lugar nenhum. Encontrar o caminho adequado é mais do que necessário para que tudo seja visto de uma forma diferente e possa ser usada em favor da nossa felicidade e crescimento.

domingo, 16 de agosto de 2015

Olhos de Luzes

O meu coração flutua nessa tua divindade
É tão bom a gente amar, sentir felicidade
E eu que sou um beija-flor, quero o pólen do seu amor
Para te dar muito carinho, mil beijinhos de mansinho
Envolvido nos teus braços eu me sinto um carneirinho
A sua temperatura aquece o meu corpo todinho
Seu jeito de amar me faz imaginar que eu sou uma nuvem a flutuar
E esse seus olhos de luzes
É só olhar pra eu me apaixonar

Baby do Brasil

sábado, 15 de agosto de 2015

Buracão Revisitado

Após termos pernoitado na cidade de Ibicoara, o que facilitou muito o nosso deslocamento, saímos em direção ao nosso último destino na Chapada Diamantina: a bela e desafiadora Cachoeira do Buracão.
Saímos cedo para aproveitar bem o dia e o caminho de terra que nos deu acesso ao Parque Municipal do Espalhado estava até em boa conservação, embora as dificuldades existissem em alguns trechos que receberam interferências das chuvas da noite anterior. Chegamos cedo e contratamos um guia local, o Alessandro. 
A caminhada para chegar até a Cachoeira do Buracão é bem leve e passamos por alguns lugares interessantes, como a Cachoeira das Orquídeas e a Cachoeira do Recanto Verde, esta última bem diferenciada por suas águas descerem para o subsolo, formando um rio subterrâneo e deixando os visitantes ainda mais admirados coma sua beleza.
No caminho é possível avistar a Cachoeira do Buracão por cima e de qualquer ângulo ela é bonita e nos provoca. Ao chegarmos ao início da aventura propriamente dita, temos que usar um colete salva-vidas para seguir em frente, pois a grande correnteza do local é um perigo para aqueles que não possuem muita habilidade com a arte na natação, como é o meu caso.
Eu nem fôlego tenho, imagina habilidade para nadar...
Tinha que usar o colete mesmo e ir devagar até o ponto mais bonito da trilha, que é a visão da queda d'água da cachoeira. Algumas pessoas se arriscam e vão pelas pedras, mas eu não confiei e achei melhor seguir pela água mesmo, ainda que por alguns momentos o medo falasse mais alto e me deixasse apreensivo naquele mundo de água escura e que não nos possibilitava uma boa visão do que tínhamos ao nosso lado. Parei algumas vezes mas consegui chegar até o fim da corredeira que é cercada por paredões de pedra, altos e bem escuros. Um espetáculo da natureza que só vendo para crer.
Tomei banho e fiquei contemplando a Cachoeira do Buracão e ainda registrando algumas fotos, pois a minha câmera chegou lá intacta sob os cuidados do guia que a levou pelo caminho seco, que fica nas pedras.
Na volta, deixei o rio me levar e segui lentamente pela corredeira até o ponto inicial da aventura das águas. Era hora de contemplar com calma a grandiosidade do espaço e guardar na memória cada detalhe.
Foi este o desfecho de uma semana maravilhosa, em contato com a natureza e que ainda serviu para comemorar o meu aniversário que aconteceria no dia seguinte. Voltamos para a cidade de Lençóis e a viagem durou aproximadamente três horas, numa estrada que variava de boa a ruim, dependendo da quantidade de buracos que encontrávamos. Ainda pegamos uma chuva muito forte no caminho e em alguns momentos a visibilidade ficou péssima nos fazendo diminuir bem a velocidade e redobrar a atenção. Chegamos na cidade de Lençóis no início da noite, sob chuva fina e constante e com muito movimento de visitantes. Saí do município no dia do meu aniversário e a volta para casa foi tranquila; passar este dia viajando foi algo inusitado, porém com um gostinho diferente de missão cumprida, com muita satisfação.
Gostei muito desta nova passagem pela Chapada Diamantina e o desejo de voltar é muito forte, algo que pretendo realizar em breve.


















Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...