segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Muita Informação

Estava fotografando a Praia de Boa Viagem no último domingo e a dificuldade que tive foi tornar harmoniosas as imagens que continham muitas pessoas e situações, pois se as devidas organizações e enquadramentos não fossem observados, teria um resultado saturado e que tornaria o conteúdo cansativo e cheio de más impressões, pois muita informação termina fazendo com que a nossa mente fique perturbada e sem muitas chances de conseguir algo bom, pois nem todos conseguem organizar rapidamente imagens, situações e pensamentos para um resultado mais efetivo.
Diariamente nos vemos com estas situações e basta observar como ficamos cansados com este acúmulo de fatos e cobranças que recebemos, pois tudo é voltado para a perfeição e basta um deslize nosso para que tudo seja visto como ruim ou ineficaz.
A informação deve ser moderada sempre e o desgaste nas nossas ações começa a acontecer quando vamos acumulando tarefas incompletas ou quando assumimos papeis além das nossas possibilidades. Num dado momento poderemos nos ver chupando cana e assobiando ao mesmo tempo. Isso é péssimo...
Atividades muito diferentes tendem a distanciar a eficácia das nossas ações e fazem com que os erros sejam mais perceptíveis ou até impossíveis de serem sanados, dependendo da entropia que estivermos inseridos e que dificultarão todo o nosso ânimo e disposição. Muitas vezes, só de olhar para uma situação ou atividade já nos cansa e isso é reflexo das várias interferências que vamos recebendo e que fazem com que o nosso apego seja bem menor e cause diversas interferências mentais que cansam o nosso espírito e comprometem todos os nossos dias, pois iremos dormir e acordar com a mente cheia de perturbações e cada situação não resolvida refletirá num pesadelo que nos obriga a ter sustos eternos se ações pontuais não forem realizadas para sanar todas as loucuras que forem surgindo na nossa frente.
Temos que caminhar entre as interferências e com cada uma delas aprender algo novo, engrandecedor. Fica acumulando o que não é válido só nos trará cansaço e fará com que os nossos dias sejam cada vez mais ineficazes e sem boas chances de mudança.

domingo, 28 de setembro de 2014

Cores Urbanas

Ontem vi uma exposição muito interessante no CAIXA Cultural do Recife, pois mostrava as cenas do cotidiano de Salvador numa visão bem diferenciada e cheia de tons quentes, fazendo com que os cenários antigos pudessem ser modernizados através da visão do artista, cujo nome é Bel Borba.
Quem já visitou a cidade de Salvador já deve ter visto várias intervenções urbanas do artista, que usa vários materiais para expressar a sua arte, especialmente itens pesados e mosaicos. Ontem vi algo diferente e a forma como ele utilizou o seu talento para mostrar uma visão alegre das cenas óbvias, nem sempre percebida por nós.
Pertinho dali, pude perceber também a variedade da Central do Artesanato Pernambucano, que possui um acervo considerável de obras, de vários artistas, de diversos lugares do Estado. É um templo à serviço da arte onde podemos encontrar todos os detalhes de uma riqueza cultural que não tem fim e pode ser comprada para decorar nossas casas e quem sabe presentear alguém que gostamos muito.
Encontramos de tudo um pouco e vários materiais são utilizados nas obras, sendo a madeira, o ferro, o tecido e o barro os mais notados, já que fazem parte de muitas obras e dão origem a várias outras ramificações da arte, que se renova a cada pensamento criativo que encontra.
Gosto de perceber a arte e cada vez que tenho acesso ao seu mundo gigantesco, percebo que a vida é bem melhor e fácil de ser vivida, pois podemos encontrar as possibilidades de entender o que realmente representamos e como tudo pode ser melhorado se estiver aliado ao olhar atento e cativante de um artista comprometido com o seu ofício.
Podemos fazer arte nas nossas vidas de várias formas e basta olhar um pouco para nós mesmos que veremos o quanto somos influenciados por todas as manifestações artísticas existentes, já que contribuímos para que muitas das nossas ações sejam emolduradas por situações artísticas que vão nos visitando diariamente e que só precisam da nossa dedicação para terem efetiva vida e contribuir para que tudo seja melhor e mais fácil.
Basta um pouco de arte nos nossos dias para esquecermos dos problemas e também percebermos que a nossa existência sempre merece um pouco de cor e de criatividade. 
Se fizermos da nossa vida uma obra de arte constante, ficaremos sempre felizes e muito conscientes do nosso real valor.
Deixo um pouco do que vi registrado em imagens...











sábado, 27 de setembro de 2014

Cosme e Damião

Hoje é dia de homenagear dos santinhos Cosme e Damião...

O Bem do Mar

O pescador tem dois amor
Um bem na terra, um bem no mar

O bem de terra é aquela que fica
Na beira da praia quando a gente sai
O bem de terra é aquela que chora
Mas faz que não chora quando a gente sai
O bem do mar é o mar, é o mar
Que carrega com a gente

Para gente pescar
Composição: Dorival Caymmi









Imagens registradas na Regata Recife - Fernando de Noronha, que aconteceu hoje, no Marco Zero do Recife.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Eleição Suja

Nestes dias, quando andava pelas ruas do Recife, percebi o quanto as eleições são nocivas para a cidade, pois deixam um rastro de sujeira incrível com todos os seus panfletos infinitos e também com as propagandas afixadas em locais inadequados. Não vou nem falar das pessoas que trabalham fazendo campanha, as quais nem deixam você passar direito e oferecem todos os tipos de propaganda para que você tenha o candidato deles na memória.
Como um político pode pensar em defender uma cidade ou país se a própria campanha dele já dá mal exemplo? Eu defendo que as campanhas deveriam ser limpas, em todos o sentidos, e, principalmente, no que trata da limpeza das cidades e organização dos espaços, pois neles, nós habitantes, estamos inseridos e merecemos mais respeito.
A falta de organização nas campanhas é algo gritante e faz com que muitas pessoas fiquem envolvidas neste mundo de sujeira e de promessas sem fundamento e que só fazem parte dos falatórios de campanha, que nada acrescentam, e só nos fazem temer o futuro, que se torna incerto e sem muitas chances de construção.
Ficamos olhando as ruas e avenidas e como elas sofrem com esta onda de politicagem sem freios, pois os "donos" nas calçadas terminam tirando o direito de ir e vir dos cidadãos, que agora precisam disputar cada centímetro com os cavaletes cheios de sorrisos sem retoques e com simpatia acima da média.
Não é assim que fico quando vejo sujeira na cidade, seja de que origem for, e sempre acho que, também, não estamos fazendo a nossa parte, já que neste local estamos inseridos e temos que levar a nossa vida da melhor forma, sem muitas agonias e sempre colhendo os melhores frutos. A nossa falta de expressão e de consciência é gritante e faz com que nunca tenhamos boas chances de mudança quando nós mesmos não estamos firmes naquilo que nem acreditamos e que só é lembrado quando nos afeta, pois só iremos gritar por um espaço limpo e organizado se percebermos que precisaremos dele, necessariamente. 
Enquanto a sujeira estiver no quintal alheio ou nas ruas afastadas da nossa casa, ficaremos inertes e sem atitude alguma para mudar nada. A cidade depende de nós e o Brasil também. Os políticos nos representam, mas temos que dar o exemplo acima de tudo e fazer o melhor para que o nosso espaço seja limpo, de verdade.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Mudança de Estação

A primavera chegou e com ela o calor que até estava mais ameno aqui no Recife, o que possibilitava que as nossas noites fossem menos escaldantes e os dias mais confortáveis, sem muito suor. É uma fase de transição entre o inverno e o verão, mas já sentimos a diferença e poderemos perceber como será o tempo a partir de dezembro, quando a cidade se transforma numa sucursal do inferno, quente e sem muitas chances de alívio.
Na verdade, o nordestino não tem quatro estações, mas apenas duas: verão e inverno. Apesar das mudanças climáticas, temos possibilidade de ter sol e chuva o ano todo e fica até complicado dizer qual é a estação que mais chove ou faz sol. O que muda é somente a temperatura que diminui um pouco em determinadas épocas, mas temos o sol e a chuva sempre unidos para nos possibilitar bons momentos de satisfação e lazer.
Nós também mudamos de estação e ficamos mais quentes ou frios dependendo da época e isso reflete muito no nosso comportamento que sofre muitas influências do cotidiano e vai assumindo diversas características interessantes ou quem sabe até agoniantes, sem que saibamos ao certo como lidar com todas elas e também como conviver em sociedade com tanta informação.
Algumas pessoas podem não compreender todas estas mudanças que ocorrem nas nossas vidas e nos acharem frios, chatos ou distantes, mas as fases precisam ser compreendidas e assimiladas para que possamos passar por elas com sabedoria e muita determinação, criando forças para entrar em novos ciclos com a mesma alegria que nos motiva e nos faz vivos, sempre vivos.
Desabrochamos para o mundo e para as possibilidades assim como ele também fecha os olhos para nós e nem sempre permite que tenhamos dias bons e saudáveis, já que as interferências são bem maiores que as possibilidades de melhoria. A eficácia disso tudo está em saber medir as forças e dessa maneira manter viva a nossa chama de vida, esteja esta quente ou fria, acesa ou apagada. 
É com esta mudança constante que iremos nos adaptar a tudo, ao clima, às pessoas e, principalmente, a nós mesmos.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A Desculpa é Maior

Reclamamos mais do que realizamos e isso é bem notado quando o assunto é voltado para a saúde e exercícios com o corpo, já que a dieta fica sempre para amanhã e o sono geralmente é mais forte que a disposição. Gosto de caminhar e acho que isso é uma forma de sair da rotina e também de entrar em contato com a natureza, já que procuro fazer isso sempre na praia, onde o contato com o mar já revigora ainda mais e faz com que sintamos a força do dia com mais intensidade.
Na última caminhada que fiz, encontrei uma senhora idosa que andava com dificuldade e amparada por muletas, sem deixar que isso fosse impeditivo para o seu pequeno momento de lazer e descontração. Ela só conseguia levantar um dos braços se o outro estivesse amparado e isso era o seu exercício, pequeno, mas constante, levantando um braço após o outro para o alongamento do corpo.
Estava sozinha, outro fato interessante, pois muitas pessoas inventam a solidão para fugirem de determinadas atividades e do compromisso que depende somente de nós mesmos e de mais ninguém, pois é o nosso corpo que sente e faz todos os exercícios necessários.
Voltei para casa satisfeito com a caminhada e ainda no caminho vi outra pessoa que, provavelmente, deve ter sofrido um AVC, já que metade do seu corpo tinha sérios problemas de mobilidade. Foi justamente esta pessoa que passou por mim, sorriu e me deu um bom dia caloroso. Estava mais feliz que todos os outros, pois geralmente as pessoas quando se cruzam evitam os olhares e mudam de sentido para não falarem ou quem sabe sentir a obrigação de falar alguma coisa que seja.
Não precisa muito e um gesto ou sorriso leve já reflete a nossa gentileza com o próximo e isso serve para os mais diversos lugares. Não é o que geralmente encontramos e a falta de vontade das pessoas termina comprometendo muitas ações que estariam bem melhoradas se contassem com o apoio e motivação de todos nós.
Vamos exercitar o nosso corpo e principalmente o nosso cérebro, pois somente ele pode nos dar a satisfação de vida real e com grandes chances de mudança, uma vez que ele é o comandante de tudo e nos faz deixar de lado a preguiça e falta de desejo para tudo que realizarmos, bastando para isso que olhemos o mundo com atenção e percebendo o que realmente importa e nos faz bem.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...