terça-feira, 24 de junho de 2014

São Frio João

Em Garanhuns as tradições juninas se perderam um pouco e a cidade não oferece mais as atrações musicais que antes eram bem características da época e acredito que a proximidade de Caruaru tenha criado esta situação, que teve como agravante a falta de cuidado das administrações públicas e da população, permitindo que isso ficasse da forma como está. 
Se não temos mais atrações, festas na rua, quadrilhas nos bairros, palhoção e muitas outras opções de divertimento, ficamos com a mais singela, e mesmo assim especial, que é ficar em casa, ao redor da fogueira, jogando conversa fora e assando milho. Fiz isso ontem e confesso que o calor da fogueira me fez lembrar meus tempos de criança, quando brincava com meus irmãos e primos na rua ainda pouco movimentada e cheia de fumaça, vinda das inúmeras fogueiras que deixavam o ambiente iluminado e com um clima muito agradável, embora o odor na roupa e cabelos fossem um capítulo à parte.
Detalhes...
Não vamos pensar nisso, senão estraga.
Deixando de lado a fumaça, estar na fogueira é muito bom e a cada aumento do fogo, ficamos felizes, ainda mais quando a chuvinha fina aparece e faz com que a festa tenha momentos de altos e baixos, quando ficamos fugindo da chuva e do calor, pois esta mistura de sensações pode nos deixar com uma gripe alérgica sem fim no outro dia, deixando a ressaca do São João bem mais intensa do que imaginamos.
Assei milho na fogueira, embora a aprovação tenha sido baixa, já que acharam que o bichinho ficou um pouco queimado. Ficar assando ninguém queria e sobrou para mim esta calorosa tarefa, que requer cuidado e muita atenção. Foi bom ver o forró tocando nas casas, a garoa fina caindo, o calor intenso do fogo ardendo na madeira, as comidas típicas, os fogos...
A noite de São João é sempre muito boa para quem gosta e valoriza a cultura nordestina, que é tão forte e sempre remete a ótimas situações e divertimentos. Este ano a festa foi ainda maior com a classificação do Brasil para as oitavas de final na Copa do Mundo e isso fez com que o forró fosse dançado com mais intensidade e deixasse a festa com um brilho diferente, já que as bandeirinhas verde e amarelas enfeitavam todos os espaços e firmavam ainda mais a celebração de duas paixões brasileiras, o São João e o Futebol. 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Quebra-Cabeça da Vida

Quer exemplo maior de quebra-cabeça do que a vida que levamos diariamente? 
Não existe.
Juntar as peças e com elas construir uma imagem de nós mesmos é algo que diariamente fazemos, algumas vezes mais rápido, outras nem tanto. Utilizamos poucas ou muitas peças para realizar esta tarefa e algumas delas são altamente visíveis e fáceis de serem encontradas, mas outras terminam confundindo a nossa mente e comprometendo o resultado que fica demorado se não contarmos com a ajuda de pessoas mais experientes, quando deixamos de ser ineficazes e sem muitas chances de sucesso.
Podemos ter peças pequenas, grandes ou médias, mas saibam que cada uma delas será de grande valia na hora das nossas decisões e farão a diferença quando o assunto for resultado final, onde tudo se encaixará perfeitamente e fará com que possamos enxergar bem aquilo que trabalhamos tanto para realizar e deixar em perfeito estado para a contemplação e uso. 
Nenhum desafio que aparece nas nossas vidas deve ser visto como impossível e juntar os pedaços de cada situação é de grande importância para a nossa satisfação e compromisso com o sucesso, já que nesse jogo de erros e acertos, sempre aprendemos alguma lição que nos ajudará a moldar as nossas falhas e com isso aprimorar a nossa visão para melhores obtenções e que nos façam realizar novas atividades similares em um curto espaço de tempo, com mais confiança e muita desenvoltura.
Perdemos algumas peças desse jogo da vida, é verdade, mas isso é completamente ajustável se tivermos a consciência de melhorar sempre e nunca desistir dos nossos obstáculos, que podem ser impossíveis num primeiro olhar, mas bem possíveis com a nossa colaboração e compromisso.
Junte as peças, sempre...

domingo, 22 de junho de 2014

Milho, Sabugo e Cabelo...

A natureza nos traz padrões de qualidade diferenciados e assim podemos perceber como é importante sabermos escolher bem os produtos que compramos ou que produzimos, pois de acordo com a origem do material utilizado, podemos ter resultados diferentes e que atraiam mais o nosso desejo, criando satisfação ou total decepção para aquilo que esperamos.
Organizando algumas espigas de milho para fazer canjica, percebi isso, pois cada uma delas aparecia de uma forma quando a palha era retirada e o que parecia ser um padrão similar, terminava se transformando numa diversidade total e fazendo com que cada espiga se apresentasse de uma maneira, onde algumas poderiam ser totalmente aproveitadas, mas outras não gerariam muitos frutos, devido a sua precariedade de caroços. 
Tudo que é natural sofre um pouco com essas influências, pois não temos como garantir ao certo se tudo sairá conforme planejado, a não ser que a produção envolva uma pesquisa elaborada para transformar a produção e elevar a qualidade, o que não ocorre muito quando os pequenos produtores realizam esta ação, já que a forma rudimentar de plantar e colher ainda é a mais presente.
Escolher o produto mais adequado às nossas necessidades nem sempre é possível, principalmente quando este é comprado em grandes quantidades e possui alguma interferência para que sejam vistos os defeitos menos visíveis e que só aparecem quando destinamos um pouco mais de atenção aos detalhes tão pequenos, mas que fazem grande diferença na hora escolhida para o desfrute daquilo que compramos com grande esperança e com muitos planejamentos de uso.
A produção em larga escala gera este tipo de problema na qualidade, pois quanto mais produtos tivermos, mas as chances de perda de qualidade aumentam, algo que pode ser evitado facilmente numa produção mais caseira e com mais olhares detalhados para as falhas que sempre ocorrem. Uma canjica boa, gostosa, precisa de um milho bem verdinho, pois se assim não for, jamais iremos conseguir obter um caldo que favoreça o prato tão tradicional da época junina.
Viva o milho bom e Viva o São João...
Vou torcer pela minha canjica, mesmo com tantas espigas desfavoráveis...

sábado, 21 de junho de 2014

Reflexos do Dia

Hoje coletei algumas imagens na minha caminhada matinal e a maioria refletia os espelhos da natureza, em molduras de grande beleza...


























A Perigosa Yara

Maria Bethânia, no seu novo álbum, Meus Quintais, declama partes deste texto da Clarice Lispector, que fala do encanto das águas, da Yara, índia que encanta os pescadores e os leva para as profundezas das águas...

"Ao cair de todas as tardes, a Yara, que mora no fundo das águas, surge de dentro delas, magnífica. Com flores aquáticas enfeita então os cabelos negros e brinca com os peixinhos de escapole-escapole. Mas no mês de maio ela aparece ao pôr-do-sol para arranjar noivo.
As mães se preocupam com seus filhos varões, sabedoras de que a Yara quer noivos. Mas para os filhos, Yara é a tentação da aventura, pois há rapazes que gostam de perigo.
À medida que a Yara canta, mais inquietos e atraídos ficam os moços, que, no entanto, não ousam se arriscar.
Sim, mas houve um dia um Tapuia sonhador e arrojado. Pensativamente estava pescando e esqueceu-se de que o dia estava acabando e que as águas já se amansavam. Foi quando pensou: acho que estou tendo uma ilusão. Porque a morena Yara, de olhos pretos e faiscantes, erguera-se das águas. O Tapuia teve o medo que todo o mundo tem das sereias arriscadas — largou a canoa e correu a abrigar-se na taba. Mas de que adiantava fugir, se o feitiço da Flor das Águas já o enovelara todo? Lembrava-se do fascínio de seu cantarolar e sofria de saudade. A mãe do Tapuia adivinhara o que acontecia com o filho: examinava-o e via nos seus olhos a marca da fingida sereia.
Enquanto isso, Yara, confiante no seu encanto, esperava que o índio tivesse coragem de casar-se com ela. Pois, ainda nesse mês de florido e perfumado maio, o índio fugiu da taba e de seu povo, entrou de canoa no rio e ficou esperando de coração trêmulo.
Então a Yara veio vindo devagar, devagar, abriu os lábios úmidos e cantou suave a sua vitória, pois já sabia que arrastaria o Tapuia para o fundo do rio.
Os dois mergulharam e advinha-se que houve festa no profundo das águas.
As águas estavam de superfície tranquila como se nada tivesse acontecido. De tardinha, aparecia a morena das águas a se enfeitar com rosas e jasmins.
Porque um só noivo, ao que parece, não lhe bastava."

sexta-feira, 20 de junho de 2014

São João, Milho, Copa, Chuva...

Com tantos acontecimentos ao mesmo tempo, terminamos nem dando tanta prioridade a alguns deles e notando somente aqueles que são mais importantes para nós, embora todos eles façam parte da nossa rotina e precisem de um pouco da nossa atenção para se tornarem reais.
Em época de Junho, os festejos juninos reinam absolutos, mas neste ano a concorrência acirrada da Copa do Mundo fez com que os fogos de artifício fossem trocados pelo verde e amarelo das roupas enfeitadas dos torcedores. Até as bandeirinhas que enfeitam as casas estão nacionalistas, chamando o forró bem rasgado em ritmo de bola rolando no campo. É engraçado tudo isso e basta perceber que outros eventos próximos ficam obscurecidos e quase ninguém fala deles, como é o caso da Fenearte e do Festival de Inverno de Garanhuns, que nesta época já estavam com a programação sendo divulgada e sendo alvo de muitos rumores. Até agora, nada...
Acontecimentos demais fazem com que esqueçamos alguns detalhes ou até percamos um pouco a noção do que realmente precisa ser notado, atirando para todos os lados sem saber ao certo o que é mais importante e que merece um espaço na nossa agenda concorridíssima e cheia de horários, muitas vezes atropelados e sem nos dar chances de cumprir todos.
É dessa forma que vamos observando as mudanças da cidade e cada evento que aparece, do mais simples ao mais elaborado, nos mostra que estamos em plena evolução na sociedade e muitas vezes dar conta de tudo isso é uma tarefa árdua e nem sempre possível, seja ao nosso esforço físico ou também aos nossos bolsos que sofrem um pouco com as despesas extras do período.
O divertimento acontece de todo jeito e não adianta torcer o nariz que todo mundo termina dançando aquele forró, comendo um milho e suas variações ou quem sabe até assistindo aos jogos da Copa do Mundo com aqueles petiscos bem característicos da estação. Não importa, o que vale é a boa sensação de estar vibrando com tudo isso numa época que sempre traz boas lembranças para o nordestino, já que as suas raízes culturais são bem características dessas tradições e conseguem ser mais fortes a cada ano, já que vão surgindo muitos admiradores de todas as partes do Brasil e do Mundo.
A mistura é total e nosso coração fica dividido com tudo isso, ainda mais quando o forró marca o passo da quadrilha, digo, time de futebol e faz com que todos eles saiam para a roça, digo, campo, em busca do quentão, digo, bola, fazendo a festa quando a fogueira está acesa, digo, rede está rasgada pela bola quente dos chutes em forma de foguetes que animam as noites e dias do mês mais festivo do ano.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Nossa Fé

A fé que temos em nós mesmos é capaz de realizar muitas ações em prol do nosso desenvolvimento, mas saibam que nada ficará perfeito se não contribuirmos sempre para a construção dos nossos conhecimentos, os quais ajudarão muito na formalização de um sentimento que existe e que nem sempre é explicável.
A fé nasce de uma esperança, mas também pode surgir de um conhecimento mais aprofundado das situações que podem nos remeter a decisões mais favoráveis e bem aprofundadas, com menos chances de erro ou atropelos no caminho. Somos um templo de incertezas, mas podemos realizar boas ações nas nossas vidas se estivermos atentos aos acontecimentos e as nossas potencialidades, as quais devem vislumbrar as melhores situações e desejos de melhoria que possamos imaginar.
Estar sempre buscando o que é melhor para os nossos caminhos é uma tarefa que exige muita cautela e determinação de sobra, já que nunca poderemos andar com segurança se estivermos cegos diante de tantos altos e baixos que nos são apresentados. Falar da vida sem tê-la como inspiração é o primeiro passo para que a nossa fé seja perdida e possamos ter, com certeza, péssimos acontecimentos em tudo que escolhermos, seja do lado profissional ou pessoal, não importa, o estrago estará realizado e muitas reversões poderão nem ser possíveis de imediato, nos causando ainda mais um sentimento de perda que nos acompanha por muito tempo.
Quando perdemos a fé em nós mesmos, ficamos mortos para o mundo e assinamos um contrato muito prejudicial para as nossas vidas, onde nenhum ajuste fica fácil de ser realizado e o cumprimento das etapas se torna algo sem sentido, já que a efetivação dos nossos planejamentos estão fora de controle e não permitem que os milagres da vida sejam vistos com mais segurança. Milagreiros somos todos nós que acreditamos em um trabalho benfeito, ajustado, planejado e sem máculas. Se estivermos sempre buscando as melhorias da nossa vida, não precisaremos ficar alimentando a fé vazia, cheia de incertezas, mas sim aquela que nos dá a plena garantia do cumprimento dos nossos sonhos, os quais foram plantados com muito esforço e dedicação.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...