domingo, 9 de março de 2014

Palácio do Campo das Princesas

Na Praça da República, no centro do Recife, está o Palácio do Campo das Princesas, sede dos governadores do Estado e abrigo de uma vasta coleção de móveis e utensílios que remontam o tempo e a história dos pernambucanos. Há algum tempo o local foi fechado para uma grande reforma e agora reabre, mesmo que parcialmente, para receber os visitantes que querem conhecer um pouco da história do local e também ter acesso aos belos ambientes que ainda hoje são frequentados pelos políticos e fazem parte de momentos decisivos na administração do Governo do Estado de Pernambuco.
São mais de vinte ambientes entre salas e jardins que mostram ricos pisos de madeira, mármore ou mosaico, em perfeito estado de conservação, além dos móveis que abrigam pratarias, cristais e muitos outros objetos de grande valor histórico. Os ambientes são grandes e refletem o poder que o prédio carrega consigo, onde a nobreza de todos os materiais fazem de cada detalhe um momento de grande contemplação, sendo uma fotografia pequena demais para ilustrar o que encontramos por lá.
Os vitrais da entrada são grandiosos e mostram a força do povo pernambucano, representados pelo leão e também pelas batalhas que foram travadas no Estado. Os aposentos mostram espaços simples, porém cheios de beleza, onde os móveis requintados e postos em locais estratégicos fazem toda a diferença nos ambientes amplamente decorados com móveis escuros e de madeiras nobres.
Ao todo são três pavimentos e um belo jardim que possibilita uma visão dos Rios Capibaribe e Beberibe, local onde já ocorreram muitas festas e onde foram celebradas muitas conquistas importantes. Há varandas em algumas salas de jantar e o que percebemos é que a grandiosidade da época era o principal significado de cada ambiente, pois o tamanho das mesas, cadeiras e sofás, remetem ao conforto e a magnitude dos jantares e reuniões que acumulavam muitas pessoas. 
Se formos olhar bem cada detalhe do local, veremos facilmente como antigamente o rebuscamento dos ambientes era de grande importância para os arquitetos e engenheiros, já que cada detalhe, por menor que seja, remete ao que é belo e de grande preciosidade, algo que hoje não percebemos muito nas construções mais modernas.
Para fazer a visita, é preciso agendar, caso o grupo seja maior que 05 pessoas. Em grupos menores, é só verificar o horário de visitação no site do Governo do Estado e realizar o passeio que demora em média uma hora e reúne um grupo de, no máximo, 70 pessoas. Não custa nada desfrutar destas relíquias e para quem gosta de antiguidades o local é ideal e deve ser visitado sempre. Para mim foi uma viagem no tempo e era um desejo antigo que agora tive a oportunidade de realizar, uma vez que antes da reforma os passeios só eram realizados durante a semana, deixando os finais de semana órfãos desta grande opção de lazer na capital pernambucana.










sábado, 8 de março de 2014

Dia Internacional da Mulher

Para descrever uma mulher, não é do jeito que quiser
Primeiro tem que ser sensível, senão é impossível
Quem a vê por fora, não vai ver por dentro o que ela é
É um risco tentar resumir
Mulher...
De um lado é corpo e sedução, do outro é força e coração
É fera e sabe machucar, mas é a primeira a te curar
Sempre faz o que bem quer e ninguém pode impedir
E assim começa a definir
Mulher...
Entre tudo o que existe é principal
Para você gerar a vida é natural
Esse é o mundo da mulher...
Mulher...
Que a divina natureza fez surgir
A mais linda obra prima que alguém já viu
Assim nasceu a mulher
Nas mãos de Deus...
Por mais que o homem possa ter, sem ela não dá pra viver
As vezes pede proteção, para ter um pouco de atenção
Se finge ser tão frágil mas, domina quem quiser
Pois ninguém pode definir
Mulher...

sexta-feira, 7 de março de 2014

Desempenho Mediano

O homem sempre é capaz de realizar muitas ações e depende da sua iniciativa para poder concretizar muitos atos e, dessa forma, ter sucesso naquilo que escolher. Muitos se desculpam pelo mau desempenho com frases feitas, ações desencontradas ou quem sabe com a omissão, mas é válido sabermos que poderemos contar com várias interferências, boas ou ruins, mas não podemos desistir nunca dos nossos ideais e sempre buscar neles as melhores soluções para os dias desorganizados e possíveis desencontros.
Em algumas fases da nossa vida somos chamados a conhecer os desafios que serão necessários para a formação da nossa capacidade, o que será de grande valia para o nosso desenvolvimento e segurança para projetos maiores e mais inventivos que venhamos realizar.
A maioria das pessoas agride as suas próprias conquistas e termina fazendo com que tudo se torne mais difícil do que realmente é. Encontrar soluções é bem melhor do que ficar pensando no erro, mas a maioria ainda insiste em seguir o segundo caminho, obtendo os piores resultados possíveis de algo que estaria bem fácil de ser resolvido, num curto espaço de tempo.
Alongamos o tempo de solução das nossas broncas e fazemos dos nossos dias martírios absolutos quando na verdade o sorriso e a alegria deveriam ser os nossos sentimentos mais constantes.
Desempenho bom ou ruim todos nós teremos, mas as opções sempre existirão, seja para melhorar o que já está bom ou para elevar o que está abaixo da média desejável. Mas que média é essa? 
A média é a pior coisa que podemos ter nas nossas vidas, pois enquanto estivermos num limite aceitável e conformados com isso, jamais almejaremos algo melhor e que esteja imune às desculpas esfarrapadas da nossa falta de empenho e desenvoltura.
O nosso desempenho só depende de nós e se não fizermos algo realmente atraente para o nosso sucesso, ficaremos cada dia mais desgastados e sem perspectivas de crescimento, sempre na média.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Reciclar Ideias

É importante tratarmos bem os nossos resíduos e basta ver o que não aproveitamos para perceber como é gritante a quantidade de sujeira que diariamente jogamos nas ruas e que terminam não tendo destinação útil e que não polua o meio ambiente.
Mais do que reciclar produtos, temos que reciclar ideias e fazer com que elas surtam efeito necessário para todos. O lixo acumulado nas ruas do Rio de Janeiro, devido à greve dos garis, é uma vergonha e ainda mais por acontecer um momento em que as necessidades de limpeza estavam bem mais presentes, já que passamos por um período de festividade e com a vista de muitas pessoas para brincar os dias de folia.
Se de um lado é vergonhoso, de outro abre os nossos olhos para a grande problemática que temos em mãos, onde o lixo em demasia, as lixeiras em minoria e a grande quantidade de pessoas mal educadas cria um problema sério na nossa sociedade.
Fiquei imaginando se tudo aquilo que estava jogado nas ruas permanecesse e não tivesse a destinação devida, seja para descarte ou reciclagem. Em pouco tempo não haveria mais espaço nas ruas para circulação ou para a convivência sadia das pessoas, que estariam refugiadas numa cidade que é o espelho deles mesmos.
Acredito que poucos se preocuparam em coletar o seu lixo no passeio, na praia ou deixar em casa até que os garis voltassem às atividades normais e, assim, tornassem a cidade limpa novamente. Essa atitude talvez fosse baixa demais para a maioria das pessoas que terminam nem percebendo a sua arrogância diante de muitas situações.
O exemplo do Rio de Janeiro foi apenas um e poderia ter acontecido em qualquer lugar, onde pessoas estivessem dispostas a sujar o que a natureza nos deu com tanta bondade. É péssimo chegar numa praia quase deserta e encontrar restos de materiais, que poderiam ser reciclados, escondidos nos cantinhos, como se fossem ornamentos naturais. 
A desordem das ideias do homem é grande demais e se ele não tomar providências urgentes consigo mesmo, terá sérias dificuldades de conviver neste mundo que oferece tanto, mas recebe tão pouco da nossa colaboração. Transforme o lixo em algo realmente agradável para a sociedade e faça de tudo para não deixar na rua os seus restos que podem ser mortais demais para novas formas de melhoria da vida aqui na terra. 
Fiquei observando isso no carnaval do Recife também, pois os shows que aconteciam no Cais da Alfândega, que fica às margens do Rio Capibaribe, geravam vários copos descartáveis que eram jogados na água de forma indiscriminada e sem a observação do que deveria estar no lixo ou sendo destinado para fins melhorados.
A melhoria das ideias do homem ainda possuem um longo caminho pela frente...

quarta-feira, 5 de março de 2014

Sombras do Carnaval

A quarta-feira de cinzas chega trazendo todas as lembranças do carnaval e também o cansaço para quem brincou todos os dias da festa mais popular do mundo. É quando toda a aparelhagem é desmontada, o Galo da Madrugada se recolhe, as fantasias são postas para lavar, a gripe e a conjuntivite tomam conta de algumas pessoas ou quando a pior coisa nos acomete: a preguiça de retornar às atividades cotidianas.
Ontem um folião, numa entrevista para a TV, falou que o carnaval deveria ter 6 meses de duração. Imagine como o Brasil estaria após tanto tempo de folia? Toda a economia nacional teria sido consumida pela compra de fantasias, cervejas, água, refrigerante e comidas diversas. O consumo é alto nesta época, pois do mesmo jeito que as pessoas brincam, também querem abastecer as energias para continuar dançando ao som dos ritmos que freneticamente invadem o carnaval.
Esse ano o "Lepo Lepo" tocou bem menos do que eu esperava, pois esta era a música mais executada nas rádios antes do carnaval. Talvez isso tenha ocorrido porque o carnaval do Recife, neste ano, foi bem regional e trouxe o frevo como chama maior de uma festa que reuniu também afoxés, maracatus, caboclinhos, samba e muita descontração.
O "Lepo Lepo" mesmo ficou nas agonias nos pontos de ônibus, na sujeira em geral, nas bebidas em excesso, no cheiro de urina nas ruas, enfim, no saldo do carnaval. Agora é levantar a cabeça e voltar ao normal, pois a vida nem sempre é uma fantasia animada, cheia de cor e brilho. Precisamos sempre colar uma lantejoula que caiu, uma pluma que perdeu a leveza ou quem sabe uma costura que foi desfeita.
A sombra que o fim do carnaval traz é para muitos uma forma de morte, já que buscam nestes dias ter a vida que nunca puderam ou quem sabe sair da morte em que vivem usando as mais variadas formas de divertimento, como se não existisse outros dias para isso. 
Ano que vem tem mais...
Aqui no Recife o carnaval deve durar até o próximo final de semana, sem a intensidade dos dias oficiais, mas com força. Ainda temos o Bacalhau do Batata nas ladeiras de Olinda e o Camburão da Alegria no próximo domingo. Agora é pensar nas fantasias do ano que vem e torcer para que a disposição esteja mais alta, fazendo com que todos possam pular novamente e ter as mesmas lembranças do que passou, brilhou e se apagou.

terça-feira, 4 de março de 2014

A Linha da Paciência

O Carnaval é festa de alegria, mas também de paciência. Quem não tiver este dom divino é melhor ficar em casa para não se irritar com todas as coisas que ocorrem durante a festa e que podem comprometer toda uma descontração idealizada, mas pouco concretizada. 
Ontem esperei quase duas horas por um ônibus, num horário de pouco movimento. Imagine nos horários de maior fluxo? Comer, beber, ir ao banheiro, andar, falar e escutar são ações tão simples, mas que se tornam tão difíceis de serem praticadas, justamente pela total agonia que a festa nos proporciona quando estamos totalmente inseridos nela. 
Nos anos anteriores tinha brincado o carnaval de uma forma mais calma, pois ficava quieto num local estratégico, vendo o movimento da folia e registrando a festa. Este ano inventei de ir para o meio da multidão e não achei muito interessante, já que terminei ficando cansado além da conta e sem disposição para novas alegrias durante os dias de festa.
A linha tênue da nossa paciência brilha menos do que imaginamos e terminamos ficando com raiva de nós mesmos por nos submetermos a tamanha agonia por nada, onde deixamos de lado o nosso conforto e paciência para dar espaço ao que é engraçado, bonitinho, mas extremamente desagradável em alguns momentos. 
Vou voltar aos meus tempos de folião observador, pois percebi que não tenho vocação para ser um folião atuante nesta mistura de situações que é o carnaval do Recife e Olinda. Há como se divertir de uma forma menos doentia e sem nos preocuparmos o tempo todo com o sol que queima nossa cara ou com os bolsos que guardam os nossos pertences. O carnaval bonito que encontramos na publicidade também é agoniante e só merece ser vivido por quem tem coragem de sobra para tantas coisas. Eu sou covarde neste aspecto e prefiro viver uma vida mais calma, serena e contemplativa.
Vou organizar meus passos no ano que vem e quem sabe me sentir melhor neste período de carnaval. Eu mereço mais que isso...

segunda-feira, 3 de março de 2014

Os Lixos do Carnaval

É difícil realizar uma festa tão grande e não esperar que nada de negativo aconteça, pois o acúmulo de pessoas faz com que muitos outros problemas sejam gerados durante os dias de folia, sendo o lixo o maior deles, pois os recipientes e coletas insuficientes terminam fazendo com que as ruas fiquem sujas em demasia, dando um trabalho adicional ao governo municipal. A prefeitura até que tentou fazer um trabalho de conscientização, mas, na minha opinião, foi algo sem efeito algum. Era melhor ter gasto o dinheiro com uma coleta mais eficiente e ágil, pois tanto em Recife como em Olinda os carros de lixo disputavam espaço com os foliões nos períodos que as ruas iam sendo invadidas pela multidão.
Sempre vai ocorrer sujeira, isso é óbvio, pois ninguém se lembra das regras de educação na hora da folia e faz das ruas um canteiro de restos, embalagens, urina e outras coisas mais. Alguns espaços ficam fedendo muito e comprometem até a circulação de pessoas, como foi uma rua que vi ontem em Olinda, onde os banheiros químicos estavam transbordando de urina, deixado a ladeira uma cachoeira de sujeira e fazendo com que os foliões pulassem naquela lama de água servida.
Coisas do carnaval que nem só alegria proporciona ao público e terminam deixando a festa com uma agonia acima da conta, pois como se não bastasse termos que nos desviar das multidões, ainda temos que descobrir um espaço para pisar e garantir o nosso direito de ir e vir. 
Outra coisa errada que vi em Olinda foi a circulação de carros em períodos de grande movimento da folia. Eram todos moradores e estavam garantindo o seu direito de ir e vir, mas acredito que o bom senso falava mais alto nestas horas, pois além de atrapalharem a passagem dos blocos, faziam com que as ruas ficassem mais apertadas. Era outro lixo desnecessário nas ruas, pois nessa época as pessoas invadem tudo e dividir esse espaço com carros é bem complicado.
Um ato de coragem de quem deixou seus carros estacionados nas ruas de Olinda também. Talvez busquem da prefeitura alguma indenização posterior em caso de avarias que certamente acontecerão nas latarias dos carros insistentemente incomodados durante a passagem de todos os blocos. Será que fizeram isso de propósito? Fiquei pensando nisso, pois em anos anteriores, não havia carros nas ruas e neste ano a incidência foi altíssima, em todas as ruas. Era um protesto velado contra a folia?
Não sei ainda. Descobriremos se os lixos do carnaval irão feder após o período carnavalesco. Vamos esperar para ver se estas sujeiras serão lavadas após o carnaval, pois a cada ano uma novidade aparece e coloca em risco a descontração das ruas, cada dia mais lotadas.

A Presidenta na Folia dos Bonecos Gigantes

Blocos de Rua

Pernambuco no Coração

Frevo no Pé

Conselhos Infames

Bonecos de Olinda

Carros estacionados nas ruas de Olinda.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...