sábado, 31 de agosto de 2013

O MAC e Niterói

Ir para Niterói utilizando as barcas que fazem diariamente a travessia da Baía de Guanabara para muitos é um passeio casual e rotineiro, mas para quem não conhecia a cidade, como eu, se tornou um passeio turístico de muita contemplação, onde pude perceber as belezas que cercam as cidades de Niterói e do Rio de Janeiro.
A pequena viagem começa na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro, quando o visitante tem a possibilidade de pegar duas barcas, uma com destino ao terminal Araribóia e outra com o destino ao terminal Charitas, que é mais afastado do centro da cidade, mas que deve possibilitar uma visão mais completa das redondezas.
Como tive pouco tempo para fazer o passeio, já que tinha outra atividades para o dia, fui direto para o Terminal Araribóia e de lá fui conhecer o Caminho Niemeyer, que nada mais é do que um complexo de prédios ainda inacabados e que mostram o uso do dinheiro público de forma inadequada e para causar impacto, pois ainda não está gerando os frutos culturais a que se propôs e acredito eu que muitos esforços deverão ser feitos para que tudo aquilo seja realmente utilizável e atraia um número significativo de turistas para o local. Ainda tudo está precisando de acabamento e para que o tempo não se encarregue de deixar uma obra tão grandiosa com ares de desgaste, é preciso melhorar a infraestrutura do espaço e atrair também investimentos da iniciativa privada, já que algumas das edificações foram destinadas aos investimentos de particulares.
Saindo dali, passei pela movimentada rodoviária, que facilita muito o acesso dos ônibus dentro da cidade e também para o Rio de Janeiro. Não demorou muito para chegar até o MAC, Museu de Arte Contemporânea, cartão postal mais conhecido da cidade e também projeto de Oscar Niemeyer. A visão privilegiada do local é o que atrai muitos turistas e faz com que o passeio seja contemplativo e nos mostre uma inigualável beleza do mar e das duas cidades, Niterói e Rio de Janeiro.
Lá tudo é diferente e a visitação possibilita que um bistrô requintado funcione na parte inferior do prédio, mostrando uma linda visão da Baia de Guanabara e da Capital. A praia que fica no local é bem movimentada, mesmo com a poluição em alto teor e visibilidade. Uma pena, pois um local tão bonito deveria ser mais cuidado pela prefeitura e pelos seus habitantes, que não deveriam jogar nada no mar, evitando que aquela infinidade de dejetos fosse vista. Fiquei impressionado com a sujeira e como as pessoas não davam a mínima para isso, tomando banho como se ali fosse o local mais limpo do mundo.
O prédio do MAC lembra um disco voador e tem no primeiro andar uma sala de visitação e logo após um mirante, que possibilita a mesma visão da praça de entrada, que tem características bem marcantes do arquiteto que a projetou, pois o concreto é o elemento mais notado.
Registrei lindas fotos do local e apesar da correria e da sujeira do mar, fiquei satisfeito com o que vi. É um local de contemplação e o final de tarde por ali deve ser bem interessante.
Fora o MAC, a cidade me pareceu bem evoluída, cheia de atrativos, e com centros comerciais e habitações bem sofisticadas que seguem pela orla. Lembra muito o Rio de Janeiro e facilmente pode ser visitada, a preço baixo e sem muita perda de tempo.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Arrumando a Bagagem

A maioria das pessoas quando vai viajar, fica na dúvida do que realmente deve ser colocado na mochila, mala ou seja qual for o acessório usado para guardar os temíveis utensílio de viagem, que só servem para nos manter em ordem fora do nosso ambiente costumeiro, nos dando o mínimo de conforto e conseguindo usufruir de bons momentos sozinhos ou acompanhados.
A maioria é como eu e termina levando mais do que precisa, seja por medo de alguma eventualidade, ou pela falta de controle mesmo, o que termina gerando situações ruins para os dias de viagem. Se levamos poucas coisas, ficamos sem chances de ter sossego nas nossas passagens, mas se levamos algo além da conta, ficamos sem a possibilidade de ter mobilidade necessária para as nossas ações, principalmente quando a viagem é rápida e temos que nos locomover com a nossa bolsa na maioria dos momentos.
Para acabar com isso definitivamente, temos que ter noção completa do que realmente iremos fazer nos dias de viagem e separar as roupas e acessórios necessários para cada momento, seguindo fielmente tudo que está no nosso roteiro de interesses.
Temos que ser práticos e usar roupas funcionais que sejam adequadas em qualquer ocasião e clima, evitando levar aquilo que só faz peso e termina ficando sem uso. Levar roupas "coringas", com cores fáceis de combinar e sem muitos detalhes é sempre uma boa pedida e valorizar roupas muito específicas só dificulta a nossa vontade de conhecer muitos lugares, pois a preocupação maior é estar sempre bem vestido para o momento. O lazer está em segundo plano.
Bagagem cheia não significa que esta esteja eficientemente selecionada e poderemos estar só carregando peso e tornando a nossa viagem dolorosa e cheia de más lembranças. Bom mesmo é estar com o que é necessário, não ter dificuldade de ir e vir e usar isso ao nosso favor, sendo práticos e deixando de lado os mimos e luxos para momentos mais caseiros, onde podemos abusar do nosso detalhismo.
Se podemos viajar com pouca coisa, é melhor porque evitamos ficar escolhendo e decidindo, quando o momento é de puro lazer. Vamos deixar as decisões para a rotina diária e usar o ócio das viagens para o divertimento continuado e sem neuroses.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Apagaram Tudo

Não vou defender o apagão que ocorreu ontem no Brasil, mas gostaria de salientar que isso não é motivo para tanta desordem, como ocorreu ontem, quando pessoas usavam do vandalismo para depredar bens público e, assim, protestar contra a falta de planejamento energético, que só põe em risco muitas atividades brasileiras e a mobilidade das pessoas, pois o caos imperou na maioria das cidades com os sinais de trânsito sem um bom funcionamento após a pane ocorrida.
Quando cheguei na faculdade ontem, apenas algumas pessoas tinham ido e a maioria sem justificativa, pois aqui em Recife havia possibilidade de se locomover bem em alguns bairros. Há problemas, com certeza, mas as pessoas ainda contribuem com isso, realizando ações que só atrapalham a vida dos outros e contribuem para que tenhamos a plena certeza de que muitas pessoas gostam de complicar o que não precisa de tanta agonia.
Apagaram as ideias das pessoas, certamente. Ficamos todos sem saber como agir e achando desculpas para justificar a nossa falta de compromisso, pelo simples fato de se apegar ao escuro momentâneo que ocorreu em alguns lugares do Brasil.
Temos tantos investimentos em energia, mas a maioria deles é de forma errada, com dinheiro mal empregado e servido para nada. Muitos postes de energia eólica não geram nenhum fruto que se possa aproveitar, porque ainda não finalizaram os trabalhos necessários para que esta fonte tenha benefícios para a população. Preferem devastar as florestas, inundar áreas de preservação ambiental e investir em usinas nucleares que não geram bons frutos e só causam medo e destruição.
Precisamos apagar de vez a nossa falta de compromisso com o Brasil e os governantes devem desde já iluminar a cara descarada que possuem para darem valor ao que realmente importa e deixar de gastar com obras que não geram fruto algum.
É uma vergonha ainda passarmos por situações como estas e pior ainda é perceber que não temos um plano alternativo para suprir estas desgraças e ficamos sempre jogados no lixo, à margem da sociedade evoluída que sempre almejamos.
O sistema energético do Brasil se mostrou ineficiente, precário e vulnerável demais, pondo em risco atividades, ações e deixando muita gente de cabelo em pé, não pelo choque da energia, mas por outro bem pior, o choque da revolta.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A Vida de Outras Pessoas

"A gente está querendo a vida boa, boa como a vida de outras pessoas...
Outras pessoas também querem uma vida boa, boa como a vida de outras pessoas"
 
Vida Boa, Banda Eddie
 
Parece sempre que a vida dos outros é melhor do que a nossa e isso é devido a nossa capacidade de só perceber o que é alheio a nossa competência, pois se desde já buscássemos nos preocupar com o que realmente importa, não teríamos dificuldade de encontrar coisas boas na nossa existência e também em tudo que a vida nos proporciona e que só precisa de uma iniciativa nossa para que se torne algo bem melhor e mais engrandecido.
Prestar atenção na vida dos outros e esquecer a nossa é atitude que deveria ser banida de uma vez por todas, uma vez que só poderemos interagir bem com o mundo e perceber tudo que é interessante se soubermos exatamente o que é adequado e essencial para a nossa felicidade.
Sempre o nosso amigo tem uma casa melhor, um carro melhor, uma roupa mais interessante... Não percebemos se ele também trabalhou mais para isso e só nos preocupamos com o resultado de coisas que deduzimos e que nem sempre refletem a realidade do que realmente é verdade.
Nos preocupamos em nos preocupar com a vida alheia e só.
Se observássemos mais as nossas atitudes e melhorias, saberíamos que nada pode ser impossível se destinarmos esforços para o nosso sucesso e não para ficar avaliando o desempenho das pessoas a partir das nossas deduções, muitas vezes imprecisas e desfiguradas.
Se podemos viajar e curtir a vida, não devemos ser avaliados como seres vadios, mas como pessoas que tiveram a oportunidade de programar um momento de lazer e descontração após uma longa semana de trabalho. A seriedade nas nossas interpretações depende de uma observação clara, serena e muito adequada de tudo que vivenciamos e que precisa do nosso empenho para ser mais correta o possível e não afetar a maioria das pessoas com deduções imperfeitas dos olhares invejosos de plantão.
A vida é boa...
A vida das pessoas é boa também, mas é delas.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Celular Viciante

Hoje em dia o celular faz de tudo e as funcionalidades que ele apresenta, faz com que as pessoas fiquem viciadas nos seus botões ou tela, digitando o tempo todo e usando os mais variados aplicativos que só possibilitam uma coisa: o distanciamento entre as pessoas e a extinção cada vez maior de uma comunicação mais calorosa.
Ontem estava assistindo aula e percebi que o professor só olhava para mim, falando sobre o assunto. Pensei que era porque estava sentado nas primeiras cadeiras e a maioria das outras pessoas no final da sala, mas quando olhei para trás percebi que os outros colegas de sala não estavam prestando atenção na aula. Ou estavam conversando ou estavam usando as funções do celular. A maioria estava vidrada na tela do celular. Tem gente que nem fala mais com você, não dá boa noite e só consegue usar o celular. O tempo em sala de aula ficou pequeno para as duas atividades.
Isso não acontece somente nas salas de aula e percebemos isso nos restaurantes, quando as pessoas ao invés de conversarem e de aproveitarem o momento, terminam usando o celular para fotografar o prato e divulgar nas redes sociais. Tudo bem que todo mundo já fez isso um dia, mas tornar isso uma prática constante e irritante já é demais.
As pessoas só possuem olhos para as telas sensíveis ao toque e a modernidade das pequenas máquinas eletrônicas, que terminam perdendo o sentido da telefonia e acabam sendo aparelhos multifuncionais, que possuem de tudo um pouco e vão, aos poucos, deixando as pessoas viciadas e sem chances de se libertar daquela agonia sem fim.
Meu celular não acessa internet. Só faz ligações e manda mensagens. Ele é assim por opção e até agora não senti necessidade que isso mude. Estou satisfeito com a minha forma arcaica de falar com as pessoas, de sentir a emoção nas ações que faço e de prestar atenção no que os outros falam sem ter que ficar com tendinite nos dedos devido ao uso incansável dos aparelhinhos cada vez mais ágeis e cheios de coisinhas diferentes.
Não critico quem usa, mas a forma de usar.
Precisamos perceber que temos outras coisas e pessoas para observar e que a vida não se resume numa tela colorida, que parece um caleidoscópio, onde a cada momento novas imagens e situações aparecem para nos fazer perder o sentido da vida e ficar valorizando somente o que não nos proporciona sentimento de verdade, uma vez que a comunicação com o celular é fria, pois geralmente utiliza as infindáveis mensagens dos aplicativos e das redes sociais. Hoje em dia realizar uma ligação para alguém é comum, mas com o passar do tempo se tornará rara, já que a voz está se tornando a segunda opção e dando espaço às frases mal escritas, cheias de erros e que só minam a nossa paciência.
Está comprovado que algumas pessoas passam mais tempo navegando no seu celular do que na sua vida real. Não sei como conseguem, mas é uma realidade...
Será que se transformaram num "Android" e a sua voz agora se chama "WhatsApp"?
Pode ser...
Liga para mim e me fala, por favor. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Isso ou Aquilo?

Muitas frases são escritas de maneira errada, embora certas, mas que causam um entendimento diferente do que realmente era desejado. A frase da foto mostra a intenção de economizar energia, após o uso do sanitário; o entendimento mostra outro significado, pois fica clara a mensagem para que as pessoas, ao realizar suas necessidades fisiológicas, que façam no escuro.
Melhor ficaria: "Por favor, ao terminar de usar o sanitário, apague a luz."
Encontramos muitas informações assim e nem todas são fáceis de entender, deixando o usuário com um nó danado na cabeça e fazendo com que a comunicação entre as pessoas seja perdida pelo simples emprego de palavras e pontuações inadequadas. A comunicação deve estar sempre bem afiada para que as pessoas sejam cada vez mais uniformes nos seus entendimentos, evitando as proliferação de informações erradas, que só valorizando as fofocas e também a disseminação do que está errado, o que sempre gera discórdia e muita irritação, principalmente para quem escreveu o texto errado ou que esteja envolvido nas palavras tortas que foram colocadas ao vento.
Saber empregar as palavras, por mais simples que sejam, fazem um bem danado a todos nós e ajudam a entendermos que a melhor maneira de comunicar bem é estar atento aos detalhes da escrita e da fala, especificando bem o que queremos e deixando tudo com um fácil entendimento.
Se não agirmos assim iremos apagar a luz do conhecimento e do entendimento, pois nem tomaremos ciência do que temos e assimilamos, ficando sempre com a sensação ruim de que algo ficou incompleto e sem muita razão. Algumas comunicações confundem mais do que explicam e fazem com que um labirinto seja criado na nossa cabeça, onde as ideias ficam perdidas e espremidas com tantas informações desencontradas e sem eficácia alguma. Sem o entendimento adequado, somos incapazes de explicar algo ao nosso próximo e terminamos sendo proliferadores do que não presta e do que não há significado acertado. Juntar um monte de informação e deixar que ela seja mal utilizada não vale a pena e precisamos constantemente ter cuidado com isso para que não sejamos mal entendidos, ficando à deriva e sem chances de aportar um lugar seguro e que nos possibilite melhores dias e significados.

domingo, 25 de agosto de 2013

O Que Guarda um Olhar?

O Grupo Magiluth apresentou ontem, no Teatro Arraial, mais um grande espetáculo, onde o tema falava dos desencontros, perdas e construções da vida, onde estes sofrem as influências dos sentimentos e dos olhares que guardamos e que são extremamente valorizados por nós para que possamos lembrar das pessoas e das coisas que reservamos com muito carinho e que, de certa forma, fazem com que tenhamos a certeza de que nossa vida é realmente satisfatória e feliz se estivermos ao lado de quem nos faz bem.
O texto mostra os encontros e desencontros de um casal, que devido a uma viagem se distancia e a partir daí seguem vidas diferentes, mas mantendo os sentimento original que ao final da apresentação se mostra mais forte e apegado a muitos outros valores e crenças. A evolução das pessoas, de uma cidade, dos relacionamentos e dos sentimentos são as forças que movem os atores e isso reflete constantemente nas intervenções que eles fazem com o público, pois a plateia é chamada a participar da apresentação constantemente e eles terminam criando uma sensação de envolvimento muito boa, pois de certa forma cada um tem uma história parecida para contar e não há como não se envolver com tantos detalhes contatos a partir de um texto simples, mas que conta com a criatividade de um grupo competente e muito uniforme.
Todos nós guardamos um olhar, um sentimento, uma lembrança; isso é o que faz com que a peça seja interessante, já que pessoas diferentes, com gostos diferentes e desejos opostos, podem ter fatos em comum e desfrutar desses sentimentos de uma maneira espetacular e muito sutil. 
Lembramos muitos fatos da nossa vida naturalmente e cada um deles reflete na forma como hoje agimos e nos comportamos, pois se temos a oportunidade de desfrutar de momentos felizes e bem construídos, certamente teremos a chance de sermos mais evoluídos como pessoas e também de tomar as melhores decisões quando elas forem solicitadas e necessárias para o nosso desenvolvimento pessoal e sentimental.
O espetáculo também faz parte do projeto "Pague Quanto Puder" que está em cartaz até o final de Agosto, nos Teatros Marco Camarotti e Arraial. Vale muito a pena conferir e ter a oportunidade de gastar muito pouco para um show de muita qualidade cênica. 
Guardei os melhores olhares, com certeza...

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...