sexta-feira, 19 de julho de 2013

O Vulcão Karina Buhr

A segunda noite do Festival de Inverno me deu mais uma vez a oportunidade de assistir ao show "Longe de Onde" da Karina Buhr e confesso que senti falta do seu contato com o público, pois desta vez o palco era alto e distante demais para as suas investidas. Ela se esforçou muito e fez bonito em cada interpretação, mas mesmo assim reclamou no final da distância que a separava do público que tanto participa das suas apresentações divertidas, onde cada música é uma desculpa para um deleite de interpretações.
Ela viajou nas músicas do primeiro e segundo álbum e fez com que a Praça Guadalajara ficasse de olhos atentos e também abismados com as suas loucuras no palco, pois ela corria, se jogava, subia na estrutura e cantava muito com um sotaque carregado, bem pernambucano.
Karina não faz a linha fofinha e correta de muitas cantoras da MPB e quem gosta de um show muito metódico irá se espantar com a sua apresentação, pois não há previsão do que ela irá cantar ou fazer no palco, podendo num dando momento rodar o microfone contra o corpo e em outro bater na própria cara. O final do show não poderia ser melhor e a coreografia para a música "Ciranda do Incentivo" foi um dos pontos altos da festa que ela nos proporcionou e fez com que eu pudesse captar ótimas imagens para a minha coleção de bons momentos do Festival de Inverno de Garanhuns.
Ainda teremos a sua presença na semana que vem, com uma participação no show da Banda Eddie, onde certamente ela deixará o seu toque especial no show do grupo que é muito querido em Olinda e já anima muitas festas desde o seu surgimento no cenário musical pernambucano.
Karina se veste para matar e canta para não ser esquecida jamais. É feliz quem consegue vê-la no palco e quem se diverte com as suas "agonias" musicais, pois em dados momentos eu pensava que ela iria morrer eletrocutada com tantos fios que ela utilizava nas suas danças malucas e divertidas. O palco foi pequeno para ela e Garanhuns espera sua volta mais vezes para nos encantar ainda mais com a sua fábrica de ritmos e músicas bem escritas, que só uma perfeita letrista como ela é capaz de compor.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Atento aos Sinais

O Festival de Inverno de Garanhuns não poderia ter melhor abertura e a vinda de Ney Matogrosso com o show "Atento aos Sinais" confirmou isso, pois o artista fez novamente bonito na sua quarta participação no evento que completa este ano a sua 23ª edição e traz para a cidade de Garanhuns um mundo de entretenimento e cultura, em vários pólos que podem ser escolhidos por gênero e que agradam a todos os públicos.
Não há como ficar parado na festa e basta ter um pouco de disposição para aproveitar todas as oportunidades que são oferecidas gratuitamente em 10 dias de festa cultural. A homenageada do ano foi a artista plástica Janete Costa e a cidade se vestiu com uma decoração colorida e que trazia as informações necessárias que todos precisavam para aproveitar bem cada momento de uma maneira prazerosa e intensa.
Cheguei hoje à cidade, que é minha terra natal, para ficar todos os dias da festa que sempre admirei desde a sua primeira edição, já que foi através dela que pude ter acesso a vários artistas que dificilmente nos visitam e fazem shows no interior. Ter um show como o de Ney Matogrosso é privilégio de grandes cidades, pois a quantidade de pessoas envolvidas, assim como os adereços de palco, fazem do espetáculo algo caro e difícil de ser movimentado. O novo show do Ney é uma relação de novas músicas, mas existem algumas do passado que na sua roupagem pop ficaram diferenciadas e cheias do seu estilo, que é exuberante e faz com que tenhamos a certeza de que o palco é um local de divertimento e não somente de cantorias. 
Ney mudou de roupa, cantou e encantou a plateia que lotou o primeiro dia do evento e fez a Praça Guadalajara tremer ao som de sua voz inconfundível e do seu brilho pessoal que não deixa ninguém esquecê-lo, deixando na memória as suas interpretações grandiosas e magnetismo no palco, fazendo com que todos confirmem a grande sabedoria que existe na hora de mostrar um grande espetáculo, com músicas e atitudes diferenciadas.
É só o começo da festa e tenham certeza que todos ficaram atentos aos sinais que Ney Matogrosso já nos mostrou. Sinais que grandiosidade, de festa bonita, de frio gostoso e de muita animação.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Prestenção!

Tem muita gente que não presta atenção ao que está disponível para entendimento pelo simples prazer de complicar a vida dos outros ou quem sabe até para perguntar novamente, na hora mais infeliz e desconcertante, aquela dúvida que não estamos com tempo ou disposição para explicar tudo novamente.
Quando estamos atentos às explicações que recebemos, fica mais clara a resolução de muitas situações e também a efetivação de muitos projetos que a vida nos apresentar. Sabemos que nem tudo é bom para os nossos ouvidos e escutar uma explicação de algo que não nos desperta interesse é algo ruim e chato. A melhor saída para este impasse é sempre estar ligado ao que realmente nos interessa e deixar de lado as coisas que nos causam repúdio. Faremos melhor aquilo que gostamos e não adianta ficarmos nadando contra a correnteza, o que só irá nos causar grande cansaço e derrota.
Não significa dizer, porém, que iremos fechar os olhos para o mundo e perceber somente isto ou aquilo. Não é isso. O mundo nos informa, nos constrói e para isso acontecer de forma mais adequada, podemos aprender com ele também e isso é realizado com uma boa informação dos fatos, das interferências que ocorrem e também de estudos que nos ajudem a concretizar o nosso desejo maior.
A escola fundamental é a base de tudo, assim como o ensino médio, mas percebemos que hoje as faculdades estão direcionando esforços para criarem cursos mais curtos e direcionados, pois assim as pessoas não perdem tempo estudando "o porquê das borboletas vermelhas" quando na verdade o que interessa é a gestão de projetos e pessoas.
O que devemos ter dentro de nós é a sensação de realmente aproveitar esses momentos oportunos e prestar atenção nos dados que nos são apresentados e dessa forma construir meios de apreender tudo, nos tornando ótimas pessoas e profissionais, capazes de ajudar em qualquer desafio que nos for apresentado e que testará a nossa competência, que foi aperfeiçoada com os estudos e compromisso com a educação correta e comprometida. 

domingo, 14 de julho de 2013

Fiação Irregular

Quem gosta de fotografar, como eu, se depara sempre com as terríveis, infames e mal planejadas fiações que comprometem a visão de alguns monumentos da cidade, impedindo que tenhamos uma forma mais limpa e desobstruída. Estava fotografando o centro do Recife na semana passada e percebi que muitos dos locais que antes eram livres destas listras pretas, agora estão tomados pelos arrumadinhos elétricos, que só tem um significado: preguiça e falta de fiscalização por parte da prefeitura.
Como manter uma cidade organizada e bonita para que todos possam apreciar as suas belezas se as interferências terminam tendo mais destaque que os edifícios e monumentos históricos? 
As pontes estão cheias de fiações irregulares e agora aprenderam uma moda, que é passar a fiação de um lado para outro do rio, criando uma espécie de teleférico da vergonha e do descaso, onde a falta de beleza é o detalhe mais notado.
Como se não bastassem as irregularidades clandestinas que muitas pessoas realizam, agora temos as que são, digamos, "regularizadas". A Celpe e Oi deveriam ter vergonha na cara e zelar pelo patrimônio histórico que nós temos na capital pernambucana e a prefeitura deveria abrir os olhos para esta realidade, pois se assim continuar, em pouco tempo teremos uma visão totalmente comprometida de muitos pontos da cidade, sem contar o perigo que estes fios oferecem, pois a proximidade com as pessoas é muito grande.
É nítida a falta de planejamento para estas interferências elétricas e telefônicas e a cidade termina virando uma imensa gambiarra de ligações mal feitas e parecidas com a cara de quem fez. Outro dia fui registrar uma foto de uma igreja em Olinda e desisti. Era tanto fio que nem sabia ao certo onde começava a eletrificação e terminava a igreja. Estavam numa união difícil de ser desmontada. Se um bom projeto não for realizado urgentemente para tratar a visão dos pontos turísticos da cidade e possibilitar a todos um deleite maior nas paisagens que possuímos e que aos poucos estão ficando danificadas com as intervenções e incompetência do homem moderno, que aprendeu tudo, menos preservar o que existe e criar formas de elevar o que temos. Usam a inteligência para fazer ações preguiçosas e mal feitas e ainda reclamam quando a população faz os "macacos" nas ligações elétricas. 
Para mim, as duas formas de dispor os fios elétricos são "macacos". A diferença está na clandestinidade de uma e na "legalidade" de outra. É legal destruir assim o nosso patrimônio visual e criar na cidade uma enorme confusão de informações desencontradas, chamadas vulgarmente de fios elétricos?
Depois eu falo dos lixeiros e orelhões mal dispostos, pois é muita safadeza para um texto só e alguns leitores poderiam ficar enjoados com tanta nojeira. Percebam o que eu falo e passem a observar a cidade com um olhar mais apurado e verão como estamos obstruídos e confusos com tantas irregularidades.
Limpem os nossos olhos, devolvam nossa visão da cidade!

sábado, 13 de julho de 2013

Pulinhos

Muitas vezes nos sentimos impotentes diante de tantas demandas diárias e a sensação é que não estamos conseguindo andar conforme desejávamos e parece que ficamos dando pulinhos para conseguir chegar no estágio ideal e que satisfaça as nossas necessidades. Quando falta uma perna no nosso corpo, o equilíbrio fica comprometido e faz com que a nossa capacidade de andar bem seja afetada, surgindo, então, os pulinhos compensatórios que terminam nos ajudando, mas nos deixam mais cansados do que o normal.
Assim também acontece quando não planejamos bem uma atividade, pois deixamos de andar com os dois pés firmes e dessa forma ficamos só pulando de um lugar para outro, buscando a solução de tudo, quando nem sempre conseguimos e ficamos com a terrível sensação de não ter realizado bem uma atividade que nos foi destinada.
Tem gente que aprendeu a "dar uns pulinhos" para resolver as suas broncas, mas saliento que é bem mais construtivo dar passos firmes do que pulinhos e caso isso não seja totalmente possível de acontecer, que pelo menos usemos uma muleta para nos apoiar e fazer com que o desfalque seja menor e mais suportável. Essas muletas podem estar materializadas nas pessoas, nos livros, nas informações ou no mundo que nos cerca, o qual nunca deixa de nos dar dicas e apontar soluções.
O desgaste por atividades mal realizadas é pior do que deixar de fazê-las e isso consome mais o nosso juízo do que não ter a capacidade de realizar algo, pois quando temos a certeza da nossa incapacidade momentânea, uma vez que podemos aprender tudo que queremos, no tempo que programarmos, ficamos mais conformados com os resultados ruins que possam surgir. Quando ocorre um resultado ruim de algo que já somos capazes de realizar, a nossa tristeza é maior e parece que todos os nossos "pulinhos" foram em vão e nos deixaram aleijados e cheios de arestas para arrumar.
Saber como agir é algo importante na vida de cada um de nós e não podemos perder tempo com a realização de tarefas cada vez mais inconformes e desgastantes, uma vez que os resultados bons nos ajudam e os ruins terminam acabando com a nossa carreira ou vida pessoal, nos colocando num momento de muita turbulência e grandes perturbações.
Que pulemos de alegria e não de agonia...

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Onde Judas Perdeu as Botas

Existem lugares que são longe, mas alguns exageram nesse quesito e terminam comprometendo a vida de muita gente que tem a ligeira impressão que estão "Onde Judas Perdeu as Botas" por ficarem, de certa forma, limitados e sem chances de muita mobilidade nas suas atividades, pois tudo depende da hora que irão voltar e se terão transporte público para lhes servir. Quem mora ou trabalha longe ainda se salva quando tem um veículo próprio, mesmo que isso seja um furo no bolso e termine gerando uma despesa a mais no final do mês.
Morar longe é ruim e ainda mais quando isto está associado ao trabalho, uma vez que os congestionamentos e trânsito, sempre complicados nas grandes cidades, faz com que o deslocamento se torne algo ruim e comprometa muito a vida pessoal de muita gente, que termina vivendo para trabalhar e quando conseguem ter algum alívio ou momento de folga é nos finais de semana.
Já morei longe do meu trabalho e sei como é isso. A semana toda era uma agonia só e muitas vezes perdia muitas opções de divertimento por não poder conciliar as agendas e o tempo de deslocamento de cada atividade. Até estudar e realizar um passeio rápido no shopping, após o final do expediente, se torna complicado e muitas vezes o que nos vence não é a mobilidade e sim o cansaço, pois com a jornada longa de um dia, terminamos chegando em casa somente com disposição para dormir.
Alguns bairros das cidades são de fácil acesso e possibilitam às pessoas uma melhor maneira de terem uma vida social mais planejada e calma, pois sempre que é necessário alguma saída para alguma atividade, a ação se torna mais fácil e com rápida realização. Algumas vezes para ir ao shopping num domingo, muitas pessoas perdem o dia todo, pois somente o deslocamento compromete horas do tempo que deveriam utilizar no divertimento.
Com a evolução das cidades, o quesito aluguel mais barato, para quem mora longe, se tornou algo descartável e hoje em dia esse detalhe só é considerável se a habitação estiver num local de acesso ruim e com pouca estrutura. Aqui no Recife e região metropolitana, bairros que antes não valiam R$ 1,00, hoje são valorizados e tudo isso devido à grande industrialização que está ocorrendo na área sul e agora na área norte com a chegada de gigantes internacionais e nacionais.
Antes se deslocar na cidade era mais fácil, mas hoje é necessário que tenhamos um pouco de cuidado ao escolher um local para trabalhar e morar, já que, dependendo da escolha, o nosso calvário pode ser aumentado e o sofrimento ser maior do que o normal. Nas horas mais complicadas do dia é que percebemos como é bom conseguir chegar em casa mais cedo e ter um tempo livre para arejar a mente, obtendo disposição para iniciar um novo dia e enfrentar tudo o que nos espera.
Deixemos que o Judas perca as botas sozinho...  

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Bilíngue

Com o aumento do turismo e para que tenhamos um diferencial na hora da venda de alguns produtos, é comum encontrarmos anúncios em duas ou mais línguas, sendo o mais usual o português e o inglês. Na última semana percebi que até o tradicional "Raspa Raspa" estava sendo oferecido em duas línguas num ponto turístico daqui da capital pernambucana, o Marco Zero.
Em alguns casos é totalmente aceitável o uso das duas línguas, mas em outros o uso indiscriminado e sem controle termina deixando muitas frases sem sentido ou faz com que muitas pessoas comam alimentos, usem roupas e cantem músicas sem nem mesmo saber o significado do que estão ingerindo, divulgando ou falando.
Parece até que uma camisa escrita em português fica feia e brega, pois muitas frases sem sentido, em inglês, valem mais do que algo elevado e bem escrito na nossa língua materna. É uma cultura que não temos como conter e isso se dá porque sempre há a preocupação em dar ao produto uma característica diferenciada, nem que isso muitas vezes seja totalmente desnecessário e sem real valor.
Algumas placas que foram colocadas na Copa das Confederações viraram motivo de piada na internet, pois foram traduzidas para o inglês em sentido literal, sem respeitar o real sentido das palavras e que não existem tradução em outra língua. Para mim, o "Raspa Raspa" será sempre o mesmo e traduzí-lo para "Shave Shave" é agredir uma bebida tão característica da nossa região e que faz parte da nossa cultura. Por que não chamamos "Hamburguer" de Pão com Carne, ou quem sabe o "Petit Gateau" de Bolo Recheado com Sorvete?
Pelo simples fato de não valorizarmos a nossa linguagem e por achar que tudo importado, seja em que língua for, merece mais destaque que os nossos usuais dialetos, pois os sotaques de cada região do Brasil fazem com que muitos itens tenham nomes e apelidos diferentes.
Para mim "Donuts" é uma Rosquinha e um "Cupcake" é um Bolo de Bacia Enfeitado.
Escolher a melhor forma de qualificar as coisas é importante, mas temos que preservar a nossa língua para que o sentido real não seja perdido e terminemos nem sabendo o que realmente é isso ou aquilo.
Eu prefiro o "Raspa Raspa". E você?

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...