sábado, 27 de abril de 2013

I Wanna to Go Back To Bahia‏

Visitar Salvador para mim é como voltar no tempo do descobrimento e perceber todas as influências que o Brasil sofreu e que se transformaram numa mistura interessante de cores e belezas que só a capital bahiana nos oferece. Há quem não goste da cidade, mas eu me identifico muito com tudo que encontro por lá e cada pedaço da cidade é por mim apreciado de uma forma detalhada, já que a riqueza cultural e arquitetônica é uma das mais belas que encontramos no Brasil, embora a conservação de algumas edificações esteja precisando de maiores cuidados.
Andei um bocado hoje e sai da Praia do Porto da Barra até o Pelourinho, visitando as ruas e monumentos que encontrava. Dei uma passadinha pelo Teatro Castro Alves e desfrutei um pouco da bela praça que fica bem em frente, chamada Praça 02 de Julho.
Andei pelo Bairro de Campo Grande e cheguei até a famosa Praça Castro Alves e em seguida no Elevador Lacerda e Praça da Sé. Pausa para um descanso e almoço, peguei o beco para a Igreja do Bonfim e de lá para um local que ainda não conhecia e que oferece uma visão bonita da cidade baixa, que é o Forte de Monte Serrat, no Pontal do Humaitá.
Um local com culinária simples, porém gostosa. Sorvetes típicos e pertinho da popular praia de Boa Viagem, que tem uma igreja dedicada à Nossa Senhora da Boa Viagem.
Tarde tranquila, com um entardecer bonito e com o mar cheio de embarcações para deixar o local ainda mais encantador e cheio de características interessantes.
Cumprido o roteiro do dia, segui para o Pelourinho para descansar um pouco, já que a pousada que escolhi fica cercada por igrejas históricas e ter como vizinhos tantas belezas é um privilégio que deve ser aproveitado.
A noite no Pelourinho é misturada, podendo ser tranquila, agitada, perigosa e mística, pois em muitos locais encontramos manifestações culturais e restaurantes diversos para que sejam apreciadas as comidas típicas da Bahia e do mundo.
Não aconselho circular por alguns locais, especialmente além do Largo do Pelourinho, pois as ruas são mais escuras e oferecem pouca segurança para as pessoas que por ali circulam.
Com cuidado, não há problema algum e Salvador é só alegria. Vale a pena conhecer cada pedacinho desta cidade que fica no coração do Brasil.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Disciplina Forçada

Quando peguei o metrô e o trem no Rio de Janeiro, notei que alguns vagões possuíam uma restrição para o uso dos homens em determinados horários e acredito que isto é decorrente dos abusos que muitas mulheres sofrem quando estão em transportes lotados e terminam sendo assediadas por muitos tarados de plantão.
Essa disciplina forçada é para conter um pouco os avanços das pessoas que terminam perdendo um pouco dos seus limites e criando situações indelicadas com o próximo, especialmente com as mulheres que se mostram mais vulneráveis a este tipo de ação.
A sociedade muitas vezes não se disciplina ou não convive bem e termina criando restrições que só dificultam a vida social e fazem com que muitas pessoas sofram as consequências de viver numa sociedade cheia de regras que seriam desnecessárias se todos tivessem a consciência dos seus direitos e deveres.
Ocupar espaços que não são seus, falar alto em locais que precisam de silêncio, jogar lixo na rua, desrespeitar os locais para idosos e gestantes, são apenas alguns exemplos das inúmeras situações que encontramos por aí e que fazem parte da vida de todos nós e que nos fazem mais ou menos cidadãos do que deveríamos ser, pois quando deixamos de fazer a nossa parte, criamos uma barreira entre os seres humanos e estes terminam entrando em atrito e buscando os seus direitos através das leis impositivas e que nem sempre surtem o efeito necessário e imediato, pois precisam de fiscalização de muitos órgãos que não estão nem aí para as garantias dos direitos individuais de cada pessoa.
Se para ter uma viagem tranquila e sem abusos, muitas mulheres precisam de um vagão exclusivo no trem, imaginem se elas estiverem numa multidão ou nos aglomerados que a vida cotidiana nos apresenta?
Fica complicado garantir tantos direitos assim se a consciência das pessoas não está ativa e comprometida com o melhor resultado. Eu prefiro acreditar na boa convivência dos trens mistos e do respeito ao próximo nos lugares comuns.

Os seres humanos são mais felizes em harmonia e não com divisões.
Onde está a nossa evolução? Isso para mim é retroceder.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

MAR

O Museu de Arte do Rio, MAR, é um primor de beleza e contemplação, mesmo com alguns reparos ainda sendo realizados na sua estrutura, que comporta um prédio antigo e um moderno, numa bela junção com uma cobertura que imita as ondas do mar.
Lá estão abrigados acervos permanentes e itinerantes e a localização não poderia ser melhor, em frente à Praça Mauá, coração do centro do Rio de Janeiro, que sofrerá intervenções com o Projeto Porto Maravilha, que tem o intuito de revitalizar a área portuária da cidade, afastando um pouco o problema do trânsito e também as intervenções viárias que deixaram muitos monumentos históricos obscurecidos ou encobertos pelos gigantes de concreto por onde passam carros de diversos tipos e tamanhos.
Ainda é ruim de registrar uma boa foto do local, pois as obras impossibilitam uma perspectiva agradável do local que ficou imponente numa área ainda em desenvolvimento e cercada por bares simples e bem tradicionais da cidade, onde o café pingado e o joelhinho de queijo são servidos bem quentinhos para um café da manhã rápido e apressado das pessoas que por ali circulam.
Passei por lá muito cedo e ele ainda não estava aberto ao público, o que impossibilitou uma vistoria mais detalhada e inquieta de tudo que ele pode oferecer ao público, mas mesmo assim já deu para perceber que ele veio para ser destaque na área, sendo o marco inicial das grandes obras que a zona portuária irá receber nos próximos anos.
O trânsito no local ainda é caótico e as grandes máquinas e tapumes ainda obscurecem a navegação no MAR da cultura que chega ao Rio de Janeiro e faz com que os visitantes fiquem encantados com as inteligentes e restauradoras intervenções arquitetônicas que estão ocorrendo e que já fazem parte da realidade dos cariocas.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Complexo Acessível

Fui ver ao vivo o que a novela das oito mostra quase todos os dias e dessa forma contemplar um pouco de uma obra realizada no Complexo do Alemão, que criou um Teleférico muito eficiente e que favorece muito o transporte de pessoas que ficavam sem muita mobilidade para subir e descer ladeiras, já que os locais são, na sua maioria, de difícil acesso e se muitos carros não conseguem chegar, imaginem os ônibus.
Achei que seria um calvário chegar até lá, mas foi bem mais fácil e confortável do que imaginava, pois basta pegar o trem na Central do Brasil em direção a Bonsucesso e de lá já embarcar no teleférico, que ainda custa R$ 1,00 por viagem. A partir do final deste mês, o valor subirá para R$ 5,00, inflacionando o sistema e pegando a onda do turismo que se implantou na região, pois se o intuito era criar um meio de transporte para a população, agora a sensação é de que um novo Pão de Açúcar foi criado, mostrando uma visão diferenciada da cidade, mas extremamente deslumbrante pelo seu tamanho e complexidade. Não deve ser nada fácil morar naqueles morros e as dificuldades de locomoção, saúde e transporte devem ser tremendas, já que nem todos possuem disposição para subir e descer ladeiras na hora que bem entenderem.
Quando passamos pelas estações, podemos escutar a mistura de sons e o enorme formigueiro de pessoas que ali residem e fazem das suas vidas algo diferenciado e cheio de altos e baixos, literalmente.
Algumas casas possuem piscina no teto e as famosas lajes são bem utilizadas para um churrasco ou uma reunião de amigos, embalada ao som de muito funk, que é o ritmo mais tocado em todos os cantos do complexo, num volume ensurdecedor e misturado, já que cada um quer escutar a sua música, na sua casa, no seu volume e essa mistura termina sendo caótica. 
As UPP's são bem equipadas e monitoradas e notamos que os policiais e a população convivem em harmonia e fazem de tudo para que o local afaste de vez os antigos fantasmas do passado, quando o morro era tomado pelo tráfico e a bandidagem corria solta, impossibilitando que as pessoas pudessem conviver em sociedade e tendo o medo como aliado mais comum.
Que o Complexo do Alemão seja cada vez mais acessível como agora e que os dias contemplativos sejam cada vez melhores.

terça-feira, 23 de abril de 2013

SAARA

A Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega, ou SAARA, é um centro comercial disputadíssimo no centro do Rio de Janeiro, onde o que impera são os importados e preços baixos, já que a informalidade é bem presente e faz com que muitas pessoas busquem efetuar suas compras gastando pouco.
Achei o local por acaso e terminei ficando e conhecendo algumas lojas e verificando que a qualidade nem sempre é o ponto forte, mas os preços sim. É possível gastar muito pouco e trazer muitas coisas, nem que estas se desgastem rapidamente ou sejam usadas em ocasiões mais informais do cotidiano de cada um de nós.
É o caso das roupas, sapatos e utensílios domésticos que possuem grande variedade e podem ser comprados em lojas e camelôs. Achei interessante, mas tumultuado demais para quem deseja um local para escolher e buscar com calma os produtos que necessita. Lá é possível comprar de tudo, mas temos que ter pensamento rápido e decidir logo sobre o que queremos adquirir, pois a demora pode significar a compra antecipada por outra pessoa ou até a cara feia da maioria dos vendedores, que não se preocupam muito em convencer os clientes, pois sabem eles que ali a procura supera a oferta.
É um espaço bem parecido com algumas ruas do centro do Recife, seja em tamanho ou em agonias e os prédios antigos são o destaque que encontramos em muitas  lojas, que sofrem com a manutenção e formas de prevenir acidentes, como alguns incêndios que já aconteceram no local e até afastaram alguns clientes por falta de segurança e mobilidade.
Lembro da SAARA quando há muito tempo uma escola de samba que agora não me recordo o nome, falou das suas variedades na Marquês de Sapucaí. Era um adolescente, vi o desfile e fiquei com esta história na mente e desde então com o desejo de conhecer o local que atrai muitos visitantes diariamente e faz com que as compras sejam feitas de forma crescente e com muita popularidade.
Ao contrário do deserto do Saara, que tem poucos atrativos, a SAARA do Rio de Janeiro é um oásis de informações e que agrada a todos os públicos, especialmente aqueles que buscam diversidade e preços baixos.
Nosso bolso agradece, mas a paciência deve ser elevada...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Um Rio de Diferenças

O Rio de Janeiro é uma cidade de contrastes, obras e belezas sem fim. Andando um pouco pelo centro da cidade, percebemos as evoluções da metrópole e também as intervenções viárias que tornaram a área portuária feia e cheia de edifícios encobertos por viadutos gigantescos e cheios de pichações. Até as obras do profeta gentileza, que ficam na Avenida Brasil, estão esquecidas e tomadas pela sujeira, fazendo com que não sejam destacadas e apreciadas como mereciam, já que o acesso é meio complicado e perigoso.
Alguns novos viadutos estão sendo construídos e pelo que parece, terão a função de melhorar a paisagem e torná-la mais moderna e atrativa para os visitantes que lotam a cidade a cada ano. Com a aproximação da Copa do Mundo e das Olimpíadas, as promessas de melhoria são muitas e fazem com que as esperanças sejam ainda maiores.
Na Praça Mauá, o MAR, Museu de Arte do Rio, é um deleite aos olhos, mesmo envolto a uma paisagem ainda em evolução e cheia de máquinas pesadas que destroem num local e edificam em outro. Saí caminhando até a Cinelândia e encontrei muitas coisas interessantes para serem visitadas, desde igrejas históricas, até uma feira de antiguidades muito diversificada na Praça XV. As ruas do centro padecem da sujeira e da falta de civilidade das pessoas que não respeitam os avisos de limpeza e terminam jogando todo tipo de lixo nas ruas, deixando a cidade com um aspecto ruim e desgastado.
Do centro, segui de metrô para a zona sul e gostei muito da viagem que foi rápida e me levou para Copacabana, de onde caminhei até o Arpoador e Ipanema, lugares bem diferentes do centro e visitados por muitos turistas. Ainda percebi muita sujeira nas praias e isso é fator que precisa de consciência das pessoas, pois depósitos de lixo existem e falta apenas a educação para que tudo seja mais limpo e realmente atrativo aos olhos.
Gostei muito de participar do entardecer na Pedra do Arpoador e mesmo com muitas nuvens, o local ficou enfeitado pelo astro rei, quando este se recolhe e dá espaço a todas as luzes que iluminam a cidade e os morros que ali existem.
É impressionante o contraste entre o sofisticado e o popular, pois num mesmo espaço podemos encontrar um hotel de luxo, cercado por uma favela, como acontece no Morro do Vidigal e Rocinha, as quais possuem visão privilegiada das orlas de Copacabana e Ipanema.
Não é difícil encontrarmos paisagens conhecidas, seja das novelas, filmes ou minisséries e a sensação que temos é que a cidade é nossa conhecida de longas datas, mesmo quando a encontramos pela primeira vez.
São os encantos da cidade maravilhosa, que mesmo assim não perde a sua majestade.

domingo, 21 de abril de 2013

Imortalizando Personalidades


Uma moda que hoje existe nas cidades, são as homenagens que estão sendo feitas às personalidades, nos seus locais preferidos, e como forma de imortalizá-los são construídas estátuas que os retratam em seus momentos de lazer e puro deleite.
Aqui no Recife temos várias estátuas espalhadas por alguns bairros da cidade e podemos citar algumas personalidades, como: Clarice Lispector, Luiz Gonzaga, Capiba, Chico Science, dentre outros...
No Rio de Janeiro, a mais famosa de todas é a que homenageia Carlos Drummond de Andrade e não há uma pessoa que passe na frente que não deseje tirar uma foto no monumento, que já foi danificado várias vezes, quando algumas pessoas mal educadas roubaram os óculos de bronze que ficam no rosto do escritor.
Andando mais um pouco, encontramos a estátua de Dorival Caymmi também na Praia de Copacabana, a qual é querida pelos que passam no calçadão e procuram de todas as maneiras registrar uma foto com a personalidade que cantou o Rio de Janeiro em seus versos e músicas inesquecíveis.
Difícil é conseguir um bom ângulo para fotografar, pois sempre tem alguém no local e muitas vezes fica complicado não ter muitos coadjuvantes que formam filas para registrar o seu momento ao lado dos ídolos. As caras e bocas são um detalhe à parte...
Pessoas importantes merecem ser homenageadas e imortalizadas, ainda mais nos locais que fizeram parte das suas vidas e de certa forma contribuíram para a construção da sua identidade como pessoas influentes, seja em que aspecto for.
Realmente é complicado falar de determinadas cidades sem lembrar as suas personalidades, pois as contribuições que deram em vida para os locais foi de tamanha importância que a homenagem em forma de bronze ou concreto é um presente que demonstra o carinho das pessoas por tais personalidades que jamais serão esquecidas por todos nós. 

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...