sábado, 26 de janeiro de 2013

Demarcando o Local

Percebi na trilha de hoje que muitos locais por onde passei estavam demarcados, seja de forma singela, significativa ou intolerante, pois na maioria das vezes o que encontrei foram restos de lixo de pessoas que passaram pelos locais belos que visitei e que ficam no litoral paraibano. É gritante a falta de educação das pessoas e percebemos que não se trata de lixo trazido do mar, pois em alguns pontos o danadinho estava lindamente arrumado e escondido entre arbustos, pedras e outras possibilidades que a natureza oferecia.
Ainda coletei alguns itens pequenos e quando pedi para jogar no lixo de uma barraquinha da praia a mulher olhou para a minha cara com ar de espanto como quem queria dizer: "Esse puto pega os restos dele por aí e vem jogar no meu lixo?". Ela é quem deveria ter essa consciência primeiramente e zelar pelo local de onde tira o sustendo diário, pois, em muitos casos, o que notamos é a falta de cuidado também dos vendedores de praia que sujam da mesma forma que as pessoas mal educadas fazem.
Vamos deixar nas praias somente o que é bom, uma lembrança como a que vi nesta árvore e que deve ter representado muito para o casal que visitou o local. Não vale ficar pegando o que a praia oferece e com isso destruindo o patrimônio natural que Deus nos deu para que fôssemos responsáveis por toda a vida.
Vamos levar fotos, lembranças...
O homem, infelizmente é o mais inteligente e o imbecil dos animais e termina caindo na própria armadilha que criou para facilitar a sua vida cotidiana, como é o caso das diversas embalagens de plástico que ajudam muito, mas precisam de um descarte correto no meio ambiente para que seja possível a sua reciclagem, evitando a poluição. Ainda não foram criados meios totalmente eficazes de reciclar porque a principal chave ainda não foi acionada, que é a consciência das pessoas. Sem esse fator, se torna impossível que melhores resultados sejam obtidos, evitando visões tão grosseiras de poluição como as que geralmente encontramos pelo mundo. A pessoa que joga lixo no chão ou em ambientes naturais deveria ter vergonha de si e das suas atitudes e se todos o tratassem como um fumante, por exemplo, que ao acender um cigarro num local fechado é altamente repreendido, a situação seria bem melhor e criaria um pouco mais de evolução, nem que fosse aliada a um pouco de repressão.
Antes o fumante acendia o cigarro em qualquer lugar e isso era normal, fui dessa época e levei muita fumaça na cara, até as pessoas perceberam que isso era ruim e passarem a tratar as pessoas que fumavam com mais rigor. Vejam como é hoje. Apenas alguns desatentos ainda se arriscam a acender um cigarro em local público e quando fazem isso sempre procuram um local que não incomode. Sem contar as diversas placas que bloqueiam tal atitude e faz com que eles sejam barrados logo de cara.
Vamos olhar feio para quem suja as nossas cidades e mostrar para eles que o ato errado compromete a todos, pois se na cidade as enchentes são motivadas muitas vezes pelo lixo acumulado nos esgotos, nas praias a enchente da maré termina trazendo para as praias objetos indesejados e que não combinam nada com a paisagem tão bonita que sempre encontramos, já que o Brasil tem muitas riquezas naturais e todas elas precisam ser preservadas.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Programação Carnaval Recife


Para quem estava esperando, segue link com a programação do Carnaval Multicultural do Recife. Uma festa para todos os gostos, tradições e disposições...
A folia é intensa e Recife recebe de braços abertos os seus visitantes, sempre ávidos por uma festa descontraída e muito democrática. Neste ano, os homenageados são Naná Vasconcelos e Alcir Lacerda, representantes da nossa história e queridos de todo o Brasil.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Persistir

Estava procurando esta foto desde domingo, mas a encontrei somente hoje...
Quando fiz uma trilha na Várzea do Una em 2007, um jangadeiro nos levou até a praia quase deserta do local. 
Fotografei os pés dele, pois achei interessante a força que ele depositava ao navegar por aquelas águas usando um grande pedaço de madeira como apoio. Os pés se movimentavam firmes e davam sustentação à pequena embarcação que não tinha segurança alguma e levava poucas pessoas por vez.
Domingo passado, por coincidência, o mesmo jangadeiro nos levou, só que de uma forma melhorada, num barco com motor, coletes salva-vidas e capaz de transportar mais pessoas.
Pensei...
Dentro do que ele trabalha, evoluiu, mas continua realizando a mesma atividade e feliz. Incansável e cheio de orgulho por morar num lugar tão calmo e belo.
Nem sempre pensamos assim e terminamos achando que as mudanças, para nos fazerem felizes, precisam ser radicais. Podemos navegar de formas diferentes, mas preservando as nossas origens e organizando a vida para que mais conforto possamos ter naquilo que realizamos com destreza e perícia de sobra.
Esta foto foi usada na minha monografia quando falei do tema "persistência" e vejo, agora, após 6 anos, como realmente a minha observação foi válida...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Casca da Banana

Nem sempre a vida tem caminhos certinhos e que nos fazem andar dignamente e sem chances de tropeçar. Algumas vezes levamos um escorregão daqueles e isso se torna necessário para que possamos avaliar os meios que nos fizeram cair e também se realizamos o nosso serviço direitinho, não jogando as cascas de banana na nossa frente para que se tornassem armadilhas para nós mesmos.
A falta de compromisso com a nossa vida termina sendo um fator de grande relevância para que as mais diversas cascas escorregadias possam nos perseguir, fazendo com que os nossos tombos sejam pequenos, médios, irreversíveis ou até mortais. Nada pior do que ficar pisando em terreno perigoso quando sabemos onde as bombas estão e cabe a nós desarmá-las uma por uma, de uma maneira inteligente e sem atropelos.
Isso pode acontecer no trabalho, na vida pessoal e não pensem que somente nós iremos colocar as cascas para o nosso fim, pois existem pessoas comprometidas com a nossa desgraça e que fazem de tudo para nos ver cair e levar uma queda daquelas, onde os dentes quebrados comprometem o sorriso e a efetivação de alguma atividade importante para o nosso sucesso.
Quanto mais desatentos formos, mais chances de escorregar teremos e isso é mais óbvio do que imaginamos, pois terminaremos um dia pisando naquilo que chamamos de "merda molinha", que além de nos fazer cair, nos faz ficar sujos e sem muitas possibilidades de organizar tudo imediatamente.
Se guardamos bem todas as cascas escorregadias que acumulamos na vida, ficaremos com mais chances de evitar a decepção e, principalmente, o deslize. A melhor maneira é deixar que a situação desconhecida por nós seja melhor avaliada e com isso seque, possibilitando que se torne inofensiva na queda e com isso nos ajudando a entender melhor os mais diferentes casos que vamos recebendo durante os nossos dias já tão conturbados e cheios de armadilhas.
Sorrisos falsos são piores que facadas verdadeiras e não há casca de banana pior do que esta, já que ela lhe engana e faz com que você sempre tome a decisão errada, jurando que está agindo corretamente e sem erros. É assim que aparecem a maioria das nossas casquinhas amarelinhas de banana, pois é na maturidade que elas aprendem a nos derrubar e a fazer com que cada centímetro do chão que comemos seja um amargo sabor da nossa desgraça.
Se aparecerem cascas de banana na sua vida, faça como eu e utilize esta infeliz para fazer um doce. Lave bem direitinho, corte em pedaços bem pequenos e adoce com gosto de gás, afastando para bem longe a amargura que guardam dentro de si. Olhe sempre ao redor de, pois as infelizes lhe cercam por todos os lados e uma percepção descuidada fará com que uma queda seja inevitável.
Boa sorte!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Barulho do Tempo


Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não resiste
Solte os seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair
Cada nuvem que passar
Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade

Composição: Marisa Monte

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

No Flash!!!

Alguns lugares turísticos possuem restrição quanto ao uso de máquinas fotográficas, especialmente se for acionado o flash, pois a luz forte danifica a pintura de alguns materiais e faz com que a cor seja perdida. Em shows a restrição é a mesma, pois o flash tira a concentração dos artistas e faz com que eles fiquem cegos por alguns momentos e isso pode ser ruim para a interpretação, sobretudo se o tema for dramático.
Mesmo assim as luzes brilham...
Quando há um engano tudo bem, mas existem pessoas desatentas demais que nem sequer sabem ajustar a máquina para que ela funcione sem o flash. Outro dia estava numa igreja em Salvador e uma turista portuguesa veio me pedir para ajustar a máquina dela para que não saísse o flash e terminei aproveitando o momento e usando um pouco a máquina, que era potente e cheia de recursos. Ela foi educada e não tinha tirado nenhuma foto até então e se sentiu à vontade comigo pois viu que eu registrava tudo que via e sem o flash. 
Em alguns momentos, o flash ajuda muito, mas na maioria das vezes a fotografia só tem vida perfeita se for registrada sem ele, mas para isso precisamos de uma boa iluminação, seja natural ou artificial. Se não for assim é apelar para ele mesmo e torcer para que o fundo da imagem não fique muito escuro, pois é isso que geralmente acontece quando a foto é registrada num ambiente pouco iluminado.
Percebi outras pessoas fotografando a mesma igreja e muitos usavam flash e a foto sempre ficava uma droga e mesmo assim ficavam insistindo em captar uma melhor, não percebendo que o problema era o uso do flash, já que o local recebia iluminação natural e dava boas condições de fotografar bem.
As restrições que temos diariamente nem sempre precisam ser cumpridas a risca, isto porque algumas delas nem ajudam nem destroem, apenas alertam para um cuidado adicional que devemos ter em dado momento. Outras restrições são importantes e necessitam de cumprimento, pois podem colocar em risco a vida de pessoas ou simplesmente a deterioração de espaços que precisam de cuidados constantes e cabe a nós, visitantes, fazer isso.
Não sou muito adepto de regras ilimitadas e que barram a criatividade das pessoas. Acredito que muitas coisas poderiam ser somente alertadas, evitando os transtornos e constrangimentos causados em alguns momentos da nossa vida. Se o flash é proibido em alguns lugares importantes, que seja. Acho válido e necessária a nossa observação para este ponto. 
O que precisa realmente mudar é o flash que ilumina a educação das pessoas, pois determinadas situações já deveriam ser tão óbvias que alertar seria chamar o outro de idiota. Flash rápido e rasteiro na cabeça das pessoas desatentas e sem noção nenhuma de preservação e cuidado ao patrimônio público!
Desliguem o relâmpago da máquina da ignorância e sejam felizes para sempre, com luz natural e cores nítidas.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Beleza Indomada

A Praia da Várzea do Una, em Pernambuco, preserva todas as características originais e por não ter acesso fácil, termina sendo uma boa opção para um passeio contemplativo das belezas do nosso litoral. Foi na região que foram feitas cenas da novela "A Indomada", numa praia vizinha, a Praia do Porto. 
Para chegar lá é necessário ir até o vilarejo da Várzea do Una, que fica perto de São José da Coroa Grande. Pode-se ir de carro ou à pé e isso depende do espírito de aventura de cada um. Eu fui à pé da cidade de Barreiros até a Várzea do Una e posso dizer que o passeio nos proporciona ótimos momentos de contemplação da natureza e nos presenteia no final com uma praia deserta e tranquila.
Atravessar o Rio Una de barco e verificar os manguezais e pequenos caranguejos que ficam nas margens do rio é bem interessante, pois percebemos como o ecossistema é bem organizado e faz com que a natureza se renove a cada momento. Vi nas margens do rio, pela primeira vez, alguns carcarás, aves famosas no sertão, carnívoras e de grande beleza.
Contemplar a natureza tem dessas coisas, pois podemos verificar tudo de belo que temos ao nosso dispor e como é rica a nossa diversidade natural, onde podemos encontrar vários exemplos de animais, vegetações e perceber como ainda temos paraísos para serem aproveitados. Espero que o turismo no local continue do jeito que está, simples e sem muitas agonias, pois somente assim a área ficará com o aspecto que hoje tem e que mostra muita preservação e natureza quase intactas.
Basta andar um pouco que encontraremos a movimentada Praia de São José da Coroa Grande, local de grande concentração turística e ainda mais nos períodos de férias e verão. O que encontramos no vilarejo da Várzea do Una é um pequeno museu que conta a história do local, seus personagens mais pitorescos e vestígios dos animais e natureza. 
Os restaurantes são simples, porém com comida gostosa e a maioria a base de peixes e crustáceos. Almocei no restaurante "A Indomada", que faz alusão à novela famosa e tem cardápio variado, mas com muita simplicidade. Nunca tinha comido aratu, que é um crustáceo e esta foi mais uma descoberta no dia de hoje que contou com uma caminhada leve, mas sufocante devido ao sol forte que hoje nos guiou e fez com que o passeio fosse bonito e cheio de belas paisagens para o desfrute do grupo de 30 aventureiros que estiveram na trilha de hoje.
Um local para visitação e contemplação. Aproveitar a simplicidade e calmaria de lá é indispensável para quem quer fugir da rotina estressante das grandes cidades. Sem dúvida, uma ótima opção de turismo para conhecer um pouco mais do Estado de Pernambuco, que é tão belo e nos proporciona tantas alegrias.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...