segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal Encantado

Garanhuns se vestiu mais uma vez para o Natal e ficou muito bonita. Há alguns anos que a cidade não tinha um investimento do tipo e terminava passando o período natalino sem muita empolgação e brilho. Neste ano, as principais praças e avenidas contaram com uma ornamentação organizada, na medida certa e que utilizou muitos materiais recicláveis na sua composição.
Isso reflete muito bem nas pessoas, pois percebemos as ruas movimentadas e todo mundo querendo registrar a beleza das luzes que enfeitam a cidade. Nada disso acontece por acaso e a prefeitura contou com o apoio de várias empresas e entidades para que tudo se tornasse real e fizesse a diferença neste final de ano. 
Senti falta somente de atrações na rua, como corais, teatro e dança. Há algumas programações no SESC, mas se fossem feitas em locais abertos, certamente chamariam mais a atenção do público. Um pastoril seria ideal, pois reflete muito os festejos da época e lembro que na minha infância sempre existia estas apresentações  no centro da cidade.
Hoje os festejos de Natal de Garanhuns mudaram muito, pois na minha época era tradição as pessoas irem para as ruas comemorar o Natal e Ano Novo, fazendo com que estas ficassem lotadas de gente e de atrações diversas, fossem elas musicais ou dos vários parques de diversão que encantavam a todos. 
Temos um tímido parque de diversões na Praça Guadalajara, mas nada comparado ao contexto de antes, já que naquela época as diversões eram para todos os gostos e bolsos e comemorar a data nas várias barracas montadas na Avenida Santo Antônio era algo muito esperado por todos.
As cidades evoluem e vão perdendo um pouco das tradições mais antigas e Garanhuns perdeu muitas delas, pois se tornou uma cidade maior e mais movimentada e realizar determinadas ações festivas pode até complicar o trânsito ou o movimento das lojas da cidade.
Seja como for, a cidade está linda e bem vestida para o natal e cada canto respira a magia desta festa que celebra o nascimento de Cristo e faz com que todos nós fiquemos cheios de boas lembranças e com o coração repleto de alegrias, principalmente quando este momento pode ser vivido ao lado da nossa família, que representa o sentido maior de toda esta comemoração que hoje existe.
As pessoas terminam esquecendo um pouco o que é o Natal e ele muitas vezes passa como se fosse apenas uma festa comercial e divertida, mas não é. Antes de ser um feriado ele é a celebração da luz, da vida de Jesus Cristo e disso não podemos esquecer jamais.
Feliz Natal para todos e que a luz da esperança e do amor nunca deixem de brilhar nas nossas vidas!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Seu Jorge e o Churrasco

O DVD do Seu Jorge, Músicas para Churrasco, é diversão pura, pois mostra o artista numa fase boa e rodeado de amigos que fizeram do show um grande momento para celebrar a negritude e a boa música.
Ganhei este presente no amigo secreto e vou deixar aqui no blog uma música que não foi cantada e sim declamada pelo Seu Jorge ao final do show. Foi o Samba enredo da Vila Isabel, quando o Brasil comemorou o centenário da Abolição da Escravatura. 

Kizomba, Festa da Raça

Valeu, Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras céus e mares
Influenciando a Abolição
Zumbi, valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e Maracatu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Ô ô nega mina 
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular
Sarcedote ergue a taça
Convocando toda a massa
Nesse evento que com graça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Que magia 
Reza ajeum e Orixá
Tem a força da Cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais
Vem a lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Valeu
Valeu Zumbi

sábado, 22 de dezembro de 2012

Atendimento Zero, Preço Inflacionado

As churrascarias do Recife, nesta época do ano, inflacionam os seus preços e fazem com que um simples programinha com amigos se torne um gasto excessivo e com um atendimento precário, pois a quantidade de pessoas que invadem estes locais nos festejos de final de ano é bem maior do que a capacidade dos estabelecimentos de proporcionar um bom atendimento aos clientes que se arriscam nesta maratona de alimentos mal preparados e com sabor duvidoso.
Visitei uma churrascaria ontem com amigos do trabalho e o preço do rodízio, que era R$ 24,90 estava por R$ 39,90 por pessoa, sendo que o atendimento que é sempre muito bom e cordial, ontem estava péssimo e demorado. Era gente demais invadindo tudo e comendo como se fossem bichos e não pessoas normais. Acredito que muitas pessoas estavam ali com a conta paga pela empresa, pois era notória a voracidade deles em comer, comer e comer, como se aquele fosse um momento único ou com poucas chances de se repetir. Comiam de tudo e numa mistura que fazia medo só de observar. Era camarão misturado com picanha, porco com sushi, lasanha com feijoada, ostras com queijos e outras infinitas combinações que devem ter afetado o aparelho digestivo de muita gente. Não vou nem citar a combinação de refrigerantes, destilados e cervejas porque aí seria uma afronta total a qualquer criatura que tenha vontade de sobreviver após tantos excessos.
Comi pouco, pois me decepcionei com um hambúrguer de picanha, delicioso, mas extremamente salgado que tirou o meu paladar e me fez ficar com um desconforto digestivo tremendo. Valeu as companhias, o presente do amigo secreto, a descontração, mas o atendimento e a comida estavam impraticáveis e até para se servir no buffet era uma grande luta, devido a quantidade de pessoas que estavam disputando os últimos pedaços de salmão ou de camarão que estavam servidos. Vi uma senhora com tanto camarão no prato que duvidei muito que ela fosse ter fome de comer outro alimento após aquele deleite tão grande e infinito.
Gosto de ambientes mais calmos e acho que a alimentação deve ser feita em locais realmente sadios, seja para o nosso apetite ou para a nossa mente, já que o barulho em excesso só nos faz ficar inquietos e desconfortáveis. Saí do restaurante, famoso e muito bem conceituado, com uma terrível impressão de ter sido roubado, pois comi quase nada e paguei uma fortuna para ter além disso tudo um atendimento terrível. Não paguei os 10% de gorjeta cobrados pelo estabelecimento, já que é opcional e visa custear o atendimento feito pelos garçons que mal passaram pela minha mesa e ainda levaram meus talheres e não trouxeram mais. Como não queria comer com as mãos, achei melhor sair dali e ir para a minha casa. 
Essa é a realidade dos estabelecimentos comerciais no final de ano, pois o lucro é o que vale, mas isso não tem nada a ver com cortesia e bom atendimento. Isso fica para os dias normais, quando eles precisam cativar o cliente para poder encher os locais e manter uma margem de lucro mais satisfatória. Em dias como o de ontem, tratando bem ou não, a casa fica lotada e isso não sensibiliza nenhum proprietário, já que o seu caixa já está cheio e muita gente nem liga para o serviço prestado, dando mais valor ao "oba oba" das confraternizações e as fotos com os pratos que são servidos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

E o Mundo Não se Acabou...


Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar
Por causa disso
Minha gente lá de casa
Começou a rezar...
E até disseram que o sol
Ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite
Lá no morro
Não se fez batucada...
Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando
De aproveitar...
Beijei a boca
De quem não devia
Peguei na mão
De quem não conhecia
Dancei um samba
Em traje de maiô
E o tal do mundo
Não se acabou...
Chamei um gajo
Com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele
Mais de quinhentão...
Agora eu soube
Que o gajo anda
Dizendo coisa
Que não se passou
E, vai ter barulho
E vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou...
Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Demasia

Tudo que passa dos limites termina ficando sem efeito ou até causando um certo descontrole em coisas que ficariam muito bonitas se fossem bem dosadas e organizadas. O dom que o ser humano possui para ultrapassar os seus limites sobre o que é normal ou anormal é bem interessante, pois deixa claro que nem todas as pessoas possuem ajustamento necessário para terem uma vida básica e serem, dessa forma, pessoas com características normais e ditas como sadias.
Básico é um pacotinho de cuscuz... As pessoas não...
Mas afinal quem é sadio e ajustado?
Acredito que ninguém. Eu mesmo tenho inúmeras manias, gostos duvidosos, sensações, sentimentos e percepções que nem fazem parte do imaginário de muitas pessoas. Observo detalhes que não passam pela cabeça de alguns, dirá pelos olhos. Estas manias demasiadas que temos nos levam a nos vestir de forma diferente, comer itens vistos como indigestos, viajar para lugares inaceitáveis para alguns ou até moldar o nosso corpo com um padrão de beleza que somente nós enxergamos.
Nada é estranho neste mundo, mas a nossa falta de tolerância sim. É justamente a negação por determinadas coisas que nos faz determinar se o limite foi ultrapassado ou se, simplesmente, passou dos "nossos limites". O que pode ser totalmente fora do padrão para nós, pode estar bem adaptado aos gostos das outras pessoas e fazer com que elas se sintam bem e bonitas.
A demasia para mim é quando algo começa a incomodar os outros. Se está sem este detalhe não vejo problema em nada, pois encaro a palavra mais como um incômodo do que como uma simples forma de observar os detalhes da vida e que fazem parte de muitas pessoas e lugares. Não me importa se a casa da minha vizinha é colorida ou se uma mulher tatuou o corpo todinho, desde que isso não me incomode, não encaro como demasiado.
Demasiado é incomodar os outros, é ser inconveniente, mal educado e, principalmente, curioso e fofoqueiro. O excesso está na mente e ainda mais na língua das pessoas que esquecem das suas próprias vidas e terminam dando mais valor a dos outros.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Explosão do Consumo

Ontem fui ao shopping só para pegar uma encomenda que tinha feito numa loja e fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que circulavam e compravam no local. A explosão consumista é algo que se torna bem comum nos dias de hoje quando a facilidade de crédito e o aumento de renda da população impulsiona a aquisição de itens que antes eram mais difíceis de serem obtidos.
No período natalino, esta característica se torna ainda mais marcante e as lojas terminam ficando cheias de pessoas que buscam uma lembrancinha para o amigo secreto, familiares ou pessoas queridas. Comprar é muito bom, mas o ruim é perceber depois a fatura do cartão recheada de números e com um saldo além do que existe na nossa conta bancária. Quando isso ocorre, é bom avaliar os gastos e identificar o que realmente importa e precisa ser comprado, pois se assim não for, as novas ondas de consumo ficarão comprometidas. O bom é saber gastar e usar o dinheiro adequadamente para que possamos sempre ter disponibilidade e renda para obter o que queremos, mesmo em épocas normais e que não tenham tanto significado como no Natal.
Nesta fase do ano, os produtos ficam mais caros e as lojas buscam na exploração uma forma de ganhar mais dinheiro por um produto que em outros momentos valeriam bem menos. A partir do Natal, os preços começam a cair e na semana que antecede o ano novo, as liquidações fazem parte de todas as lojas que querem colocar para fora o que não conseguiram vender até o momento.
Estacionar o carro num shopping, enfrentar gigantescas filas, ser pisado, ter péssimo atendimento e ficar irritado são características comuns quando o aumento do consumo acontece, pois tudo em demasia termina virando algo desordenado, ruim e cheio de altos e baixos, onde a paciência se torna o combustível mais importante, ficando bem mais classificada que o dinheiro.
Dinheiro podemos até ter, mas se não tivermos disposição para enfrentar a maratona de pessoas, tráfego e sons que nos acometem, ficaremos cada vez mais sem disposição de competir com o mercado crescente de agonias que a vida moderna nos oferece.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

MotoCrazy

Os motoqueiros estão cada dia mais loucos e conviver com eles no trânsito se torna uma tarefa complicada, pois os atos inseguros que praticam fazem com que muitos acidentes possam ocorrer, gerando uma série de complicações que nem sempre são saudáveis para a nossa paciência.
Um costume terrível que eles possuem é a tal "buzinada de alerta", que nada mais é do que uma forma de dizer: "Estou cometendo uma infração, saia da frente porque senão eu bato em você". Outra forma de identificar estes insanos no trânsito é quando eles simplesmente tomam conta dos espaços entre os carros e terminam causando arranhões e até comprometendo o retrovisor de muitos carros. Nos sinais de trânsito eles são as piores ofensas e terminam dificultando a saída dos veículos e a circulação de pessoas na faixa de pedestre.
Vou citar também aqueles que ultrapassam sem segurança, que não usam capacete, que fazem "tesoura" e "zig zag" como se fossem mestres da alta costura internacional e desfilassem na passarela das estradas e ruas da cidade a sua coleção de modelos de infrações, que não são usáveis na vida real e terminam servindo como conceito do que não presta e não deve ser lembrado.
Não vou generalizar que todos são imprudentes, mas 99% sim.
Apenas 1% ou menos consegue ser consciente, humano, cuidadoso e seguidor das regras de trânsito. A grande maioria comete infrações por gosto, por prazer, por pressa e por achar que as regras não são adaptáveis aos motoqueiros e sim aos condutores de automóveis.
Enganam-se.
As regras de trânsito são para todos e ainda mais para esta classe que é tão vulnerável e precisa de mais atenção para evitar acidentes maiores e que causam tantas mortes diariamente. Dificilmente um condutor de moto fica bem após um acidente e o fato mais comum é a morte ou perda de membros quando o acidente é mais grave e compromete muitas pessoas.
Um condutor de automóveis tem o cinto de segurança e a lataria do carro para proteger, quando o acidente é leve, mas o motoqueiro não. A sensação de liberdade é tamanha que perdem a noção do que é bom e saudável e terminam voando, literalmente, quando acontece um acidente e ainda mais se a velocidade estiver além da conta.
Juízo aos motoqueiros, pois a minha paciência com eles está esgotada!

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...