quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Paciência Zero, Civilidade Inexistente...

Lendo um relato na internet, lembrei das muitas situações que já passei na vida, quando pessoas sem muita educação terminam nos causando problemas ou até nos constrangendo sem motivo algum, simplesmente pela falta de direção e por não conhecerem o significado da palavra "Civilidade".
Encontrei no Facebook o relato da fotógrafa Maíra Erlich que ao realizar um trabalho na cidade de Caruaru foi agredida pelos responsáveis do buffet Maria José Recepções, quando por motivos banais houve um desentendimento na porta da cozinha, causando um mal estar muito grande para os proprietários do buffet, para os noivos e, principalmente, para a fotógrafa.
Tudo poderia ter sido resolvido com um "Por favor..."
Quando li o relato não acreditei que algo pudesse ter acontecido por tão pouco e que as pessoas ainda percam tempo com tantas besteiras, criando situações do tipo por pura falta de organização mental na hora de realizar procedimentos ou de lidar com gente. Aliás, gente é o foco principal para quem trabalha com recepções e eventos, pois devem  estar preparados para situações das mais diversas, onde cada um tem uma opinião e podem, em algum momento, tomar uma atitude incorreta para os padrões da casa e com isso gerar um mal entendido, que não precisa de briga para ser resolvido.
Imagine se todos os problemas ocorridos fossem resolvidos com brigas e discussões?
A fotógrafa, acima de tudo, era uma profissional que estava realizando o seu trabalho e por isso necessitava de todo respeito dos responsáveis do buffet, que não tiveram nenhuma maestria na hora de solucionar o problema e simplesmente "pedir" para que ela não permanecesse num local que era destinado somente para os empregados do buffet.
A forma como as pessoas tem perdido a razão é cada vez mais comum nos dias atuais e terminamos achando que muitas ações tomadas são normais, seja pela constância que existem e fazem parte da nossa vida. Muitas situações que presenciamos terminam sendo incrédulas aos nossos olhos e pensamos sempre na seguinte frase: "Por que isso tudo?"
Ao invés de tantas desavenças, as pessoas deveriam pensar nas atitudes que tomam e que de certa forma comprometem a integridade de muitos e imagem de muitas empresas. O relato que li me fez pensar sobre o ser humano, sobre a convivência e também sobre as relações profissionais existentes no mercado, pois contratamos serviços e nem sabemos se as pessoas estarão aptas para nos prestar um bom serviço. O fato ocorrido deixa em situação ruim o buffet, a fotógrafa e os noivos que tiveram um problema deste tipo justamente numa noite importante e desejada.
As pessoas devem perceber que antes de criar situações de conflito, devem pensar nas consequências que aquilo pode causar, pois direitos todos nós temos e podemos cobrar a justiça a qualquer hora. Uma festa, quando organizada, reflete o sentido de harmonia, preparo, detalhismo e, principalmente, de educação, pois os cerimoniais e pessoas envolvidas buscam proporcionar aos convidados o mais alto padrão de conforto e satisfação, num momento que marca não só a felicidade dos noivos, aniversariantes e afins, mas de todos os convidados que de alguma forma conhecem o histórico das pessoas e estão ali, unidos, para celebrar o momento.
Que ruim quando algo assim acontece, ainda mais com uma fotógrafa conhecida, talentosa e que certamente realizou um trabalho competente, como os demais que já registrou. Infelizmente a marca desta festa foi o constrangimento e isso nenhuma imagem pode explicar, pois a fotografia fica viva na mente e dificilmente será esquecida por quem passou por momento tão ruim.
O buffet é bem estruturado, mas precisa de outras melhorias e estas residem nas atitudes dos seus proprietários que ainda não aprenderam a lidar com a essência maior das recepções, que são as pessoas e as relações existentes entre elas. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Tudo Muda, até a Melancia!!

Na vida que levamos, dificilmente permanecemos com a mesma opinião por toda a vida, seja devido às adaptações que temos que fazer para poder conviver bem em sociedade ou para aprimorar os nossos gostos e preferências, pois muitas vezes terminamos nos bloqueando para determinadas situações por medo ou por algum momento ocorrido e que nos fez criar um certo abismo entre o que é real e o que é fruto da nossa imaginação.
Fazemos isso com as pessoas, com os alimentos, com as ações, lugares e até com nós mesmos. Quantas pessoas ficaram afastadas do nosso meio por conclusões precipitadas que tomamos? Quantos alimentos gostosos deixamos de provar por causa de uma aparência que não nos agradou? Quantas ações deixaram de ser tomadas por medo? Quantos lugares deixamos de conhecer por nos acharmos incapazes de tal fato? Quantas vezes deixamos de conhecer a nós mesmos por achar que já tínhamos informações demais?
Alguns traumas do tipo são gerados por situações passadas ou até pelos nossos pais que terminavam nos bloqueando para algumas atividades ou não permitindo que provássemos de alguns alimentos ou brincadeiras, construindo, dessa forma, dentro de nós um medo sem sentido e que só nos prejudica na vida atual.
Eu tinha muitos receios na minha vida e fui aos poucos quebrando todos eles para poder aprender a conviver bem com o mundo e o mais besta de todos eles era o medo que eu tinha de comer melancia, pois num dia qualquer eu provei e isso me deu uma tremenda dor de cabeça. Verdade ou não, todas as vezes que eu provava da fruta a minha cabeça doía, até o dia que fui a um médico de alergias, por outra necessidade, e resolvi verificar se havia algum motivo para isso.
O médico me disse que eu podia comer até pedra e que não tinha alergia alguma à melancia. Mesmo assim fiquei muito tempo sem provar da fruta, até o dia em que precisei me hidratar numa trilha e só tinha a danada para comer. Não preciso nem dizer que me derreti com aquela fruta geladinha e saborosa e nem senti dor de cabeça, pois o desejo de saciar a sede foi maior. A partir deste dia comi a fruta normalmente e não tive mais reação alguma.
Assim também é na vida cotidiana que levamos, pois precisamos de algum empurrão para vencer os nossos medos, que serão bem mais feios e menos saborosos que uma melancia. O que nos aflige são as pessoas, as situações e isso termina nos bloqueando para a vida que tanto pode nos ensinar. Verificando sempre o que é bom e não irá nos causar mal algum, podemos, sim, provar do doce gostinho da vida e sempre obter os melhores resultados, possibilitando que a água da vida seja plena na nossa mente e corpo, gerando uma série de benefícios que antes estavam inacessíveis pela nossa falta de coragem de visualizar algo novo ou simplesmente de experimentar.
Degustar a vida e todos os seus sabores é a melhor forma de mantermos a nossa mente viva e criativa. Se podemos saborear uma melancia, por que iremos passar a vida toda chupando limão e fazendo careta?
É melhor o doce que o azedo, não acham?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Gonzagão e Gonzaguinha

O filme "Gonzaga, de Pai para Filho", mostra a relação conturbada de dois mestres da música nacional e como foi difícil chegarem a um denominador comum quando as relações afetivas e dúvidas falavam mais alto. A música foi esta união e fez com que todo o filme tivesse sentido e mostrasse uma história bem contada, cheia de links musicais com os acontecimentos de época.
Ao contrário do que muitos podem imaginar, o filme não traz a carreira de Luiz Gonzaga como fonte principal de inspiração, pois se assim fosse teria mostrado personagens importantes na sua carreira, a exemplo de Dominguinhos e Elba Ramalho. O diretor Breno Silveira deu importância a relação de pai e filho e fez do filme um drama com pitadas de música. É interessante conhecermos alguém tão famoso de outra forma, pois assim percebemos que os defeitos e problemas pessoais não são característicos somente dos anônimos e acomete muitos famosos que conhecemos. Luiz Gonzaga foi um deles.
A dúvida sobre a paternidade criou um certo distanciamento entre pai e filho, mas a vocação para a música foi mais forte que o anel de doutor que tanto era falado nos diálogos que os atores traçavam e serviam de desculpa da vida real para que eles se distanciassem tanto, já que Gonzagão proporcionava um futuro melhor para o filho, enquanto este precisava de algo bem mais simples, que era o amor.
O amor, mesmo distante nos momentos iniciais da relação que foi se formando a partir de uma conversa franca entre pai e filho, foi o início de uma cumplicidade musical que foi traduzida numa turnê vitoriosa e que elevou a carreira de ambos. 
Os atores que deram vida aos personagens são convincentes demais e em alguns momentos pensamos que são os próprios interpretando eles mesmos. As semelhanças são muito grandes e impressiona qualquer pessoa que assistir ao filme. As mais de duas horas de filme passam serenas e fazem a plateia chorar em vários momentos, pois foi o que vi na sessão que assisti, já que muitas pessoas terminavam se comovendo e relembrando os momentos dos dois grandes ícones da nossa música e que até hoje inspiram muitas pessoas e artistas.
A vida deles acabou praticamente em conjunto, pois quando um se foi o outro tratou de partir também e a diferença foi menor que 2 anos. Em pouco tempo perdemos duas pessoas que tiveram muito tempo para se reconciliar e pouco tempo para permanecerem juntos, mostrando o seu talento. 
O que percebemos é que o Gonzagão foi bem na carreira, mas por talento do que por organização. Ele era uma pessoa que não tinha muita habilidade com números e letras e fazia do improviso a melhor forma de traçar a sua carreira que teve altos e baixos, mas conseguiu ser reconhecida por todos nós e chegar ao grande público de uma forma grandiosa e que até hoje faz referência. O filme, assim como outras manifestações ocorridas neste ano, mostram as várias formas de homenagear este grande artista no ano que seria o centenário do seu nascimento. Lembro do anúncio de um dos seus últimos shows, no Teatro Guararapes, quando ele já estava um pouco doente e fraco. Vi pela TV imagens que o mostravam um pouco abatido e cantando sentado, pois o peso da sanfona já era demais para ele, que passou a vida toda com ela, tocando, dançando e animando cada ponto do Brasil.
O registro desta história de dor, amor e música foi benfeito e certamente fará muito sucesso nas telas do Brasil e do mundo. Lindo de se ver e de cantar. 

domingo, 28 de outubro de 2012

O Mundo do RioMar



No dia 30 de Outubro o Recife ganhará mais um centro de compras para compor o cenário comercial da cidade que se apresenta aquecido e sempre trazendo novidades para a capital pernambucana. O Shopping RioMar será o maior da cidade e comportará 476 lojas, distribuídas em 05 pisos, com cinemas, boliche, teatro, praça de alimentação, academia e muitas novidades, dentre elas a implantação do Expresso Cidadão na área de serviços do shopping.
Ganharemos mais uma Livraria Cultura e outra Saraiva Megastore, aprimorando o quesito cultura na cidade e reforçando os espaços já consagrados e visitados por todos. Teremos finalmente uma Etna, destinada ao ramo de decoração e que ainda não tinha se instalado na cidade por motivos inexplicáveis, já que potencial para isso não falta. As lojas já conhecidas pelo grande público também estarão presentes, como: C&A, Lojas Americanas, Leader, Renner, Riachuelo, Jurandir, Marisa e Zara. Algumas lojas inéditas também, como: Perini, Luigi Bertolli, Casas Bahia, Pobre Juan, Kalunga, Outback, Cinemark e uma infinidade de grifes que estarão presentes nos corredores do centro de compras.
O que preocupa, por enquanto, é a falta de estrutura que o local ainda possui, pois enquanto a Via Mangue e acessos viários do Pina não estiverem totalmente concluídos, o trânsito ficará caótico e fará da vida de todos um inferno astral, transformando qualquer passeio pela área num programa de índio daqueles.
Quando tudo estiver prontinho, vai melhorar muito, mas isso é só para final de 2013 ou início de 2014...
Recife tem dessas coisas, pois possui grandes investimentos comerciais e imobiliários, mas notamos que a prefeitura não está fazendo a sua parte quanto a melhoria dos acessos viários, deixando de lado o que se torna um diferencial para que qualquer empreendimento se torne um sucesso ainda maior.
Ao lado do Shopping Recife, por exemplo, estão em fase final de construção 04 empresariais grandiosos, além de um condomínio de luxo, com 05 prédios. Se passarmos pelas ruas que circulam o local, dá vergonha de ver, pois buraco é muito pouco e a escuridão é quase um apagão. Espero que esteja tudo melhorado quando tudo aquilo estiver funcionando, pois os donos dos empresariais não iriam investir tanto para ficar com aquela estrutura tão ruim.
O RioMar foi construído numa área antes isolada e esquecida pela cidade, onde existiam palafitas e uma fábrica abandonada. Hoje se tornou um imponente prédio, num local revitalizado e sem palafitas. Parece que estamos em outro mundo quando passamos por perto e a paisagem que antes era de descaso, agora movimenta milhões em investimentos públicos e particulares. Precisou um shopping se instalar no local para a prefeitura mudar toda aquela situação e criar uma via de acesso mais digna e rápida que levasse as pessoas até a zona sul, especialmente ao bairro de Boa Viagem.
Adorei a Via Mangue e seu projeto, pois a minha casa ficará bem pertinho e gastarei pouco tempo para chegar realizar o trajeto Centro>Boa Viagem. O shopping, apesar de grande, não tirará o carinho que todos nós temos pelo Shopping Recife, pois ele consegue ser completo, espaçoso e bem localizado. No RioMar tudo será mais apertadinho e já imagino a lotação nos dias de maior movimento. Precisávamos realmente de um centro de compras que ficasse no mesmo patamar do Shopping Recife, pois os outros que temos são menores e não conseguem ser completos e diversificados como o nosso velho amigo do Bairro de Boa Viagem. Temos o Tacaruna, Boa Vista, Paço Alfândega e Plaza Casa Forte. Em breve será iniciada construção de outro empreendimento na Zona Norte, o Shopping Apipucos, numa área ainda esquecida e com pouca infraestrutura. Espero que até lá as mudanças ocorram com mais rapidez, pois agora, com a inauguração do RioMar batendo na porta, as obras viárias ainda são muitas e distantes de acabarem.
Infelizmente a iniciativa privada é mais ágil que a pública e termina acontecendo esses probleminhas de última hora. Seria bom que ambas falassem a mesma língua e que a cidade fosse sempre beneficiada de forma adequada e realmente eficiente, não permitindo que nós, cidadãos, sofrêssemos tanto com este trânsito cada vez mais irregular e caótico que a cidade apresenta.
Ontem fui até o local e registrei algumas fotos do Shopping RioMar e percebi que não é só os acessos que estão inacabados, pois o centro de compras está cheio de pontos de ajuste e o trabalho é constante para que tudo fique pronto até a inauguração oficial para o grande público.

sábado, 27 de outubro de 2012

A Prática Jurídica


O maior temor das pessoas que escolheram o curso de Direito não é o tempo de estudo, que é de 05 anos, mas a temível prova da OAB, que não avalia nada e só restringe o direito de todos exercem uma profissão que pode ser aprendida na vivência diária que muitas pessoas já possuem.
Ao invés de serem exigidos testes que parecem mais concursos públicos, seja pela quantidade de pessoas realizando ou também pela concorrência, deveriam ser exigidos a vivência prática nas atividades, tal qual a residência que é exigida no curso de Medicina.
Praticar estudos é de grande importância para que possamos assimilar tudo que a vida nos ensina e só irá ter realmente sucesso, em qualquer carreira profissional, a pessoa que conseguir levar para a vida cotidiana um pouco do que aprendeu nas faculdades que cada vez ensinam menos e nos enganam mais. Realizar um curso superior hoje é, em muitos casos, passar cinco anos pagando uma graduação para ter pouco conhecimento e muitas despesas. Algumas ainda possuem grande compromisso com os estudantes e realmente repassam conteúdo de grande interesse e satisfação. Outras não.
A OAB requer conhecimento aprofundado que muitos estudantes de Direito não terão, nem com anos e anos de dedicação e isso acontece simplesmente porque a legislação brasileira sofre mutações constantes, sendo influenciada pelas jurisprudências, entendimentos e ajustes nas leis existentes e que nem sempre atendem a sociedade com toda a sua integridade e por isso são adaptadas para serem mais fáceis de serem usadas e fazerem a diferença no contexto moderno que temos e que influencia a sociedade de maneira gritante e cheia de justiças e injustiças.
Algumas pessoas já trabalham na área jurídica, possuem grande vivência e mesmo assim são reprovadas no exame da ordem e isso não significa incompetência para exercer a profissão de advogado, mas sim uma inadequação a um momento específico, que foi a realização de uma prova que complica mais do que explica e termina deixando todos sem entender realmente o que o Direito fundamenta.
Praticar é a melhor forma do estudante de Direito. ou de qualquer outro curso, realmente se tornarem eficazes e plenos nas realizações profissionais que estiverem determinados a realizar.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Privado e a Privada

As notícias que nesta semana foram mais constantes trataram de falar das redes sociais e da privacidade que não há neste meio de comunicação que se tornou tão popular entre as pessoas. O que me deixou surpreso não foi esta notícia, mas sim a falta de noção das pessoas quando ficaram copiando e colando mensagens no Facebook alertando para um assunto que não depende dos outros e sim deles mesmos. Para que pedir para os seus amigos bloquearem suas notificações se nós mesmos podemos fazer isso, desde quando ingressamos na rede.
Curte páginas quem quer, quem tem interesse naquele assunto e quer ser notificado pelas empresas ou pessoas que escolheu para ter afinidade através de um click rápido e que pode ser desfeito a qualquer momento. Fotos, textos, mensagens e outros itens que estão disponíveis nas páginas das redes sociais podem ser restritos ou abertos ao grande público e isso só depende de nós e do nosso interesse de mostrar o que queremos para o mundo.
A minha página tem publicações restritas, públicas e para os amigos. Eu escolho.
É claro que o Facebook ou qualquer outra rede social sabe tudo ao nosso respeito, afinal estamos cadastrados nele e temos nossas informações lá registradas e publicadas diariamente. Qual a novidade disso? Se não quero que seja assim, a única forma é cancelar a assinatura. Todos falam, falam, mas estão lá, lindos, loiros e com sorrisos que na vida real não existem e nos fazem pensar se realmente a pessoa da vida real é a mesma da virtual.
Podemos escolher também quem queremos que faça parte da nossa rede de amigos e isso também pode ser desfeito a qualquer momento. É por isso que não entendo tanta falácia sobre um assunto que já é conhecido de todos e garanto que ninguém entra numa rede social sem saber os resultados que ela traz, sejam positivos ou negativos.
Antigamente era diferente, quando o Orkut iniciou suas atividades, pois tudo era aberto, visível demais. Hoje não. O Orkut virou museu e o Facebook virou febre, assim como Instagram e outros meios onde podemos compartilhar experiências profissionais e imagens do nosso cotidiano.
Eu adoro postar fotos, situações que vejo por aí e não acho que isso compromete a minha identidade. Minhas fotos pessoais são restritas para quem eu quero e ficam nas redes sociais para todos curtirem e copiarem sem limites, desde que tenham o acesso determinado por mim. O que vejo muitas vezes são perfis de pessoas sem o mínimo de noção, que pensam que as redes sociais são exclusivas para busca de parceiros sexuais e afetivos e não para compartilhamento de atividades e de interesses. Vejo fotos de pessoas em trajes íntimos, sem roupa alguma, fazendo biquinho, sensualizando, sem contar, claro, com os inúmeros desaforos que muitos insistem em postar publicamente quando uma conversa pessoal seria mais adequada.
Foi perdida não a privacidade, mas sim a falta de limites que as pessoas possuem e terminam culpando as redes sociais por isso. Entra na rede quem quer e para sair é mais rápido que entrar. Não há nem cadastro. As redes sociais foram transformadas em privadas sociais, onde todo tipo de informação é jogada de forma desordenada para ser curtida, compartilhada e copiada. Depende de nós mesmos o tipo de informação que lá será jogada e se esta irá feder ou não.
São escolhas que temos que fazer e não podemos ficar repassando isso para os nossos amigos como se eles fossem os responsáveis pela nossa falta de ordem e prumo.
Privado e Privada são palavras com significados iguais, mas na prática podem ter conotações bem diferentes. Cabe a nós o compromisso de separar isso e fazer diferente nas redes sociais.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Se Vencer é Impossível...

É melhor unir-se ao inimigo...
Não totalmente assim, mas assado...
Falo das inúmeras grafitagens que ninguém entende nas ruas e que terminam contaminando os espaços públicos que encontramos na cidade. O que percebo que está sendo feito pelas cidades, e o Recife é um exemplo disso, é que muitas pinturas estão sendo autorizadas e realizadas por profissionais que usam o grafite e a arte para colorir as pontes, muros e avenidas da cidade. Aqui na cidade até o Monumento ao Mangue, um imenso caranguejo de ferro, foi pintado com grafites para dar um aspecto mais urbano a uma obra que retrata o movimento Mangue Beat tão divulgado por Chico Science.
Eu preferia a versão original. As pinturas atuais ficaram amundiçadas e deixaram o caranguejo com cara de "Mano" e não de "Mangue".
Nas proximidades do Aeroporto e na Ponte Tancredo Neves, na Imbiribeira, as bases dos viadutos foram pintados com obras lindas, em tons vermelhos e com desenhos coloridos, possibilitando às pessoas terem uma visão menos carregada dos locais que pareciam murais de lixo, já que a quantidade de riscos e papéis colados era muito grande e agora deram lugar a obras mais organizadas e que enfeitam a cidade de uma maneira adequada e que enche os nossos olhos.
Incrivelmente e inexplicavelmente quando as pinturas são feitas, os grafiteiros, que não escrevem nada, ficam na sua zona de conforto e respeitam a obra que foi feita. É como se eles vissem na materialização de algo tão bonito a frase seguinte: "Cai fora, pois minha obra é melhor que a tua!"
Se é para pintar, que seja de uma forma agradável e não destruidora. Outro dia passei no viaduto da Estrada da Batalha e lá a situação já é de calamidade, pois há menos de três meses da inauguração da obra, o local já está todo rabiscado e cheio de panfletos colados nos paredões. A prefeitura deveria intervir também e fazer umas pinturas por lá, pois daria um visual mais bonito ao local que já está com um aspecto caído e sem vida. Sujaram até as paredes que são revestidas com cerâmica.
O buraco é mais embaixo e a educação ficou no dedão do pé. Esse sim é o resultado de tudo isso que encontramos, pois para evitar problemas maiores e a deterioração das cidades, os governos municipais terminam encontrando soluções não adequadas, mas bem mais frutíferas do que se fossem simplesmente pintar de cinza as paredes rabiscadas.
As obras do Profeta Gentileza hoje são abertas ao público para visitação e se tornaram cartão postal da cidade do Rio de Janeiro. Aqui temos muitos artistas e cada um faz da sua arte um momento de grande satisfação e possibilita ao público em geral muita contemplação e vislumbre.

A foto da postagem de hoje é do nosso artista Galo de Souza, que tem várias obras espalhadas pelo Recife e todas de rara beleza.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...