quinta-feira, 20 de setembro de 2012

DJ de Verdade

Muitos não percebem, mas a importância de um DJ numa festa é grandiosa e ele pode salvar uma noite que inicialmente poderia ser vista como chata ou sonolenta. Dependendo das músicas que forem tocadas, ele pode alegrar ou destruir de vez a festa, mas algo que merece ser observado é a incrível técnica de mixar sons e fazer com que muitas misturas musicais sejam possíveis através de faixas já conhecidas e que nas mãos de uma pessoa sem experiência não teriam significado algum.
Eu fico encantado quando vejo as mesas de som e os malabarismos que os profissionais da área realizam, pois não é para qualquer um conjugar tantos sons, samples e significados que só quem realmente conhece música e gosta dela é capaz de entender.
Eu fui para uma festa no último final de semana que o DJ era péssimo e as músicas que ele tocava não faziam bem a ninguém e deixaram o público enjoado de tantas coisas ruins sendo executadas. Os poucos que ainda se arriscaram a dançar, estavam nitidamente "animados" pela bebida e por isso curtiam qualquer coisa que tocasse. 
Já em outro momento fui para uma festa que estava extremamente maçante, chata e sonolenta. Até o momento em que DJ começou a tocar...
Quando ele iniciou os trabalhos, a galera foi ao delírio e tudo devido a seleção musical que foi muito bem pensada e voltada para o público que ali estava, já que era misto e com gostos variados. Não adianta tocar Mozart quando as pessoas desejam a Gaby Amarantos. Tudo tem que ter um significado e não basta ser badalado se não for competente.
Muitos DJ's fazem mais pose do que tocam e muitos não tocam nada. Só enganam e nos fazem perder a festa e ficar com um ar de descaso terrível, pois sentimos que o nosso tempo foi perdido com tantas músicas inglórias e sem emoção. Não importa se a música é popular ou mais cult, o que vale é que esteja adaptada ao público e que o DJ saiba moldar os altos e baixos do público que está presente, fazendo com que todas as sensações sejam vivenciadas de maneira agradável e sem limites.
Toca, toca DJ...

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Maniqueísmo

O bem e o mal dividem o mesmo espaço e cada dia percebemos que um não vive sem o outro...
É bem provável que encontremos na nossa vida muitas pessoas boas, mas sem as nocivas jamais saberemos entender o que realmente a vida é, com todos os seus interesses e configurações. Nem só de bondade vive o mundo.
Tudo precisa ser vivenciado por nós e a convivência, mesmo que indesejada, com pessoas ruins nos faz entender o nosso papel e saber ajustar também a nossa capacidade e ética diante de tudo que encontramos. É através das pessoas boas e ruins que visualizamos o que queremos para nós ou não.
Muitas vezes juntamos um pouco destas duas características e nos tornamos bons, mas nem tanto...
Ou ruins, mas com pitadas de bondade...
Se todos os dias só nos deparássemos com pessoas branquinhas demais, não veríamos o lado negro de algumas outras e nem perceberíamos como a personalidade muda de acordo com as pessoas que vamos encontrando, pois em alguns momentos fica até difícil acreditar que possam ser tão maléficas e cheias de tempestividades a ponto de nos acometer em alguns momentos e nos fazer ficar tristes por alguma situação que foi vivenciada e que terá ainda que ser enfrentada devido às circunstâncias que a vida nos mostra.
Não é à toa que o bem e o mal estão retratados pela cor branca e preta, mas isso não é padrão, pois encontramos pessoas aparentemente boazinhas com alma da cor de urubu e pessoas aparentemente nefastas com alma cristalina e transparente de tão branquinha. Tudo depende do conhecimento.
Para entendermos melhor o mecanismo das bondades e maldades, precisamos urgentemente aprender a olhar as pessoas de maneira investigativa, nem que isso se torne exaustivo em alguns momentos porque nada é mais desgastante do que ficar realizando um papel de psicanalista quando nem sabemos o tipo de doido que está ao nosso lado, nem tão pouco o mal que ele traz no coração. Se de um lado todos temos um coração igual, do mesmo material, e que corre sangue para todo o corpo, de outro temos pessoas que são capazes de fazer com que este líquido precioso seja levado de forma desordenada, causando muito males e deixando a nossa bomba muscular bater descompassada e sem chances muitas vezes de reverter o mal que foi causado.
Não temos como fugir do bem e do mal...
Esperar que tudo seja bom é ilusão.
Esperar que tudo seja sempre ruim é pessimismo.
Temos que esperar que tudo seja cinza, que é a mistura do branco e do preto. Aos poucos vamos clareando ou escurecendo, de acordo com as interferências brancas e pretas que vamos recebendo e que fazem com que o bem ou o mal prevaleça.
Não custa tentar...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Suicídio Por Nada

Neste final de semana, um jovem de 18 anos que mora no meu condomínio cometeu suicídio ao se jogar da janela do apartamento da casa da ex namorada. Segundo informações, eles tinham acabado o romance e devido a uma frustrada reconciliação ele tomou esta medida insana, que lhe custou a vida, deixando todas as pessoas chocadas e surpresas. Ainda bem que ele não se jogou lá no prédio que moro, mas a agonia foi grande quando a notícia chegou para a mãe dele, que é minha vizinha.
Lamentável que pessoas ainda busquem tal feito para tentar conter uma angústia momentânea. Nem que este fosse o amor da vida dele, não caberia uma atitude tão impensada e ruim. Ele deveria ter levantado a cabeça e buscado um novo relacionamento, pois ainda era jovem e poderia, sim, conseguir uma nova namorada. Ainda tinha uma vida toda pela frente e mesmo que o motivo fosse bem mais grave, o suicídio não seria, jamais, a solução.
Temos escutado vários casos de suicídio e muitos deles são motivados por dinheiro, dívidas, desavenças, amores impossíveis ou possibilidades demais no amor...
O que não percebem é que o mundo fica e eles se vão. As pessoas que cometem suicídio são as que mais perdem com as situações que criam e nem ficam neste mundo para ver o que poderia ter acontecido se tivessem pensado de uma forma diferente ou buscado uma solução alternativa para os seus males e derrotas.
Acredito que este rapaz que se matou deveria ter outros problemas psicológicos, pois agir de uma forma tão desordenada é característica de pessoas que ainda não encontraram a si mesmos e nem sabem onde realmente pisar e desconhecem totalmente as formas de felicidade e alegria.
A fortaleza que necessitamos para suportar todos os nossos problemas está dentro de cada um de nós e precisamos desenvolvê-la de forma eficiente para que ela nos defenda do mal e possa nos garantir melhores dias na terra. Todos nós passamos por aflições, mas nem todos sabem lidar bem com isso e terminam cometendo loucuras para se livrar dos problemas. Alguns procuram se livrar de uma forma inteligente e outros não.
Nada vale a nossa vida e como forma cautelar de manter a nossa chama sempre acesa, temos que buscar conhecer bem os nossos limites e com isso ir trabalhando cada um deles, criando força, determinação e consciência. Cada vez que identificamos situações de risco, cabe a nós revertê-las, nem que para isso tenhamos que chorar por dias, mas com a certeza que de que a nossa chama não irá se apagar e nos deixar no escuro de verdade, seja da vida ou da morte.
Antes queimado do que apagado...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Um Sábado Com Mais de 30

O espetáculo "Um Sábado em 30", apresentado pelo Teatro de Amadores de Pernambuco está quase completando 50 anos de existência, mas mostra fôlego de estreia. Notamos a competência de todos os atores no momento que percebemos uma plateia animada e comprometida com o assunto abordado quando, mesmo após 3 horas de espetáculo, a vivacidade ainda continua grande e a casa cheia de gente.
Assim foram as apresentações que marcaram os 70 anos da companhia no Teatro de Santa Isabel e ontem pude ir conferir o encerramento da curta temporada e posso dizer que vivenciei ótimos momentos, tendo a oportunidade de assistir a um enredo bem contado, engraçado e muito bem montado. A trama mostra o cotidiano de uma família na década de 30, quando vários aspectos são mostrados, desde a ditadura militar, coronelismo, abuso sexual, discriminação racial e submissão.
São três atos, de aproximadamente 50 minutos, com intervalos de 10 minutos entre cada um. Atores mais velhos se juntam aos mais novos e fizeram a festa no palco, seja para tratar assuntos sérios ou para brincar com os que são mais leves. Não importa, pois o que vale é a descontração e a comédia consegue isso. Algumas cenas fazem a plateia morrer de rir e são justamente os personagens mais caricatos que conseguem isso.
A peça foi inicialmente dirigida por Valdemar de Oliveira, em 1963; hoje é dirigida pelo seu filho, Reinaldo de Oliveira, que ao final falou emocionado da importância daquele espetáculo para ele e para o grupo, que na sua maioria eram de veteranos.
São vinte personagens e cada um deles tem uma participação ativa na estória e faz com que muitos aspectos da sociedade sejam vistos e percebidos por nós. É engraçado como nada mudou, só houve adaptação. Se compararmos os fatos relatados no enredo, veremos que a sociedade de hoje é do mesmo jeito, só que alguns agentes causadores das situações mudaram de cara, mas não de atitude.
O grupo fará apresentações no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, para compensar a pequena temporada no Santa Isabel. Os preços são populares, o texto também. Vale a pena conferir cada pedaço deste espetáculo de grande significado para o teatro pernambucano.
O Teatro de Amadores de Pernambuco está de parabéns. Aliás, de amadores, eles não possuem nada.

FITO

O FITO precisa de um lugar maior.
O Marco Zero não comporta tanta gente e tantas atrações. Seria bom descentralizar as apresentações e possibilitar mais conforto aos que visitam o evento.
Muitas filas, muita agonia para conseguir um ingresso.
Fui e desisti.
Fica só o registro da multidão que aguardava um ingresso. Eram filas gigantescas e sempre enfrentávamos duas, no mínimo. Uma para pegar o ingresso e outra para entrar.
Era um programa que exigia paciência, acima de tudo.

domingo, 16 de setembro de 2012

Céu Sereia, Bloom, em Caravana

Céu esteve ontem no Recife para realizar o lançamento do CD Caravana Sereia Bloom e as pessoas que lotaram a casa de shows Baile Perfumado conferiram uma apresentação impecável, animada e cheia de sonoridades. A cantora se revezava com os integrantes da banda em várias instrumentações e mixagens, onde a criatividade não teve limites e fez com que músicas mais suaves fossem mostradas de forma mais elaborada e com ritmos inusitados.
O som que a cantora mostrou misturava melodias retrô com a modernidade do eletrônico e fez com que a plateia participasse ativamente durante o espetáculo que durou pouco mais de um hora. Desta vez ela veio reluzente, cheia de brilho, sendo bem perceptível o crescimento musical e aprimoramento das técnicas musicais e presença de palco, onde notamos uma cantora mais segura e cheia de vivacidade.
Basicamente ela cantou as músicas do novo CD e salpicou algumas do trabalho antigo, o Vagarosa. Para minha alegria cantou a música "Bubuia", que é a minha preferida. No palco podíamos encontrar uma infinidade de instrumentos inusitados que foram usados pela artista para dar um toque diferenciado às músicas e para fazer com que todos dançassem e vivenciassem as músicas com mais intensidade e harmonia.
Céu dançou muito e mostrou uma forma sensual de interpretar as suas músicas e com isso repassar para o público toda a poesia que ela carrega nas suas letras, que falam de amor e do cotidiano de uma forma crítica e inteligente.
A noite de ontem contou também com o show da banda Mundo Livre S/A e fez com que eu conhecesse a casa de shows Baile Perfumado que é um espaço bem estruturado e que funciona onde antes existia a casa de shows "Cavalo Dourado", famosa pelas suas festas regionais e que muito fez sucesso na década de 80. Agora o clima é outro e o público também. Percebe-se que a maioria é de jovens e artistas, que gostam de músicas diferenciadas e festas que fujam um pouco do comum. Esta é a proposta do espaço que vem mostrando ótimos shows e fazendo com que as pessoas tenham acesso a várias apresentações que geralmente são difíceis de serem reunidas. A valorização dos grupos e cantores pernambucanos é outra marca bem presente da casa de espetáculos e isso é muito bom.
Valeu o show da Céu, pois foi o que eu vi. Estava muito cansado e não fiquei até o final. Foi este o detalhe que não gostei, pois a falta de pontualidade fazia com que as pessoas ficassem com a cara para cima por mais de três horas. No ingresso marcava início às 22:00, mas o primeiro show só teve início a meia noite. Acho que a demora era para incentivar o consumo de lanches e bebidas e com isso possibilitar mais lucro. Só isso justifica tamanha demora, pois não percebi outra situação que motivasse tal demora.
Fica a dica para melhorar este aspecto, pois demora demais causa fadiga nas pessoas e se o DJ não é bom, como foi o de ontem, que só apresentou músicas "passadas", o efeito é mais devastador e não há energético que dê jeito.





Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...