segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Maracatu e Samba

Ter visto o maracatu no encerramento das Olimpíadas de Londres foi um presente, uma dádiva, um orgulho.
Os pernambucanos ficaram arrepiados com tanta beleza e com tamanha demonstração de interatividade, pois num só palco estavam reunidos grandes ícones da nossa cultura e todos eles fizeram a festa recebendo as Olimpíadas de 2016 com muito carinho e com a nossa cara.
Interessante perceber que nossa realidade é bem mística, cheia de religiosidade, pois Marisa Monte poderia ter representado qualquer pessoa, mas escolheram Iemanjá para ser a rainha da festa. Na verdade era Nossa Senhora da Conceição retratada de uma forma negra, enraizada de cultura e de significado. Ser brasileiro é ter no sangue o branco, o negro e o índio misturados. É ter a cultura saltando aos olhos e fazer barulho com muitos tambores e sonoridades.
Fomos bem representados e os artistas que compareceram à festa fizeram bonito em todos os momentos e botaram a galera para dançar ao som de ritmos bem brasileiros. Pernambuco ferveu e se mostrou firme e muito bem representado com os seus caboclos de lança, estilizados, prateados e com brilho além do normal.
Eu preferia o modelo tradicional, onde a mistura de cores faria a diferença e mostraria toda a criatividade que os artistas locais possuem. Criaram um maracatu moderno, elétrico, iluminado, muito além do que geralmente encontramos nas ruas. Ficou bonito, sonoro e visualmente perfeito.
Era uma escola de samba com muitos temas, pessoas e vozes. Seu Jorge apareceu de malandro, B Negão deu o tom ao maracatu e todos se uniram numa festa inesquecível. A nossa abertura, em 2016 deverá ser linda, diferente, com tudo que o Brasil pode oferecer e criar.
Trouxemos pouquíssimas medalhas, mas três foram conquistadas por pernambucanas, com muita garra e determinação, mostrando que tudo precisa ser muito bem organizado para que seja encontrado o resultado necessário e a conquista de medalhas seja algo realmente satisfatório.
Que lindo encerramento, que beleza ver Pernambuco tão reluzente, tão cultural e supremo.

domingo, 12 de agosto de 2012

Riscos

Desde que comecei a treinar com os patins, sinto que desenvolvi um pouco mais de estabilidade, mas ainda não perdi o medo de andar com um pouco mais de velocidade e nem aprendi realizar corretamente as curvas tão temidas e sonhadas. Foi numa destas infames que eu me lasquei hoje e terminei arrancando dois pedaços de pele da palma da minha mão.
A dor não foi muita, mas o sangue sim.
Estava treinando no Parque Euclides Dourado, em Garanhuns. A manhã estava fria, mas com sol e adorei conhecer a grande pista de cooper que foi criada no parque, algo que na minha época não existia. Estão até construindo uma rampa de skate e o local já se tornou um ponto de encontro para os praticantes do esporte radical que é bem perigoso, assim como os patins.
Não tinha ninguém praticando a patinação, mas o que pude perceber é que o parque está ótimo e excelente para atividades diversas, já que as quadras de basquete, vôlei, futebol de salão e o campo de futebol estão bem conservados e ótimos para que todos possam aproveitar.
No local estão reunidos uma grande quantidade de eucaliptos e eles fazem a diferença no espaço, pois mostram um clima europeu ao local que no passado já foi mais devastado e ponto de encontro de drogados e ladrões. Hoje tudo mudou e o parque recebe a todos de uma forma grandiosa e diversificada.
Espero que possam criar uma pista para os patins, pois seria bem melhor perceber que não há declives na pista e que possam causar algumas quedas, como a que eu tive. A sensação de impotência diante da velocidade foi terrível e isso me mostrou que ainda tenho muito que praticar para poder me arriscar em terrenos diferenciados e mais extensos. Andar sobre rodas é bom demais, mas as quedas são de lascar o cano e sempre nos deixam com algumas dores na lembrança e no corpo.
Ainda bem que estava usando as proteções devidas, senão o estrago tinha sido bem maior.

sábado, 11 de agosto de 2012

Moderno é Envelhecer

Esta música que foi cantada por Jussara Silveira no último sábado, no show que fez no Parque Dona Lindu, foi uma das mais aplaudidas. A composição é do Arnaldo Antunes e fala do envelhecimento de uma forma engraçada e inteligente.

Envelhecer
A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer

A barba vai descendo e os cabelos vão caindo para cabeça aparecer
Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é para valer
Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer

Não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer

Eu quero que o tapete voe no meio da sala de estar
Eu quero que a panela de pressão pressione e que a pia comece a pingar
Eu quero que a sirene soe e me faça levantar do sofá
Eu quero por Rita Pavone no ringtone do meu celular
Eu quero estar no meio do ciclone para poder aproveitar
E quando eu esquecer meu próprio nome, que me chamem de velho gagá


Pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé

Com os ralos fios de cabelo sobre a testa que não pára de crescer
Não sei porque essa gente vira a cara para o presente e esquece de aprender
Que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr

Não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A Polícia Que NÃO Ajuda


Ontem passei três horas para chegar ao trabalho, devido a uma ação da Polícia Rodoviária Federal nas redondezas da cidade do Recife, pois os bonitinhos inventaram de trabalhar em conjunto e fazendo com que todos os trabalhadores chegassem atrasados aos seus destinos. Esta movimentação toda é porque anunciaram uma greve e estão tentando sensibilizar as autoridades responsáveis matando, nós, contribuintes e trabalhadores de raiva. 
Uma vergonha!
Tudo bem que queiram fazer protestos, greves, reivindicações, mas precisam lembrar que nem todos precisam sofrer com as suas mazelas; já bastam as que todos nós temos e o trânsito caótico que não precisa de nada para ficar ruim. Tendo um motivo, como o que ocorreu ontem, imagine o nosso transtorno.
O pior de tudo é que muitos motoristas impacientes começaram a fazer as barbeiragens mais inacreditáveis da história e terminaram causando pequenos acidentes e incidentes para piorar de vez com o "cu de boi" que foi criado e que só fez com que todos nós ficássemos melados de tanta sujeira exposta. O mais revoltante é passar nas barreiras criadas por estes policiais e perceber que a festa é motivo de entrevistas e carros de som, pois o sindicato e empresas de comunicação estavam por lá, aumentando ainda mais o IBOPE destas pessoas que só querem chamar a atenção e preocupar todos nós, contribuintes desta zorra, afinal, é através dos impostos que pagamos que o Governo Federal remunera todos eles e ainda faz manutenção nas estradas, cada dia piores.
Idiotices à parte, bem que eles poderiam realizar trabalhos assim todos os dias, de forma comedida e constante, sem causar transtorno algum, mas o que notamos nos postos da polícia rodoviária federal é a morosidade, pois encontrar algum deles nos pontos estratégicos e necessários das estradas é algo cada vez mais difícil e só percebemos que eles existem quando nos deparamos com as contenções que ficam próximas aos postos policiais e que visam somente fazer com que os motoristas reduzam a velocidade para que eles não tenham o trabalho de sair da sua toca e fiscalizar as estradas debaixo de um sol escaldante.
Escaldante também foi o sol que todos nós, motoristas, ficamos recebendo ontem na BR 101, próximo à Estrada da Batalha. Não vou nem falar do gasto excessivo de combustível para manter o ar condicionado funcionando por alguns momentos em que a temperatura se tornava insuportável e éramos obrigados a acionar tal dispositivo ao invés de ficar com as janelas abertas e recebendo toda a poeira do mundo e fumaça dos enormes caminhões que por ali circulam.
Sai de casa às 06:50h, cheguei na empresa às 10:10h, exausto, esbaforido, irritado, cansado de escutar o CD que tocava no meu carro.
Até que o danado do CD tinha músicas boas. Pelo menos decorei algumas delas. Tudo na vida tem um lado A e um lado B. O lado B desta história, foram as músicas que aprendi.
Quando cheguei na empresa percebi que a maioria das pessoas passou pela mesma situação e que no período da tarde ainda seria outro caos, já que os infelizes estavam fazendo a mesma "ação padrão" na outra faixa da via, que liga a Região Metropolitana ao Centro do Recife.
Operação Padrão é a cara deles e a minha também. A deles de satisfação e a minha de raiva.
Padrão de Vergonha, isso sim!!!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Olimpo

As olimpíadas estão no ar e com ela todas as deusas e deusas disputando as três medalhas possíveis, que são o ouro, prata e bronze. As competições mostram pessoas atléticas, cheias de vitalidade e com um potencial enorme para superar os seus próprios limites, seja na água, na terra ou no ar.
As piruetas e acrobacias são dignas dos grandes espetáculos e a beleza visual das imagens nos impressiona e nos faz perceber que a vida é realmente bela e o bicho homem é um animal realmente capaz de muitas coisas, seja no desenvolvimento das estruturas necessárias para que o evento se torne realidade, seja para lutar por um destaque e ser reconhecido como o melhor do mundo na sua categoria.
Alguns esportes não enchem os nossos olhos, mas outros são fantásticos, como é o caso da ginástica rítmica e do nado sincronizado, que além de exigir vigor físico, cobra dos participantes uma interpretação digna dos maiores espetáculos de teatro, já que ao dançar e nadar os atletas levam ao público uma magia que geralmente não é vista nas outras categorias, quando percebemos claramente a dor e a preocupação.
As olimpíadas surgiram na Grécia para que as pessoas pudessem mostrar as suas habilidades físicas e com isso serem comparados aos deuses do olimpo, que eram perfeitos e tinham corpos esculturais, que, segundo a mitologia, foram conseguidos após muitos exercícios físicos que mostravam a sua superação diante de muitos obstáculos.
Comparando os atletas de cada país, notamos as raças, as potencialidades, a beleza, mas alguns deles mostram algo de diferente, como é o caso do Brasil, que tem pessoas com alturas, pesos e potencialidades diferentes. Na maioria dos países há uma quase padronização dos atletas, o que aqui, na nossa terra tupiniquim, não existe.
Temos um ziriuguidum diferente e o samba do crioulo doido está no nosso sangue fazendo com que as nossas aparições sejam mais enérgicas e bem diferenciadas. É claro que ainda precisamos melhorar em muitos esportes, mas como não temos tradição alguma na maioria deles, vamos nos destacando aos poucos, mas fazendo a nossa história nas olimpíadas.
Belas mulheres e belos homens aparecem diariamente na tela da TV e nos fazem parar por alguns momentos para observar o que não somos capazes de realizar e que talvez nos faça pensar o quanto teremos que treinar para chegar até aquele patamar.
As olimpíadas são realmente para os deuses e deusas, pois cada um deles mostra o melhor do vigor e da superação física e isso é algo que somente anos e anos de treino constante pode nos permitir.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Falando Com Um Ovo Na Boca

Estava assistindo a novela Gabriela nesta semana e algo que me deixou intrigado foi a forma como os coronéis, todos, falam estranhamente. Parece que estão com um ovo na boca ou engolindo sapos inchados. Eles passam uma tensão enorme ao falar e isso reforça um pouco a fama que possuem de durões. Talvez seja esta a proposta da novela, mas eu não gostei muito do que escutei, já que ficou algo forçado, grotesco demais.
Em alguns momentos a fala fica caricata, difícil de ser entendida e isso poderia ser evitado e até suavizado, pois pelo que percebi não é característica somente deles e sim da maioria das personagens. Uns poucos falam de forma menos pegajosa e ajudam no nosso entendimento.
Eu sou nordestino, matutinho, e não falo daquele jeito.
A comunicação é algo realmente engraçado e se uma novela pode nos fazer perceber isso, imagine na vida real, onde temos uma infinidade de pessoas e sotaques diferenciados. Nesta semana mesmo, alguns fiscais do MEC foram à minha faculdade para fazer uma pesquisa e algumas das perguntas que fizeram comprometiam o entendimento, pois a forma paulistana de falar causava estranhamento em algumas palavras que escutávamos.
Falar bem é uma arte, mas nem todos desenvolvem isso. Dependendo da atividade que desenvolvemos, este é um dos itens mais essenciais e que possibilitam uma realização efetiva das ações que iremos colocar em prática. O entendimento acertado de tudo, principalmente do que falamos, é muito importante para que os erros diminuam e possamos colher frutos melhores em nossas realizações. A sabedoria na hora de falar também é importante, pois muita gente só fala besteira e termina causando um mal estar incrível em várias  ações que irá realizar, além de comprometer o relacionamento com boa parte do mundo.
Conheço pessoas que falam de menos, outras que falam demais, outras que abusam disso e cometem equívocos muitas vezes irreparáveis. Uma palavra dita de forma desencontrada faz com que muitas outras se misturem e causem um transtorno enorme na vida de todos nós, pois a junção destas partes que se perderam no vento é algo que nem sempre é possível fazer e mesmo quando é obtida, sobra o eco e as rachaduras de uma comunicação nada eficaz.
Ao invés de ficarmos falando com um ovo na boca ou com um amplificador, o melhor é dosar a voz e principalmente os pensamentos para que isso não se torne uma prática corriqueira e sem fruto, a qual só nos faz perder a razão e a noção dos fatos.
Tire o ovo da boca e fale claramente, sem ecos e nem desentendimentos.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Feira de Boa Viagem

Domingo passado fiquei sentado na praia, devidamente protegido do sol e fotografando algo que me chamou muito a atenção, que foram os vendedores que passam de lá para cá e de cá para lá e que fazem a festa nas areias da Praia de Boa Viagem. São tantos produtos que ficamos sem acreditar direito no que vemos. 
O banhista pode sair de casa sem nada e comprar tudo lá se assim desejarem, pois são oferecidos todos os itens necessários e desnecessários para um dia de sol, mas é preciso que o cuidado para alguns deles seja visto, pois alguns alimentos altamente perecíveis são vendidos expostos ao sol e isso termina comprometendo muito a qualidade do que é vendido. Um bom exemplo disso é o camarão e a ostra. Quando esses vendedores passavam por mim eu tinha arrepios, pois o cheiro de "passado" já fazia parte dos crustáceos que eram vendidos sem nenhuma acomodação térmica e podiam causar um mal estar grandioso para quem desejasse provar.
Somente enumerando alguns itens que vi passando por mim nas duas horas que fiquei por lá, posso citar: camarão, ovos de codorna, pipoca, amendoim, bronzeadores, biquínis, cangas, saídas de banho, chapéus, camisetas, sanduíches naturais, ostras, raspa raspa, algodão doce, pipas, brinquedos diversos, bijuterias, luminárias, frutas, picolé e outros mais que não deu tempo de fotografar.
Algumas não ofereciam risco, outras eram arriscadas e mortais.
Se o indivíduo não estiver com as defesas do seu corpo em dia, pode ter graves problemas intestinais e sofrer muito com o prazer momentâneo de saborear uma iguaria estragada ou que esteja mal conservada e com isso acumule muitas bactérias. Não custa ter cuidado e disso não podemos fugir.
Ficar na praia, após alguns dias de chuva é bem legal e ainda mais quando voltamos para casa com uma boa sensação de ter comido os alimentos certos, sem cometer os excessos que geralmente ocorrem. O que causa o mal não é um alimento isolado e sim a mistura que muitas pessoas fazem, pois comem numa só rodada vários dos itens que citei e ainda tomam aquela cerveja para ajudar a descer tudo. 
A luta pela sobrevivência faz com que as pessoas vendam tantas coisas nos locais públicos e isso é uma realidade que não temos como fugir, pois até nos ajudam em algumas horas de fome. O que temos que perceber é justamente o que é fome e o que é olho grande, pois algumas veze nem estamos com fome e comemos só para fazer a linha "domingo na praia".
A segunda-feira começa e com ela todos os reverbérios que o nosso corpo pode ter. Todo cuidado é pouco, pois  muitos outros finais de semana poderemos aproveitar, numa cidade como o Recife, que é banhada pelo lindo mar e isso é algo que ninguém quer fugir.
Vai um caldinho aí?

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...