domingo, 12 de agosto de 2012

Riscos

Desde que comecei a treinar com os patins, sinto que desenvolvi um pouco mais de estabilidade, mas ainda não perdi o medo de andar com um pouco mais de velocidade e nem aprendi realizar corretamente as curvas tão temidas e sonhadas. Foi numa destas infames que eu me lasquei hoje e terminei arrancando dois pedaços de pele da palma da minha mão.
A dor não foi muita, mas o sangue sim.
Estava treinando no Parque Euclides Dourado, em Garanhuns. A manhã estava fria, mas com sol e adorei conhecer a grande pista de cooper que foi criada no parque, algo que na minha época não existia. Estão até construindo uma rampa de skate e o local já se tornou um ponto de encontro para os praticantes do esporte radical que é bem perigoso, assim como os patins.
Não tinha ninguém praticando a patinação, mas o que pude perceber é que o parque está ótimo e excelente para atividades diversas, já que as quadras de basquete, vôlei, futebol de salão e o campo de futebol estão bem conservados e ótimos para que todos possam aproveitar.
No local estão reunidos uma grande quantidade de eucaliptos e eles fazem a diferença no espaço, pois mostram um clima europeu ao local que no passado já foi mais devastado e ponto de encontro de drogados e ladrões. Hoje tudo mudou e o parque recebe a todos de uma forma grandiosa e diversificada.
Espero que possam criar uma pista para os patins, pois seria bem melhor perceber que não há declives na pista e que possam causar algumas quedas, como a que eu tive. A sensação de impotência diante da velocidade foi terrível e isso me mostrou que ainda tenho muito que praticar para poder me arriscar em terrenos diferenciados e mais extensos. Andar sobre rodas é bom demais, mas as quedas são de lascar o cano e sempre nos deixam com algumas dores na lembrança e no corpo.
Ainda bem que estava usando as proteções devidas, senão o estrago tinha sido bem maior.

sábado, 11 de agosto de 2012

Moderno é Envelhecer

Esta música que foi cantada por Jussara Silveira no último sábado, no show que fez no Parque Dona Lindu, foi uma das mais aplaudidas. A composição é do Arnaldo Antunes e fala do envelhecimento de uma forma engraçada e inteligente.

Envelhecer
A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer

A barba vai descendo e os cabelos vão caindo para cabeça aparecer
Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é para valer
Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer

Não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer

Eu quero que o tapete voe no meio da sala de estar
Eu quero que a panela de pressão pressione e que a pia comece a pingar
Eu quero que a sirene soe e me faça levantar do sofá
Eu quero por Rita Pavone no ringtone do meu celular
Eu quero estar no meio do ciclone para poder aproveitar
E quando eu esquecer meu próprio nome, que me chamem de velho gagá


Pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé

Com os ralos fios de cabelo sobre a testa que não pára de crescer
Não sei porque essa gente vira a cara para o presente e esquece de aprender
Que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr

Não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A Polícia Que NÃO Ajuda


Ontem passei três horas para chegar ao trabalho, devido a uma ação da Polícia Rodoviária Federal nas redondezas da cidade do Recife, pois os bonitinhos inventaram de trabalhar em conjunto e fazendo com que todos os trabalhadores chegassem atrasados aos seus destinos. Esta movimentação toda é porque anunciaram uma greve e estão tentando sensibilizar as autoridades responsáveis matando, nós, contribuintes e trabalhadores de raiva. 
Uma vergonha!
Tudo bem que queiram fazer protestos, greves, reivindicações, mas precisam lembrar que nem todos precisam sofrer com as suas mazelas; já bastam as que todos nós temos e o trânsito caótico que não precisa de nada para ficar ruim. Tendo um motivo, como o que ocorreu ontem, imagine o nosso transtorno.
O pior de tudo é que muitos motoristas impacientes começaram a fazer as barbeiragens mais inacreditáveis da história e terminaram causando pequenos acidentes e incidentes para piorar de vez com o "cu de boi" que foi criado e que só fez com que todos nós ficássemos melados de tanta sujeira exposta. O mais revoltante é passar nas barreiras criadas por estes policiais e perceber que a festa é motivo de entrevistas e carros de som, pois o sindicato e empresas de comunicação estavam por lá, aumentando ainda mais o IBOPE destas pessoas que só querem chamar a atenção e preocupar todos nós, contribuintes desta zorra, afinal, é através dos impostos que pagamos que o Governo Federal remunera todos eles e ainda faz manutenção nas estradas, cada dia piores.
Idiotices à parte, bem que eles poderiam realizar trabalhos assim todos os dias, de forma comedida e constante, sem causar transtorno algum, mas o que notamos nos postos da polícia rodoviária federal é a morosidade, pois encontrar algum deles nos pontos estratégicos e necessários das estradas é algo cada vez mais difícil e só percebemos que eles existem quando nos deparamos com as contenções que ficam próximas aos postos policiais e que visam somente fazer com que os motoristas reduzam a velocidade para que eles não tenham o trabalho de sair da sua toca e fiscalizar as estradas debaixo de um sol escaldante.
Escaldante também foi o sol que todos nós, motoristas, ficamos recebendo ontem na BR 101, próximo à Estrada da Batalha. Não vou nem falar do gasto excessivo de combustível para manter o ar condicionado funcionando por alguns momentos em que a temperatura se tornava insuportável e éramos obrigados a acionar tal dispositivo ao invés de ficar com as janelas abertas e recebendo toda a poeira do mundo e fumaça dos enormes caminhões que por ali circulam.
Sai de casa às 06:50h, cheguei na empresa às 10:10h, exausto, esbaforido, irritado, cansado de escutar o CD que tocava no meu carro.
Até que o danado do CD tinha músicas boas. Pelo menos decorei algumas delas. Tudo na vida tem um lado A e um lado B. O lado B desta história, foram as músicas que aprendi.
Quando cheguei na empresa percebi que a maioria das pessoas passou pela mesma situação e que no período da tarde ainda seria outro caos, já que os infelizes estavam fazendo a mesma "ação padrão" na outra faixa da via, que liga a Região Metropolitana ao Centro do Recife.
Operação Padrão é a cara deles e a minha também. A deles de satisfação e a minha de raiva.
Padrão de Vergonha, isso sim!!!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Olimpo

As olimpíadas estão no ar e com ela todas as deusas e deusas disputando as três medalhas possíveis, que são o ouro, prata e bronze. As competições mostram pessoas atléticas, cheias de vitalidade e com um potencial enorme para superar os seus próprios limites, seja na água, na terra ou no ar.
As piruetas e acrobacias são dignas dos grandes espetáculos e a beleza visual das imagens nos impressiona e nos faz perceber que a vida é realmente bela e o bicho homem é um animal realmente capaz de muitas coisas, seja no desenvolvimento das estruturas necessárias para que o evento se torne realidade, seja para lutar por um destaque e ser reconhecido como o melhor do mundo na sua categoria.
Alguns esportes não enchem os nossos olhos, mas outros são fantásticos, como é o caso da ginástica rítmica e do nado sincronizado, que além de exigir vigor físico, cobra dos participantes uma interpretação digna dos maiores espetáculos de teatro, já que ao dançar e nadar os atletas levam ao público uma magia que geralmente não é vista nas outras categorias, quando percebemos claramente a dor e a preocupação.
As olimpíadas surgiram na Grécia para que as pessoas pudessem mostrar as suas habilidades físicas e com isso serem comparados aos deuses do olimpo, que eram perfeitos e tinham corpos esculturais, que, segundo a mitologia, foram conseguidos após muitos exercícios físicos que mostravam a sua superação diante de muitos obstáculos.
Comparando os atletas de cada país, notamos as raças, as potencialidades, a beleza, mas alguns deles mostram algo de diferente, como é o caso do Brasil, que tem pessoas com alturas, pesos e potencialidades diferentes. Na maioria dos países há uma quase padronização dos atletas, o que aqui, na nossa terra tupiniquim, não existe.
Temos um ziriuguidum diferente e o samba do crioulo doido está no nosso sangue fazendo com que as nossas aparições sejam mais enérgicas e bem diferenciadas. É claro que ainda precisamos melhorar em muitos esportes, mas como não temos tradição alguma na maioria deles, vamos nos destacando aos poucos, mas fazendo a nossa história nas olimpíadas.
Belas mulheres e belos homens aparecem diariamente na tela da TV e nos fazem parar por alguns momentos para observar o que não somos capazes de realizar e que talvez nos faça pensar o quanto teremos que treinar para chegar até aquele patamar.
As olimpíadas são realmente para os deuses e deusas, pois cada um deles mostra o melhor do vigor e da superação física e isso é algo que somente anos e anos de treino constante pode nos permitir.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Falando Com Um Ovo Na Boca

Estava assistindo a novela Gabriela nesta semana e algo que me deixou intrigado foi a forma como os coronéis, todos, falam estranhamente. Parece que estão com um ovo na boca ou engolindo sapos inchados. Eles passam uma tensão enorme ao falar e isso reforça um pouco a fama que possuem de durões. Talvez seja esta a proposta da novela, mas eu não gostei muito do que escutei, já que ficou algo forçado, grotesco demais.
Em alguns momentos a fala fica caricata, difícil de ser entendida e isso poderia ser evitado e até suavizado, pois pelo que percebi não é característica somente deles e sim da maioria das personagens. Uns poucos falam de forma menos pegajosa e ajudam no nosso entendimento.
Eu sou nordestino, matutinho, e não falo daquele jeito.
A comunicação é algo realmente engraçado e se uma novela pode nos fazer perceber isso, imagine na vida real, onde temos uma infinidade de pessoas e sotaques diferenciados. Nesta semana mesmo, alguns fiscais do MEC foram à minha faculdade para fazer uma pesquisa e algumas das perguntas que fizeram comprometiam o entendimento, pois a forma paulistana de falar causava estranhamento em algumas palavras que escutávamos.
Falar bem é uma arte, mas nem todos desenvolvem isso. Dependendo da atividade que desenvolvemos, este é um dos itens mais essenciais e que possibilitam uma realização efetiva das ações que iremos colocar em prática. O entendimento acertado de tudo, principalmente do que falamos, é muito importante para que os erros diminuam e possamos colher frutos melhores em nossas realizações. A sabedoria na hora de falar também é importante, pois muita gente só fala besteira e termina causando um mal estar incrível em várias  ações que irá realizar, além de comprometer o relacionamento com boa parte do mundo.
Conheço pessoas que falam de menos, outras que falam demais, outras que abusam disso e cometem equívocos muitas vezes irreparáveis. Uma palavra dita de forma desencontrada faz com que muitas outras se misturem e causem um transtorno enorme na vida de todos nós, pois a junção destas partes que se perderam no vento é algo que nem sempre é possível fazer e mesmo quando é obtida, sobra o eco e as rachaduras de uma comunicação nada eficaz.
Ao invés de ficarmos falando com um ovo na boca ou com um amplificador, o melhor é dosar a voz e principalmente os pensamentos para que isso não se torne uma prática corriqueira e sem fruto, a qual só nos faz perder a razão e a noção dos fatos.
Tire o ovo da boca e fale claramente, sem ecos e nem desentendimentos.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Feira de Boa Viagem

Domingo passado fiquei sentado na praia, devidamente protegido do sol e fotografando algo que me chamou muito a atenção, que foram os vendedores que passam de lá para cá e de cá para lá e que fazem a festa nas areias da Praia de Boa Viagem. São tantos produtos que ficamos sem acreditar direito no que vemos. 
O banhista pode sair de casa sem nada e comprar tudo lá se assim desejarem, pois são oferecidos todos os itens necessários e desnecessários para um dia de sol, mas é preciso que o cuidado para alguns deles seja visto, pois alguns alimentos altamente perecíveis são vendidos expostos ao sol e isso termina comprometendo muito a qualidade do que é vendido. Um bom exemplo disso é o camarão e a ostra. Quando esses vendedores passavam por mim eu tinha arrepios, pois o cheiro de "passado" já fazia parte dos crustáceos que eram vendidos sem nenhuma acomodação térmica e podiam causar um mal estar grandioso para quem desejasse provar.
Somente enumerando alguns itens que vi passando por mim nas duas horas que fiquei por lá, posso citar: camarão, ovos de codorna, pipoca, amendoim, bronzeadores, biquínis, cangas, saídas de banho, chapéus, camisetas, sanduíches naturais, ostras, raspa raspa, algodão doce, pipas, brinquedos diversos, bijuterias, luminárias, frutas, picolé e outros mais que não deu tempo de fotografar.
Algumas não ofereciam risco, outras eram arriscadas e mortais.
Se o indivíduo não estiver com as defesas do seu corpo em dia, pode ter graves problemas intestinais e sofrer muito com o prazer momentâneo de saborear uma iguaria estragada ou que esteja mal conservada e com isso acumule muitas bactérias. Não custa ter cuidado e disso não podemos fugir.
Ficar na praia, após alguns dias de chuva é bem legal e ainda mais quando voltamos para casa com uma boa sensação de ter comido os alimentos certos, sem cometer os excessos que geralmente ocorrem. O que causa o mal não é um alimento isolado e sim a mistura que muitas pessoas fazem, pois comem numa só rodada vários dos itens que citei e ainda tomam aquela cerveja para ajudar a descer tudo. 
A luta pela sobrevivência faz com que as pessoas vendam tantas coisas nos locais públicos e isso é uma realidade que não temos como fugir, pois até nos ajudam em algumas horas de fome. O que temos que perceber é justamente o que é fome e o que é olho grande, pois algumas veze nem estamos com fome e comemos só para fazer a linha "domingo na praia".
A segunda-feira começa e com ela todos os reverbérios que o nosso corpo pode ter. Todo cuidado é pouco, pois  muitos outros finais de semana poderemos aproveitar, numa cidade como o Recife, que é banhada pelo lindo mar e isso é algo que ninguém quer fugir.
Vai um caldinho aí?

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A Terra dos Meninos Pelados

Assisti neste final de semana a peça teatral  "A Terra dos Meninos Pelados", que é da obra de Graciliano Ramos e que reflete muito da realidade atual de muitas crianças, quando estas são discriminadas pelas suas diferenças. Na estória, a personagem principal é criticada pelos seus colegas de escola por ser diferente e ter a cabeça pelada e os olhos coloridos, um verde e outro azul. 
Quem já estudou sabe como é difícil ser diferente nas escolas pois logo viramos o assunto do momento, seja porque somos gordos, cabeludos, carecas, feios, narigudos ou tantas outras características que encontramos na vida e que fazem cada pessoa ser diferente das outras e ter neste aspecto a sua beleza maior.
Num sonho, ele viajou para um mundo onde todos eram iguais a ele e as discriminações não existiam, simplesmente porque as pessoas nem sabiam o significado disso. Tudo era possível e permitido, mas era fruto da inocência e não da falta de ordem. Assim mesmo somos nós que aprendemos a discriminar quando encontramos alguém diferente do nosso padrão "aceitável" ou quando percebemos que este dom pode por em risco a nossa majestade.
Quem discrimina, geralmente, tem medo dos outros descobrirem nele a característica que mais abominam e ignoram. Na peça teatral, que se tornou um lindo musical, o enredo é esse e cada momento da trama é contada com muita música e descontração, onde cada personagem assume características bem marcantes e mostra um pouco da sua visão sobre o mundo e também das pessoas.
Mesmo encontrando neste mundo imaginário tudo que ele sempre queria, ainda assim o personagem principal da trama, Raimundo, busca voltar para a sua casa e terminar um compromisso muito importante assumido com a sua vida, que é concluir um exercício de geografia que o ajudará a entender melhor o mundo e as características de cada povo.
A peça mostra que ser diferente é apenas uma questão pessoal e cada um pode entender este aspecto como quiser, bastando ter uma formação bem definida do que é ser igual ou diferente. Na verdade não existe igual e nem diferente, existem características que tornam as pessoas mais ou menos iguais ou mais ou menos diferentes. Nunca iguais, mas, sim, sempre diferentes.
A peça estará em cartaz no Teatro Barreto Júnior, no Pina, durante os meses de Agosto e Setembro, sempre aos Sábados e Domingos, às 16:30h. O público deste final de semana estava bem aquém da beleza e do conteúdo do espetáculo, mas tenho certeza que uma boa divulgação fará a diferença e lotará a sala de espetáculos para que todos conheçam um pouco desta temática tão atual e tão bem contada.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...