sábado, 21 de janeiro de 2012

Ainda Bem

A música que deixo hoje aqui no blog é da Marisa Monte e faz pare do seu novo álbum...

Ainda Bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você

Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava a fim
Até desacreditei
De mim

O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão

Quem diria que a meu lado
Você iria ficar
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão

Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou

Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Crescente e Diversificada

A comunidade do "Entra a Pulso", aqui no Recife, é o que podemos chamar de bairro desorganizado em área nobre e privilegiada, pois está ao redor do maior shopping da cidade e tem como vizinhos os melhores edifícios residenciais e  empresariais do bairro de Boa Viagem, além de ficar bem pertinho da praia. 
Há alguns anos era mais uma área de invasão, hoje comporta vários empreendimentos comerciais populares, mas que atendem a uma parcela muito grande de pessoas que moram nas suas proximidades. Lá podemos encontrar restaurantes, oficinas, salões de beleza e muitos espetinhos na rua. Passar por elas em dias de sexta-feira é bem complicado, pois o "happy hour" acontece ali mesmo, nas calçadas, ruas e com todos os seus banquinhos espalhados.
Os motoristas agradecem...
Quem mora nos edifícios mais luxuosos pode contar com duas visões contrastantes, sendo uma delas a grandeza do Shopping Recife e todas as suas lojas sofisticadas e a agonia da comunidade que cresceu mas não aprendeu a se organizar e termina sendo um problema para os motoristas que passam nas suas ruas apertadas e sem saneamento básico adequado.
Tem de tudo um pouco, mas sem organização nenhuma.
Algumas lojas são informatizadas e até decoradas de forma agradável, mas o aperto nos dá um mal estar danado. Podemos notar também que as pessoas que vivem dali e possuem seus estabelecimentos comerciais, adquiriram uma vida estabilizada e com clientela cativa.
O salão da minha cabeleireira é muito desorganizado, mas ela é muito boa no que faz. 
Ela saiu da favela, mas a favela ainda não saiu dela. É fato.
Não sei como ela não se envergonha de receber as pessoas sempre desarrumada, com o salão desorganizado e sempre em obras. As pessoas que geralmente vão lá são as que já conhecem o seu trabalho, pois a impressão que ela passa é péssima, além de falar gritando e dessa forma deixar o ambiente carregado e insuportável quando está cheio. Da última vez que fui lá tinham cortado a luz do salão e ela não teve dúvidas e puxou um "macaco" da vizinha e continuou a receber os clientes normalmente como se nada tivesse acontecido.
Ela me disse muito naturalmente que uma das suas ajudantes levou um tapa na cara de uma colega do outro salão porque estava chamando os clientes que passavam na rua, criando com isso uma intriga entre os comerciantes locais.
Ela é o retrato da desordem e reflete um pouco da comunidade "Entra a Pulso", pois assim como eles foram, aos poucos, buscando espaço e brigando com o shopping, quando este no passado a rodeou com grades e árvores, numa tentativa infeliz de impedir que as pessoas vissem o que o shopping tinha como agregado.
Hoje a comunidade está visível e pode ser considerada a etapa popular do shopping, onde a maioria das pessoas vai quando quer comer mais barato ou realizar um serviço similar ao do shopping, só que por uma preço bem mais atrativo.
O que era favela virou comunidade e hoje as casas não são tão feias como antes e possuem um perfil adequado ao crescimento econômico da área. Algumas áreas já foram compradas por grandes construtoras que fincaram edifícios em alguns pontos, mas não acredito que isso evolua mais, pois o crescimento dela é bem maior que a especulação imobiliária do local.
Não escutamos falatórios sobre a violência no local como antes e isso é reflexo da urbanização e da melhoria da qualidade de vida das pessoas que agora são donas dos seus próprios narizes, salões, lanchonetes, escolas, armarinhos, oficinas, estacionamentos...
É, sem dúvida, a comunidade mais nobre e diversificada do Recife...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Chatice

Tem gente que desenvolve uma doença chamada Chatice, só que esta geralmente está atrelada aos momentos ruins que estas criaturas viveram no passado e que de certa forma hoje voltam à tona para influenciar as suas alterações de humor.
Todo mundo tem lá os seus dias bons e ruins, mas alguns exageram e são acima da média do mercado, fazendo com que se tornem pessoas insuportáveis ao convívio, além de serem altamente irregulares nas suas amizades, pois num dado momento estão ótimas, sorridentes e depois mudam completamente o comportamento.
Me deparei com uma situação dessas outro dia e confesso que ainda não identifiquei o motivo de tanta chatice no seu semblante e atitudes. Na verdade, nem precisava ter motivos, pois a mente deste tipo de pessoa é bem mais complicada do que as nossas suposições e interpretações.
Prefiro não entender...
Melhor é deixar que os dias passem e que a pessoa seja curada do mal que lhe aflige, deixando evaporar tudo que lhe sufoca e permitindo que as pessoas que estão ao seu redor possam, enfim, respirar. É melhor e mais saudável não compreendermos mesmo, porque quanto mais nos envolvemos com pessoas assim, o nosso espirito fica abalado e cheio de possibilidades para ter uma queda brusca de humor, nos deixando iguais àquelas pessoas que não possuem uma boa formação psicológica ou carregam dentro de si um peso maior do que podem suportar.
O que é realmente insuportável é o humor que passam, pois a acidez termina corroendo as amizades e a paciência fica num estado lamentável de depreciação.
Toma um chá que passa...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Uma Batalha de Verdade

O painel que retrata a Batalha dos Guararapes, através das cerâmicas de Francisco Brennand, trava uma luta bem mais árdua e sem fim contra todos aqueles que não respeitam a arte e a sua conservação. No local onde está, no centro do Recife, ele não recebe o destaque devido e acharia melhor que fosse retirado dali e exposto em um local menos promíscuo, mais limpo e com menos ambulantes.
O que se nota são inscrições indevidas numa das obras mais importantes do artista e não há sequer uma grade de proteção que impeça a ação dos vândalos e mal educados que insistem em fazer do local um sanitário nas horas de aperto ou de safadeza mesmo.
Fico envergonhado todas as vezes que passo por lá e acho que da forma como está, o painel durará pouco e em breve mostrará uma batalha vencida onde as quebras e perdas serão irreparáveis para todos nós e principalmente para o patrimônio histórico da cidade do Recife. Já foram feitas várias reformas, mas terminam deixando a bagunça tomar conta do local, que não tem estrutura adequada para receber uma obra daquela proporção. Talvez tivesse quando foi construída, há muitos anos e quando o Recife ainda não era essa loucura de hoje e nem tinha tantas interferências urbanas que agridem qualquer obra que necessite de cuidados.
A rua está esburacada, retiraram a iluminação e as plantas que protegiam o painel foram arrancadas.
Ele continua lá. Agredido, mas belo.
Não vi pedras arrancadas, mas sim riscadas com tinta. O painel é um lutador contra o tempo e faz bonito ao nome que recebeu e ao poema de Ariano Suassuna que lá está.
Alerta geral, a Batalha dos Guararapes agoniza!!!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Além das Possibilidades

E eu senti o peso do mundo em minhas costas...
A sensação de estarmos fazendo mais do que o nosso corpo aguenta, acontece quando assumimos atividades e responsabilidades além das nossas possibilidades ou quando na ganância de conseguir um lucro extra em alguma atividade, pecamos pelo excesso e terminamos fazendo mais do que é realmente aceitável para nós.
Carregar um fardo muito pesado pode estar relacionado a atividades costumeiras ou quem sabe àquelas que sobrecarregam o nosso espírito e fazem da nossa vida um inferno cotidiano, onde a paz não tem vez, fazendo com que o nosso corpo doa de tanto estresse e tensão.
Se vamos realizar uma atividade, o ideal é que tenhamos plena consciência dos limites que podemos ter e para isso precisamos sempre usar o bom senso para não assumir o que não nos compete ou para nos meter em assuntos que não dependem da nossa intervenção. Se não iremos ajudar, deixe que as pessoas responsáveis assumam seus próprios riscos e executem o que é devido e precisa ser feito.
Prefiro me preocupar na hora certa, com as coisas devidas e não com o que não me interessa. Dessa forma sempre tenho meios mais agradáveis de vida e termino executando minhas ações diárias de forma mais cautelosa e serena sem me preocupar com as consequências que eu nem precisaria imaginar, quanto mais interagir.
Não vamos sobrecarregar a nossa mente com o que não presta e deixar que o peso seja leve e suportável. Afaste da sua vida a sensação de sufoco, de impotência e faça dos seus dias perfeitas traduções da felicidade e da alegria, onde cada ato praticado será especial e significativo para cada um de nós.
Respire aliviado e não hesite em dizer um "Não" quando sentir que o seu limite foi ultrapassado. A prática do que é necessário é importante para que saibamos o real sentido da vida e a melhor maneira de conviver com as pessoas que escolhemos para nos ajudar a superar todos os obstáculos que a vida nos apresenta.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Este é o Meu!!!!

Foi esta frase que me chamou a atenção para uma caveira que vi numa parede de uma fazenda em Tianguá, pois, da forma como estava exposta, era notável a sensação de que era uma maneira de expor um troféu por alguma conquista, que neste caso foi o da execução de um animal, que ainda não identifiquei ao certo o que era.
Caveirinha estranha, viu?
Este costume faz parte da vida de cada um de nós e basta percebermos a forma como indiretamente expomos nossos troféus e conquistas diferentemente da que vi, mas com o mesmo efeito. Expomos em fotografias impressas, no nosso site de relacionamento, no nosso celular, nas marcas que acumulamos no corpo e até nas roupas rasgadas que tivemos ao final de uma jornada.
Não importa, o que vale é que conseguimos chegar ao nosso objetivo e dessa forma concretizar o que nos deu o posto de vencedor e por isso dedicamos uma parte do nosso tempo para organizar este mérito nas paredes das nossas casas, no nosso notebook ou até virtualmente. O que importa é mostrar para todos que conseguimos.
São poucas as pessoas que não possuem esta característica, pois o fato de mostrar uma conquista, através de um troféu, de um mérito, é a concretização de que fomos capazes de ser algo mais do que já somos e de saber que as nossas possibilidades foram além das costumeiramente já praticadas. Passamos a ser pessoas que subimos degraus e que estamos vendo o mundo de uma forma diferenciada, pois certamente houve o aprendizado e o sofrimento em cada uma dessas realizações que escolhemos para expor.
O mérito maior que devemos ter é a certeza de que a vida é sempre um troféu e que cada conquista é merecedora de comemoração, pois se assim não fizermos, ficaremos cada vez mais imperfeitos e sem conhecer ao certo o nosso potencial e quais são os nossos limites e possibilidades.
Este é o meu!!!
Vamos falar alto para nos mesmos e, assim, solidificar as conquistas na nossa mente e saber que fomos capazes de sair do lugar comum e de conhecer o que não é óbvio.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Tarde de Domingo

Hoje chegamos de viagem e o cansaço é bem presente, já que viajamos 22 horas para chegar ao Recife.
Vou deixar uma música da Tulipa Ruiz que reflete um pouco do que sinto hoje. Ela fala das coisas que gostamos e que não se tornam efêmeras.
Efêmero jamais será o meu desejo de viajar e de ficar cansado vendo as lindezas deste Brasil tão encantador e cheio de belas paisagens.
Até a próxima...

Efêmera

Vou ficar mais um pouquinho,
Para ver se acontece alguma coisa
Nessa tarde de domingo.

Congela o tempo para eu ficar devagarinho
Com as coisas que eu gosto
E que eu sei que são efêmeras
E que passam perecíveis
Que acabam, se despedem,
Mas eu nunca me esqueço

Vou ficar mais um pouquinho
Para ver se eu aprendo alguma coisa
nessa parte do caminho
Martela o tempo para eu ficar mais pianinho
Com as coisas que eu gosto
E que nunca são efêmeras

E que estão despetaladas, acabadas
Sempre pedem um tipo de recomeço

Vou ficar mais um pouquinho
Para ver se acontece alguma coisa
Nessa tarde de domingo
Congele o tempo para eu ficar devagarinho
Com as coisas que eu gosto
E que eu sei que são efêmeras
E que passam perecíveis
Que acabam, se despedem,
Mas eu nunca me esqueço

Por isso vou ficar mais um pouquinho
Para ver se eu aprendo alguma coisa
Nessa parte do caminho
Martela o tempo para eu ficar mais pianinho
Com as coisas que eu gosto
E que nunca são efêmeras

E que estão despetaladas, acabadas
Sempre pedem um tipo de recomeço

Vou ficar mais um pouquinho
Para ver se acontece alguma coisa
Nessa tarde de domingo
Vou ficar mais um pouquinho
Para ver se eu aprendo alguma coisa
Nessa parte do caminho

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...