terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Nossa, Assim Você me Mata!!!

No terceiro dia de aventuras, viajamos uns 120 km e chegamos até o Estado do Piauí, mais precisamente no Parque Nacional das Sete Cidades, escutando no ônibus a música "Ai se eu te pego", do Michel Teló.
A letra casou direitinho com a nossa alegria de estar num lugar tão lindo, mas que nos consumiu muito, por ser quente e muito seco. Em alguns momentos ficávamos com a sensação de que não havia mais água no nosso corpo e era inevitável o desconforto por causa do calor. Mesmo assim achei mais agradável do que o clima do Recife, pois aqui a abafado é bem pior e sem muito vento circulando. Em alguns momentos no Parque Nacional das Sete Cidades o vento era constante e refrescava a nossa mente nos fazendo apreciar com mais calma as lindas formações rochosas.
O local tem este nome devido aos sete conjuntos de formações rochosas que possui. Um deslumbre da natureza que nos mostra várias imagens e cada uma delas mais encantadora que a outra. É incrível como o tempo, a água e a areia esculpiram cenas tão bonitas e que hoje são visitadas por pessoas do mundo inteiro. A grande maioria das pessoas que visita o parque são europeus e vi poucos brasileiros circulando por lá. O turismo de aventura realmente não encanta os brasileiros e encontra em outras nações os seus maiores adeptos.
Tivemos um guia esperto e muito conhecedor do local, que nos forneceu ótimas dicas e informações sobre o local e não deixou barato as meninices do grupo que em alguns momentos desobedeceu as orientações que ele nos passou. O passeio durou umas 4 horas e no final tivemos uma pequeno olho d'água para nos refrescar. Poucos foram os que se aventuraram nas águas e preferiram ganhar tempo com outro tipo de hidratação, com muita água gelada e comida caseira no restaurante que havia no local.
Quem conhece o Vale do Catimbau, encontrará no Parque Nacional das Sete Cidades muitas semelhanças, pois as formações rochosas são bem parecidas, só que a vegetação do nosso parque é bem mais verde e o clima bem mais agradável e frio.
Adorei o passeio e fotografei muitas imagens interessantes. A cidade que mais gostei foi a que lembrava o "Arco do Triunfo". Linda e muito imponente.
O guia pediu para que fizéssemos três pedidos ao passar por baixo do arco, mas só não valia pedir para ficar rico, para ficar bonito e para arrumar um namorado.
Tenho certeza que estes foram os mais pedidos...
Mais um dia se foi e ótimas lembranças ficaram nas nossas mentes.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cachoeira do Frade

Foi, sem dúvida, a trilha mais complicada da nossa temporada em Tianguá e confesso que fiquei com receio em cumprir todas as etapas da caminhada que era curta, mas cheia de obstáculos. Não fui até o final e o registro da Cachoeira do Frade veio de uma amiga que me cedeu a foto para a postagem.
Fiquei com uma certa frustração por não ter ido até o fim, mas pensei nos momentos que ainda iria viver naqueles lugares tão bonitos e não queria me arriscar por tão pouco. Tive oportunidade de ver outras quedas d'água no caminho e fotografei o que pude do passeio que foi tenso, já que uma amiga nossa passou mal e teve que ser socorrida. Acredito que foi uma desidratação que causou o mal estar, mas tudo ficou bem e terminamos a trilha bem e com todos seguros.
Houve outro transtorno no final, pois pensei que tinha perdido a minha máquina no caminho, pois quando a procurei no meu bolso, não a encontrei. Péssima sensação para quem já tinha fotografado muitas coisas valiosas naquele dia. Terminei encontrando e voltamos para a pousada no final da tarde, exaustos e loucos por um descanso.
A trilha da Cachoeira do Frade possui um caminho árido, mas com uma correnteza bem perene e que não sofre alteração no período da seca. É uma dádiva observar toda aquela quantidade de água jorrando e levando vida por onde passa, já que nas margens do rio, tudo fica verdinho e bem diferente do que encontramos pelo caminho.
Ainda levei um corte no cotovelo, mas foi algo superficial e que não sangrou muito. A minha calça rasgou devido aos arbustos e espinhos que eram muitos e nos deixavam arranhados. Quem fez a trilha de bermuda sofreu muito durante a caminhada.
O que não gostei neste dia foi perceber o despreparo dos guias locais, já que em nenhum momento houve uma atitude da parte deles que possibilitasse uma facilidade no caminho que percorremos. Em todos os paredões que descemos, não tinha uma corda ou escada improvisada para descermos e tínhamos que contar com a intuição para vencer todos os desafios.
Talvez seja este o charme do local.
A dificuldade de acesso preserva um dos mais lindos cartões postais da região e faz com que as águas da Cachoeira do Frade sejam acessíveis somente para os desbravadores e corajosos.
Este foi o nosso segundo dia...

domingo, 8 de janeiro de 2012

Parque Nacional de Ubajara

Nossa  chegada na cidade de Tianguá, no Ceará, foi muito cansativa e sofrida porque viajamos 22 horas do Recife até aqui. Eu e um grupo de 25 amigos aventureiros estarão aqui nesta cidade para conhecer um pouco do Parque Nacional de Ubajara e todas as suas belezas.
Hoje fomos visitar algumas trilhas e cachoeiras e o que mais me chamou a atenção foi perceber que o parque possui uma estrutura muito legal para receber os visitantes, pois dispõe de guias, caminhos sinalizados, restaurante, sanitários, teleférico e muita informação disponível para quem quiser aprender um pouco sobre natureza e preservação ambiental.
Nosso caminho teve uns 10 km de extensão no total, com muitas subidas e descidas, onde pudemos conhecer a bela Cachoeira do Cafundó, que tem uma altura considerável e só é possível tomar banho numa parte que fica dentro da floresta. O caminho é praticamente de sombra, pois a vegetação fechada nos proporcionou uma caminhada tranquila e sem o incômodo do sol em excesso. Eu até pensei que fosse chover, pois o dia amanheceu nublado e demorou para esquentar.
Visitamos também a Gruta de Ubajara que para minha surpresa possui um sistema simples de iluminação, mas que possibilita uma visão mais real das formações rochosas do local. O caminho que dá acesso é de pedras que foram colocadas por uma tribo indígena há mais de 100 anos. Gostei, mas fiquei com medo dos morcegos que voavam o tempo todo nas nossas cabeças e faziam um barulho irritante. Passamos por uma parede cheia de morcegos que estavam em fase de procriação e isso nos causava certa irritação com o barulho e mau cheiro que deixam no local. Outra situação que vi e que não gostei, foi ver o rastro do homem irracional por lá, já que muitas paredes e formações foram destruídas, além de muitas paredes terem várias inscrições irregulares. Hoje isso não acontece mais, pois com a criação do Parque Nacional de Ubajara tudo ficou preservado e livre das mãos dos vândalos que utilizavam o local de forma irregular.
O ponto alto do passeio foi poder subir o paredão de pedra através de um teleférico que nos proporcionava uma visão parcial do parque e nos fazia ficar com aquele frio na barriga de tanta excitação por estar um lugar tão alto. Um passeio sem retoques e este foi apenas o nosso primeiro dia de aventuras nesta terra tão bonita que é o Ceará. Ainda teremos muitas outras paisagens encantadoras para descobrir e tenho certeza que todas elas ficarão guardadas nas nossas memórias e nos nossos registros fotográficos. Somente hoje registrei quase 500 fotos, de muitas situações inquietas que vi e que não poderiam passar em branco.
Amanhã tem mais... 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Vamos Chamar o Vento...

Minha amiga Eliane Maciel me pediu par fotografar esta imagem na praia e por isso a postagem de hoje vai ser dedicada à ela. 
Vou falar da ação do tempo e como o vento sopra a cada segundo mudando tudo ao seu redor, nos impulsionando a  tomar outras ações para superar aquilo que já passou.
O vento sopra no nosso rosto e nos refresca, mas se este for forte demais, irá nos derrubar e nos fazer perder o equilíbrio em alguns momentos, nos fazendo perder a visão daquilo que estava tão nítido aos nossos olhos já tão cansados de tantas situações.
Tudo que vivemos pode ser melhorado e não precisamos deixar que a poeira tome conta de tudo. Devemos sacudi-la e fazer com que a percepção seja novamente restaurada e tenhamos chances de ver tudo claramente e com ótimas impressões. Não adianta ficar chorando pela poeira passada; é mais válido passar o dedo e perceber que por trás dela ainda existe algo importante para nós e que deve ser preservado.
A visão das situações pode se tornar a cada dia melhor se tivermos a vontade de sempre mudar uma situação entrópica e delicada e deixar o que era desfavorável, altamente adequado e ao nosso gosto.
Aliás, o gostinho da mudança e da poeira levantada após um período de grande turbulência e com vendaval em alta velocidade, só nos faz acreditar que a vida é bem melhor se for desfrutada e vista com todos os seus detalhes.
Deixa o vento soprar...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sereia ou KLB?

Minha mãe sempre fala que as roupas de hoje não ajudam a moldar os corpos das mulheres e se formos aliar este fator à alimentação inadequada teremos dois fatores para que as sereias sejam, a cada dia, transformadas em Mulheres KLB (Ki Lapa de Bucho). São meninas novinhas que parecem estar grávidas com tanta gordura localizada e tudo isso não é só um fator do histórico familiar e sim das formas sedentárias de vida que hoje encontramos, pois as brincadeiras e divertimentos foram substituídos por atividades mais calmas, como ficar horas e horas na frente de um computador, sem possibilitar que o corpo seja exercitado e possa queimar as calorias ingeridas.
O que vemos também são as diversidades de alimentos inadequados e que são substituídos por refeições inteiras, quando as pessoa terminam enchendo o seu corpo com o que não presta e fazendo dele uma bomba relógio que pode explodir a qualquer momento.
Na minha infância não fui acostumado a comer besteiras e sempre tinha em casa o que era saudável e adequado. Lanche da tarde era vitamina e refrigerante só em datas festivas. Lanche da escola era fruta e suco. A minha mãe teve consciência desde o início e até hoje preservo um pouco disso, pois evito comer o que não nos satisfaz, mas que contribui para o nosso desenvolvimento corpóreo, se é que me entendem...
As mulheres sofrem mais do que os homens e ficam destruídas pela celulite e pelos culotes que deformam qualquer estrutura e fazem com que a imagem seja terrível e não muito atrativa. 
É cada KLB que vejo por aí...
E a maioria deles são em mulheres jovens, que nunca tiveram filhos e que, em regra, não deveriam ter esse tipo de problema ou quem sabe de uma forma minimizada, mas não extravagante como encontramos.
As sereias viraram baleias e terminam se tornando vítimas da sua própria imagem, pois usam o que é adequado às pessoas com o corpo em dia, magrinho. 
Vejo pessoas usarem cada tipo de roupa, com cada corpo...
Será que possuem espelho em casa? 
Sempre me faço esta pergunta.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mercadinho, Mercadão...

Com sua estrutura de ferro, importada da Europa no século XIX, o Mercado de São José é o vilão dos bolsos mais inquietos, pois suas lojas oferecem de tudo um pouco e lá podemos encontrar objetos de decoração, artesanato, cartomantes, artigos de umbanda, roupas, artigos de couro, alimentos, ervas, imagens santas e profanas, rendas e por aí vai...
É uma delícia andar por lá, pois as coisinhas que encontramos são encantadoras e nos fazem esquecer dos limites do dinheiro e gastar sempre um pouco além da conta. Acho quase impossível ir lá e não trazer nada, a não ser que a pessoa esteja lisa e sem condições de gastar um centavo.
Já na entrada podemos ter a noção do que vem pela frente, pois as inúmeras lanchonetes oferecem o tradicional Caldo de Cana com Pão Doce, uma iguaria que enche o bucho e deixa aquele gostinho de quero mais. Tem peixe, queijo de coalho, queijo de manteiga, frutas de época e muitas pessoas circulando.
Ao entrar podemos nos dar ao luxo de escolher a rua mais adequada aos nossos desejos, pois cada uma delas tem um segmento, igual a um shopping.
O difícil não é escolher a rua, é passar por elas sem perder um tempinho vendo as novidades da arte e da cultura, pois tudo é muito tradicional e pitoresco e para quem visita a cidade é o melhor local para comprar uma lembrancinha e levar um pouquinho de Pernambuco para onde for.
A área que não me agrada muito é a que é destinada aos frios e carnes, pois o cheiro forte de camarão e peixes deixa o local meio impróprio para os que não suportam odores acentuados e constantes. Acho engraçada a área que vende ervas, pois para cada tipo de mazela existe uma folhinha que cura ou que pelo menos nos deixe com uma sensação bem melhor que antes. 
Sem contar que há a consultoria especializada dos adeptos do candomblé que ainda ensinam a reza adequada e a forma apropriada de usar as ervas, seja ingerindo ou usando no banho.
Faz um pouco de medo andar pelas áreas que vendem artigos de umbanda, pois a cada volta nos deparamos com o capeta em gesso e nas cores preta e vermelho. 
A visita se torna um deleite e gosto sempre de fazer isso quando vou ao centro da cidade, pois da mesma forma como nos atualizamos nas lojas mais sofisticadas, o Mercado de São José nos deixa por dentro das últimas tendências do artesanato e nessa época já adianta as coleções de carnaval que já reinam nas prateleiras.
E viva a nossa história.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Lirinha sem o Cordel

Lirinha fez o que já era bem óbvio, ou seja, lançou um CD solo após o fim da banda Cordel do Fogo Encantado. O som mostrado neste álbum é bem parecido com o que ele fazia com os outros integrantes do conjunto que estava sendo reconhecido nacionalmente quando teve o fim anunciado.
O título é simples: Lira. 
Uma alusão ao seu sobrenome.
O Cordel do Fogo Encantado era mais visceral e tinha batidas mais fortes, mas isso não tira nenhum mérito deste trabalho musical. O que se encontra neste álbum são arranjos eletrônicos e cheios de poesia, já que esta é uma das características mais marcantes do artista que mostra um trabalho maduro e bem elaborado.
Como já fizeram outros artistas, o CD está disponível para ser baixado integralmente no site do artista e esta é mais uma forma de dizer ao mundo que a música é universal e deve ser acessível a todos. 
Ainda não o vi nas lojas mais especializadas para venda.
O cantor apresenta doze músicas bem mescladas e com sons variados e que certamente agradarão a todos os seus fãs, já que ele tem a cadência certa para cada letra e consegue dar boa demonstração de competência musical e eleva Pernambuco ao estrelato, nos orgulhando por ter as nossas influências musicais em cada uma das faixas apresentadas.
Influências melhoradas, claro, pois cada música tem arranjo diferenciado mas são únicas numa característica: o som com cara de antigo, de radiola antiga
Um primor.
Confiram este trabalho e descubram o legado que o Cordel do Fogo Encantado nos deixou.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...