quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mercadinho, Mercadão...

Com sua estrutura de ferro, importada da Europa no século XIX, o Mercado de São José é o vilão dos bolsos mais inquietos, pois suas lojas oferecem de tudo um pouco e lá podemos encontrar objetos de decoração, artesanato, cartomantes, artigos de umbanda, roupas, artigos de couro, alimentos, ervas, imagens santas e profanas, rendas e por aí vai...
É uma delícia andar por lá, pois as coisinhas que encontramos são encantadoras e nos fazem esquecer dos limites do dinheiro e gastar sempre um pouco além da conta. Acho quase impossível ir lá e não trazer nada, a não ser que a pessoa esteja lisa e sem condições de gastar um centavo.
Já na entrada podemos ter a noção do que vem pela frente, pois as inúmeras lanchonetes oferecem o tradicional Caldo de Cana com Pão Doce, uma iguaria que enche o bucho e deixa aquele gostinho de quero mais. Tem peixe, queijo de coalho, queijo de manteiga, frutas de época e muitas pessoas circulando.
Ao entrar podemos nos dar ao luxo de escolher a rua mais adequada aos nossos desejos, pois cada uma delas tem um segmento, igual a um shopping.
O difícil não é escolher a rua, é passar por elas sem perder um tempinho vendo as novidades da arte e da cultura, pois tudo é muito tradicional e pitoresco e para quem visita a cidade é o melhor local para comprar uma lembrancinha e levar um pouquinho de Pernambuco para onde for.
A área que não me agrada muito é a que é destinada aos frios e carnes, pois o cheiro forte de camarão e peixes deixa o local meio impróprio para os que não suportam odores acentuados e constantes. Acho engraçada a área que vende ervas, pois para cada tipo de mazela existe uma folhinha que cura ou que pelo menos nos deixe com uma sensação bem melhor que antes. 
Sem contar que há a consultoria especializada dos adeptos do candomblé que ainda ensinam a reza adequada e a forma apropriada de usar as ervas, seja ingerindo ou usando no banho.
Faz um pouco de medo andar pelas áreas que vendem artigos de umbanda, pois a cada volta nos deparamos com o capeta em gesso e nas cores preta e vermelho. 
A visita se torna um deleite e gosto sempre de fazer isso quando vou ao centro da cidade, pois da mesma forma como nos atualizamos nas lojas mais sofisticadas, o Mercado de São José nos deixa por dentro das últimas tendências do artesanato e nessa época já adianta as coleções de carnaval que já reinam nas prateleiras.
E viva a nossa história.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Lirinha sem o Cordel

Lirinha fez o que já era bem óbvio, ou seja, lançou um CD solo após o fim da banda Cordel do Fogo Encantado. O som mostrado neste álbum é bem parecido com o que ele fazia com os outros integrantes do conjunto que estava sendo reconhecido nacionalmente quando teve o fim anunciado.
O título é simples: Lira. 
Uma alusão ao seu sobrenome.
O Cordel do Fogo Encantado era mais visceral e tinha batidas mais fortes, mas isso não tira nenhum mérito deste trabalho musical. O que se encontra neste álbum são arranjos eletrônicos e cheios de poesia, já que esta é uma das características mais marcantes do artista que mostra um trabalho maduro e bem elaborado.
Como já fizeram outros artistas, o CD está disponível para ser baixado integralmente no site do artista e esta é mais uma forma de dizer ao mundo que a música é universal e deve ser acessível a todos. 
Ainda não o vi nas lojas mais especializadas para venda.
O cantor apresenta doze músicas bem mescladas e com sons variados e que certamente agradarão a todos os seus fãs, já que ele tem a cadência certa para cada letra e consegue dar boa demonstração de competência musical e eleva Pernambuco ao estrelato, nos orgulhando por ter as nossas influências musicais em cada uma das faixas apresentadas.
Influências melhoradas, claro, pois cada música tem arranjo diferenciado mas são únicas numa característica: o som com cara de antigo, de radiola antiga
Um primor.
Confiram este trabalho e descubram o legado que o Cordel do Fogo Encantado nos deixou.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Situações Improváveis

Registrei esta improvável fotografia da Avenida Conde da Boa vista, a mais vertiginosa, barulhenta e movimentada avenida do Recife; se é que nesta cidade ainda existe algum lugar tranquilo. É muito movimento em todos os lugares e tudo isso nos causa uma certa inquietação. Como se não bastasse, a cidade está cada dia mais quente e os dias de verão não são fáceis de suportar.
Esta foto foi captada na passarela da ampliação, ainda inacabada, do Shopping Boa Vista, que trouxe poucas novidades aos consumidores, exceto pelo grande edifício garagem de onze andares e todo em estacas de aço. 
O que mais me assustou quando estava registrando a foto foi ter sido chamado a atenção pela segurança do shopping, que me disse: "É proibido ficar aqui na passarela". 
Então eu disse que para evitar qualquer tipo de problema, queda ou suicídios em massa, o shopping deveria ter tido a boa ideia de fechar a passarela e climatizar, tal qual fizeram no Shopping Plaza, que criou muito conforto e segurança às pessoas que por lá circulam. 
Ela me olhou com uma cara de desprezo...
Não perdi a oportunidade de ser chato, pois achei aquela atitude meio fora de órbita e desnecessária.
Espero que com o término das obras, a passarela possa ter este padrão de qualidade, fazendo com que as pessoas sejam poupadas deste tipo de constrangimento, pois nada pior do que ser chamado a atenção para algo que tem fácil possibilidade de resolução. Sem contar que evitaria o trabalho dos seguranças que ficam rondando a passarela o tempo todo. Acredito que possuem atividades mais eficientes para serem desenvolvidas na sua rotina de trabalho.
Mas o que ficou na lembrança foi a imagem da avenida, sem muito movimento e dando uma visão parcial do centro da cidade que é bem cheio de oportunidades e faz com que todos nós possamos passar grande parte do nosso tempo observando as inúmeras coisas que são vendidas nas ruas da cidade. É uma infinidade de coisas úteis e inúteis e que terminam por causar um grande transtorno aos que andam pelas ruas apertadas do Recife.
Fica o registro da avenida e da sua improvável calmaria.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Descontração

O que pude perceber no show da Ivete Sangalo é que a cantora vai além daquilo que se espera de uma artista, pois seu carisma acima da média fez com que o público literalmente vibrasse com as suas músicas e com as inúmeras brincadeiras que ela faz no palco.
O show apresentado aqui no Recife, no último dia 30 de Dezembro, foi muito bom e lotou a casa de eventos onde foi realizado, pois todos queriam ver um pouco do show apresentado em Nova Iorque, no Madison Square Garden, já que a totalidade daquele espetáculo não foi possível devido ao espaço que era muito aquém das possibilidades. Ivete terminou fazendo um show misto e que agradou bem mais, pois mostrou uma artista livre de protocolos e muito descontraída.
Foi a primeira vez que vi a cantora num show fechado, mas já tinha visto uma apresentação sua nos tempos da Banda Eva, quando o Recifolia ainda animava a orla de Boa Viagem no início do verão. Ela mudou de roupa, fez brincadeiras, chorou, elogiou os pernambucanos e cantou muito, muito.
Cantou tanto que atrapalhou o show seguinte, que era da Banda Biquíni Cavadão. Eles terminaram cantando pouco, seja pelo horário já avançado ou pela pouca quantidade de pessoas que ainda resistiu ao furação Ivete.
Eu vi o show deles sentadinho na grade de proteção, cansado e sem forças para dançar. Preferi cantar as músicas da banda que trouxe neste show novos e antigos sucessos, que muito agradaram os insistentes fãs que permaneceram no local.
Só tive a sorte de tirar esta foto da postagem pois as demais ficaram tremidas e desfocadas, já que era quase impossível obter um ângulo certeiro num local tão cheio de gente pulando a todo o instante e causado, em alguns momentos, um certo tumulto. É preferível ficar mais distante e apreciar o show com calma, pois não tenho mais pique para isso.
De qualquer forma, foi lindo, divertido e inesquecível.
Ivete Sangalo fez a festa e não deixou barato.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Interferências Urbanas

Quando andamos por cidades históricas, como Recife, ficamos muitas vezes indignados com a quantidade de interferências urbanas nos monumentos históricos que a cidade possui, pois além de impossibilitar uma fotografia perfeita, fazem com que alguns pontos fiquem sujos e desorganizados. É o caso dos locais onde os ambulantes tomaram conta e fazem a festa em locais onde o único detalhe deveria ser a contemplação e visitação organizada.
Fui no centro da cidade no penúltimo dia do ano e terminei levando a minha máquina para registrar alguns instantes grandiosos da cidade e fiquei surpreso com a dificuldade que temos para fotografar alguns locais e como eles se tornam feios devido ao grande número de fios, postes mal posicionados, luminárias inadequadas, tintas mal aplicadas, panfletagem e muitos ambulantes. 
Terminei fotografando detalhes de muitos deles e não a sua totalidade, pois ficava feio demais inserir numa foto as coisas que vi.
Em algumas igrejas os mendigos e bêbados faziam abrigo e no Pátio da Igreja do Carmo vi até alguns adolescentes cheirando cola e fazendo suas necessidades fisiológicas nas paredes da igreja que é uma das mais belas e importantes da cidade.
No mínimo a prefeitura deveria fiscalizar e proibir determinados abusos em prol do nosso patrimônio, pois se continuar assim, todo mundo fazendo o que quer, em pouco tempo tudo irá ruir e se tornar um monte de prédios velhos e abandonados. No Recife antigo muitos edifícios estão em reforma, mas outros já foram invadidos e servem de habitação para as pessoas que vivem nas ruas e agora se arriscam em edificações que não oferecem muita estrutura de uma vida organizada, sem contar que a forma louca de modificar estes locais pode acelerar o processo de abandono, comprometendo vidas que se arriscam diariamente morando em locais tão inseguros.
As fiações são um caso à parte e sinceramente eu não sei como as empresas de energia e telefonia conseguem encontrar uma forma adequada e inteligente de efetuarem suas ligações, pois a mistura de fios faz com que tudo pareça uma bomba, quase a ponto de explodir.
Os ambulantes em excesso no centro da cidade fazem a desordem geral, pois eles mesmos tratam o seu local de trabalho como uma favela transitória, onde vale quase tudo para conquistar a clientela que nem sabe ao certo onde parar para comprar alguma coisa, já que a oferta de itens é variada e na sua maioria de besteiras e coisas desnecessárias e com pouquíssima qualidade. 
A alimentação vendida nas ruas é outro caos, pois são nojentas, desorganizadas e comprometem a saúde de qualquer pessoa que se arrisque a ter um momento de desfrute das iguarias vendidas. Voltei do centro da cidade um pouco agoniado, pois andei muito e o que vi de interessante estava ocupado ou escondido por um monte de interferências que faziam da cidade histórica um problema do tamanho do mundo.
Colocaram no costume essa bagunça toda e agora mudar tudo isso é algo quase impossível e se um dia ocorrer vai criar muita polêmica. Pelo menos as empresas responsáveis e a prefeitura deveriam investir na modernização da rede elétrica, embutindo todas as fiações expostas, principalmente as que interferem nos monumentos históricos.
Já seria um bom começo...
Que em 2012 possamos ver melhorias neste aspecto. Não custa sonhar.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo


Amigos...
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/*˛˚ •˚ Feliz Ano Novo!!! 2012 de muita paz!!!˚ ✰✰˚* ˚
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

João Fênix

O quarto CD do Fênix, agora João Fênix, é um primor de musicalidade e conta com 11 faixas eletronicamente arranjadas, onde a mistura de sons aliados à sua voz única fazem deste trabalho um dos mais suaves da sua carreira, que já contempla 04 álbuns. Desde os primeiros instantes da sua trajetória, o artista não despreza a qualidade e fica cercado de pessoas competentes para dar vida a cada novo investimento no mercado fonográfico. Neste há a participação de Jaime Alem, que é um maestro de grande competência no cenário musical, o preferido de grandes artistas na MPB. 
O novo álbum traz o artista de uma forma simples, sutil e com um visual bem diferente dos trabalhos anteriores. No seu início de carreira, o que mais chamava a atenção do público era a forma como se comportava no palco e também as várias roupas que usava para compor cada música. 
Agora João Fênix valoriza a voz e o seu nome artístico já denota isso, pois a união dos dois nomes nos dá a impressão de simplicidade e força ao mesmo tempo e isso é bem visto nas suas músicas, já que nenhuma delas deixa de lado o simples e harmonioso. Os toques eletrônicos, embora suaves, fazem com que a força seja vista nas músicas apresentadas e que possuem grande harmonia musical.
Fênix nasceu no Recife e carrega um pouco dessa essência dentro de si. Neste álbum ele está mais "cool" e menos popular. É algo de grande diferença e merece ser ouvido por todos aqueles que gostam de música de qualidade e sabem identificar um talento nato desde a primeira audição.
No site da sua gravadora já é possível comprar o CD que foi oficialmente lançado em Novembro, no Rio de Janeiro. Espero que ela possa vir ao Recife para um show, possibilitando aos pernambucanos desfrutar deste grande prazer musical que é o seu novo CD chamado de "A Foto Onde eu Quero Estar".
Um ótimo lançamento para fechar o ano com muito ritmo e musicalidade.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...