quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Falta de Compromisso

Quando assumimos um compromisso com alguém, temos que ter a competência necessária para cumprir até o fim tudo o que prometemos para que nenhum mal estar seja criado, já que todos nós temos compromissos e destinamos um tempo para executar todas as nossas atividades, sejam elas relacionadas diretamente a nós ou a outras pessoas.
Toda uma ansiedade prévia para um encontro ou para um acontecimento pode vir a ruir se não acontecer da forma como imaginávamos e isso é reflexo da importância que damos às pessoas e aos eventos. Se forem importantes para nós, nos revestimos de cuidados para que tudo aconteça conforme planejado, mas se não é bem assim, ficamos adiando ou arranjando desculpas para remediar os nossos atos falhos e omissões diante daquilo que já estava bem organizado e tinha ótimas chances de acontecer de uma forma muito boa.
Desculpas esfarrapadas não caem bem quando o descaso é maior que a justificativa. Aliás, justificativas não são bem-vindas!!!!
Se não temos como honrar nossa palavra, cabe um aviso antecipado para que todos fiquem alinhados e possam rever suas atividades ou até descontinuar as que estavam sendo feitas de forma mais acelerada para que tudo fosse perfeitamente executado. O compromisso é muito importante para as pessoas, mas infelizmente elas ainda não se acostumaram a ter isso como ponto de ordem nas suas vidas e fazem de cada nova atitude uma forma de queimar sua imagem diante de quem lhe destina muita confiança e atenção.
É incrível como sempre esta história se repete, seja no ambiente pessoal ou profissional, e em todos eles as desculpas são sempre as mesmas e as pessoas sempre tentam omitir sua culpa com conversinhas sem fundamento.
Vou fechar os olhos e fingir que não vejo nada... É melhor, pois não me irrito.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

RAIS

Até o dia 28 de Fevereiro todas as empresas devem entregar ao Ministério do Trabalho a RAIS, Relação Anual de Informações Sociais, que nada mais é do que um histórico de todas as movimentações de pessoal ocorridas no ano anterior ao da declaração. Nesta informação constam: nome, PIS, CTPS, sexo, raça, salários, afastamentos, etc, etc...
Gostaria de qualificar a RAIS de "Relação Anual de Inconsistências Sociais", pois desde que eu me entendo de gente e desde que trabalho na área que não vi um sistema de folha gerar todas as informações sem que aparecessem inúmeras inconsistências, erros, avisos e o que mais de errado tiver qualificação.
Para completar, o sistema não apresenta os erros de uma só vez e vai aos poucos mostrando o que ele acha compatível com a sua memória e isso faz com que os usuários demorem um tempão para reparar todos os problemas encontrados na validação.
Um inferno....
Além do mais o governo insiste em fazer mudanças no layout anualmente, acrescentando dados, extraindo outros e com isso comprometendo a paciência de todos que são obrigados a cumprir prazos de entrega para não pagar multa pela omissão da declaração.
Ainda temos que agradecer pelos sistemas gerarem as informações automaticamente, pois imaginem se fosse como no passado que esta linda declaração era feita com o preenchimento de formulários à máquina ou à mão, gerando inúmeros erros de processamento e deixando os departamentos cheios de pessoas para executarem tarefas inglórias e manuais.
Dia 28 vem aí.... 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quando a tapa é maior que a cara...

Algumas pessoas conseguem nos dar tapas gigantescos na cara e a impressão que temos é que a mão do indivíduo é maior que o próprio corpo, tamanha é a intensidade do estrago que nos causa. Não um estrago físico, mas psicológico.
De onde menos esperamos acontecem surpresas e todas elas nos fazem pensar um pouco sobre as pessoas e como elas podem apresentar faces diferentes para cada ocasião e mudança de ânimo. É o significado da vida mais presente em atitudes desgastadas e cheias de rancor, onde a carga de negatividade é tão grande que nos aflige e nos deixa com o coração apertado de tanta angústia.
Longe de mim...
Resolvi escrever sobre esse tema quando acidentalmente, no último sábado, fazendo faxina, deixei que um livro caísse no meu rosto e o danado me causou uma marca vermelha, me deixando com um gosto terrível de sangue na boca. Deve ser assim mesmo quando recebemos uma tapa dessas e o sangue que escorre não é nada bom para o nosso espírito já que a vida que ele nos traz vai embora e nos deixa vulneráveis e tristes sem saber ao certo como lidar com as situações que nos aparecem.
Uma tapa na cara é uma forma depreciável de colocar uma pessoa no limbo e dizer indiretamente para ela que o lixo é o seu lugar e que nada no mundo é tão desvalorizada quanto a sua imagem e semelhança. Seja como for, é uma atitude não louvável e precisa ser banida da vida de todos.
Vamos trocar as tapas por palavras bem colocadas, por justificativas plausíveis, por verdades bem ditas.
E seja feito assim...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Muito Louco

O filme "Bicho de Sete Cabeças" trata de um assunto no mínimo intrigante, pois nos coloca para pensar sobre a necessidade e eficácia dos tratamentos psiquiátricos nos hospitais que tratam de delinquentes, que são os hospitais de custódia.
A realidade mostrada no filme fala de uma situação que era bem comum há alguns anos, pois para que não fossem perdidas as verbas necessárias para manutenção dos manicômios, os médicos faziam de tudo para que o doente permanecesse sob seus cuidados, sendo estes submetidos a vários tratamentos inadequados que comprometiam ainda mais a sua saúde e o deixavam ainda mais perturbando e inapto para o convívio em sociedade.
Não havia um tratamento adequado a cada tipo de situação e pequenos delitos de adolescentes eram tidos como disfunções mentais, quando deveriam ser tratados de uma forma diferente ou sem que houvesse a necessidade de uma internação.
A personagem principal do filme é "Neto" um jovem adolescente como qualquer outro, que por falta de acompanhamento familiar foi internado num local onde o tratamento oferecido comprometeu seu lado psicológico e fez com que o um delito pequeno se tornasse um problema maior, causando um transtorno muito grande na sua vida e dos seus pais.
Os hospitais de custódia eram e ainda são usados como forma de tirar da sociedade as pessoas que cometiam delitos por terem problemas mentais ou atitudes tidas como inaceitáveis, sendo os tratamentos ineficazes deixando os indivíduos ainda mais problemáticos e sem chances de controlar os seus impulsos e sensações diante de um mundo que não o aceitava bem e o tinha como um ser à margem da sociedade.
As formas desumanas de tratamento eram os delitos piores que poderíamos esperar de médicos que estavam no comando dos hospitais psiquiátricos e todos os tratamentos apontados no filme iam de encontro com os princípios individuais de cada pessoa. As famílias sem informação também pecavam e contribuíam para este grande equívoco da sociedade e destinavam os seus parentes para que sofressem as mais altas punições em locais mal tratados, sujos e sem condições mínimas para garantir qualquer dignidade que fosse.
Analisando sob o aspecto penal, não vi eficácia nos tratamentos e a forma de escolher os seus pacientes era desigual demais para que pudéssemos ter um perfil da pessoa ideal para este tipo de penalidade. Manicômios devem abrigar pessoas que realmente sejam loucas e os pequenos delitos de conduta, precisam ser tratados com penas mais eficientes, buscando devolver à sociedade pessoas melhoradas e não mais desajustadas do que antes.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Jazz no Carnaval

Garanhuns realiza neste ano a 4ª. edição do Garanhuns Jazz Festival e mostra aos visitantes que é possível ter um carnaval num ritmo diferente do que geralmente encontramos em Pernambuco. Se o ritmo em Recife é dos caboclinhos e maracatus, lá a guitarra e o sax comandam a festa que conta com atrações nacionais e internacionais.
Percebemos o crescimento do evento a cada ano, pois agora teve a sua programação incluída no roteiro turístico do carnaval pernambucano, como uma opção para os que fogem da agonia, como eu. O melhor da festa é aproveitar os ritmos envolventes e notar a grande maestria dos artistas que se apresentam e nos trazem uma grande bagagem cultural no currículo e isso é motivo de grande orgulho para uma cidade do interior e que em outras possibilidades talvez não tivesse chances de abrigar tais artistas.
Se o Jazz nos traz um som melódico e por muitas vezes triste, a promessa do festival é justamente o contrário e com um jeitinho bem pernambucano haverá a mistura de algumas atrações locais que com um estilo mais pernambucano mudará um pouco a face do evento que promete ter início e fim com ritmos mais contagiantes, contando até com a presença de DJ’s nos intervalos.
Garanhuns tem essas tradições e sempre procura incluir no seu currículo festas que fogem do convencional, atraindo um público diferenciado à cidade das flores e fazendo dela um lugar ainda mais aconchegante e bom de ser visitado, em qualquer época do ano.
Aos que preferem a calmaria no carnaval, é uma boa opção.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Pecando pelo Excesso

Hoje no Recife começam as maratonas para os bailes que antecedem o carnaval e a cidade já vai ficando agoniada com tantas mudanças para o período de folia. É avenida que é interditada para a montagem do Galo da Madrugada, são carros que batem nas gigantescas ornamentações de carnaval espalhadas pelas ruas, são lojas que se entopem de fantasias, são pessoas aflitas para soltar suas loucuras em três dias de festa pagã.
Recife tem grande tradição carnavalesca e isso é bonito de se ver, mas algumas ações que são tomadas são desnecessárias e comprometem os cofres públicos que gastam milhões com decorações que duram três dias, podendo investir em outras ações mais duradouras com o mesmo dinheiro. É incrível como para a reforma de uma escola a verba é demorada, mas para ornamentar o Recife Antigo o dinheiro jorra das torneiras dos cofres públicos. Tenho acompanhado nos jornais as brigas da oposição com a prefeitura sobre os gastos acima do esperado para o carnaval deste ano e concordo plenamente com a briga, pois acho que a decoração deve existir, mas não pode ser uma forma de gastar dinheiro desnecessariamente.
O bonito do carnaval não está nas decorações estáticas e sim na vivacidade das pessoas que se fantasiam e alegram todos os pólos de animação espalhados pela cidade. Tenho a impressão de estar sufocado quando vou ao Recife Antigo no período de carnaval já que em algumas ruas fica até complicado andar por causa da intervenção das decorações, que tiram a beleza do local e deixam em segundo plano o folião. Alegorias devem existir na avenida, na cabeça das pessoas, nos corpos que freneticamente dançam os três dias nas avenidas lotadas e fazem do nosso carnaval um dos maiores e mais bonitos.
Todo ano é a mesma coisa: Gastos desnecessários e ornamentação montada em cima da hora.
Quando será que a prefeitura vai entender que o carnaval não é isso e que para termos uma festa realmente bonita não precisamos deixar nossas ruas entupidas de blocos de cimento, de estruturas metálicas que impossibilitam ver nossos lindos casarios abrilhantando ainda mais a nossa festa mais importante do ano.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Eu não matei Joana D'Arc

Ontem eu nem a vi, sei que eu não tenho um álibi...
Nossas falhas de personalidade são infinitas, mas a maioria delas não nos causa mal e nem compromete o aspecto legal. Temos, na maioria das vezes, pensamentos errados para ações que acontecem na nossa vida e isso é maior do que a nossa vontade já que a nossa mente é que comanda nossos sonhos dormindo ou acordados. Queimar nossas bruxas em pensamento é algo comum e isso serve como defesa para os nossos medos e omissões, pois é mais fácil criar um espetáculo pirotécnico do que resolver de vez uma situação que nos deixa aflitos e com o coração apertado. Ouvir vozes esquisitas que nos encaminham para o mal, não necessariamente está relacionada à loucura, sendo completamente normal e aceitável para todos nós, afinal, somos humanos, cheios de lapsos e atos falhos em algum momento das nossas vidas atribuladas e cheias de guerras para serem vencidas.
Ser mártir de uma guerra sem fim não é uma atitude inteligente e o melhor é colocar um fim naquilo que não tinha um retorno esperado ou que não mostrava avanços, mesmo com muitas batalhas e tréguas ao longo dos anos. Se a bruxa pode virar santa isso só o tempo irá dizer, mas enquanto isso vamos queimando em madeira seca o que precisa virar pó, doando este ao vento para que ele tome a atitude necessária e nos faça inocentes ou até melhor compreendidos e com chances de defesa.
Eu não tenho álibi, mas eu juro que eu não matei Joana D’arc.

PS - Texto inspirado na música "Eu não matei Joana D'Arc, da Banda Camisa de Vênus"

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...