terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Color

A sensação que tenho quando algo está pálido demais é que não há vida e nem alegria nos ambientes, na vida e também nas pessoas. A cor e a arte de colorir é algo que sempre me chamou atenção e essa mistura de sensações e de cores nunca deixou de fazer parte da minha vida e sempre tenho como base esse princípio, pois a uniformidade nas texturas compromete toda a minha percepção e disposição.
Gosto da mistura de cores, do contraste, da sensação de ter vida. Em casa procuro ser diferente e uso cores mais sóbrias no que tenho, já que neste local ficamos mais cansados se há muita mistura de cor. O ideal é ter roupas, objetos, adereços e outras coisas diferenciadamente coloridas ou com detalhes que não passem despercebidos pelos olhos mais atentos.
Homenagear a nossa vida com as cores que ela nos traz é algo singular e só favorece cada pedacinho da nossa alegria e ânimo, nunca permitindo que fiquemos tristes e pensativos sobre o que poderemos ou deveremos fazer. Para mim, a cor funciona como uma inspiração e um moderador de ânimo. Quem me conhece bem sabe como isso funciona, pois dificilmente me verá com o preto ou o branco, que para mim são cores frias demais apesar de serem base para todas as outras. Só tenho paciência de usá-las em situações muito específicas e por pura obrigação.
A vivência que temos é essencial para que possamos enxergar todas as cores que nos cercam e com isso melhorar todos os nossos estímulos e sensações de um mundo que aos poucos aprendeu a ser colorido e hoje parece com o esquecimento desse diferencial. A explosão de cores que vi nos anos 70 e 80 foram as minhas lembranças mais presentes da infância e que hoje não consigo enxergar por onde passo. Parece que as pessoas aprenderam a ter vergonha do que antes era muito comum e bem usado.

PS - Postagem 2 das 4 que estavam atrasadas
Escutando: Echo, da Cyndi Lauper - Perfect!!!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Analisando os Fatos

Estou vendo tudo, estou vendo tudo, mas fico calado e faz de conta que sou mudo...
Analisando os fatos, vejo que tudo está cada vez mais complicado e que as pessoas precisam urgentemente de alternativas para bloquear a sua infame mesmice e falta de atitude. É notável como as pessoas só cobram e nada fazem em favor dos outros, sendo cada dia mais exímias na arte de complicar e de apontar falhas.
A melhor forma de conhecer uma pessoa, é observando a forma como ela lhe trata num momento de agonia, problemas ou falta de dinheiro. Cada uma das pessoas que estão atualmente no nosso círculo de relacionamentos terá uma forma de reagir diante de tudo ou dos fatos isolados, mas saibam que as respostas que iremos ter serão as mais diferentes possíveis.
Não entendo como o mundo ficou assim e parece que ninguém quer resolver nada, mas sim encontrar um bestinha para depositar as broncas que surgem e que ninguém quer colocar a mão. São relacionamentos destruídos, falatórios sem necessidade para resolver e assuntos que precisariam de um pouco de paciência e ajuda mútua, mas isso é o mais complicado encontrar.
Ninguém quer ajudar e sim complicar. Ajudar só se for para ter algo em troca e se o interesse falar mais alto que a cooperação. Complicar é a palavra  de ordem quando queremos atrasar a vida das pessoas fazendo disso uma grande desculpa para omitir as nossas próprias falhas e com isso repassar o que nos incomoda e não temos capacidade ou coragem de enfrentar.
Vamos perceber melhor e realmente resolver o que nos aparece...

PS - Postagem 1 das 4 que estavam atrasadas.
Escutando: High and Mighty, da Cyndi Lauper

domingo, 6 de fevereiro de 2011

DVD Beijo Bandido

Como já falei aqui no Blog sobre o Show Beijo Bandido, do Ney Matogrosso, vou deixar somente a dica de compra do novo DVD do artista, que sem dúvida é perfeito.
Um espetáculo tão primoroso deve ter um registro definitivo.

Sagrada Família

Sempre tive, desde a minha infância, uma ligação muito forte com a minha mãe, algo que somente o amor e a afinidade podem explicar. Com meu pai tinha uma relação aceitável já que ele nunca foi um homem receptivo e amoroso como sempre imaginei. Mesmo assim percebo que, de jeito dele, ele mostrava o seu amor. Com meus irmãos, a relação sempre foi boa, não tenho do que reclamar.
Mas o que dizer das famílias que se destroem e não criam identidade e afinidade entre os membros que a compõem. Noto a falta de respeito entre os filhos e pais e não há nenhum tipo de tratamento diferenciado entre eles. Os filhos tratam a mãe como se fosse uma amiga qualquer, lhe dando menos valor que qualquer outra coisa.
O sagrado perdeu o sentido e hoje é visto como um problema na maioria das vezes, já que os adolescentes notam nas atitudes dos pais um grande empecilho para as suas escapadinhas e vivências nas mais incríveis baladas que estão disponíveis no mercado. Não são somente os filhos que ficam soltinhos demais e os pais perdem também o sentido de cuidado que devem ter com os filhos, os jogando no mundo cada vez mais cedo e fazendo com que tenham experiências imaturas e precoces em vários aspectos da sua vida.
Eu tive meu amadurecimento na hora certa e sofri pouco com as loucuras e agonias do mundo, já que tive oportunidade de receber as instruções necessárias para todos os meus passos. Ainda hoje escuto minha mãe se preocupar comigo, mesmo ela sabendo que já saí de casa para morar sozinho há mais de 11 anos. A vida mudou muito desde que saí de Garanhuns e vim para o Recife, mas nunca deixei que o meu coração perdesse a identidade que criei em casa, com o amor e orientações que recebi.
Foi ele que me fez perceber como é sagrada a nossa família e como os ensinamentos bem dados na infância nos ajudam a ser homens melhores e mais conscientes do que queremos.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Antiguidade é Posto

Gosto muito de observar a arquitetura antiga, pois a riqueza de detalhes é algo que hoje em dia não encontramos mais. As construções de hoje estão cada vez mais simples e nem sempre trazem o esmero do que antes encontrávamos. Um exemplo disso é o "Parque Dona Lindu", aqui no Recife, pois os dois espaços construídos, um para exposições e outro para um teatro ficaram com um ar de inacabados, já que o revestimento mostra todas as imperfeições do concreto. Se foi proposital ou não, os engenheiros e arquitetos devem saber, mas o resultado poderia ter ficado bem melhor. Ficou grosseiro, feio.
Quando vejo os prédios antigos serem consumidos pelo tempo fico muito pensativo sobre o assunto, já que as leis de tombamento fazem com que os edifícios fiquem imutáveis, mas nem sempre os recursos necessários para as suas recuperações são destinados, fazendo com que sejam vistos como grandes problemas.
Alguns lugares só precisam de tinta e até isso é difícil encontrar na iniciativa privada, já que aqui na nossa região temos duas fábricas de tintas e nenhuma delas parece ter atenção para o fato. É comum notarmos a presença delas num evento como a "Casa Cor", já que os holofotes da imprensa estão bem ligados e isso favorece o marketing e também o faturamento.
O antigo nem sempre dá faturamento, mas dá história.
A história de uma cidade não pode ser deixada para trás e nada do que for feito será pouco para manter em forma o que há tempos foi grandioso e imponente. É gratificante ver um prédio restaurado e quando isso acontece parece que a respiração daquele local voltou a acontecer. Foi assim com alguns prédios do Recife Antigo e Olinda, mas ainda há muito o que fazer. Encontramos ainda muitos deles agonizando e pedindo um pouco de atenção às entidades, autoridades e sociedade e por mais que se fale em consciência, o que ainda não aprenderam a fazer foi a preservação do que é nosso e que tem posto de autoridade na memória das cidades mais antigas, como o Recife e Olinda.
Vamos tombar a nossa percepção e com isso cuidar melhor daquilo que foi belo e que por descuido está um pouco escurecido e precisando de uma arrumação, seja ela mais pesada ou leve.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Se a Vida é um Carnaval...

Dizem que o ano só começa após o carnaval e isso tem lá o seu fundo de verdade, já que após o reveillon as pessoas já começam a se programar para as mais variadas festas carnavalescas, sejam elas prévias ou oficiais. Em cidades com Recife e Olinda, isso se torna ainda mais notável e a impressão é de que a festa de agora é ainda melhor que o próprio período carnavalesco, já que não há tanta agitação e acúmulo de gente como nos dias da folia de momo.
A programação do "Carnaval Multicultural do Recife" foi divulgada esta semana e a variedade de opções impressiona. Há festa para todos os gostos e a cidade inteira poderá aproveitar o que o Brasil tem a oferecer em matéria de música, dança e manifestações culturais das mais variadas. Cada baile já começa a divulgar as suas ofertas de música e nos dois que já tive oportunidade de ver, as principais atrações não são pernambucanas e sim baianas. Talvez o pernambucano seja mais aceitável e por isso resolva sempre misturar os ritmos em busca de algo realmente multicultural, mas é difícil na Bahia você encontrar um pernambucano cantando e animando o carnaval de lá.
A valorização da nossa cultura local tem que ser quase imposta e em alguns anos na cidade de Olinda a prefeitura teve que até determinar o tipo de música que era permitido escutar, já que as tradições estavam sendo perdidas com o advento do axé e outros ritmos que nada tinham a agregar ao nosso frevo, maracatu, caboclinhos, ciranda e afoxés.
As fantasias e máscaras já podem ser encontradas em muitos lugares e cada um já começa a planejar a forma de se mostrar nesta festa que é a maior manifestação popular do Brasil e reflete um pouco do nosso perfil, já que somos alegres e muito dispostos a nos fantasiar diariamente de tantas personagens diferentes e com cada uma delas nos apresentarmos ao mundo para realizar o que queremos.
Nosso carnaval é o ano todo e nossa festa não tem fim.
Cada dia encontramos um "Papangu" diferente e as "La Ursas" nos metem medo no trabalho e na vida particular. As flechas que recebemos dos "Caboclinhos" podem até nos ferir, mas é nos tambores do "Maracatu" que acalmamos nossa mente e procuramos viver como numa "Ciranda", levando e trazendo nossas realizações ao ritmo do mar.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quase Sólidos

O evento "Janeiro de Grandes Espetáculos" deste ano nos presenteou com grandes atrações e pude comprovar uma das mais brilhantes, que foi a apresentação da peça teatral "Quase Sólidos", da Trupe de Copas.
Entre alucinações, conversas desencontradas, humor, realidade e muita interpretação, os atores vão nos mostrando um pouco do cotidiano e como é louca a nossa vida, diante de tudo que encontramos, seja pelas situações ou pessoas que comumente encontramos pelo mundo.
De forma inteligente, passam uma hora mostrando ao público que a loucura do homem é algo incurável e que se observarmos direito cada aspecto que ele tem, poderemos ficar abismados com tantas situações e diferenças. Logo no início da apresentação, a sensação de agonia é inevitável, mas se formos perceber, é isso que acontece na nossa rua, cidade e até dentro das nossas casas, onde nem sempre paramos para escutar os outros e buscamos ressaltar nossa voz, gerando um grande e incompleto diálogo.
Os ritmos, as inseguranças, as fobias, as alegrias também estão bem presentes em cada diálogo e a versatilidade dos atores impressiona, já que mudam de humor e alteram suas interpretações como se fosse um piscar de olhos e com isso nos fazem refletir que também somos alterados e vulneráveis aos mais diversos tipos de sentimentos e mudanças de humor.
Neste dia do espetáculo estava muito cansado e terminei dormindo um pouco durante a apresentação, mas nada que causasse um estrago na minha percepção. Meu sono foi o reflexo do que eles falaram, pois o cansaço também foi mostrado nas palavras, na expressão corporal e fez com que todas as pessoas pudessem parar um pouco para refletir sobre si e como a vida nos consome e nos deixa realmente "Quase Sólidos", como estátuas diante de tantas coisas e sem poder fazer nada para mudar. O que é possível mudar é quase nada e o homem fica com uma grande sensação de fraqueza, já que os acontecimentos são maiores do que ele.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...