domingo, 19 de dezembro de 2010

A Gota d´água

Quando fotografei a imagem acima não imaginava que as pessoas iriam ficar desfocadas e que a máquina iria dar destaque justamente à gota d'água que estava no vidro do carro. Criou um efeito interessante e me fez lembrar sobre a nossa paciência e também sobre os estouros que algumas vezes temos em nosso cotidiano.
Acumulamos muitas sensações e sentimentos dentro de nós, mas na maioria das vezes o que nos faz perder a cabeça é a gota d'água que faz com que o copo cheio de tensões possa transbordar e nos fazer derramar uma série de problemas e coisas mal resolvidas.
A sensação pós gota d'água é terrível, pois há uma mistura de culpa, raiva, alívio...
Nem sempre esta gotinha nos favorece e para que isso não nos cause problemas maiores, temos que ter uma verdadeira consistência dos nossos atos e percepções para que assim não sejamos injustos ou precipitados nas nossas decisões e atitudes.
Sabemos que a raiva nos move, assim como pode nos derrubar também e nada mais consciente do que fazer tudo com cautela e muita harmonia, evitando atropelos e agonias diárias com as pessoas que convivemos e que precisaremos de contribuições nas nossas vidas. Não vivemos sozinhos e por isso é necessário que tenhamos a certeza daquilo que iremos fazer para que não venhamos a ficar sozinhos nos momentos que mais precisaremos de auxílio, seja na vida pessoal ou profissional.
Se a paciência tem limites, é importante limitarmos também as gotas d'água que possam contribuir para o nosso transbordamento de sentimentos e com isso tomarmos as melhores decisões para o nosso sucesso e bom relacionamento.
Evite desfocar as pessoas e não dê ênfase às gotas d'água...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Trilhos Urbanos

Nas ruas por onde passamos, observamos muitas situações diferentes e as pessoas também são um atrativo; notamos os mais variados tipos de criaturas nessa imensa loucura que são as cidades.
Algumas mais apressadinhas, outras mais lentas...
Não importa, pois todos contribuem para que a vida seja fluida e tenha fundamento a cada segundo.
Os nossos trilhos urbanos nos levam a vários locais, sejam eles seguros ou não. Sabemos dos perigos que a cidade nos apresenta, assim como temos noção dos bons atrativos que poderemos encontrar. As opções são variadas e nenhuma delas é ruim para os nossos dias e sempre podem nos ajudar no que for necessário. Caminhando pelas ruas e cidades, encontramos muito mais do que lojas, pessoas, caminhos... Encontramos uma representação do perfil urbano em que estamos inseridos e que precisamos estar totalmente integrados para não sofrermos as conseguencias pela total falta de conhecimento dos nossos próprios caminhos.
Como desfrutar melhor a sua cidade e seu bairro se você não tem conhecimento deles ou se tem medo de conhecer o que está disponível para você diariamente?
Não precisamos ter medo das nossas cidades, mas cuidado para saber onde e quando deveremos estar. Se tivermos tal percepção, não vejo problemas e situações ruins para ninguém.
Aprendi a conviver bem com as cidades que morei, como Garanhuns e agora Recife e muitas vezes vejo pessoas que sempre nasceram aqui e que  desconhecem totalmente alguns locais por medo ou falta de iniciativa para sair de casa e descobrir as belezas da cidade ou então para perceber o seu mundo, o seu universo quase particular.
É inadimissível que alguém que mora há muito tempo num local não tenha a noção do que lá existe e com isso faça da sua vida uma prisão, onde a sua casa se torna um presídio confortável, mas que lhe impossibilita de descobrir o brilho do sol além da janela e também como andam as evoluções nas ruas e quais são as novidades que a cidade está lhe trazendo.
Aprenda a trilhar sua cidade e construa seus próprios caminhos dentro dela...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Galo de Campina

A exposição do artista plástico Fernando Areias, no Aeroporto do Recife, me fez lembrar a minha casa lá em Garanhuns nos tempos em que meu pai era vivo e criava vários passarinhos, de muitas espécies.
Era uma cantoria sem fim logo cedo e isso nos dava a sensação de estarmos no mato, em contato com a natureza. A obra que mais me arrebatou foi a que retratava o Galo de Campina, que era um dos pássaros que tínhamos lá em casa. Sua plumagem tricolor era encantadora e o vermelho da sua cabeça era destaque dentre os demais, que, na maioria das vezes, traziam cores pardas e sem muita luz.
Grande parte dos quadros que vi eram de pássaros, embora muitos outros retratassem animais, folhagens, pessoas, festas... Ficou evidente pelo traço forte do artista sua predileção pelos pássaros e, em especial, pelo Galo de Campina.
Hoje em dia não temos mais os pássaros, pois o cuidado que era requerido tomava muito o tempo da minha mãe, que não teve paciência de ficar com esta tarefa. Dou razão para ela, pois os danadinhos cantavam, mas em compensação sujavam a casa com restos da ração, do alpiste e pedaços de frutas que comiam. Meu pai tinha extremo cuidado com todos e comprava produtos de qualidade e frutas fresquinhas para todos eles.
As gaiolas eram lindas, feitas sob encomenda.
Ele diariamente acordava às 04:00 para cuidar de todos, um por um, limpando suas gaiolas e mantendo a água e o alimento em ordem. Eles cantavam de alegria e percebiam a nossa chegada. Tínhamos um que não durou muito, pois seu canto estridente incomodava logo cedo, era a Crauna. Ave preta e muito gritante.
Os pássaros estão melhor hoje em dia, pois foram soltos e ganharam liberdade, que é o maior dom da nossa vida.

PS - Galo de Campina pintado por Fernando Areias

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Olhar Crítico

Nem todos desenvolvem um olhar crítico para as suas ações diárias e preferem ficar percebendo o mundo com um olhar mecânico, onde as ferramentas para as descobertas não são necessárias, ficando evidente o cumprimento de um processo sem que tenham noção do que estão fazendo.
Pobres destas pessoas...
Quem não aprende a descobrir ao invés de ficar a vida toda perguntando, não aprimora os seus conhecimentos e não faz dos seus dias momentos diferenciados e cheios de melhorias. As várias atividades que diariamente executamos são repletas de pequenas letrinhas que temos a obrigação de ler para poder entender melhor o que executamos e também para não se perder no grande número de folhas de papel que dispomos na nossa mesa e que comprometem nossa visão e nos fazem cegos em alguns momentos.
Muitas pessoas são mestras na arte de perguntar por perguntar e com isso não constroem dentro de si a segurança necessária para mudar de rumo a sua vida e com isso passarem a ser informantes de si mesmas, sempre buscando as respostas daquilo que precisarão para os dias de trabalho e para desenvolvimento das atividades a que estão destinadas.
Gosto de informar, de instruir, mas não gosto de ser repetitivo. Detesto ter que estar falando a mesma coisa para uma pessoa milhões de vezes e acredito que este procedimento pode acontecer por dois motivos: ou a pessoas não entendeu o comando ou simplesmente tem dificuldade de assimilar e de perceber o óbvio.
Portanto, sempre pergunte se não entendeu e se há dificuldade de percepção, trabalhe isso no seu cotidiano para não vir a ter problemas maiores.
Já me deparei com muitas situações que desconhecia totalmente e resolvi a maioria delas somente com a investigação dos fatos e sem muitas vezes precisar de orientação.
A orientação é necessária, mas precisarmos também nos orientar para seguirmos um rumo crescente e cheio de avanços e não ficarmos somente esperando que as respostas venham prontas e que todos os nossos problemas sejam solucionados como num passe de mágica.

PS - Imagem que ilustra a postagem de hoje é do Artisa Pernambucano Fernando Areias e alguns dos seus quadros estão em exposição no Aeroporto do Recife.
Lindas obras, confiram...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quando nem o Santo ajuda...

Sabe aquelas pessoas inconsistentes que não sabem o que querem? Aff..
Nem me fale.
Sempre possuem atitudes vagas, distantes, sem noção... Mas na hora de cobrar dos outros atitudes e justificativas, são mestres exímios e sem piedade.
Nenhum Santo ajuda...
Nem eu, claro.
É comum nos depararmos com pessoas assim e a maioria deles nos deixam um pouco irritados, pois não enxergarmos motivo para tanto desgaste. Se justificar nossos passos é complicado, imagine quando temos tantas coisas para nos preocupar que tal cuidado se torna algo insignificante diante das imensas responsabilidades que assumimos diariamente. Temos mais que nos preocupar com o necessário e não ficar como João e Maria, marcando os caminhos por onde passamos para que saibam o nosso destino.
Se estamos vagabundando por aí é uma situação, mas se estamos comprometidos com o trabalho e com nossas atividades diárias não cabe transformarmos nossas vidas num enorme cenário de avisos e justificativas.
Quando temos uma vida independente, perdemos um pouco essa noção e confesso que a nossa necessidade de dar paradeiro dos nossos caminhos é algo que raramente passa pela nossa mente, pois na maioria do nosso tempo ficamos esquecidos pelas pessoas que nem lembram que existimos ou que contribuímos para as suas vidas de alguma forma.
Se a reza para o Santo é forte, desejo que estes ilumimem a vida das pessoas complicadas e cheias de problemas pessoais, pois a minha é descomplicada demais para ser afetada com tantas turbulências que não levam a nada e só afetam o nosso humor.
Reza forte para todos os complicados...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Avarandado

A nossa visão do mundo é percebida de várias formas, mas a maioria delas é contemplativa e nos dá uma sensação de estarmos numa varanda bem tranquilizante onde podemos encontrar uma paisagem deslumbrante para o nosso deleite. É o que posso chamar de "Avarandado", ou seja, estarmos sempre dispostos numa varanda esperando que os acontecimentos venham nos arrebatar.
Será que isso é bom?
Não tenho tanta certeza assim...
Se vez ou outra pulamos a varanda para verificarmos o que nos espera lá em baixo ou embarcamos num vôo com os pássaros que por ali passam, posso dizer que estamos tendo uma atitude real e preocupada com o nosso sucesso, mas se assim não fazemos ficamos contemplativos demais e deixamos que as folhas se acumulem no local, o deixando sujo e sem receptividade para um convívio sadio e pleno.
Nossas varandas estão em todos os lugares e nos dão muitas visões... Muitas vezes nem temos varanda, mas construímos essas visões com os nossos desejos, atitudes, e, principalmente, com os grandes sentimentos que acumulamos e que diariamente distribuímos para o mundo e pessoas que nos cercam.
Não custa nada enfeitar nossa varanda com objetos que nos fazem bem, com flores que nos perfumam e com comidinhas que nos fortalecem. Tudo que for necessário é válido para aprimorar a nossa felicidade e para elevar o nosso potencial diante do mundo que sempre nos pede mais realizações e mudanças.
Deixe o vento mover a cortina da sua varanda, mas sempre use materiais leves para tornar o local simples, bonito e muito fácil de ser vivenciado.
Nossa vida já é desgastante demais para ter peso em demasia.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Maceió

Após um bom tempo, retornei à Maceió e pude comprovar que a cidade está bem diferente do que vi há doze anos. Seu desenvolvimento não foi gritante, mas houve avanços em várias áreas e vemos que a cidade está mais organizada e voltada para melhorias contínuas, nas mais diversas áreas.
Se a indústria não é o seu forte, na área comercial podemos ver um local bem desenvolvido e cheio de opções para os visitantes. Há muita cultura no comércio de ruas em Maceió e podemos encontrar várias opções de compra nos bairros, sem que seja necessariamente ir a um shopping center.
Os shoppings da cidade possuem nomes quase idêntidos, pois um se chama Maceió Shopping e o outro Pátio Maceió. Ambos pequenos, mas com muito movimento. Algo que me chamou a atenção no Shopping Maceió, que foi o que eu conheci, foi a praça da alimentação, que fica localizada numa área de circulação de pessoas, fazendo com que as refeições se tornem um ato complicado e cheio de atropelos, pois temos que disputar as mesas com as pessoas que por ali passeiam e que comprometem totalmente a privacidade de quem está efetuando uma refeição. O ideal seria uma praça de alimentação mais reservada, calma...
Uma agonia só...
As praias urbanas da cidade conservam as características do litoral alagoano e trazem muito azul e coqueiros de sobra para enfeitar a orla. Notei que o mar avança a cada dia e que em pouco tempo a cidade terá que fazer uma contenção como já foi feita aqui no Recife, na Praia de Boa Viagem.
É o sinal dos tempos e das mudanças climáticas.
O tempo é agradável, apesar do calor intenso. Não se compara ao abafado de Recife, que a cada dia se torna mais insuportável e desconfortante. O artesanato é variado e ao visitante são oferecidas opções caras e baratas. Apesar da capital não ser muito grande, o custo de vida é um pouco caro, pois percebi o preço de muitos itens são superiores aos que são praticados no Recife. Não vou nem falar do combustível, pois seria uma afronta, já que o Estado é grande produtor de cana-de-acúcar...
Movimento não falta nas ruas, mas a cidade ainda não sofre com os congestionamentos gigantescos que o Recife enfrenta diariamente. Há muitos edifícios em Maceió, mas a selva de pedra de Recife é insuperável.
Linda cidade... Visite Maceió e se encante...

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...