terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Quando falta o ar...

Sabe aquela sensação de sufoco misturada com aperto no coração?
Nem imagine.
Eu fico meio assim quando tenho algo para concluir num prazo muito curto e quando não há tempo disponível para que tudo seja feito com mais precisão e cautela. Detesto fazer atividades no escuro e sem ter o tempo suficiente para a análise e precisão dos dados.
Determinadas situações até provam a nossa expertise em alguns campos e nos sentimos gloriosos quando no final tudo consegue ser feito e posto em ordem, mas até que isso chegue ao seu ideal, ficamos com uma mistura de sensações dentro de nós que não tem fim e nem explicação.
Falta a sede, o apetite se vai e o humor despenca na velocidade da luz. Tudo isso é motivado por um fator chamado "tempo" e que transforma as nossas 24 horas diárias em apenas 5 e nos dá a impressão de que tudo passa mais rápido que um piscar de olhos. Olhar o tempo sem ter uma atividade urgente é uma coisa, mas olhar o relógio enlouquecer os ponteiros quando estamos disputando com ele um espaço é coisa de louco e isso não desejo a ninguém.
Hoje passei um sufoco daqueles no trabalho e tudo foi concretizado dentro do tempo previsto, mas até que isso fosse efetivado, corroí todos os meus neurônios e enfrentei as piores dores estomacais da minha vida, pois para cada um o corpo reflete de uma maneira.
Uns choram, se desesperam, gritam...
Eu prefiro ir até o fim e saber que a capacidade está acima dos problemas.
Se Deus nos dá a sabedoria para encontrarmos um erro, nos mostra a luz para podermos deixar tudo em ordem, e, com isso, nos preparar e sensibilizar para outras situações do mesmo tipo, nas quais saberemos como lidar de olhos fechados.
Foi um dia complicado, mas terminou bem, muito bem...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Muita agonia por muito pouco...

Ontem fui ao Recife Antigo para ver a apresentação da cantora Elza Soares, que faria um show totalmente com músicas que foram cantadas por Luiz Gonzaga. Bem, o show foi tão ruim que não vou nem comentar para não perder meu tempo, ainda mais, pois esperei durante três horas e meia para comprovar que a cantora não sabia as letras das músicas e quem na verdade estava cantando era um dos vocalistas da banda que a acompanhava. Deixa para lá... Talvez se ela tivesse vindo com o repertório dela e feito uma homenagem ao Rei do Baião com duas ou três músicas, a decepção teria sido menor.
É o velho dito popular: Não se meta a fazer o que não sabe...
Os organizadores do evento deveriam ter trazido pessoas da nossa terra, que conhecem melhor os nossos ritmos e possuem as letras gravadas na memória. Elza sofreu tentando ler as letras numa partitura que o vento insistia em folhear. Não deu certo.
Falei que não iria comentar e já escrevi várias linhas sobre esse show. Parou.
Outra agonia foi chegar ao Recife antigo, pois estava acontecendo, também, os festejos de 100 anos da arquidiocese de Olinda e Recife, com um grande show na praça do Marco Zero. Ruas interditadas, gente passando por todos os lados, sem estacionamento, um caos...
Parecia carnaval e na verdade era. Carnaval de ambulantes, de espetinhos, de artesanatos, de shows, de gente. Foi bom ver a decoração de Natal e notar que toda ela foi muito bem programada para brilhar e para trazer mais luz ao bairro mais antigo da cidade. A árvore de natal foi totalmente feita com CD's piratas apreendidos e o efeito ficou lindo e grandioso nas margens do Rio Capibaribe. Foi a única coisa que gostei, somada a um suco de limão, laranja e acerola que tomei. Ficaram duas coisas boas do passeio e a companhia da minha amiga Cristina foi essencial para que eu pudesse ficar até quase o fim. No final deu tudo certo e chegamos em casa bem e despreparados para outra. Num outro momento, iremos verificar melhor os acontecimentos do dia para não ficarmos num mar de gente sem que tenhamos a mínima vontade de nadar nessa maré louca e complicada, onde as ruas estreitas confundem qualquer neurônio mais cansado.
Fica a imagem da árvore...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Virei Estrela...

Quando temos bons amigos, podemos dizer que são anjos que aparecem nas nossas vidas e fazem o nosso céu mais estrelado e cheio de brilho, sem possibilidade de ficarmos sozinhos e desamparados. A verdadeira amizade não pergunta nada, pois já percebe o nosso desejo e nos faz feliz.
Anjos de todos os tipos aparecem nas nossas vidas e não somente os que estamos acostumados a ver, que são os anjos brancos, de olhos verdes ou azuis e cachinhos dourados. Os nossos anjos são das mais variadas espécies e nos guardam sempre, nos destinando grandes felicidades e não permitindo que sejamos sozinhos no mundo.
A visão mais perfeita do mundo é aquela que podemos ver através do coração e quando este se enche de amizades perfeitas, nossos olhos só conseguem visualizar o que é bom e o que nos engrandece. Receber demonstrações de carinho quando menos esperamos é algo singular e sem preço, pois o valor está além do que possamos imaginar, mesmo que a nossa rede de amizades seja pequena, valendo, portanto, o sentimento e a transferência de afeto e consideração.
Bem, é esta a mensagem do domingo que queria deixar...
Falar um pouco sobre a amizade, sobre afeto e carinho, que são alguns dos sentimentos mais sublimes que dispomos na vida e que muitas vezes deixamos passar sem notarmos.

Amor, Festa, Devoção

Esta música é o momento mais sublime do show de Maria Bethânia, "Amor, Festa, Devoção"
Linda interpretação da grande musa da MPB.


Balada de Gisberta


Composição: Pedro Abrunhosa

Perdi-me do nome, hoje podes chamar-me de teu
Dancei em palácios, hoje danço na rua
Vesti-me de sonhos, hoje visto as bermas da estrada
De que serve voltar quando se volta para o nada?

Eu não sei se um Anjo me chama, eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar
Eu não sei se a noite me leva, eu não ouço o meu grito na treva
E o fim vem me buscar

Sambei na avenida, no escuro fui porta-estandarte
Apagaram-se as luzes, é o futuro que parte
Escrevi o desejo, corações que já esqueci
Com sedas matei e com ferros morri
Trouxe pouco, levo menos

E a distância até ao fundo é tão pequena
No fundo, é tão pequena... A queda
E o amor é tão longe, o amor é tão longe…
E a dor é tão perto

sábado, 4 de dezembro de 2010

Dócil, Gentil...

No último domingo, fiz uma trilha ecológica na cidade de Belo Jardim e desta vez fomos ao encontro das várias cachoeiras existentes na região, o que fez da nossa aventura um convite à emoção, com muita adrenalina em todos os momentos. A subida da Serra dos Ventos ocorreu de forma muito tranquila e logo após começamos a ouvir o barulho da água, o qual se tornaria o nosso companheiro até o final da jornada que teve aproximadamente 10 km, sendo metade deste trajeto de descida e com muitas quedas d’água.
O meu banho de cachoeira no final ficou frustrado pelas sangues sugas que estavam habitando as águas frias do local e não me atrevi a arriscar que alguma delas pudesse me pegar. Mas gostaria de falar do cachorrinho que encontrei no caminho e que num primeiro momento ficou irritado comigo e com medo, mas que após uma breve palavra de carinho, pude sentir que ele se tornou meu amigo e passou então a me seguir, como se quisesse mostrar o caminho a seguir.
Andou ao meu lado por um bom tempo e só saiu de perto quando viu que o caminho estava praticamente finalizado. Após este ato, ele voltou para a sua casa e olhou para mim com uma carinha de despedida, que eu pude captar na fotografia acima e que ilustra esta postagem.
A caminhada foi longa e cansativa, mas voltar para casa com aquele olhar carinhoso foi a melhor coisa e isso me fez pensar um pouco sobre as despedidas que diariamente temos que ter nas nossas vidas. Nada é para sempre, mas alguns momentos e pessoas sim. Ficam guardados na nossa memória e com isso nos alegram todas as vezes que insistimos em lembrar.
Era um animal dócil e demonstrava ser companheiro, algo que em muitos humanos falta e fica a desejar...
Fica a lembrança e a imagem.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ensaboa...

É muito comum na zona rural as pessoas utilizarem os rios para lavar roupa. Apesar de não ser uma prática muito saudável para o meio ambiente, é bonito de se ver as lavadeiras deixando as roupas ao sol e as esfregando contra as pedras para retirar a sujeira. É uma forma prática de deixar tudo limpinho.
Outra beleza disso tudo são os varais... O colorido deles é algo impressionante e o vento permite que as roupas façam piruetas jogando pingos de água naqueles que passam por perto. São roupas de crianças, de adultos, de todos os tipos.
O que encontrei ao longo do rio foram muitas peças de roupa e acredito que foram trazidas pelas chuvas de junho que causaram uma grande enchente na região que passei, deixando os rios com um nível elevado e impossibilitando a passagem de muitas pessoas.
O branco das roupas não é o que mais atrai, já que as águas dos rios trazem muito barro dos locais por onde passam e isso compromete um pouco a sua cor, as deixando com um aspecto um pouco turvo, mas cristalino nas quedas d'água.
Outro aspecto interessante desta jornada toda chamada "lavagem de roupa" é que as crianças aproveitam o momento para tomar aquele banho demorado nas águas dos rios e podemos perceber mulheres cantando, batendo a roupa e as crianças adorando tudo aquilo e tomando banho como se fosse uma grande diversão aquática.
Muito interessante a simplicidade dessas coisas e como podemos perceber o modo que cada um tem para lidar com as situações que vive. Se na cidade temos máquinas de lavar automáticas, que fazem tudo, no campo ainda lavamos a roupa suja como os nossos antepassados e tornamos os varais um grande espaço para as cores e beleza.
Um sabão bem colocado e um esfregão bem dado pode salvar as roupas da sujeira e garanto que o nosso espírito também, já que a lavagem de roupa suja é acima de tudo um momento de colocar para fora nossas aflições e descarregar naquele ato toda a tensão que temos guardada.
Se a sua lavagem de roupa suja é algo mais pessoal, liberte-se dela e seja capaz de centrifugar os resíduos para não ficar sempre com a sensação de ter feito um trabalho pela metade e com isso sair pingando água pela casa toda como se a roupa já lavada derramesse lágrimas fora do contexto e sem explicação.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Toda Casa é de Santo...

E todo Santo é de Casa... Toda Casa tem seu Santo e todo Santo sua Casa...
Quando vi esta numeração numa casa abandonada que passei, tratei logo de fotografar e pude perceber que apesar do abandono ela já foi um lugar próspero onde se faziam várias atividades ligadas a moagem da cana-de-acúcar para que tal produto pudesse ser beneficiado e gerar outras iguarias deliciosas, como a rapadura, o mel de engenho, batida e para quem aprecia, a cachaça.
Outra observação que fiz é que na maioria das casas do interior e da zona rural, os santos imperam nos seus altares e fazem das casas templos de adoração. São lindas as manifestações que são feitas e a forma bela e simples como são guardados, ornados por flores e iluminados por velas em algum lugar da casa.
É a proteção que as pessoas buscam nos seu santos de devoção e fazem disso um ritual diário para que possam ter melhores dias e mais chances de felicidade em tudo que irão fazer. Se o abandono era presente na casa, havia também um cantinho dedicado à devoção e que foi utilizado no passado, era um espaço na parede onde existia um pequeno altar, o qual ainda trazia as marcas das velas que queimaram pelos Santos que eram guardiões daquela casa.
Aqui em casa tenho muitos Santos e todos se revezam para me receber. Alguns ficam guardados por uns tempos e outros ficam expostos o tempo todo, mas possuem sempre lugar cativo em algum espaço da minha casa, seja aqui ou em Garanhuns.
A nossa casa é um altar, um local de devoção e de agradecimento à Deus, nosso criador, o qual nos possibilita as forças necessárias para podermos desfrutar de tudo que podemos, inclusive do conforto e da tranquilidade do lar.
Que seja abençoada cada casa que tenha Deus como seu guia e que possa sempre invocar o bem e trazer para dentro dela o que há de mais sublime, que é a paz e o amor sem fim.

Citação da postagem de hoje foi retirada do CD da Cantora Mariene de Castro, chamado "Santo de Casa"

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...