segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Tem Brinde?

Receber recompensas pelos nossos atos é sempre agradável, mas esperar que isso seja uma constante é uma atitude desordenada de quem não tem atitude para seguir os seus caminhos com determinação, sem muitas vezes esperar por recompensas banais. 
Ir a uma palestra porque tem coffee break ou porque vão oferecer sorteio de alguma coisa são casos simples que enxergamos nas nossas vidas, especialmente nas empresas que trabalhamos. Trabalhar motivado porque a empresa oferece um prêmio por assiduidade, quando isso é uma obrigação do empregado comprometido, é outro caso comum e que termina gerando uma visão distorcida do que temos que realmente fazer para o nosso bem e desenvolvimento pessoal e profissional.
A falta de interesse das pessoas para buscarem os seus desenvolvimentos pessoais e profissionais é bem gritante e basta terem alguma dificuldade para desistirem no meio do caminho ou quem sabe nem tentar.
A busca pela informação não precisa de estímulos constantes para ser viável e temos muitos casos de pessoas que se desenvolvem bem buscando as suas próprias melhorias, sem que nada seja oferecido em troca. A falta de informação é o maior mal das pessoas e muitos terminam criando situações ruins para si porque desconhecem os reais fatos que influenciam as decisões e comportamentos humanos. Não somos peixes que precisam de isca para fisgar o anzol e temos liberdade de observar as oportunidades que nos aparecem para decidirmos o que é melhor fazer para que a nossa saúde mental possa estar sempre em evidência e colhendo os frutos da nossa determinação e atitude.
Deixar de lado as oportunidades que temos somente pelo fato de não ser oferecido nenhuma vantagem imediatista é algo que deve ser mudado na mente das pessoas, pois se continuarmos desta forma, ficaremos sem chances de melhorar os nossos dias e as nossas influências para o futuro.
Tem brinde?
Tendo ou não, irei.
O conhecimento é meu e o brinde pode nem me servir ou quem sabe se gastar num tempo bem menor do que esperamos e não me influenciar verdadeiramente para outras caminhadas que ainda irei dar na vida.
O brinde verdadeiro é o conhecimento.

PS - Texto inspirado em situações cotidianas, reais, onde vejo diariamente as pessoas não terem estímulo para o conhecimento e para a descoberta. Enxergam uma oportunidade de aprendizado como um jogo de trocas, onde o brinde oportunista e momentâneo vale mais que o saber de uma vida toda.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Trilha - Nova Cruz

Hoje participei de uma trilha na cidade de Igarassu, onde visitamos a região de Nova Cruz, área com características litorâneas e que sofre com a desordem das ocupações e queimadas irregulares. 
Apesar do cansaço que sentia, pois na noite anterior não tinha dormido bem, consegui registrar algumas fotos para o blog e deixo aqui o registro.























sábado, 5 de dezembro de 2015

26º Prêmio da Música Brasileira

Recife recebeu neste final de semana a turnê do Prêmio da Música Brasileira, que na sua 26ª edição homenageou Maria Bethânia, pelos seus 50 anos de carreira.
Tive o prazer de conferir de perto a festa e deixo o registro de algumas fotografias do evento que contou com as participações de Zélia Duncan, Arlindo Cruz, João Bosco, Lenine, Chico César e Camila Pitanga.
Achei a participação do Chico César essencial e a sua interpretação para a música "Estado de Poesia" foi emocionante. 
Maria Bethânia cantou pouco, mas agradou os seus fãs e mostrou porque é considerada a abelha rainha da MPB.















sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Vigilância de Peso

Hoje estava observando alguns vigilantes e policiais militares num órgão público que sempre visito por motivos profissionais e o que mais me chamou a atenção não foi a disponibilidade deles para realizar a ronda e guardar o espaço, mas a prontidão para falar da vida dos outros e de ficar jogando conversa fora, sem realizar o serviço que lhes compete de verdade.
Falavam de quem chegava, de quem saía, de quem trabalhava no local e principalmente deles mesmos, pois ficavam questionando as escalas de trabalho dos colegas e os benefícios que recebiam. Como se isso não fosse o bastante, fiquei abismado com a imensa quantidade de gordura que tomava conta do corpo deles, certamente pela inércia do que fazem e que termina deixando o corpo sem atividade e só acumulando o que não presta. Estavam fora de controle mesmo, seja na língua ferina ou na sua forma física e isso estava influenciando diretamente nos seus desempenhos, pois ao invés de cuidarem do patrimônio público estavam tornando público fatos que não deveriam estar na boca do povo, digo, dos vigilantes.
Assim como eu, outras pessoas podem estar de bobeira nas redondezas e escutar as coisas que escutei e repassar isso para quem não deveria saber. Sem querer, podemos passar informações importantes de como algum lugar ou pessoas se comportam e isso gera, além de muitas fofocas, diversos atos de vandalismo e violência, uma vez que assaltos podem ser baseados em conversas ouvidas por pessoas, aparentemente, sem nenhuma influência.
Deixamos de realizar as nossas atividades e paramos para fazer outras que não produzem efeito algum nas nossas vidas e se percebermos bem, muita gente faz isso e terminam perdendo a confiança ou emprego sem nem se darem conta de que foram os únicos culpados pelas suas próprias desgraças.
Tudo que realizamos deve ser bem-feito e nunca deixado de lado por atitudes pequenas e desnecessárias, pois, por um descuido qualquer, estaremos vulneráveis aos que não presta e deve estar afastado dos nossos dias. Agregar valor ao nosso trabalho é bem simples e basta que o nosso pensamento seja direcionado para a atividade e não para as banalidades que não nos interessam. 
Se a bunda de fulana é grande ou cicrano é corno, o que isso influencia no meu trabalho?
Nada.
Não é com a bunda ou chifres que as pessoas pensam e fazem as suas atitudes e pensar que isso vá influenciar algo é atividade de quem não tem realmente o que fazer e fica só acumulando o que não presta na mente.
O trabalho verdadeiro espera por vocês, desocupados, e isso pode ajudar muito quando o assunto estiver relacionado ao que realmente interessa e não pode ficar sem o devido cuidado e atenção.
É por isso que na hora em que mais precisamos da "poliça" ela nunca está disponível. 
Deve estar se preocupando com o que não interessa ou quem sabe voando por aí sem destino certo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Consumindo Energias

Consumir energias vitais por nada é algo que não engrandece o homem e só faz com que ele fique ainda mais idiota em determinadas situações que acontecem diariamente e quem não são bem tratadas a fim de evitarem atritos desnecessários. Brigar com um amigo por causa de um tema polêmico e que não tem resposta, pois depende de vários entendimentos, é, no mínimo, uma atitude desordenada e só nos faz sentir a incapacidade gritante que nos acomete nessas horas, onde a raiva toma lugar da razão e nos faz perder a cabeça e as argumentações.
Não gosto muito de entrar em polêmicas porque muita gente só pensa em criar confusão e não agem para resolver um assunto ou conversar sobre algo com propriedade ou segurança dos fatos. Agem, na maioria das vezes, como imbecis e só espalham fatos sem terem nenhum conhecimento do que estão falando. Bata perguntar a alguma pessoa envolvida numa polêmica se ela conhece realmente os fatos tratados e anotar as respostas. Serão as mais diversas possíveis e denotam a tremenda falta de noção que a maioria possui e que só confirma uma coisa: muita energia gasta por nada.
Parece uma doença que acometeu as pessoas do mundo e a cada dia mais contaminação existe, por todos os lados, onde ninguém procura se informar verdadeiramente dos fatos e se compromete somente em banalizar ou criticar o que nem conhece. A sociedade oferece muitas possibilidades de conversa e a democracia existe para deixar as pessoas mais iguais, só que isso não é bem empregado pela maioria e o que era para ser uma coisa boa, termina sendo uma confusão danada, onde ninguém sabe onde começar e parar as ofensas e discriminações.
Vamos deixar as energias para as horas certas e criar confusão somente pelo que for válido e certo. Incertezas não cabem na nossa vida e perder nosso precioso tempo com aberrações não vale nada. A sabedoria do homem reside na sua capacidade de interagir bem com o mundo, seja concordando ou não. O que vale é a satisfação de saber unir os laços e de construir momentos realmente válidos e satisfatórios para todos, onde a solução seja o fator mais importante e não somente a polêmica desmedida e sem fim.
Energia é cara e precisa ser economizada, ainda mais quando ela está relacionada às pessoas e a forma como interagem com os seus semelhantes. Eu economizo energias para as horas mais essenciais e sempre estou abastecido com o que há de melhor para a minha vida. Desgaste não é comigo.
Nunca, nunquinha, jamais...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Rótulos

Feio, magro, alto, inteligente, calmo, agoniado, burro, enrolado, tabacudo, fedorento, cheiroso, arrogante, amigo, depressivo, antenado, cultural, bem dotado, pinto de anjo, cabeludo, dedo duro, chupão, agressivo, besta, idiota, frio, desajustado, tempestivo, previsível, bagunceiro, organizado, estudioso, medroso, pintosa, fresco, machão e tantos outros...
Desde a nossa infância verificamos os diversos tipos de rótulos que nos são dados, seja pelos nossos pais ou amigos, que sempre acharam em nós alguma característica que pudesse ser denotada e sempre vista como essencial para nos qualificar, ainda que nem sempre concordemos com algumas delas. O engraçado é que com o passar do tempo e com a constância das situações, passamos a enquadrar determinadas palavras ao nosso ser e fica complicado nos desvencilharmos de muitas delas, adotando o que realmente somos e que faz parte da nossa existência.
Se falo constantemente para o meu filho que ele é burro, a tendência é que ele assimile isso de uma maneira muito natural e passe a agir como um idiota na maior parte do tempo, sempre esperando que os outros façam por ele o que é da sua responsabilidade. A mesma coisa ocorre quando incentivamos uma menina bonita a ser vaidosa e fútil ou até um gordinho a ser mal vestido. Poucos são os que realmente saem desta zona de conforto e mostram algo diferente.
Tem que ter um ego acima da média para sair da rotulação e criar uma determinação expressiva, onde nem sempre as verdades ditas pelos outros são realmente as que fazem parte da nossa vida e podem ser vistas como verdadeiras.
Sempre somos lembrados por algum rótulo, pode perceber...
Quando alguém nos qualifica ou quando lembramos de alguém, o rótulo está sempre acima da pessoa e faz com que algumas pessoas sofram com isso, sendo injustiçadas em alguns casos que poderiam ser bem diferentes se um pouco de educação e compreensão pudesse ser adotado.
Nos afastamos de algumas pessoas porque são rotuladas como chatas ou deixamos fora do nosso grupo aquele gordinho com cara de tabacudo porque achamos que ele não tem o perfil adequado da nossa galera. Muitas vezes isso está totalmente errado e deixamos de conhecer ou de nos relacionar com pessoas ótimas, simplesmente pelo fato de criarmos um rótulo prévio sem conhecermos o conteúdo real da pessoa.
É bom ler as instruções do rótulo, os ingredientes de cada um e, assim, ver se a validade está dentro do nosso padrão de qualidade, que pode ser muito rígido ou até acatar algumas podridões, dependendo do caso e das interferências que sofrer. Muitas vezes a necessidade nos faz perder os rótulos até então existentes e permite que a nossa visão enxergue as coisas e pessoas de uma forma totalmente diferente e bem mais cristalina do que possamos imaginar.  
O rótulo não é a resposta de tudo e ele pode também nos enganar e nos fazer escolher as pessoas erradas, pois na simplicidade de dados habita todo o entendimento.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

AVC

Antigo, Velho, Contemporâneo...
Observando tudo que temos hoje, percebemos que não podemos qualificar as coisas como modernas e sim como evolutivas, pois o acidente de ideias que o nosso cérebro sofreu com o passar do tempo fez com que as criatividades fossem apenas se adaptando, gerando pouca criação e muita adaptação.
As roupas, decorações de ambientes e muitos outros exemplos que notamos no cotidiano fazem justificar que a nossa época é mais do copiar e colar do que do realmente criar e fazer a diferença. Outro dia estava vendo um filme de época e outro que se passava nas décadas de 60 e 70, momentos de mudança, seja nos comportamentos ou na forma de vestir, sendo esta última a mais gritante. A descoberta das cores, das formas e de tantas outras possibilidades fez com que tivéssemos momentos de grande evolução, o que hoje está muito estável.
O mais comum de vivenciarmos é o revival de situações e a moda do retrô, que tem o intuito de trazer de volta o que era legal no passado e agora pode ser visto de uma forma diferente e adaptada aos novos costumes. Quem diria que o vinil estaria de volta, mesmo após o estrondoso sucesso do CD? Em épocas de mp3 e das facilidades de armazenamento de dados, fica complicado pensar em carregar aqueles bolachões quando o espaço hoje se tornou uma preocupação.
Antigo e Velho podem até ser similares, mas não são. Vejo o antigo como algo que ainda nos serve, mas que passou a ser referência e não mais ter a utilidade de antes. Velho é aquilo que está desgastado e que precisa ser reposto. O contemporâneo é a mistura dos dois, quando as ideias nos fazem utilizar novamente o antigo e adaptar o velho para que tenha nova utilidade e possa nos ajudar em tantas atividades diárias.
O AVC de pensamentos que temos diariamente nos ajuda a mesclar um pouco de cada coisa e faz com que tudo seja um compêndio de tendências, formas, cores e criatividades, as quais necessariamente não geram algo novo, mas nos fazem ter um modo diferente de usar algo que estaria esquecido e visto como ultrapassado. Vivemos numa época de reaproveitamento e poucas criações, onde não temos conseguido muitos derrames cerebrais com inovações grandiosas e mudanças de comportamento. Esta época passou e não estamos mais nos louváveis anos 70, quando a inquietude das pessoas fazia o mundo vibrar com cores e desafios de arrepiar. 
Hoje as nossas atitudes estão contidas de hipocrisia e nosso AVC termina sendo de raiva e não de circulação de novas informações.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...