segunda-feira, 17 de março de 2014

Cópia Aperfeiçoada

Num mundo como o nosso, onde muitas criações já foram realizadas para mudar as nossas vidas, é cada dia mais difícil a inovação, a qual dá espaço ao aperfeiçoamento e aprimoramento de técnicas ou coisas.
A sabedoria não está muitas vezes em criar, mas em desenvolver meios que tornem as criações mais adaptadas ao momento atual do homem. Imagine se ainda estivéssemos usando ou praticando o que foi criado há tempos atrás?
Teríamos uma vida difícil, pouco produtiva e infeliz. Os computadores mudaram e as roupas também, o que ainda não mudou muito foi a forma das pessoas usarem os seus cérebros para o desenvolvimento emergente, pois nem sempre encontramos muitas formas de utilizar o que já é conhecido, possibilitando que um retoque simples possa causar um impacto diferente que nem sempre representa uma mudança, mas um ajuste de algo que poderia ter sido feito de forma melhor.
As descobertas da ciência estão cada dia mais difíceis e as mudanças que encontramos em outros ramos não geram muita novidade e por algumas vezes mostram um retrocesso, já que percebemos muitos itens sendo desenvolvidos com uma qualidade inferior do que antes era feito. Basta observar a durabilidade de algumas coisas para percebermos que as cópias nem sempre terminam sendo um aperfeiçoamento, mas um problema.
Pagamos mais caro pelo que não presta e usamos muitas vezes uma cópia mal ajustada de algo que poderia ser melhor. Nos apegamos à criatividade, mas deixamos o nosso espírito de capricho no lixo quando permitimos que o melhoramento seja colocado em segundo plano, dando espaço ao vexame e falta de princípios.
Aperfeiçoar o que é bom é uma ação realmente produtiva, mas deixar algo que não tem o menor brilho com cara de valioso é uma tarefa ainda mais sublime e que nos faz reconhecer em nós a capacidade de melhorar o que de alguma forma ainda não está chegando ao seu resultado esperado.
Imagine se mesmo ruins, ficássemos praticando os mesmos atos?
Temos que aperfeiçoar mesmo...

domingo, 16 de março de 2014

Meu Mundo

Onde é o fim do mundo?
Meu mundo só tem começo
Meus desejos não têm fim
Desejo o fim da guerra
Cantando pela paz
Cada um faz o que pode
Cantar nunca é demais
Minha voz bandeira branca
Quer cantar em qualquer cor
Qualquer língua
Qualquer hora
É tempo de falar de amor...
Meu mundo só tem começo
Meus desejos não têm fim
Trovejo com meus próprios olhos
Tropeço nos meus próprios passos
Vou pelo instinto, sinto
Não conto compassos
Não entro no jogo
Não faço aposta
Dentro de mim mora um anjo que vive
Do jeito que o diabo gosta


Composição: Ceumar

sábado, 15 de março de 2014

Eu Sou Normal

Algumas situações ocorrem nas nossas vidas e nos fazem pensar na nossa sanidade, já que terminamos agindo de forma difusa e deixando que muitos outros aspectos sejam afetados por uma ação mal calculada da nossa parte.
Agir sempre corretamente não é fácil e num momento de desespero, fica mais complicado ainda, já que perdemos os sentidos do que realmente é normal e aceitável. Todos somos ajustados até um ponto e ganhamos mais força quando vamos aprendendo a lidar com as situações ruins, mas quando nos deparamos com algo novo e destruidor, perdemos um pouco da nossa segurança e vamos agindo de forma anormal e completamente infrutífera.
Nenhuma ação é completamente normal quando passamos por um momento de grande turbulência, ainda mais quando encontramos pessoas que nos ajudam a potencializar os nossos medos e inseguranças. A vida ideal que buscamos para nós é de grande valia quando sabemos identificar os momentos de aflição e deles extrair os melhores ensinamentos para a vida. Se não conseguimos fazer isso, terminamos nos achando incapazes e loucos para resolvermos tudo corretamente e de forma de não afete o nosso humor e desempenho.
A confirmação de que somos normais diante disso tudo é perceber que assim como nós, outras pessoas passam pelos mesmos problemas e angústias e tomam ações ainda mais desencontradas para resolução das suas agonias. Fazendo uma comparação de ações, notaremos o resultado e veremos que ganha um pouco de crédito quem teve a melhor forma de lidar com a loucura do cotidiano e dela obteve os melhores resultados num curto ou longo prazo, chorando ou sorrindo das desgraças e desgraçados que estiveram ao nosso lado.

sexta-feira, 14 de março de 2014

O Lixo Difícil

Nesta semana uma senhora caiu no Rio Tejipió, na região metropolitana do Recife, e seu corpo só foi encontrado 04 dias depois, após muitas buscas sem sucesso devido ao acúmulo de lixo que dificultava o trabalho dos bombeiros. Quem vê a fotografia da reportagem se assusta e termina não acreditando como as pessoas podem morar em lugares tão sujos e contribuírem com isso, pois se toda aquela montanha de resíduos está ali é porque alguém jogou. O problema do lixo, seja em que lugar for, depende da nossa compreensão e educação para jogarmos adequadamente o que não serve no seu devido lugar, afastando problemas diversos como a proliferação de doenças e entupimento de galerias de saneamento.
Muitos devem achar que o problema é do governo, mas é de todos nós. Temos que nos acostumar a ter mais cuidado com a nossa cidade, evitando qualquer tipo de problema que venha causar maiores danos à sociedade. Vejo muita gente jogando lixo na rua e basta olhar ao seu redor para perceber que a doença generalizada do descaso é bem maior do que possamos imaginar. 
Hoje as escolas ensinam determinadas formas de civilidade, mas muito pouco se pratica realmente. Crianças e adultos estão sempre juntos quando o assunto é sujeira e terminam dando um mal exemplo de como deixar a cidade cada dia mais suja e inadequada para a vida. Passar todos os dias pela nossa rua e encontrá-la limpinha, não porque a coleta foi feita, mas porque ninguém sujou é bem melhor do que sujar e ficar esperando providências, que nem sempre são rápidas e podem dificultar a remoção da sujeira que estava aqui e agora está ali. 
O lixo se locomove como uma doença que vai tomando conta de tudo e acaba com a vida que todas as cidades possuem. Não vejo ninguém que seja normal acumular lixo dentro da sua casa, pois sabem o resultado que irão obter. Era bom que todos fizessem esse teste para sentir na pele como é estar num ambiente sujo e descuidado. Em casa organizamos, na rua destruímos e sujamos. Num ambiente nosso, o incômodo da sujeira é maior, mas num local público e aberto não sentimos isso, haja vista que os nossos olhos não irão permanecer ali para observar todas as interferências que o nosso saquinho de plástico mal descartado causou ao meio ambiente.
Era vergonhoso ver o corpo da mulher em meio a tanto lixo, mas o pior era perceber a falta de atitude das pessoas que residem nas redondezas por terem deixado que o quintal das suas casas se transformasse num lixão sem limites e que contaminava toda a água de um rio que não existe mais, pois com os terríveis desgastes que sofreu, pode agora ser chamado de esgoto. Acho que a mulher não morreu afogada, mas sim envenenada.
Difícil conter o lixo e mais ainda a falta de educação das pessoas...

quinta-feira, 13 de março de 2014

Trava Língua

Em alguns momentos da nossa vida assumimos um perfil mais contido e ficamos sem saber expressar o que sentimos com palavras, seja por timidez ou para nos proteger de novos atropelos e agonias que só nos fazem decair alguns degraus na escala da felicidade.
Os momentos de tensão podem refletir reações diferentes para cada pessoa, quando uns explodem de emoção e outros se travam e terminam acumulando sentimentos ruins, bem mais do que deveriam.
Como num jogo de palavras que usamos para nos aperfeiçoar na pronúncia, assumimos um papel diferenciado em cada situação das nossas vidas, onde o aperfeiçoamento vem com o tempo e a vontade de falar também.
É como se após vários momentos de tensão, o nosso corpo escolhesse um instante só seu, onde o que vale mais é a contemplação interior do que as interferências do mundo e das pessoas que nos deixam em situação de grande provação, nos fazendo pensar em escolhas e hipóteses de uma vida sem tantas adversidades.
Talvez fosse melhor soltar a língua e aliviar de vez a nossa tensão, mas não cabe a nós decidirmos sozinhos sobre esta escolha tão significativa, já que nem sempre as respostas estão nas nossas mãos e podem ser acessadas facilmente. Muitas situações ficam obscuras e somente visíveis em momentos de raro aprendizado, onde tudo fica claro e favorece as nossas decisões.
Temos que descobrir se as interferências que nos bloqueiam realmente valem a pena de serem vividas, pois ao nosso lado poderemos encontrar outras opções bem mais agradáveis e que não estarão bloqueando a nossa felicidade a cada momento.
Tudo que nos faz ficar tristes e receosos deve ser afastado, pois nada mais importante do que a nossa felicidade. Não estamos no mundo somente para termos satisfações, mas as loucuras desnecessárias minam a nossa disposição e agridem o pouco de vida que está dentro de nós.
Vamos destravar a língua e chamar pela felicidade, sempre!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Recife, 477 Anos

Quando eu aqui cheguei, há 15 anos, vi o renascer de uma cidade e de uma cultura, pois hoje o Recife conta com inúmeras demonstrações de crescimento e mostra para o mundo o seu potencial industrial, turístico e comercial. A cidade, como muitos dizem, é um "ovo" e realmente é. O município do Recife cresce para o alto, com seus grandes edifícios residenciais e empresariais, tendo sua extensão territorial imprensada por outras cidades como Olinda e Jaboatão, suas irmãs mais próximas. Quando andamos em alguns locais nem sabemos em que município estamos e se na verdade saímos da capital para o interior. Tudo está tão juntinho que confunde as nossas mentes e vistas.
Crescemos em opções de lazer, em espaços culturais, na industrialização, na diversificação do comércio, mas ainda padecemos das intervenções viárias que ainda não suportam tanto trânsito e carros circulando diariamente.
Sofremos com o calor, com a poluição dos rios que cortam a cidade, com as construções irregulares de alguns bairros, com os canais cada dia mais poluídos, com a sujeira nas ruas, enfim, com os problemas de uma grande cidade que também tem seus dias de glória e beleza.
Precisamos amar mais a nossa cidade e respeitar as suas limitações naturais, evitando que a cada chuva ela afunde e se transforme num grande rio de preocupações. Novas mudanças estão surgindo por aí e em pouco tempo teremos mais leveza no trânsito caótico da zona sul, pois a Via Mangue promete ser um divisor de águas num aspecto que até então era visto como sem solução. Se o Recife nasceu sobre ilhas e cercado por rios e mar, nada mais justo do que criar acessos que estejam integrados a estes recursos naturais.
Precisamos aumentar as possibilidades do nosso metrô e fazer com que ele atenda mais pessoas e ajude os ônibus a darem um menor tempo de viagem aos trabalhadores e estudantes que diariamente sofrem nos deslocamentos que realizam.
Recife está adulta, mas pouco adaptada ao seu crescimento gigantesco dos últimos dez anos. É uma data especial e merece comemoração, mas já está na hora de pensarmos grande, levando em consideração o tempo que a cidade tem, sua grande população e as interferências que recebe constantemente e que afetam todos nós, moradores desta grande metrópole.
Feliz Aniversário, Recife!!!

terça-feira, 11 de março de 2014

Passa ou Repassa?

É engraçado como as pessoas gostam de repassar responsabilidades e fazem isso de uma forma que muitas vezes compromete o trabalho dos outros, pois mostram a situação numa versão distorcida e sem relação alguma com a realidade dos fatos, já que mostram somente o lado que lhes interessa e satisfaz o seu ego distorcido e carente de atenção.
Seria muito melhor que ao invés de ficarem procurando culpados, agissem com determinação e sabedoria para resolver os problemas surgidos, sem afetar a ninguém e sem ficar encontrando culpados que não existem, pois a maioria das coisas erradas que ocorrem são por falta de comunicação ou precipitação de ações que deveriam ser tomadas de maneiras diferentes e sem agonias de última hora.
Se todo mundo assumisse suas responsabilidades verdadeiramente, não existiria o repasse delas, já que todos saberiam exatamente o momento e a forma de agir, deixando isso de lado somente caso não fossem capazes de resolver, buscando ajuda em quem realmente fosse apto para a solução. Muitos não se tornam capazes porque não buscam resolver suas atividades e tentam sempre delegar tudo de uma forma indiscriminada e sem regras.
Há, porém, os que repassam demais e assumem um perfil desleixado nas suas ações e fazem com que o conhecimento seja precário, quando deveria ser mais aprofundado e fazer a diferença nos momentos mais decisivos da nossa vida. As responsabilidades que temos podem contar com a ajuda de várias pessoas e todas elas podem contribuir com os nossos momentos, mas precisamos ficar de olhos abertos para não recebermos cobranças desnecessárias, de compromissos que não eram nossos e que estão sendo usados para encobrir a falha de pessoas que não assumem seus erros por terem deixado de realizar algo em tempo hábil.
Programação e controle ajudam muito e nos fazem crescer, evitando que o nosso tempo seja perdido tentando encontrar soluções de fatos que já estão resolvidos.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...