quinta-feira, 6 de março de 2014

Reciclar Ideias

É importante tratarmos bem os nossos resíduos e basta ver o que não aproveitamos para perceber como é gritante a quantidade de sujeira que diariamente jogamos nas ruas e que terminam não tendo destinação útil e que não polua o meio ambiente.
Mais do que reciclar produtos, temos que reciclar ideias e fazer com que elas surtam efeito necessário para todos. O lixo acumulado nas ruas do Rio de Janeiro, devido à greve dos garis, é uma vergonha e ainda mais por acontecer um momento em que as necessidades de limpeza estavam bem mais presentes, já que passamos por um período de festividade e com a vista de muitas pessoas para brincar os dias de folia.
Se de um lado é vergonhoso, de outro abre os nossos olhos para a grande problemática que temos em mãos, onde o lixo em demasia, as lixeiras em minoria e a grande quantidade de pessoas mal educadas cria um problema sério na nossa sociedade.
Fiquei imaginando se tudo aquilo que estava jogado nas ruas permanecesse e não tivesse a destinação devida, seja para descarte ou reciclagem. Em pouco tempo não haveria mais espaço nas ruas para circulação ou para a convivência sadia das pessoas, que estariam refugiadas numa cidade que é o espelho deles mesmos.
Acredito que poucos se preocuparam em coletar o seu lixo no passeio, na praia ou deixar em casa até que os garis voltassem às atividades normais e, assim, tornassem a cidade limpa novamente. Essa atitude talvez fosse baixa demais para a maioria das pessoas que terminam nem percebendo a sua arrogância diante de muitas situações.
O exemplo do Rio de Janeiro foi apenas um e poderia ter acontecido em qualquer lugar, onde pessoas estivessem dispostas a sujar o que a natureza nos deu com tanta bondade. É péssimo chegar numa praia quase deserta e encontrar restos de materiais, que poderiam ser reciclados, escondidos nos cantinhos, como se fossem ornamentos naturais. 
A desordem das ideias do homem é grande demais e se ele não tomar providências urgentes consigo mesmo, terá sérias dificuldades de conviver neste mundo que oferece tanto, mas recebe tão pouco da nossa colaboração. Transforme o lixo em algo realmente agradável para a sociedade e faça de tudo para não deixar na rua os seus restos que podem ser mortais demais para novas formas de melhoria da vida aqui na terra. 
Fiquei observando isso no carnaval do Recife também, pois os shows que aconteciam no Cais da Alfândega, que fica às margens do Rio Capibaribe, geravam vários copos descartáveis que eram jogados na água de forma indiscriminada e sem a observação do que deveria estar no lixo ou sendo destinado para fins melhorados.
A melhoria das ideias do homem ainda possuem um longo caminho pela frente...

quarta-feira, 5 de março de 2014

Sombras do Carnaval

A quarta-feira de cinzas chega trazendo todas as lembranças do carnaval e também o cansaço para quem brincou todos os dias da festa mais popular do mundo. É quando toda a aparelhagem é desmontada, o Galo da Madrugada se recolhe, as fantasias são postas para lavar, a gripe e a conjuntivite tomam conta de algumas pessoas ou quando a pior coisa nos acomete: a preguiça de retornar às atividades cotidianas.
Ontem um folião, numa entrevista para a TV, falou que o carnaval deveria ter 6 meses de duração. Imagine como o Brasil estaria após tanto tempo de folia? Toda a economia nacional teria sido consumida pela compra de fantasias, cervejas, água, refrigerante e comidas diversas. O consumo é alto nesta época, pois do mesmo jeito que as pessoas brincam, também querem abastecer as energias para continuar dançando ao som dos ritmos que freneticamente invadem o carnaval.
Esse ano o "Lepo Lepo" tocou bem menos do que eu esperava, pois esta era a música mais executada nas rádios antes do carnaval. Talvez isso tenha ocorrido porque o carnaval do Recife, neste ano, foi bem regional e trouxe o frevo como chama maior de uma festa que reuniu também afoxés, maracatus, caboclinhos, samba e muita descontração.
O "Lepo Lepo" mesmo ficou nas agonias nos pontos de ônibus, na sujeira em geral, nas bebidas em excesso, no cheiro de urina nas ruas, enfim, no saldo do carnaval. Agora é levantar a cabeça e voltar ao normal, pois a vida nem sempre é uma fantasia animada, cheia de cor e brilho. Precisamos sempre colar uma lantejoula que caiu, uma pluma que perdeu a leveza ou quem sabe uma costura que foi desfeita.
A sombra que o fim do carnaval traz é para muitos uma forma de morte, já que buscam nestes dias ter a vida que nunca puderam ou quem sabe sair da morte em que vivem usando as mais variadas formas de divertimento, como se não existisse outros dias para isso. 
Ano que vem tem mais...
Aqui no Recife o carnaval deve durar até o próximo final de semana, sem a intensidade dos dias oficiais, mas com força. Ainda temos o Bacalhau do Batata nas ladeiras de Olinda e o Camburão da Alegria no próximo domingo. Agora é pensar nas fantasias do ano que vem e torcer para que a disposição esteja mais alta, fazendo com que todos possam pular novamente e ter as mesmas lembranças do que passou, brilhou e se apagou.

terça-feira, 4 de março de 2014

A Linha da Paciência

O Carnaval é festa de alegria, mas também de paciência. Quem não tiver este dom divino é melhor ficar em casa para não se irritar com todas as coisas que ocorrem durante a festa e que podem comprometer toda uma descontração idealizada, mas pouco concretizada. 
Ontem esperei quase duas horas por um ônibus, num horário de pouco movimento. Imagine nos horários de maior fluxo? Comer, beber, ir ao banheiro, andar, falar e escutar são ações tão simples, mas que se tornam tão difíceis de serem praticadas, justamente pela total agonia que a festa nos proporciona quando estamos totalmente inseridos nela. 
Nos anos anteriores tinha brincado o carnaval de uma forma mais calma, pois ficava quieto num local estratégico, vendo o movimento da folia e registrando a festa. Este ano inventei de ir para o meio da multidão e não achei muito interessante, já que terminei ficando cansado além da conta e sem disposição para novas alegrias durante os dias de festa.
A linha tênue da nossa paciência brilha menos do que imaginamos e terminamos ficando com raiva de nós mesmos por nos submetermos a tamanha agonia por nada, onde deixamos de lado o nosso conforto e paciência para dar espaço ao que é engraçado, bonitinho, mas extremamente desagradável em alguns momentos. 
Vou voltar aos meus tempos de folião observador, pois percebi que não tenho vocação para ser um folião atuante nesta mistura de situações que é o carnaval do Recife e Olinda. Há como se divertir de uma forma menos doentia e sem nos preocuparmos o tempo todo com o sol que queima nossa cara ou com os bolsos que guardam os nossos pertences. O carnaval bonito que encontramos na publicidade também é agoniante e só merece ser vivido por quem tem coragem de sobra para tantas coisas. Eu sou covarde neste aspecto e prefiro viver uma vida mais calma, serena e contemplativa.
Vou organizar meus passos no ano que vem e quem sabe me sentir melhor neste período de carnaval. Eu mereço mais que isso...

segunda-feira, 3 de março de 2014

Os Lixos do Carnaval

É difícil realizar uma festa tão grande e não esperar que nada de negativo aconteça, pois o acúmulo de pessoas faz com que muitos outros problemas sejam gerados durante os dias de folia, sendo o lixo o maior deles, pois os recipientes e coletas insuficientes terminam fazendo com que as ruas fiquem sujas em demasia, dando um trabalho adicional ao governo municipal. A prefeitura até que tentou fazer um trabalho de conscientização, mas, na minha opinião, foi algo sem efeito algum. Era melhor ter gasto o dinheiro com uma coleta mais eficiente e ágil, pois tanto em Recife como em Olinda os carros de lixo disputavam espaço com os foliões nos períodos que as ruas iam sendo invadidas pela multidão.
Sempre vai ocorrer sujeira, isso é óbvio, pois ninguém se lembra das regras de educação na hora da folia e faz das ruas um canteiro de restos, embalagens, urina e outras coisas mais. Alguns espaços ficam fedendo muito e comprometem até a circulação de pessoas, como foi uma rua que vi ontem em Olinda, onde os banheiros químicos estavam transbordando de urina, deixado a ladeira uma cachoeira de sujeira e fazendo com que os foliões pulassem naquela lama de água servida.
Coisas do carnaval que nem só alegria proporciona ao público e terminam deixando a festa com uma agonia acima da conta, pois como se não bastasse termos que nos desviar das multidões, ainda temos que descobrir um espaço para pisar e garantir o nosso direito de ir e vir. 
Outra coisa errada que vi em Olinda foi a circulação de carros em períodos de grande movimento da folia. Eram todos moradores e estavam garantindo o seu direito de ir e vir, mas acredito que o bom senso falava mais alto nestas horas, pois além de atrapalharem a passagem dos blocos, faziam com que as ruas ficassem mais apertadas. Era outro lixo desnecessário nas ruas, pois nessa época as pessoas invadem tudo e dividir esse espaço com carros é bem complicado.
Um ato de coragem de quem deixou seus carros estacionados nas ruas de Olinda também. Talvez busquem da prefeitura alguma indenização posterior em caso de avarias que certamente acontecerão nas latarias dos carros insistentemente incomodados durante a passagem de todos os blocos. Será que fizeram isso de propósito? Fiquei pensando nisso, pois em anos anteriores, não havia carros nas ruas e neste ano a incidência foi altíssima, em todas as ruas. Era um protesto velado contra a folia?
Não sei ainda. Descobriremos se os lixos do carnaval irão feder após o período carnavalesco. Vamos esperar para ver se estas sujeiras serão lavadas após o carnaval, pois a cada ano uma novidade aparece e coloca em risco a descontração das ruas, cada dia mais lotadas.

A Presidenta na Folia dos Bonecos Gigantes

Blocos de Rua

Pernambuco no Coração

Frevo no Pé

Conselhos Infames

Bonecos de Olinda

Carros estacionados nas ruas de Olinda.

domingo, 2 de março de 2014

Cadê os Papangus?

Brinquei o carnaval em Bezerros há oito anos e naquela época os reis da festa eram os Papangus, com o seu desfile de criatividade e de fantasias que sempre usam os temas da atualidade para mostrar ao público mais uma tradição do Carnaval Pernambucano. Era um tempo bom, pois havia espaço nas ruas para se locomover, as troças não eram atrapalhadas pelas caixas de som enormes que as pessoas colocam na frente das casas, o trânsito não era tão infernal e os Papangus realmente eram vistos.
Vi muitos Papangus, não vou negar, mas eram poucos se formos comparar com um passado não tão distante assim. Tudo que tem muita publicidade termina desse jeito, pois as pessoas invadem de vez aquilo que era muito bom e trazem uma série de vícios que poderiam ficar em casa uma vez que só atrapalham a festa e fazem com que uma tradição fique um pouco perdida no tempo.
Os Papangus que concorriam a prêmios estavam jogados na multidão e ainda não pensaram num espaço decente para acomodá-los naquela imensidão de festa que agora tem palcos variados. Preferiram valorizar os shows quem nem sempre tocam a nossa música e deixar que os Papangus se virassem naquela multidão, onde não há espaço para uma boa apresentação dos trabalhos que levaram meses para serem desenvolvidos.
Sim, as pessoas lá brincam carnaval agarradinhos. Dançam frevo como se fosse forró e há barracas com shows deste ritmo, quem sabe anunciando o São João que vem por aí. Só pode! O Brega é uma doença nas ruas e o som altíssimo toca aquelas músicas que falam das mulheres raparigas e dos homens cornos, botando todo mundo para dançar de uma forma desencontrada e que termina comprometendo a passagem das agremiações. 
Bezerros tem um carnaval grande, rico culturalmente, mas precisa organizar a sua festa e fazer desse evento um momento mais saudável para os visitantes, pois com essa agonia toda que vi hoje, não tenho a menor certeza do futuro dos Papangus e de como eles poderão sobreviver a tanta bagunça nas ruas. Carnaval é isso mesmo, infelizmente, e querer que a festa seja calma é sonho da minha parte, mas bem que a organização poderia ser melhor e novos meios de suportar tanta gente deveriam ser pensados para que a animação não perca o rumo e se torne um programa de índio.
Mesmo assim, valeu o passeio e pretendo um dia voltar. Não sei quando, mas volto...












sábado, 1 de março de 2014

Acorda Recife, Acorda...

O desfile do Galo da Madrugada começa cedo e carrega consigo milhões de pessoas dispostas a frevar até o fim da festa que acontece no centro do Recife e atrai muitos foliões. Este ano percebi um público bem maior invadindo as ruas estreitas da cidade, mas isso não foi impeditivo para que as pessoas perdessem o pique ou ficassem com medo da multidão. 
O Galo da Madrugada passa com muita popularidade, descontração e alegria, onde cada fantasia recebe um toque diferenciado dos foliões que escolhem as melhores opções de aproveitar a festa, seja em camarotes ou no meio do povo. Este ano fui para a rua e confesso que estava um pouco apreensivo com a multidão de pessoas, mas o que vi foi muita alegria e descontração, sem confusão e com a organização necessária para conter um público tão grande, já que a empolgação é tanta que os carros alegóricos e trios elétricos tem um pouco de dificuldade de se movimentar.
As fantasias são um capítulo à parte desta festa e cada detalhe é pensado com muita criatividade e esmero, pois a grandiosidade das produções que encontramos são bem significativas e mostram como as pessoas são capazes de inovar e ousar quando desejam. Numa festa de carnaval tudo é muito misturado e isso termina sendo o tempero ideal para a animação correr solta por todos os lugares, já que a energia não acaba tão cedo na festa que só tem hora para começar.
O carnaval do Recife começa de verdade com o Galo da Madrugada, mesmo tendo sua abertura oficial um dia antes e com muitos artistas lotando o Recife Antigo. Todos esperam por este dia e fazem deste momento a forma maior de descontrair e esquecer um pouco das responsabilidades que a rotina nos cobra insistentemente. Este ano o homenageado do bloco foi o Ariano Suassuna, que teve parte da sua obra retratada nos carros alegóricos e fantasias dos organizadores. O galo, como sempre, estava imponente, lindo, recebendo todas as pessoas que estavam dispostas a um bom frevo no pé.
Os festejos de carnaval aqui em Pernambuco estão apenas começando e durante todos os dias sempre haverá um foco de animação que atrairá os amantes desta festa tão brasileira.












sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A Doença do Celular

Há uma epidemia nas ruas causada pelo uso indevido do celular, indiscriminado, irrestrito e sem limites. É uma doença comum, mas que causa alguns transtornos como: 
Irritação - Quando a internet está lenta.
Tendinite - Os dedos fazem movimentos repetitivos 24 horas por dia.
Olho Seco - As telas estão sempre nos nossos olhos, ressecando a nossa retina.
Afastamento Social - Nada mais importa na vida, só o celular.
Falta de Assunto - Desaprendemos a conversar e vamos ficando sem voz a cada dia
TOC - Sempre queremos ter o modelo mais atual de celular, o que nos possibilite ter mais aplicativos, mais possibilidades de conexão.
Isolamento - As pessoas se afastam cada vez mais das outras e não conseguem valorizar mais nada.
Síndrome do Carregador - Quando não há um por perto, buscamos os piratas para abastecer o nosso aparelhinho que tem de tudo, menos uma bateria infinita.
Contaminação - Como substituímos tudo pelo celular, terminamos usando ele no banheiro, guardando dentro da cueca, na meia, mas isso não tem a menor importância, pois bactérias não são visíveis.
Problemas na Escrita - Na ânsia de responder todas as mensagens ao mesmo tempo, desenvolvemos uma doença que nos faz abreviar tudo e esquecer como realmente as palavras são escritas. O problema é tamanho que chegamos a um ponto de nem lembrar o significado de nada e acreditamos que as palavras que escrevemos fazem parte da gramática. 
Esses são apenas alguns exemplos desta agonia conjunta que a maioria das pessoas adquiriu, pois basta olhar as mais simples ações que perceberemos o celular contribuindo para a nossa desgraça e para a nossa baixa produtividade, seja no trabalho ou na vida pessoal, pois se de um lado perdemos tempo e atenção atendendo o celular ou dando aquela olhadinha no bate papo ou nas redes sociais, do outro esquecemos que somos gente e que os relacionamentos precisam de algo mais e que não tenha uma tela sensível ao toque. Preferimos tocar numa tela dura do que sentir o pulsar da vida ou quem sabe o macio de uma pele que vibra de uma forma mais intensa do que o toque do celular, que nos deixa escravos e com grande dificuldade de melhorar nossas ações, onde a satisfação maior vai ser receber um abraço ao invés de uma mensagem com abreviações que nem sempre são entendidas pelos menos afetados pela doença do celular.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...