sábado, 27 de julho de 2013

Daniela e o Axé

Encerrando o Festival de Inverno, tivemos o belo show da cantora Daniela Mercury, que voltou a cidade após longos e longos anos. A única vez que ela visitou Garanhuns foi quando lançou o seu primeiro CD e ainda não era a celebridade que hoje é. Posso dizer que o show foi muito bom e ela animou bem o público, embora tenha sido infeliz em alguns comentários mal formalizados sobre temas polêmicos como "protestos", "segurança", "civilidade" e "homossexualismo". Achei desnecessárias algumas atitudes e não vi motivo para tanta exposição. Se temos algo para mostrar, vamos fazer isso com as nossas possibilidades e não com palavras forçadas e de uma maneira que pareça um tapa na cara de muita gente. 
Sempre achei a Daniela Mercury a melhor cantora de axé, mesmo antes dela ser vista diferente pelo público só porque assumiu ser gay e mostrar para todos a sua namorada, com direito a trocas de afetos em público e declarações de amor infinitas. As comparações são muitas, mas Daniela é a que consegue realmente mostrar o axé da Bahia e todas as suas raízes mais tradicionais, com um toque, um sorriso e uma dança que são bem características da sua personalidade e conhecidas dos seus fãs, que aprenderam a gostar da sua música não pelo "oba oba" da causa gay e dos protestos que hoje existem, mas sim pela qualidade musical e vocal que ela possui.
A Praça Guadalajara estava lotada, não choveu e o axé imperou na cidade. Foi realmente o final de uma festa grandiosa e que agradou a todos os públicos, em vários aspectos, e trouxe para Garanhuns, nos dez dias de festa, mais de 500 atrações para mostrar que a nossa cultura é sem fim e basta termos um pouco de criatividade para realizarmos grandes feitos e conseguir ótimas formas de diversão e disponibilização da arte. Tudo era grátis, pois o FIG, além de diverso é democrático e atende a todos os públicos. Fica a saudade e desejos que no próximo ano eu possa novamente aproveitar um pouco desta festa tão singular e que já dura 23 anos de existência. Participei de todos e pude ver a evolução da festa que não para de inovar e a cada ano traz mais novidades para todos os pernambucanos e brasileiros que lotam a cidade para desfrutar um pouco dos momentos de grande alegria que a festa nos traz, alterando substancialmente a vida pacata de Garanhuns, que além do frio conta com o calor humano em todas as partes.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O Resultado do Aprendizado

Durante o Festival de Inverno fiz uma oficina de fotografia, mas o que mais me admirou foram as que ensinavam trabalhos manuais e artesanato a partir de sucata, pois a transformação das coisas imprestáveis eram grandiosas e faziam com que nem acreditássemos no que estávamos vendo, pois para quem presenciou o processo de transformação, como eu, ficava complicado associar um lixo ao belo trabalho que foi mostrado depois. Foi o caso das oficinas de "Mamulengos, a partir de Material Reciclado" e de "Instrumentos Musicais de Sucata". O pouco tempo utilizado para cada atividade mostrou que é possível aprender muito e obter ótimos resultados.
Se aprendemos de verdade, nada ficará ruim na nossa vida e saibam que os resultados sempre serão os melhores e jamais teremos do que reclamar, pois as formas de realização das atividades sempre resultarão em ótimos produtos e com qualidade impecável se estivermos atentos aos detalhes e melhores formas de apresentação.
Nada é em vão quando estamos comprometidos com o melhor resultado e quando este satisfaz a nossa felicidade, pois se estamos satisfeitos com o que realizamos, fica mais fácil conseguir o brilho nos olhos das pessoas ao observarem as nossas realizações, sejam elas quais forem. 
Percebi pessoas impressionadas consigo mesmas e sem acreditar que tinham realizado tal trabalho e que este estava sendo tão bem visto por muitas outras pessoas. A minha oficina foi ótima para clarear algumas ideias e conceitos de uma técnica que já pratico diariamente e que dá combustível a muitos momentos da minha vida, pois a fotografia é a minha forma de ver o mundo e de comentar tudo que vejo de bom ou ruim. 
Infelizmente só pude mostrar duas fotos na exposição, pois registrei muitas imagens legais das oficinas e do evento, na saída fotográfica que realizamos e que serviu de base para que pudéssemos ajustar algumas imagens na aula de edição de imagens, que acho um saco. 
Acho que a foto perfeita é aquela sem retoques e que mostra o potencial do fotógrafo num momento de pura criatividade, trazendo para todos nós a essência do que realmente foi visto pela lente de vidro. É o resultado de um trabalho minucioso, atento e que nem sempre é compreendido por muitas pessoas.
Dar significado ao nosso trabalho e realizações é a melhor maneira de expor para o mundo a nossa inquietude, onde cada fato contribui para o nosso potencial, aprimorando o mesmo e fazendo com que ele seja capaz de grandes feitos e resultados impressionantes.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Qual o seu Sonho?

A surpresa de hoje no Festival de Inverno de Garanhuns foi o espetáculo "Sonhos", no pavilhão de dança, o qual trouxe o melhor do Hip Hop e da dança, com um grupo animado e feliz nas suas escolhas musicais e coreografias, que remetiam a uma palavra tão comum na vida de todos nós, que é o sonho. Algo tão almejado e muitas vezes idealizado, quase inatingível, mas sempre presente nas nossas vidas, pois se algum dia o deixarmos de lado, estaremos esquecendo a nossa própria existência e dos nossos desejos mais supremos e que nunca devem cair no esquecimento. Se para alguns sonhar é bobagem, para outros não. O sonho alimenta ideias, sendo também o combustível de muitas realizações grandiosas da humanidade, que partiram do pensamento além da realidade ou fora dos padrões de muitas pessoas que acreditavam que poderiam ir bem adiante, mesmo quando todas as possibilidades mostravam que não era possível.
Durante o espetáculo o meu sonho foi derrubar a menina que ficava filmando o espetáculo bem na frente do palco e tirava a visão das pessoas. Acho que ela não percebeu o que estava fazendo, tornando o "sonho" do espetáculo num pesadelo sem fim. Bastava que a danadinha ficasse numa altura mais baixa para não incomodar ninguém e conseguir o seu objetivo, mas ela não fez isso e terminou criando uma sombra em todas as fotos que eu e maioria das pessoas registrou. 
Muitas vezes o sonho pode ser algo pequeno, simples de resolver, mas quando ele é bem maior do que as nossas possibilidades, ficamos sem ter como saber quando e como iremos realizá-lo e se realmente será possível a sua obtenção, já que há mais dificuldades do que possibilidades. Eu sempre insisto que o sonho é sonho e deve ser visto como possível, independente da grandiosidade e dificuldade, o que não podemos, claro, é deixar de alimentar essa remota realidade, pois se assim fizermos, o que era um pensamento bom termina se tornando uma frustração do tamanho do mundo, sendo a nossa inércia a maior responsável por esta desgraça.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Chuva e o Festival

Como o próprio nome já diz, o Festival de Garanhuns é realizado no inverno e dessa forma não poderia faltar a chuva, mas confesso que ficamos bem mais satisfeitos quando ela não aparece, ou surge de forma tímida, em forma de garoa. 
Fica complicado andar por alguns locais, principalmente quando vamos para o Parque Euclides Dourado, o qual possui chão de areia e muitos eucaliptos. Além do frio, temos que lidar com um pouco de lama e driblar a sujeira que fica nos nossos sapatos e bordas das calças. Alguns dizem que este é o charme do festival e que sem isso ele não teria finalidade, mas confesso que andar bem limpinho e enxuto é bem melhor.
Ainda bem que nestes dias que estou por aqui a chuva foi intensa, mas fraca. Em alguns poucos momentos ela ficou forte e causou alguns transtornos, mas nada que comprometesse a vida das pessoas ou atrapalhasse algum espetáculo. Eu só não me atrevo a ir para a Praça Guadalajara no período da noite e madrugada, pois a soma de frio e chuva compromete a minha disposição e faz com que eu prefira ficar em casa com um cobertor quentinho e uma programação mais amena.
De certa forma, a chuva é algo inevitável e posso dizer que ela não é impeditiva para a festa, já que os locais de animação ficam lotados e as pessoas não deixam de comparecer a nada. Colocam suas botas, cascos mais pesados e se armam com os guarda-chuvas de todas as cores e formas e saem em busca do divertimento, que pode ser um teatro, uma dança ou quem sabe uma bela exposição.
Hoje fui para o espetáculo infantil "Pindorama, Caravela e Malungo", que conta a história do Brasil de uma forma diferente, misturando teatro, dança e música. Achei muito bom, mas pouco didático, já que é direcionado para crianças e a linguagem usada estava acima do entendimento de muitos pequenos. Minha sobrinha não entendeu nada e eu fiquei o tempo todo elucidando a mente dela com os fatos que eram pouco falados e muito gesticulados. É o que acontece quando tentamos usar uma forma de comunicação acima do entendimento do nosso público, o que ocasiona uma certa desordem na assimilação de ideias e fatos. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Meu Pé de Laranja Lima

A mostra de cinema do Festival de Inverno de Garanhuns, trouxe ótimas opções de filmes, mas só tive tempo de assistir a um deles, pois tive que me dividir entre os outros locais de animação para poder ter uma visão abrangente da festa e desfrutar um pouquinho de cada coisa.
O filme "Meu Pé de Laranja Lima" narra a vida de um menino inocente e danado, incompreendido pelos seus pais, que passam por um momento difícil, e que nessa fuga deste ambiente hostil termina encontrando no amigo "portuga" a salvação para os seus males, pois com este o menino podia ser quem era realmente era e dessa forma colocar para fora os seus desejos mais criativos e ser criança de verdade, sem que isso fosse uma afronta ou um motivo para uma surra do seu pai, que só pensava em beber e pensar mal da vida que tinha.
As apresentações, 04 por dia, com filmes diferentes, são realizadas no Cinema Eldorado, e o público lota o espaço que distribui ingressos gratuitos para a população ter acesso aos filmes menos comerciais do cenário nacional e internacional. Geralmente esses filmes só ficam em cartaz nas capitais, pois o público é restrito e sempre recebem a conotação de "filme de arte", pois trazem uma realidade mais nua e crua da vida das pessoas e não se importam com o lado comercial da maioria das produções que encontramos por aí.
Das duas salas que o cinema possui, uma fica exclusiva para o Festival de Inverno e a outra dá continuidade a programação dos filmes comerciais que estão em cartaz em circuito nacional. A procura é bem grande pelos ingressos e ainda mais porque percebemos que muitas pessoas que geralmente não possuem disponibilidade financeira para irem ao cinema constantemente, aproveitam o evento para tirar o atraso do programa que é querido por todos e que infelizmente o preço ainda está acima das classes menos favorecidas. Aqui no Recife mesmo ir ao cinema e consumir pipoca e refrigerante termina sendo um programa que consome mais de R$ 50,00 por pessoa e quem tiver sua carteira de estudante ainda se salva da maré de preços altos que os estabelecimentos possuem. Temos opções alternativas na capital que são os Cinemas São Luiz e da Fundação Joaquim Nabuco, que oferecem filmes bons, pouco comerciais e com preços justos para que a maioria da população possa desfrutar um pouco da sétima arte.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Bárbara de Verdade

Um show muito legal que foi apresentado ontem no Festival de Inverno de Garanhuns foi o da cantora Bárbara Eugênia, que trouxe ao Palco POP as músicas do seu novo CD "É o que Temos" e encantou um público que cantou suas músicas e participou ativamente da apresentação que trouxe melodias simples, bem arranjadas e com um toque amoroso, já que resgatavam o romantismo de antigamente e mostravam que o sentimento é cada dia mais forte nas canções e na cabeça das pessoas.
O Palco POP é destinado aos artistas iniciantes e que ainda não conseguiram um público muito grande de fãs e por isso fica ótimo assistir aos shows, pois a sensação de envolvimento é maior e podemos ter um pouco mais de concentração nas músicas que são mostradas. Algo bem interessante que fizeram este ano no espaço foi a edificação de uma passarela de acesso aos deficientes e que servia de camarote para o palco. A visão era privilegiada e fazia com que todos tivessem uma ótima oportunidade de assistir aos shows que ali serão apresentados durante o evento. São três ou quatro atrações por dia e o início da festa é às 19:00, terminando, no máximo, às 22:00. O palco também serve para as apresentações de forró que acontecem sempre a partir da meia noite e procuram dar uma opção a mais para as pessoas que não desejam ficar na Praça Guadalajara, onde geralmente acontecem os shows de porte nacional e que trazem artistas mais conhecidos do grande público.
O domingo trouxe outras atrações para a festa, como o Circo, o Pavilhão de Dança, o Teatro e a música erudita, na Catedral de Santo Antônio, que trouxe este ano grandes nomes nacionais e internacionais para abrilhantar ainda mais o gênero que tem poucos adeptos nacionais e resgata a maior parte dos artistas de outros países, pois basta ver na programação que teremos a certeza disso. A maioria dos grupos de música erudita eram da Europa, o que mostra a pouca tradição que temos aqui no Brasil desta modalidade.
E a festa continua...

domingo, 21 de julho de 2013

A Dama e o Galpão

A cantora Cida Moreira trouxe para Garanhuns o seu espetáculo "A Dama Indigna", o qual é acompanhada apenas de um piano e muita presença de palco, pois sua voz forte e marcante fazem parceria com os seus comentários inteligentes sobre a vida e também sobre o amor, que era o tema principal da apresentação, mesmo que voltado para uma conotação de rancor e tristeza.
A apresentação foi realizada no Teatro Luiz Souto Dourado e começou cedo, às 17:30, pois logo mais um novo espetáculo seria realizado no lado externo do espaço e iria trazer até a cidade o Grupo Galpão, com o espetáculo "Os Gigantes da Montanha". Posso afirmar que a noite foi grandiosa de estrelas e cada um apresentou o melhor que podiam oferecer e o Festival de Inverno se rendeu aos encantos de cada palavra dita e cantada por estes artistas inigualáveis e de grande competência.
Já havia visto algumas apresentações da Cida Moreira na internet e escutado algumas músicas, mas ainda não tinha tido a oportunidade de desfrutar de sua voz ao vivo, num espetáculo de grande valor cultural para a cidade e que certamente marcará o histórico do evento de forma muito positiva.
O Grupo Galpão é sem comentários e cada fala e cada gesto, mostravam a competência do grupo que abusava dos figurinos e fazia bonito na troca de cenários em praça aberta, sob momentos de chuva fina, mas com grande calor humano que só fazia da apresentação algo ainda mais grandioso. As noites do Festival de Inverno vão ficando cada vez mais inesquecíveis e cada apresentação que temos oportunidade de assistir, ficamos com a certeza de que a festa não será esquecida nos corações de quem a admira e acompanha todas as suas edições, desde 1990. 
Após a apresentação do Grupo Galpão, a chuva fina persistiu por alguns momentos, mas depois parou e deixou a noite muito fria e cheia de neblina, nos preparando para os shows que mais tarde iriam acontecer, contando com as presenças de Caetano Veloso e Fafá de Belém. Mais uma noite de frio, com muita cultura no ar...

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...