domingo, 5 de maio de 2013

Pelos Trópicos

Uma verdadeira viagem musical pelos Estados do Brasil foi o que a cantora Andreia Dias fez no seu novo álbum, que mistura um pouco dos ritmos que fazem parte do cotidiano do brasileiro, e dessa forma conseguiu realizar um trabalho alegre, cheio de melodias e com letras bem interessantes.
Seus dois álbuns anteriores eram mais contidos em relação às sonoridades, mas neste ela consegue testar vários ritmos e nos mostrar as variedades de cada artista que participou com ela do projeto.
Sentimos em alguns momentos que estamos escutando várias cantoras, pois as mudanças ocorridas com as influências musicais de cada região, fazem com que ela se torne várias  e não somente uma. Talvez tenha sido esta a intenção e certamente teve bom êxito, pois cada melodia consegue ter o seu efeito e representar bem as suas regionalidades.
Gosto de novidades e quando percebo um trabalho tão bem elaborado, fico feliz e esperançoso com o cenário musical nacional, pois fica claro que um bom artista não precisa estar apegado à uma grande gravadora para realizar um trabalho representativo e digno de aplausos. 
Do regional ao eletrônico, Andreia nos mostra seu som, sua voz, sua criatividade, seu talento sem fim e faz com que as 12 faixas do CD passem voando e tenham gostinho de quero mais, mais e mais.
Como ela mesma diz na música Xuxu Beleza: "Eu não me acho e tenho certeza..." Realmente é isso que sinto, pois os elementos que ela reuniu neste trabalho significam muito para a música brasileira e fazem com que possamos valorizar mais os artistas que ainda não são muito conhecidos pelo grande público. Nada disso remete Andreia ao esquecimento e as nuances da sua voz e ritmos serão lembradas pelos trópicos, numa temperatura alta e em grande rotação musical.
Uma audição imperdível e com a cara do Brasil!

sábado, 4 de maio de 2013

Recolha!

Todos os dias quando saio para trabalhar, faço malabarismos para não ficar pisando nas fezes que os inúmeros cachorros depositam nas ruas, especialmente no período da manhã, quando os seus donos saem com elas para uma voltinha.
Na verdade sujos não são os cachorros, pois a naturalidade deles faz com que não tenham modos educados de convivência, mas dos seus donos que não recolhem a sujeira das ruas e fazem com que muitas pessoas terminem pisando nos monumentos indesejáveis, ora duros, ora moles, mas com cheiro insuportável.
Fico só observando e a quantidade de pessoas que passa com os cachorros e muitas delas levam grandes quantidades de animais. Devem ser cuidadores, pois hoje em dia esta profissão é bem mais notável do que imaginamos.
Este é só um exemplo, mas encontramos vários outros em vários lugares e o Recife não poderia ser diferente, pois a educação das pessoas ainda passa longe e ter consciência para realizar determinados atos ainda é algo que precisa ser trabalhado na mente das pessoas para que a vida em sociedade seja mais plena e cause menos transtornos.
Pisar num monte de fezes de cachorro não é nada, o ruim é ver homens fazendo isso nas ruas e inacreditavelmente em locais de muito acesso e visibilidade. Basta observar as imediações do Cais de Santa Rita, nas margens do Rio Capibaribe, para perceber isso e verificar com mais intensidade tudo o que as pessoas são capazes de realizar.
Na calçada do meu condomínio, as próprias pessoas que lá residem levam os seus cachorros par deixarem o local todo sujo e contribuir para que muitos inconvenientes sejam notados quando o assunto é limpeza e conservação.
Outro dia fui entrar no meu carro e me deparei com um monte de fezes bem na porta e não eram de cachorro, eram humanas. A educação passa longe de muitas pessoas e essa problemática social é bem mais gritante nas cidades grandes, onde nem todos percebem o direito dos outros e as normas de convivência em sociedade.
Como era bom se todas as fezes que estivessem nas ruas fossem levadas para a casa dos donos dos cachorros e, assim, eles percebessem na prática como é ter um ambiente sujo e fedorento.
Se já não for assim, pois a prática de casa vai às ruas...
Senhores donos, recolham as fezes dos seus cachorros e deixem a cidade mais limpa!
Todos nós agradecemos.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Missa com Sotaque

Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Largo do Pelourinho, podemos ter a oportunidade de assistir a uma missa com o legítimo sotaque baiano, onde os instrumentos usados são os mesmos das bandas de axé e terreiros de candomblé, tornando os cantos mais alegres e bem recebidos por todos.
Tive a oportunidade de assistir a esse ritual diferenciado e gostei do que vi, pois somente o som lembra o candomblé, mas os santos católicos são os que se tornam presentes em todas as partes da missa que segue o roteiro tradicional ditado pela igreja católica.
Mesmo assim não vi a igreja cheia, pois em muitos casos o som atrai mais pessoas que fogem das missas tradicionais, onde as músicas mais pausadas tornam o momento mais reflexivo e acolhedor.
Vi muitas pessoas dançando e se empolgando com o som, desvirtuando um pouco o sentido da fé e dando prioridade ao balanço e toque dos tambores.
É uma forma de renovação, sem dúvida, e que combina direitinho com Salvador, por ser uma capital de grande domínio negro e carregar as raízes africanas desde os primórdios da colonização do Brasil.
O coral era formado por negros e todos vestiam roupas coloridas e que refletiam o espírito do ritmo e dos seus ancestrais. Era inevitável as pessoas pararem para fotografar, para entrar no local e com isso sentir um pouco do espírito que tomava conta de todos e fazia da missa do domingo um espetáculo diferente e inesquecível. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Figuras Irritantes

Encontramos em Salvador algumas figuras irritantes, que podem ser vistas em qualquer lugar, mas nesta cidade possuem um poder maior de fixação e colam feito chiclete no pé de todos nós.
Vamos começar falando da mais popular, que são os Vendedores de Fitinhas, que ficam recepcionando as pessoas e tentando a todo custo vender colares e pulseiras por preços estratosféricos e que não refletem a realidade das coisas. Eles ficam chateados quando dizemos logo de início que não queremos as fitinhas e insinuam que não somos humildes por não querermos aproximação com eles.
Como querer se na verdade eles aparecem de todos os lados e o passeio pelo pelourinho se torna uma agonia se pararmos para dar atenção a todos?. Sem contar que muitos intimidam pela aparência suja, jeito malandro e odor desagradável.
Vamos falar um pouco das Ciganas, que atacam em frente ao Mercado Modelo e ficam querendo ler a sua mão a todo o momento e inventando as histórias mais incríveis para ganharem uns trocados, nem que seja de forma mágica, quando ele some sem que percebamos.
Os Pedintes são muitos e fico me perguntando se estão naquela vida por preguiça ou falta de oportunidade, pois se de um lado não possuem dinheiro para comer, como alegam, sobra recursos para fazerem trancinhas nos cabelos e fumarem seus cigarros incontáveis, sem deixar de lado, claro, o cheiro forte de bebida. Será que a fome é de cana e tabaco?
As Baianas são loucas por dinheiro e se liberamos um pouco, elas tiram foto, sorriem e dão informações. Se não liberamos o preço tabelado, que é R$ 5,00 pelas fotos, elas torcem o nariz, nos ignoram e nem olham para nossa cara. Sou a favor das baianas profissionais, pagas pela prefeitura, para que tirem fotos com os visitantes e acabem de vez com este cartel de rendas, colares e antipatia.
As prostitutas se oferecem a todo tempo e não é difícil passar por algumas delas sem que uma cantada mal dada seja dada, na tentativa de ganhar uns trocados pelo sexo fácil e perigoso, já que a maioria delas dá medo só de olhar. São, na maioria, mulheres feias, desajeitadas e sujas e que somente uma secura de anos justificaria o sexo com alguma delas.
Os Capoeiristas só faltam pegar no seu braço e obrigar você a dar um dinheiro em troca de uma foto, por uma apresentação que é feita na rua, para que todos vejam. Eles gritam logo que aquilo é um trabalho e precisa ser remunerado, causando um certo constrangimento às pessoas que desatentamente registram alguma fotografia.
Os meninos de rua são muitos, de todos os tamanhos, caras e bocas. São malandrinhos, falam palavrões e insinuam ataques a todo o momento; só não fazem o pior porque a polícia está em todos os locais do Pelourinho e só isso já demonstra o perigo que está circulando e que de certa forma estamos protegidos pela ação constante dos policiais, dia e noite. Imagine se fosse menor? 
O Pelourinho seria um lugar intransitável e perigoso.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Solar do Unhão

O MAM - Museu de Arte Moderna da Bahia, mais conhecido como Solar do Unhão, é um complexo arquitetônico bem preservado, com um café luxuoso e uma igreja transformada em sala de exposições.
Há a galeria com a exposição permanente de obras e também a que recebe diversas exposições durante o ano e que podem ser visitadas em todos os dias da semana, exceto às segundas-feiras.
A dificuldade de lá é o acesso, pois só é fácil para quem for de carro. Quem estiver a pé, torna-se um pouco complicado nos dias de menos movimento, já que perto de lá há uma favela enorme de um lado e do outro a Marina Bahia com toda a sua sofisticação, mostrando que de contrastes vive uma grande cidade, especialmente Salvador. Linhas de ônibus quase não circulam pelo local e temos que andar um pouco até a parada mais próxima.
No pátio do Solar do Unhão, temos a impressão, por alguns momentos, de que a favela ao lado é na verdade uma instalação, uma obra de algum artista e que se tornou habitável por um número grandioso de pessoas. É tão gritante que termina sendo harmônica.
Não percebi perigo para os visitantes e acredito que não há disputa de local por ali, já que, de certa forma, o Solar do Unhão possibilita um certo refinamento aos moradores que vivem em situação precária de habitação e saneamento. Não é para qualquer um ter um museu de arte como vizinho.
Andando além da igreja do complexo, encontramos o Parque das Esculturas, o qual retrata a visão de vários artistas locais e nacionais sobre a Bahia e sobre a arte contemporânea. Lindo e ótimo para ser apreciado, com detalhes e sem pressa.
Perto da Marina Bahia há uma pequena praia que é habitada por pessoas, digamos, ecléticas, que gostam de fumar um baseado e mostrar atitudes diferenciadas como tomar um banho de argila ou realizar um longo alongamento na areia do mar. Eles também realizam atividades simples, como jogar futebol e vôlei, não vamos generalizar...
Gostei do local pela beleza arquitetônica, pelo visual que proporciona da Baía de Todos os Santos, pela arte.
Não gostei da mobilidade, como acontece em muito locais de Salvador. Um espaço para ser visitado durante o dia, especialmente se estiver desprovido de transporte particular. As redondezas estavam esquisitas no dia que fui e cada figura que passava por mim esfriava o meu coração e me fazia pensar duas vezes em realizar um novo passeio por ali.
Ficou a boa lembrança de um local lindo, mas cheio de interferências urbanas complicadas, pois viadutos, favelas e ruas estreitas são muito fáceis de serem encontradas.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Noite Agitada, Manhã Calma‏

A noite no Pelourinho, em Salvador, é bem agitada e os eventos que acontecem atendem a todos os gostos. Num mesmo espaço podemos encontrar apresentações de teatro e bandas de forró ou axé tocando para as pessoas se divertirem durante a noite que oferece de tudo um pouco e as luzes que iluminam as igrejas anunciam que o lugar não é tão esquisito como falam.
Na verdade, existem lugares e lugares no Pelourinho e saber andar por todos eles é a melhor forma de não ter nenhuma surpresa, pois algumas ruas ainda guardam dentro de si a marginalidade de outrora a são mais desertas do que as mais tradicionais, que abrigam as lojas, joalherias, bancos, restaurantes e hotéis.
Saindo do Elevador Lacerda, o ponto mais crítico até o Terreiro de Jesus é a Praça da Sé, que aglomera um número significativo de pedintes, drogados e prostitutas, seja em que hora do dia for. O ideal é passar por lá quando os estabelecimentos ainda estão abertos e não oferecem tantos perigos aos visitantes mais desatentos.
No Terreiro de Jesus, a miscelânea é bem maior, pois ali estão grande parte dos restaurantes, hotéis e lojas de artesanato, fazendo com que nos sintamos mais seguros em transitar. Mesmo assim ainda existem muita prostitutas e pedintes e essa é uma característica que o Pelourinho carrega dentro de si e não há como mudar algo tão firme na raiz cultural do local.
Descendo para o Largo do Pelourinho, há de tudo, mas ir até a Baixa dos Sapateiros à noite é algo que deve ser feito somente para os corajosos, pois a quantidade de drogados e delinquentes de rua é bem grande e fica complicado não se assustar com aquilo tudo.
Na verdade, susto é o que você toma a todo momento, pois a cada segundo surgem figuras estranhas, com cara de alienados e quase sem roupa.
Recomendo uma parada na Lanchonete A Cubana, que possui iguarias tradicionais e os deliciosos bolos de milho e de macaxeira, que acompanhados de um café bem gostoso tornam a noite um diferencial. Não vou nem falar do sorvete de lá, pois seria uma tortura para os que não provaram. Uma delícia, em vários sabores.
Quem não deseja aproveitar a noite, é bom se recolher cedo, por volta das 21:00h, principalmente se estiver hospedado em um local pouco habitado, pois as pequenas ruas enganam os que não estiverem atentos a escuridão da noite, que é pouco iluminada nos locais mais distantes das badalações.
O amanhecer no Pelourinho é difícil, pois tudo começa muito tarde para os padrões de uma pessoa matutina como eu. Fica complicado acordar logo cedo e dar um passeio pelo centro histórico ainda sem a poluição dos sons e excesso de pessoas porque simplesmente não há movimento nas ruas e permanecer nelas sozinho é algo perigoso.
Por volta das 09:00h, o bairro começa acordar e algumas lojas só abrem à tarde, fazendo com que alguns espaços fiquem ainda desertos e sem vida. As igrejas começam suas atividades mais tarde do que de costume e as primeiras missas são realizadas após às 09:00h.
Efeitos de um bairro antigo, boêmio, cheio dos "bregas" bem tradicionais e de muitas figurinhas engraçadas que só indo lá para comprovar.
Mesmo assim, o Pelourinho é encantador e exala cultura e riqueza de detalhes.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Hotel, Hostel, Albergue...‏

Quem anda com vontade de passear e gastar pouco por onde anda, não pode deixar de conhecer os diferentes albergues que existem no Brasil, pois nas principais capitais e, principalmente, naquelas onde a história fala mais alto, é comum a presença dos famosos albergues, onde o preço é baixo e as comodidades são variadas, de acordo com o tipo de acomodação escolhida.
A sensação é de estar na casa de um parente, pois o compartilhamento dos quartos, banheiros e espaços comuns é fator primordial para este tipo de hospedagem.
Eu nunca tinha ido, mas resolvi experimentar para ver como era e posso dizer que gostei muito, embora em alguns momentos sintamos falta da privacidade que os hotéis mais tradicionais nos proporcionam. Não é o tipo de hospedagem para quem deseja mimos e comodidades. É aconselhável para quem quer aproveitar a cidade, passear muito e ir para o hotel somente para tomar um banho e dormir.
As vantagens dos albergues são várias, mas a maior delas é que a maioria deles está situado nos pontos históricos das cidades ou em áreas de grande circulação, que os tornam grandes diferenciais na hora da escolha.
Praticamente todos oferecem internet grátis, área de lazer, serviços de translado e cozinha para uso dos hóspedes que desejarem fazer sua própria comida ou guardar algo que trouxeram de casa.
Fiquei num albergue no Pelourinho e gostei muito do tempo que passei lá, seja pela hospitalidade das pessoas que lá trabalham ou pela localização, bem próxima aos pontos turísticos mais importantes, lojas, restaurantes, bancos, paradas de ônibus e centros comerciais.
Fui com o espírito de mochileiro e me deparei com pessoas de todos os lugares e pude perceber que a maioria dos turistas busca economizar na hospedagem e deixar uma reserva para conhecer os pontos turísticos ou realizar uma algumas comprinhas por onde passam. A maioria dos hóspedes são estrangeiros, onde esta prática é bem comum, e num só quarto podemos ter várias línguas sendo faladas, onde cada um monta o seu espaço e descobre a cidade do jeito que entender, com seus inúmeros mapas e anotações de viagem. Aqui no Brasil não há muito esta valorização pelos turistas nacionais e eles ainda preferem as acomodações mais tradicionais e caras.
Vale a pena conhecer estes locais, mas vá preparado para momentos de desapego, onde nem sempre os horários são seus e o cadeado para o seu armário se torna um item mais importante do que a toalha de banho, que aliás, nem sempre é fornecida e você tem que levar de casa.
A economia compensa tudo isso, pois as hospedagens são, em média, 80% mais baratas e podemos utilizar o que sobra com outras coisas mais importantes e que enchem os nossos olhos inquietos por descobertas.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...