terça-feira, 30 de abril de 2013

Noite Agitada, Manhã Calma‏

A noite no Pelourinho, em Salvador, é bem agitada e os eventos que acontecem atendem a todos os gostos. Num mesmo espaço podemos encontrar apresentações de teatro e bandas de forró ou axé tocando para as pessoas se divertirem durante a noite que oferece de tudo um pouco e as luzes que iluminam as igrejas anunciam que o lugar não é tão esquisito como falam.
Na verdade, existem lugares e lugares no Pelourinho e saber andar por todos eles é a melhor forma de não ter nenhuma surpresa, pois algumas ruas ainda guardam dentro de si a marginalidade de outrora a são mais desertas do que as mais tradicionais, que abrigam as lojas, joalherias, bancos, restaurantes e hotéis.
Saindo do Elevador Lacerda, o ponto mais crítico até o Terreiro de Jesus é a Praça da Sé, que aglomera um número significativo de pedintes, drogados e prostitutas, seja em que hora do dia for. O ideal é passar por lá quando os estabelecimentos ainda estão abertos e não oferecem tantos perigos aos visitantes mais desatentos.
No Terreiro de Jesus, a miscelânea é bem maior, pois ali estão grande parte dos restaurantes, hotéis e lojas de artesanato, fazendo com que nos sintamos mais seguros em transitar. Mesmo assim ainda existem muita prostitutas e pedintes e essa é uma característica que o Pelourinho carrega dentro de si e não há como mudar algo tão firme na raiz cultural do local.
Descendo para o Largo do Pelourinho, há de tudo, mas ir até a Baixa dos Sapateiros à noite é algo que deve ser feito somente para os corajosos, pois a quantidade de drogados e delinquentes de rua é bem grande e fica complicado não se assustar com aquilo tudo.
Na verdade, susto é o que você toma a todo momento, pois a cada segundo surgem figuras estranhas, com cara de alienados e quase sem roupa.
Recomendo uma parada na Lanchonete A Cubana, que possui iguarias tradicionais e os deliciosos bolos de milho e de macaxeira, que acompanhados de um café bem gostoso tornam a noite um diferencial. Não vou nem falar do sorvete de lá, pois seria uma tortura para os que não provaram. Uma delícia, em vários sabores.
Quem não deseja aproveitar a noite, é bom se recolher cedo, por volta das 21:00h, principalmente se estiver hospedado em um local pouco habitado, pois as pequenas ruas enganam os que não estiverem atentos a escuridão da noite, que é pouco iluminada nos locais mais distantes das badalações.
O amanhecer no Pelourinho é difícil, pois tudo começa muito tarde para os padrões de uma pessoa matutina como eu. Fica complicado acordar logo cedo e dar um passeio pelo centro histórico ainda sem a poluição dos sons e excesso de pessoas porque simplesmente não há movimento nas ruas e permanecer nelas sozinho é algo perigoso.
Por volta das 09:00h, o bairro começa acordar e algumas lojas só abrem à tarde, fazendo com que alguns espaços fiquem ainda desertos e sem vida. As igrejas começam suas atividades mais tarde do que de costume e as primeiras missas são realizadas após às 09:00h.
Efeitos de um bairro antigo, boêmio, cheio dos "bregas" bem tradicionais e de muitas figurinhas engraçadas que só indo lá para comprovar.
Mesmo assim, o Pelourinho é encantador e exala cultura e riqueza de detalhes.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Hotel, Hostel, Albergue...‏

Quem anda com vontade de passear e gastar pouco por onde anda, não pode deixar de conhecer os diferentes albergues que existem no Brasil, pois nas principais capitais e, principalmente, naquelas onde a história fala mais alto, é comum a presença dos famosos albergues, onde o preço é baixo e as comodidades são variadas, de acordo com o tipo de acomodação escolhida.
A sensação é de estar na casa de um parente, pois o compartilhamento dos quartos, banheiros e espaços comuns é fator primordial para este tipo de hospedagem.
Eu nunca tinha ido, mas resolvi experimentar para ver como era e posso dizer que gostei muito, embora em alguns momentos sintamos falta da privacidade que os hotéis mais tradicionais nos proporcionam. Não é o tipo de hospedagem para quem deseja mimos e comodidades. É aconselhável para quem quer aproveitar a cidade, passear muito e ir para o hotel somente para tomar um banho e dormir.
As vantagens dos albergues são várias, mas a maior delas é que a maioria deles está situado nos pontos históricos das cidades ou em áreas de grande circulação, que os tornam grandes diferenciais na hora da escolha.
Praticamente todos oferecem internet grátis, área de lazer, serviços de translado e cozinha para uso dos hóspedes que desejarem fazer sua própria comida ou guardar algo que trouxeram de casa.
Fiquei num albergue no Pelourinho e gostei muito do tempo que passei lá, seja pela hospitalidade das pessoas que lá trabalham ou pela localização, bem próxima aos pontos turísticos mais importantes, lojas, restaurantes, bancos, paradas de ônibus e centros comerciais.
Fui com o espírito de mochileiro e me deparei com pessoas de todos os lugares e pude perceber que a maioria dos turistas busca economizar na hospedagem e deixar uma reserva para conhecer os pontos turísticos ou realizar uma algumas comprinhas por onde passam. A maioria dos hóspedes são estrangeiros, onde esta prática é bem comum, e num só quarto podemos ter várias línguas sendo faladas, onde cada um monta o seu espaço e descobre a cidade do jeito que entender, com seus inúmeros mapas e anotações de viagem. Aqui no Brasil não há muito esta valorização pelos turistas nacionais e eles ainda preferem as acomodações mais tradicionais e caras.
Vale a pena conhecer estes locais, mas vá preparado para momentos de desapego, onde nem sempre os horários são seus e o cadeado para o seu armário se torna um item mais importante do que a toalha de banho, que aliás, nem sempre é fornecida e você tem que levar de casa.
A economia compensa tudo isso, pois as hospedagens são, em média, 80% mais baratas e podemos utilizar o que sobra com outras coisas mais importantes e que enchem os nossos olhos inquietos por descobertas.

domingo, 28 de abril de 2013

Museu da Misericórdia

Há algum tempo tentava conhecer o Museu da Misericórdia, em Salvador, mas nunca conseguia casar os horários, até que enfim tive esta oportunidade e falo com muita sinceridade que valeu todo o tempo que esperei, pois o local é muito bonito e preservado, além de ser uma aula de história brilhante e cheia de significados.
Inicialmente quando a Santa Casa de Misericórdia foi criada, atendia no espaço que hoje é o museu, mas o tempo fez com que ela evoluísse e o local se tornou pequeno para tanta bondade praticada ao longo dos tempos.
Lá podemos perceber como eram ricas as instalações da época, mesmo sendo usadas para fins de tratamento de saúde e de pessoas sem condições financeiras, já que os detalhes nas paredes, tetos, escadarias e obras de arte são um capítulo à parte e nos remetem ao passado que coincide quase com o descobrimento do Brasil e colonização da cidade de Salvador.
Os espaços mostram as antigas enfermarias, a farmácia de manipulação, o salão nobre, os reservatórios de água, os mármores e tudo que tornou o espaço um belo capítulo da nossa história. As pessoas que ajudaram a criar tal espaço, estão retratadas em telas grandes e que refletem o legado que deixaram ao longo de tantos anos de dedicação ao próximo.
A casa tem como princípios, 14 atos que representam a misericórdia:
Dar de comer a quem tem fome
Dar de beber a quem tem sede
Vestir os nus
Dar pousada aos peregrinos
Visitar os enfermos e encarcerados
Remir os cativos
Enterrar os mortos
Dar bons conselhos 
Ensinar os ignorantes
Corrigir os que erram
Consolar os aflitos
Perdoar as injúrias
Sofrer com paciência as fraquezas do próximo
Rogar a Deus pelos vivos e defuntos
Como seria bom se todos nós praticássemos esses atos e que a misericórdia realmente pudesse estar entre os homens, fazendo com que a vida de todos nós fosse melhorada e sem limites.
Minha frustração foi não poder fotografar nada do interior do museu, pois nem tocar era permitido, pois cada obra lá exposta tinha sido restaurada e poderia ser danificada se as pessoas mais desatentas não tomassem o devido cuidado.
A visita é monitorada e recebemos orientações importantes sobre tudo, tornando o momento ainda mais interessante e inesquecível. Recomendo o passeio a todos que forem no Pelourinho, na cidade de Salvador.
História sem limites e rebuscada de detalhes.

sábado, 27 de abril de 2013

I Wanna to Go Back To Bahia‏

Visitar Salvador para mim é como voltar no tempo do descobrimento e perceber todas as influências que o Brasil sofreu e que se transformaram numa mistura interessante de cores e belezas que só a capital bahiana nos oferece. Há quem não goste da cidade, mas eu me identifico muito com tudo que encontro por lá e cada pedaço da cidade é por mim apreciado de uma forma detalhada, já que a riqueza cultural e arquitetônica é uma das mais belas que encontramos no Brasil, embora a conservação de algumas edificações esteja precisando de maiores cuidados.
Andei um bocado hoje e sai da Praia do Porto da Barra até o Pelourinho, visitando as ruas e monumentos que encontrava. Dei uma passadinha pelo Teatro Castro Alves e desfrutei um pouco da bela praça que fica bem em frente, chamada Praça 02 de Julho.
Andei pelo Bairro de Campo Grande e cheguei até a famosa Praça Castro Alves e em seguida no Elevador Lacerda e Praça da Sé. Pausa para um descanso e almoço, peguei o beco para a Igreja do Bonfim e de lá para um local que ainda não conhecia e que oferece uma visão bonita da cidade baixa, que é o Forte de Monte Serrat, no Pontal do Humaitá.
Um local com culinária simples, porém gostosa. Sorvetes típicos e pertinho da popular praia de Boa Viagem, que tem uma igreja dedicada à Nossa Senhora da Boa Viagem.
Tarde tranquila, com um entardecer bonito e com o mar cheio de embarcações para deixar o local ainda mais encantador e cheio de características interessantes.
Cumprido o roteiro do dia, segui para o Pelourinho para descansar um pouco, já que a pousada que escolhi fica cercada por igrejas históricas e ter como vizinhos tantas belezas é um privilégio que deve ser aproveitado.
A noite no Pelourinho é misturada, podendo ser tranquila, agitada, perigosa e mística, pois em muitos locais encontramos manifestações culturais e restaurantes diversos para que sejam apreciadas as comidas típicas da Bahia e do mundo.
Não aconselho circular por alguns locais, especialmente além do Largo do Pelourinho, pois as ruas são mais escuras e oferecem pouca segurança para as pessoas que por ali circulam.
Com cuidado, não há problema algum e Salvador é só alegria. Vale a pena conhecer cada pedacinho desta cidade que fica no coração do Brasil.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Disciplina Forçada

Quando peguei o metrô e o trem no Rio de Janeiro, notei que alguns vagões possuíam uma restrição para o uso dos homens em determinados horários e acredito que isto é decorrente dos abusos que muitas mulheres sofrem quando estão em transportes lotados e terminam sendo assediadas por muitos tarados de plantão.
Essa disciplina forçada é para conter um pouco os avanços das pessoas que terminam perdendo um pouco dos seus limites e criando situações indelicadas com o próximo, especialmente com as mulheres que se mostram mais vulneráveis a este tipo de ação.
A sociedade muitas vezes não se disciplina ou não convive bem e termina criando restrições que só dificultam a vida social e fazem com que muitas pessoas sofram as consequências de viver numa sociedade cheia de regras que seriam desnecessárias se todos tivessem a consciência dos seus direitos e deveres.
Ocupar espaços que não são seus, falar alto em locais que precisam de silêncio, jogar lixo na rua, desrespeitar os locais para idosos e gestantes, são apenas alguns exemplos das inúmeras situações que encontramos por aí e que fazem parte da vida de todos nós e que nos fazem mais ou menos cidadãos do que deveríamos ser, pois quando deixamos de fazer a nossa parte, criamos uma barreira entre os seres humanos e estes terminam entrando em atrito e buscando os seus direitos através das leis impositivas e que nem sempre surtem o efeito necessário e imediato, pois precisam de fiscalização de muitos órgãos que não estão nem aí para as garantias dos direitos individuais de cada pessoa.
Se para ter uma viagem tranquila e sem abusos, muitas mulheres precisam de um vagão exclusivo no trem, imaginem se elas estiverem numa multidão ou nos aglomerados que a vida cotidiana nos apresenta?
Fica complicado garantir tantos direitos assim se a consciência das pessoas não está ativa e comprometida com o melhor resultado. Eu prefiro acreditar na boa convivência dos trens mistos e do respeito ao próximo nos lugares comuns.

Os seres humanos são mais felizes em harmonia e não com divisões.
Onde está a nossa evolução? Isso para mim é retroceder.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

MAR

O Museu de Arte do Rio, MAR, é um primor de beleza e contemplação, mesmo com alguns reparos ainda sendo realizados na sua estrutura, que comporta um prédio antigo e um moderno, numa bela junção com uma cobertura que imita as ondas do mar.
Lá estão abrigados acervos permanentes e itinerantes e a localização não poderia ser melhor, em frente à Praça Mauá, coração do centro do Rio de Janeiro, que sofrerá intervenções com o Projeto Porto Maravilha, que tem o intuito de revitalizar a área portuária da cidade, afastando um pouco o problema do trânsito e também as intervenções viárias que deixaram muitos monumentos históricos obscurecidos ou encobertos pelos gigantes de concreto por onde passam carros de diversos tipos e tamanhos.
Ainda é ruim de registrar uma boa foto do local, pois as obras impossibilitam uma perspectiva agradável do local que ficou imponente numa área ainda em desenvolvimento e cercada por bares simples e bem tradicionais da cidade, onde o café pingado e o joelhinho de queijo são servidos bem quentinhos para um café da manhã rápido e apressado das pessoas que por ali circulam.
Passei por lá muito cedo e ele ainda não estava aberto ao público, o que impossibilitou uma vistoria mais detalhada e inquieta de tudo que ele pode oferecer ao público, mas mesmo assim já deu para perceber que ele veio para ser destaque na área, sendo o marco inicial das grandes obras que a zona portuária irá receber nos próximos anos.
O trânsito no local ainda é caótico e as grandes máquinas e tapumes ainda obscurecem a navegação no MAR da cultura que chega ao Rio de Janeiro e faz com que os visitantes fiquem encantados com as inteligentes e restauradoras intervenções arquitetônicas que estão ocorrendo e que já fazem parte da realidade dos cariocas.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Complexo Acessível

Fui ver ao vivo o que a novela das oito mostra quase todos os dias e dessa forma contemplar um pouco de uma obra realizada no Complexo do Alemão, que criou um Teleférico muito eficiente e que favorece muito o transporte de pessoas que ficavam sem muita mobilidade para subir e descer ladeiras, já que os locais são, na sua maioria, de difícil acesso e se muitos carros não conseguem chegar, imaginem os ônibus.
Achei que seria um calvário chegar até lá, mas foi bem mais fácil e confortável do que imaginava, pois basta pegar o trem na Central do Brasil em direção a Bonsucesso e de lá já embarcar no teleférico, que ainda custa R$ 1,00 por viagem. A partir do final deste mês, o valor subirá para R$ 5,00, inflacionando o sistema e pegando a onda do turismo que se implantou na região, pois se o intuito era criar um meio de transporte para a população, agora a sensação é de que um novo Pão de Açúcar foi criado, mostrando uma visão diferenciada da cidade, mas extremamente deslumbrante pelo seu tamanho e complexidade. Não deve ser nada fácil morar naqueles morros e as dificuldades de locomoção, saúde e transporte devem ser tremendas, já que nem todos possuem disposição para subir e descer ladeiras na hora que bem entenderem.
Quando passamos pelas estações, podemos escutar a mistura de sons e o enorme formigueiro de pessoas que ali residem e fazem das suas vidas algo diferenciado e cheio de altos e baixos, literalmente.
Algumas casas possuem piscina no teto e as famosas lajes são bem utilizadas para um churrasco ou uma reunião de amigos, embalada ao som de muito funk, que é o ritmo mais tocado em todos os cantos do complexo, num volume ensurdecedor e misturado, já que cada um quer escutar a sua música, na sua casa, no seu volume e essa mistura termina sendo caótica. 
As UPP's são bem equipadas e monitoradas e notamos que os policiais e a população convivem em harmonia e fazem de tudo para que o local afaste de vez os antigos fantasmas do passado, quando o morro era tomado pelo tráfico e a bandidagem corria solta, impossibilitando que as pessoas pudessem conviver em sociedade e tendo o medo como aliado mais comum.
Que o Complexo do Alemão seja cada vez mais acessível como agora e que os dias contemplativos sejam cada vez melhores.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...