terça-feira, 23 de abril de 2013

SAARA

A Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega, ou SAARA, é um centro comercial disputadíssimo no centro do Rio de Janeiro, onde o que impera são os importados e preços baixos, já que a informalidade é bem presente e faz com que muitas pessoas busquem efetuar suas compras gastando pouco.
Achei o local por acaso e terminei ficando e conhecendo algumas lojas e verificando que a qualidade nem sempre é o ponto forte, mas os preços sim. É possível gastar muito pouco e trazer muitas coisas, nem que estas se desgastem rapidamente ou sejam usadas em ocasiões mais informais do cotidiano de cada um de nós.
É o caso das roupas, sapatos e utensílios domésticos que possuem grande variedade e podem ser comprados em lojas e camelôs. Achei interessante, mas tumultuado demais para quem deseja um local para escolher e buscar com calma os produtos que necessita. Lá é possível comprar de tudo, mas temos que ter pensamento rápido e decidir logo sobre o que queremos adquirir, pois a demora pode significar a compra antecipada por outra pessoa ou até a cara feia da maioria dos vendedores, que não se preocupam muito em convencer os clientes, pois sabem eles que ali a procura supera a oferta.
É um espaço bem parecido com algumas ruas do centro do Recife, seja em tamanho ou em agonias e os prédios antigos são o destaque que encontramos em muitas  lojas, que sofrem com a manutenção e formas de prevenir acidentes, como alguns incêndios que já aconteceram no local e até afastaram alguns clientes por falta de segurança e mobilidade.
Lembro da SAARA quando há muito tempo uma escola de samba que agora não me recordo o nome, falou das suas variedades na Marquês de Sapucaí. Era um adolescente, vi o desfile e fiquei com esta história na mente e desde então com o desejo de conhecer o local que atrai muitos visitantes diariamente e faz com que as compras sejam feitas de forma crescente e com muita popularidade.
Ao contrário do deserto do Saara, que tem poucos atrativos, a SAARA do Rio de Janeiro é um oásis de informações e que agrada a todos os públicos, especialmente aqueles que buscam diversidade e preços baixos.
Nosso bolso agradece, mas a paciência deve ser elevada...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Um Rio de Diferenças

O Rio de Janeiro é uma cidade de contrastes, obras e belezas sem fim. Andando um pouco pelo centro da cidade, percebemos as evoluções da metrópole e também as intervenções viárias que tornaram a área portuária feia e cheia de edifícios encobertos por viadutos gigantescos e cheios de pichações. Até as obras do profeta gentileza, que ficam na Avenida Brasil, estão esquecidas e tomadas pela sujeira, fazendo com que não sejam destacadas e apreciadas como mereciam, já que o acesso é meio complicado e perigoso.
Alguns novos viadutos estão sendo construídos e pelo que parece, terão a função de melhorar a paisagem e torná-la mais moderna e atrativa para os visitantes que lotam a cidade a cada ano. Com a aproximação da Copa do Mundo e das Olimpíadas, as promessas de melhoria são muitas e fazem com que as esperanças sejam ainda maiores.
Na Praça Mauá, o MAR, Museu de Arte do Rio, é um deleite aos olhos, mesmo envolto a uma paisagem ainda em evolução e cheia de máquinas pesadas que destroem num local e edificam em outro. Saí caminhando até a Cinelândia e encontrei muitas coisas interessantes para serem visitadas, desde igrejas históricas, até uma feira de antiguidades muito diversificada na Praça XV. As ruas do centro padecem da sujeira e da falta de civilidade das pessoas que não respeitam os avisos de limpeza e terminam jogando todo tipo de lixo nas ruas, deixando a cidade com um aspecto ruim e desgastado.
Do centro, segui de metrô para a zona sul e gostei muito da viagem que foi rápida e me levou para Copacabana, de onde caminhei até o Arpoador e Ipanema, lugares bem diferentes do centro e visitados por muitos turistas. Ainda percebi muita sujeira nas praias e isso é fator que precisa de consciência das pessoas, pois depósitos de lixo existem e falta apenas a educação para que tudo seja mais limpo e realmente atrativo aos olhos.
Gostei muito de participar do entardecer na Pedra do Arpoador e mesmo com muitas nuvens, o local ficou enfeitado pelo astro rei, quando este se recolhe e dá espaço a todas as luzes que iluminam a cidade e os morros que ali existem.
É impressionante o contraste entre o sofisticado e o popular, pois num mesmo espaço podemos encontrar um hotel de luxo, cercado por uma favela, como acontece no Morro do Vidigal e Rocinha, as quais possuem visão privilegiada das orlas de Copacabana e Ipanema.
Não é difícil encontrarmos paisagens conhecidas, seja das novelas, filmes ou minisséries e a sensação que temos é que a cidade é nossa conhecida de longas datas, mesmo quando a encontramos pela primeira vez.
São os encantos da cidade maravilhosa, que mesmo assim não perde a sua majestade.

domingo, 21 de abril de 2013

Imortalizando Personalidades


Uma moda que hoje existe nas cidades, são as homenagens que estão sendo feitas às personalidades, nos seus locais preferidos, e como forma de imortalizá-los são construídas estátuas que os retratam em seus momentos de lazer e puro deleite.
Aqui no Recife temos várias estátuas espalhadas por alguns bairros da cidade e podemos citar algumas personalidades, como: Clarice Lispector, Luiz Gonzaga, Capiba, Chico Science, dentre outros...
No Rio de Janeiro, a mais famosa de todas é a que homenageia Carlos Drummond de Andrade e não há uma pessoa que passe na frente que não deseje tirar uma foto no monumento, que já foi danificado várias vezes, quando algumas pessoas mal educadas roubaram os óculos de bronze que ficam no rosto do escritor.
Andando mais um pouco, encontramos a estátua de Dorival Caymmi também na Praia de Copacabana, a qual é querida pelos que passam no calçadão e procuram de todas as maneiras registrar uma foto com a personalidade que cantou o Rio de Janeiro em seus versos e músicas inesquecíveis.
Difícil é conseguir um bom ângulo para fotografar, pois sempre tem alguém no local e muitas vezes fica complicado não ter muitos coadjuvantes que formam filas para registrar o seu momento ao lado dos ídolos. As caras e bocas são um detalhe à parte...
Pessoas importantes merecem ser homenageadas e imortalizadas, ainda mais nos locais que fizeram parte das suas vidas e de certa forma contribuíram para a construção da sua identidade como pessoas influentes, seja em que aspecto for.
Realmente é complicado falar de determinadas cidades sem lembrar as suas personalidades, pois as contribuições que deram em vida para os locais foi de tamanha importância que a homenagem em forma de bronze ou concreto é um presente que demonstra o carinho das pessoas por tais personalidades que jamais serão esquecidas por todos nós. 

sábado, 20 de abril de 2013

A Prova dos Onze


A prova dos nove é a certeza, a conferência, mas a prova dos onze é a felicidade plena, onde podemos contar com dois ou mais pontos para poder utilizar num momento de tristeza ou quem sabe de grande turbulência nas nossas vidas.
Se não contarmos com isso, seremos cada vez mais vulneráveis a tudo e não poderemos sequer dispor de forças para seguir firme na nossa caminhada diária, que nos deixa calejados, mas precisa ser realizada para conseguirmos chegar aos nossos ideais.
Gosto de gente feliz, do bom humor e da positividade. Detesto pessoas pessimistas e descrentes dos dias melhores que podemos obter se sempre tivermos a competência e comprometimento com as nossas metas bem formadas e fundamentadas em atitudes que mostrem evolução e não retrocesso.
Vestir sempre a mesma camisa não é bom para ninguém e mudar de vez em quando é necessário para que possamos nos enxergar de maneira  melhor e mais moderna, observando o que pode ser melhorado e mudado de vez para que o sucesso seja o nosso aliado e nos ajude a fazer qualquer conta onde o resultado será sempre positivo e qualquer prova dos onze mostrará a certeza de um trabalho benfeito e positivamente eficaz.
Vamos somar mais, dividir corretamente, multiplicar a alegria e diminuir o pessimismo, pois assim tudo ficará mais claro e eficiente nas nossas vidas e fará com que tudo tenha mais resultado e certeza de alegria sem fim.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

A Cruz como Referência

Encontramos, em muitos locais, como registro de uma morte, uma cruz e na Igreja da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro, não poderia ser diferente, já que muitos lembram da famosa Chacina da Candelária, ocorrida há quase 20 anos, em julho de 1993, que teve como saldo negativo a morte de 08 meninos de rua.
Confesso que sempre tive curiosidade de conhecer a igreja, pois ouvia falar que ainda hoje o local era habitado por menores infratores, o tornando perigoso para uma visitação. Não encontrei isso. Vi uma bela igreja e muitos visitantes no local, seja sozinhos ou em grupos, mas sempre com o intuito de relembrar o momento ruim que marcou história e fez com que o nome da igreja ficasse associado à violência.
Vi um guia dando aula a um grupo de estudantes sobre a chacina, ao invés de falar sobre a história da igreja e das suas peculiaridades históricas. Talvez ele tenha entendido que esse assunto fosse mais importante...
Há, na frente da igreja, uma cruz com o nome das respectivas pessoas mortas e a praça que fica em frente demonstra uma vitalidade muito grande, talvez com o intuito de afastar a tristeza que imperou no local por muitos anos. A área é bem povoada e fica perto da zona portuária da cidade, onde galpões antigos se misturam a prédios modernos e de meia idade, já que o centro do Rio de Janeiro possui muitas edificações com mais de 40, 50 anos, espremidos em ruas pequenas, formando corredores estreitos de espigões por onde o vento circula numa velocidade ainda maior.
Tirei a má impressão do local e percebi que tudo se transforma em conhecimento e história, já que a cruz hoje representa um passado distante e pouco conhecido da maioria dos brasileiros mais jovens.
Na época eu tinha 20 anos, mas lembro bem da imensa carga de informações que circulou nos jornais e revistas, já que naquela época a internet ainda era uma promessa. Se fosse hoje, certamente o alvoroço seria ainda maior, pois na época da informação é bem mais fácil divulgar e fotografar para os quatro cantos do mundo.
Muitos nem percebem a cruz, mas ela está lá...

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Antiguidades e Bons Preços

A Feira de Antiguidades da Praça XV, no centro do Rio de Janeiro, é muito mais do que um resgate de itens antigos para que sejam usados na decoração, é também uma maneira de encontrar uma peça que pode ser útil em alguns consertos ou quem sabe garantir uma boa leitura quando temos a oportunidade de encontrar um livro nos vários sebos que encontramos por lá.
Encontrei um ferro de passar antigo e comprei para enfeitar a minha sala, pois gosto de ter alguns itens antigos como objeto de decoração. O ruim era o peso do danado, mas isso é um detalhe.
O que mais me chamou a atenção foram os bons preços, pois mesmo para os itens mais sofisticados, as oportunidades eram diversas e era fácil conseguir verdadeiros achados por singelos reais.
A feira fica em baixo do viaduto e parece ser um pouco marginal, já que a informalidade é tamanha que nos passa um aspecto descuidado demais para os padrões mais usuais que encontramos para os mesmos itens. Vi lustres de cristal expostos no chão e relíquias acomodadas em barracas sem estrutura, espremidas em um local pequeno e pouco estruturado para esta finalidade.
Mesmo assim a feira conseguiu manter a sua eficácia, pois o que faltava em organização, sobrava em variedade e bons preços. Conversando com um vendedor, ele me falou que o evento acontece todos os sábados e recebe sempre novidades de todas as formas e variedades de produtos, que são bem vistos pelos amantes da nostalgia e também por aqueles que buscam uma peça única para dar um toque diferenciado em algum ambiente que precise de uma decoração mais elaborada e rebuscada.
Os itens oferecidos vão desde pequenas peças até grandes móveis, os quais são negociados amplamente pelos vendedores e compradores, favorecendo ainda mais a disputa de preços e fazendo com que uma boa negociação seja sempre conseguida.
Fiquei um bom tempo por lá e andei a feira toda, mas sem dar um detalhismo especial, pois ainda tinha muito o que conhecer e visitar na minha caminhada pelo centro do Rio de Janeiro, que é rico de novidades e nos oferece muitas opções de compra, seja em que aspecto for. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Mobilidade

As cidades brasileiras padecem da mobilidade e do trânsito caótico que tira a paciência de todos nós, mas se em alguns lugares as intervenções são benéficas e deixam a cidade bonita e útil, em outros fazem com que a poluição visual seja uma constante e contribua para que muitas áreas, antes belas e preservadas, sejam vistas de formas desgastadas e cheias de concreto, sem que isso reflita numa melhoria do trânsito.
No Recife, as ruas e avenidas são pouco estruturadas para o crescimento da cidade e sofrem com os congestionamentos gigantescos que a cada dia mudam a paisagem e fazem com que os nossos roteiros pelas cidades da região metropolitana se tornem um calvário sem fim.
Gostei muito do metrô do Rio de Janeiro e achei a obra uma excelente forma e melhorar o trânsito da cidade que de certa forma é bem organizado e atende bem às necessidades das pessoas, exceto nos horários de pico, onde a quantidade de pessoas aumenta consideravelmente nas ruas. Fora estes horários, é possível andar bem e com tranquilidade por todos os espaços e as estações oferecem muitas comodidades e conforto, já que são climatizadas e bem sinalizadas.
Em 2015, quando todas as obras de ampliação do metrô estiverem prontas, o Rio de Janeiro oferecerá transporte rápido até a Barra da Tijuca, passando por Ipanema e São Conrado.
Todas as intervenções da cidade são grandiosas, pois a paisagem montanhosa faz com que os engenheiros tenham mais trabalho e originalidade para criarem meios viários que superem os obstáculos que a natureza criou.
Gostaria que o metrô do Recife fosse tão bem estruturado e nos possibilitasse tantos caminhos úteis, pois o que encontramos são estações instaladas em locais de pouco movimento e que não atendem as reais necessidades da população. O nosso metrô deveria ter estações mais centrais e que atendessem a zona sul, especialmente aos bairros de Boa Viagem e Pina, passando também pela cidade vizinha de Jaboatão dos Guararapes, seguindo por Piedade e Candeias.
A estação Cajueiro Seco deveria ser ampliada e seguir até a cidade do Cabo de Santo Agostinho ou quem sabe ir até o Porto de Suape, que é um dos motivadores do grande avanço do crescimento e movimento na região metropolitana do Recife.
Se fosse assim, teríamos, certamente, dias bem melhores e satisfatórios e evitaríamos os desgastes emocionais causados pelo trânsito cada vez pior. 

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...