quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Falando Com Um Ovo Na Boca

Estava assistindo a novela Gabriela nesta semana e algo que me deixou intrigado foi a forma como os coronéis, todos, falam estranhamente. Parece que estão com um ovo na boca ou engolindo sapos inchados. Eles passam uma tensão enorme ao falar e isso reforça um pouco a fama que possuem de durões. Talvez seja esta a proposta da novela, mas eu não gostei muito do que escutei, já que ficou algo forçado, grotesco demais.
Em alguns momentos a fala fica caricata, difícil de ser entendida e isso poderia ser evitado e até suavizado, pois pelo que percebi não é característica somente deles e sim da maioria das personagens. Uns poucos falam de forma menos pegajosa e ajudam no nosso entendimento.
Eu sou nordestino, matutinho, e não falo daquele jeito.
A comunicação é algo realmente engraçado e se uma novela pode nos fazer perceber isso, imagine na vida real, onde temos uma infinidade de pessoas e sotaques diferenciados. Nesta semana mesmo, alguns fiscais do MEC foram à minha faculdade para fazer uma pesquisa e algumas das perguntas que fizeram comprometiam o entendimento, pois a forma paulistana de falar causava estranhamento em algumas palavras que escutávamos.
Falar bem é uma arte, mas nem todos desenvolvem isso. Dependendo da atividade que desenvolvemos, este é um dos itens mais essenciais e que possibilitam uma realização efetiva das ações que iremos colocar em prática. O entendimento acertado de tudo, principalmente do que falamos, é muito importante para que os erros diminuam e possamos colher frutos melhores em nossas realizações. A sabedoria na hora de falar também é importante, pois muita gente só fala besteira e termina causando um mal estar incrível em várias  ações que irá realizar, além de comprometer o relacionamento com boa parte do mundo.
Conheço pessoas que falam de menos, outras que falam demais, outras que abusam disso e cometem equívocos muitas vezes irreparáveis. Uma palavra dita de forma desencontrada faz com que muitas outras se misturem e causem um transtorno enorme na vida de todos nós, pois a junção destas partes que se perderam no vento é algo que nem sempre é possível fazer e mesmo quando é obtida, sobra o eco e as rachaduras de uma comunicação nada eficaz.
Ao invés de ficarmos falando com um ovo na boca ou com um amplificador, o melhor é dosar a voz e principalmente os pensamentos para que isso não se torne uma prática corriqueira e sem fruto, a qual só nos faz perder a razão e a noção dos fatos.
Tire o ovo da boca e fale claramente, sem ecos e nem desentendimentos.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Feira de Boa Viagem

Domingo passado fiquei sentado na praia, devidamente protegido do sol e fotografando algo que me chamou muito a atenção, que foram os vendedores que passam de lá para cá e de cá para lá e que fazem a festa nas areias da Praia de Boa Viagem. São tantos produtos que ficamos sem acreditar direito no que vemos. 
O banhista pode sair de casa sem nada e comprar tudo lá se assim desejarem, pois são oferecidos todos os itens necessários e desnecessários para um dia de sol, mas é preciso que o cuidado para alguns deles seja visto, pois alguns alimentos altamente perecíveis são vendidos expostos ao sol e isso termina comprometendo muito a qualidade do que é vendido. Um bom exemplo disso é o camarão e a ostra. Quando esses vendedores passavam por mim eu tinha arrepios, pois o cheiro de "passado" já fazia parte dos crustáceos que eram vendidos sem nenhuma acomodação térmica e podiam causar um mal estar grandioso para quem desejasse provar.
Somente enumerando alguns itens que vi passando por mim nas duas horas que fiquei por lá, posso citar: camarão, ovos de codorna, pipoca, amendoim, bronzeadores, biquínis, cangas, saídas de banho, chapéus, camisetas, sanduíches naturais, ostras, raspa raspa, algodão doce, pipas, brinquedos diversos, bijuterias, luminárias, frutas, picolé e outros mais que não deu tempo de fotografar.
Algumas não ofereciam risco, outras eram arriscadas e mortais.
Se o indivíduo não estiver com as defesas do seu corpo em dia, pode ter graves problemas intestinais e sofrer muito com o prazer momentâneo de saborear uma iguaria estragada ou que esteja mal conservada e com isso acumule muitas bactérias. Não custa ter cuidado e disso não podemos fugir.
Ficar na praia, após alguns dias de chuva é bem legal e ainda mais quando voltamos para casa com uma boa sensação de ter comido os alimentos certos, sem cometer os excessos que geralmente ocorrem. O que causa o mal não é um alimento isolado e sim a mistura que muitas pessoas fazem, pois comem numa só rodada vários dos itens que citei e ainda tomam aquela cerveja para ajudar a descer tudo. 
A luta pela sobrevivência faz com que as pessoas vendam tantas coisas nos locais públicos e isso é uma realidade que não temos como fugir, pois até nos ajudam em algumas horas de fome. O que temos que perceber é justamente o que é fome e o que é olho grande, pois algumas veze nem estamos com fome e comemos só para fazer a linha "domingo na praia".
A segunda-feira começa e com ela todos os reverbérios que o nosso corpo pode ter. Todo cuidado é pouco, pois  muitos outros finais de semana poderemos aproveitar, numa cidade como o Recife, que é banhada pelo lindo mar e isso é algo que ninguém quer fugir.
Vai um caldinho aí?

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A Terra dos Meninos Pelados

Assisti neste final de semana a peça teatral  "A Terra dos Meninos Pelados", que é da obra de Graciliano Ramos e que reflete muito da realidade atual de muitas crianças, quando estas são discriminadas pelas suas diferenças. Na estória, a personagem principal é criticada pelos seus colegas de escola por ser diferente e ter a cabeça pelada e os olhos coloridos, um verde e outro azul. 
Quem já estudou sabe como é difícil ser diferente nas escolas pois logo viramos o assunto do momento, seja porque somos gordos, cabeludos, carecas, feios, narigudos ou tantas outras características que encontramos na vida e que fazem cada pessoa ser diferente das outras e ter neste aspecto a sua beleza maior.
Num sonho, ele viajou para um mundo onde todos eram iguais a ele e as discriminações não existiam, simplesmente porque as pessoas nem sabiam o significado disso. Tudo era possível e permitido, mas era fruto da inocência e não da falta de ordem. Assim mesmo somos nós que aprendemos a discriminar quando encontramos alguém diferente do nosso padrão "aceitável" ou quando percebemos que este dom pode por em risco a nossa majestade.
Quem discrimina, geralmente, tem medo dos outros descobrirem nele a característica que mais abominam e ignoram. Na peça teatral, que se tornou um lindo musical, o enredo é esse e cada momento da trama é contada com muita música e descontração, onde cada personagem assume características bem marcantes e mostra um pouco da sua visão sobre o mundo e também das pessoas.
Mesmo encontrando neste mundo imaginário tudo que ele sempre queria, ainda assim o personagem principal da trama, Raimundo, busca voltar para a sua casa e terminar um compromisso muito importante assumido com a sua vida, que é concluir um exercício de geografia que o ajudará a entender melhor o mundo e as características de cada povo.
A peça mostra que ser diferente é apenas uma questão pessoal e cada um pode entender este aspecto como quiser, bastando ter uma formação bem definida do que é ser igual ou diferente. Na verdade não existe igual e nem diferente, existem características que tornam as pessoas mais ou menos iguais ou mais ou menos diferentes. Nunca iguais, mas, sim, sempre diferentes.
A peça estará em cartaz no Teatro Barreto Júnior, no Pina, durante os meses de Agosto e Setembro, sempre aos Sábados e Domingos, às 16:30h. O público deste final de semana estava bem aquém da beleza e do conteúdo do espetáculo, mas tenho certeza que uma boa divulgação fará a diferença e lotará a sala de espetáculos para que todos conheçam um pouco desta temática tão atual e tão bem contada.

domingo, 5 de agosto de 2012

Jussara Silveira

Enfim a cantora Jussara Silveira veio ao Recife para apresentar o seu show "Ame ou Se Mande", incluindo também algumas músicas do álbum "Flor Bailarina" que foi criado para o público angolano e por isso ainda não está disponível nas lojas brasileiras para ser comprado. No show de ontem pude comprar o CD que é lindo, cheio de músicas interessantes e bem mais cheio de ritmo que o que dá título ao show, o qual trata mais do amor e das suas variações.
Acompanhada por Marcelo Costa e Sacha Amback ela fez um show impecável no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu. O espetáculo faz parte do projeto MPB Petrobrás, que leva artistas por vários lugares do Brasil, com ingressos a preços populares. 
O público estava bem variado, mas notei que a satisfação de vê-la cantar era algo bem comum a todos, pois esta oportunidade já era desejada por muitos há tempos aqui no Recife, inclusive por mim que acompanho seu trabalho desde o início da sua carreira e percebo o quanto esta artista evoluiu musicalmente e como a cada dia se torna mais sofisticada e carismática.
Ela distribuiu simpatia no show de ontem e fez com que a plateia participasse em várias faixas, principalmente naquelas que já são hinos nacionais e muito conhecidas por todos. Os arranjos impecáveis fizeram com que o trio no palco crescesse a cada momento e mostrassem muita competência e criatividade para mostrar samples e mixagens aos já tradicionais instrumentos que conhecemos. Sacha Amback é mestre nesta arte e não poderia deixar de mostrar um trabalho grandioso neste show tão especial e cheio de sentimento.
Uma das últimas músicas falava do envelhecimento, da forma como o tempo age com as pessoas e como cada uma trata isso de forma diferente, enxergando melhorias ou somente coisas ruins. Sei que Jussara está melhor com o tempo e sua voz irretocável fez e fará a diferença sempre nos shows que irá realizar ainda na sua carreira que a cada dia se torna mais firme e conquista o Brasil e exterior. 
Demorou muito para que a artista viesse ao Recife e espero que outras oportunidades possam surgir e fazer com que ela possa mostrar um pouco do montão do talento que ela tem e que é notado através das suas interpretações musicais.

sábado, 4 de agosto de 2012

Like This

Posso inventar mais um motivo pra disfarçar
Pressa de chegar, medo de te encontrar
Deve ser porque procuro mais do que você
Sei que você não parece muito preocupado por sinal
Claro que às vezes acontece
Mas você tem me saído “muy” banal
Melhorou o jeito que a gente conversa
Que a gente discute, coisa e tal
Mas posso ter ainda algum motivo para querer cair no vendaval

Eu sou assim, assim, assim
Você assim, assim, assim

Deve ser porque procuro mais do que você
Sei que eu escancaro, estou muito preocupada por sinal

Nunca, nunca, nunca, nunca
Fuja, finja, fale que eu não disse
Baby, baby, baby, baby
Vamos ser sinceros, come on baby

Eu sou assim, assim, assim
Você assim, assim, assim

E no fim a gente termina ficando mais ou menos meio igual
Tá pra ser um começo a gente discutir esse final...

Composição: Tulipa Ruiz

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Soberba

A Soberba é um dos pecados capitais mais comuns que existem na atualidade, pois a quantidade de pessoas que literalmente "Se Acha", sem nunca ter sido nada ou nem possuir potencial para tanto é enorme. É cada peça rara que encontramos e todas elas só procuram ter um brilho falso da realidade e o pior é que nem enxergam isso e terminam passando para os outros uma impressão terrível de vazio e vaidade acima da média.
Vaidade todos nós temos, mas isso deve ser de uma maneira que não nos cause danos e nem nos coloque em situação de vexame diante dos outro que nem sempre percebem a nossa falta de noção e alienação diante da vida. Há pessoas tão soberbas que são incapazes de perceber a presença dos outros e com isso saber que todos nós conviemos juntos no mundo e para isso devemos ser humildes e cordiais uns com os outros, pois nunca saberemos quando precisaremos de um pouco de auxílio ou quando a nossa vaidade toda vai acabar.
A vaidade do mundo acaba quando percebemos que somos mortais ou quando notamos a nossa fragilidade diante disso tudo. Nada é tão poderoso assim e não temos que nos envaidecer de nada, somente do que realmente vale a pena e seja fruto de coisas boas e simples.
Detesto gente vaidosa ao extremo e sem conteúdo. A vaidade só deve existir em nós quando for para mostramos o que de bom cultivamos e que será útil para os nossos semelhantes. Nada de ficar só pensando em si mesmo e nas conquistas que só favorecem o seu dedão do pé. Temos que pensar nas mãos, com todos os seus dedos, pois somente elas poderão unir as pessoas e fazer com que se tornem mais cooperativas e frutíferas.
Brilhar demais é algo que só combina com o sol. 
Este sim pode ser vaidoso ao extremo, nós não.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

39 Anos

Hoje é dia de celebrar a minha vida, os meus 39 anos. Dia de agradecer à Deus por tantas coisas boas que tenho recebido e por tantos momentos especiais que tenho vivido. 
É dia de acender todas as velas do meu coração e irradiar os meus olhos inquietos para o mundo e dessa forma perceber ainda mais o que a vida me apresenta de forma tão gratuita e generosa. 
É muito bom celebrar a vida. Cada vela acesa representa isso e faz com que não esqueçamos o real sentido do viver e também de todas as suas contribuições para nós que nem sempre lembramos de manter viva a chama que aquece o nosso coração.
As velas vão derretendo e perdendo a força e mesmo assim somos nós com o passar do tempo; mas isso pode mudar radicalmente se fizermos sempre o melhor para as nossas vidas e nos preocuparmos somente com o que realmente vale a pena e precisa ser lembrado.
Hoje quero acender 39 velas e cada uma delas representa um ano na minha vida que já teve seus altos e baixos mas continua especial e cheia de significado. Que cada uma delas brilhe mais forte hoje e me dê forças para viver outros ciclos, com luz ainda mais intensa.
Feliz Aniversário!!!

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...