domingo, 1 de julho de 2012

Água e Meleca

A Era do Gelo 4 é uma alegria só, seja pelas aventuras dos nossos amigos desastrados ou pelos imensos ensinamentos que nos dão sobre civilidade, amizade, ganância, laços familiares e também de loucura. É bonito ver uma estória dessa forma, que além de divertir tem algo para nos acrescentar e nos fazer ir para casa com uma sensação boa de ter feito um programa legal.
Vou destacar um fato que achei extremamente engraçado e que vai ser o fio da postagem de hoje para que possamos puxá-lo cada vez mais e sentir o gostinho da felicidade e também da reflexão.
A pergunta mais engraçada para mim foi: "Quando você bebe água com a tromba, tem gosto de meleca?"
Foi feita numa hora que ninguém esperava, mas demonstra a curiosidade infantil para os mais diferentes assuntos, que nem sempre passam pela cabeça dos adultos mais práticos e desatentos. Quantas vezes nos deparamos com perguntas assim no cotidiano e fazemos bico achando que são infames ou burras demais para a nossa inteligência dita como maioral.
Pois digo que nenhuma pergunta é imbecil o bastante para quem a faz. Demonstra a dúvida e a ânsia da informação para alguém que ainda não detém todas as informações para formalizar uma opinião ou para saber exatamente o que a vida lhe proporciona.
Gosto de me perguntar os significados de tudo e muitas vezes termino fazendo algo com mais tempo do que o normal só para ter a certeza de que entendi tudo e sei como realmente o funcionamento acontece e onde estão, também, todas as vírgulas, pontos e exclamações.
Se minhas inquietações possuem interrogações, saibam que ainda preciso aprender; se possuem um ponto é porque já sei de tudo; se possuem exclamações é porque são totalmente desconhecidas e me assustam.
Seja como for, nenhuma pergunta é boba o bastante para ser tratada como meleca e engana-se quem não tem a humildade de perguntar as mais variadas dúvidas, sejam elas mais elaboradas, simples ou com o olhar infantil e sincero de uma criança.
Para que serve a meleca mesmo?
Quem souber, responda.

sábado, 30 de junho de 2012

Só Sei Dançar Com Você...


Você me chamou para dançar aquele dia
Mas eu nunca sei rodar
Cada vez que eu girava parecia
Que a minha perna sucumbia de agonia
Em cada passo que eu dava nessa dança
Ia perdendo a esperança
Você sacou a minha esquizofrenia
E maneirou na condução
Toda vez que eu errava você dizia
Pra eu me soltar porque você me conduzia
Mesmo sem jeito eu fui topando essa parada
E no final achei tranquilo
Só sei dançar com você
Isso é o que o amor faz
Só sei dançar com você
Isso é o que o amor faz

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Um Nó Molhado Com Laço Cor de Rosa‏

Com esta síntese de resistência e delicadeza defino o segundo álbum da cantora Márcia Castro, baiana de timbre vocal poderoso e com muita afinação. No seu primeiro álbum, "`Pecadinhos", ela já demonstrava seu talento e agora com o álbum "De Pés no Chão" se firma como uma nova aposta da MPB, onde sempre há espaço para novos talentos, onde o sexo feminino desponta disparado com ótimas artistas.
Ela estará em Garanhuns durante o Festival de Inverno deste ano e certamente encantará a todos com o seu talento na apresentação que fará no Palco Pop, que é um celeiro de novos nomes do cenário musical brasileiro e também internacional.
As qualidades de Márcia Castro vão muito além da sua bela voz, mas também pela escolha do repertório, arranjos e parcerias musicais que fazem com que o álbum que contém 12 músicas possa se tornar um deleite para os apreciadores do que é bom de se ouvir.Um nó molhado geralmente é difícil de ser desfeito e isso retrata um pouco da força que ela tem na sua voz, pois não ficará sem espaço para mostrar o seu talento, charme e beleza. 
O laço cor de rosa reflete um pouco da sua feminilidade que não deixa de estar presente nos timbres vocais e no carisma para cantar e encantar.
A versão da música "História de Fogo", composta e cantada inicialmente por Otto, ficou espetacular e demorei alguns minutos para tentar associar o criador à criatura, tamanha foi a mudança e personalidade que ela colocou na sua interpretação musical. "De pés no Chão", mostra um pouco da firmeza e feminilidade da mulher e também a forma como as pessoas julgam as outras com perguntas que não acrescentam nada nos relacionamentos e conhecimentos pessoais.Com "29 Beijos" ela consegue nos levar para as mais delirantes sensações emocionais e nos fazer imaginar relacionamentos quentes, duradouros, que arranham e derramam muita, muita volúpia.
Gostei muito deste novo trabalho e fico muito feliz que a minha cidade natal esteja recebendo esta pérola rara do cenário musical. Será, sem dúvida, uma lembrança feliz para todos que estiverem presentes e puderem comprovar toda a sua dedicação e competência musical no palco, que é a sua casa e local de espetáculo.
Seu álbum novo foi patrocinado pelo projeto Natura Musical, que está revelando vários nomes da MPB, além de patrocinar artistas já consagrados em projetos bem elaborados e que facilitam a divulgação nas mais diversas capitais do país, pois geralmente o incentivo engloba não só a gravação do CD, mas também alguns shows patrocinados.
Que venha e nos encante...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Uma BATALHA de Verdade


Circular diariamente pela Estrada da Batalha é realmente uma batalha como o próprio nome diz, pois os mais incríveis transtornos são causados pela falta de compromisso com a população, onde uma obra interminável congestiona o trânsito e faz com que as pessoas cheguem atrasadas ao trabalho e nos mais diversos compromissos que possuem.
É uma batalha para driblar os imensos buracos que são causados pela interrupção da obra em alguns trechos, quando a empreiteira está se preocupando mais com o plantio das gramas no canteiro central, onde não circula nenhum carro, do que com as vias de acesso, onde o trânsito não para.
É uma batalha para os pedestres notarem que não existe mais caminhos para eles e por isso terminam brigando com os carros por um espaço, pois até então não foram descritas e organizadas as faixas devidas de pedestres e nem criados caminhos no imenso canteiro de grama que foi feito no local.
É uma batalha perceber que os sinais já instalados estão em locais inadequados e a empreiteira tem que ficar destinando pessoas para fazer um serviço que o semáforo deveria realizar automaticamente, pois a inversão de situações só causa agonia. Onde tem sinal não tem gente e onde tem gente não tem sinal. É a primeira vez que vejo este tipo de sistemática, pois geralmente os engenheiros responsáveis pelas obras buscam alocar os sinais de trânsito onde existe fluxo de pessoas e não em locais que não possuem esta característica.
Será que é uma evolução da engenharia de tráfico?
Ou seria uma evolução da burrice mesmo?
É uma batalha perceber que para a obra ficar pronta, precisamos somente concluir quatro pequenos trechos e que se estivessem sendo feitos com afinco e determinação, já estariam prontinhos e causando a alegria das pessoas.
É uma batalha também aguentar os alagamentos nos dias de chuva e ter que literalmente nadar nas imediações do aeroporto, que nestas épocas fica parecendo um porto, de navios, claro.
É uma batalha não ter retornos corretos em vários pontos da via e notar que no caso de alguma emergência ou acidente, o acesso mais próximo fica tão longe que impossibilita resolver algum problema mais grave sem que toda a gasolina seja gasta na busca de um retorno.
É uma batalha ter que cortar caminho pelos Monte dos Guararapes e enfrentar, também, o congestionamento da BR 101, que termina sendo mais atrativo do que as obras em Prazeres que ainda estão inacabadas e causando um congestionamento extra, como se o do Aeroporto não fosse suficiente, pois mesmo nos dias de sol, o acesso se torna difícil devido ao Túnel que está sendo construído e que não termina nunca. Houve até um desmoronamento outro dia e tiveram que refazer algumas das suas estruturas.
É uma batalha encontrar um viaduto sem futuro nas imediações da Justiça do Trabalho de Jaboatão, pois sua grandiosidade contrasta com a sua falta de funcionalidade, já que seu fluxo cai novamente onde ainda não foram finalizadas as desapropriações e duas vias, uma na subida e outra na descida, ainda precisam de reparos. É um retorno inglório e cheio de irritação, pois muitos motoristas terminam buscando outros meios alternativos, como passar por cima da grama (aquela tão lindamente plantada e adorada pela construtora) e com isso começar a deixar a obra com cara de velha e deteriorada.
É uma batalha verificar que na saída do Jordão Baixo existe outra via inacabada que só causa um congestionamento imenso, todos os dias, já que o fluxo de carros naquela área é algo grandioso e merecia uma atenção melhor.
É uma batalha ter que aguentar isso por quase três anos.
É uma batalha para todos os pernambucanos essa desordem.
É uma batalha perceber que o Governo do Estado não está preocupado com isso.
É uma batalha, batalha sem fim...
Aliás, o fim estava anunciado para 30 de Junho. Hoje é dia 28 e acredito que em 02 dias muita coisa não possa ser melhorada, já que a chuva atrapalha as obras e o que mais falta são pessoa para trabalhar e impulsionar o que está sem energia. Os canteiros de obras estão cada dia mais vazios e encontrar pessoas realizando alguma atividade produtiva é algo quase inexistente.
Vamos continuar na Batalha?
Será que esta Batalha dos Guararapes não acaba nunca?
Vexame total.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ideias Sustentáveis


Hoje vi algumas imagens sobre ideias que podemos adotar no nosso cotidiano para conter um pouco o desperdício e mais ainda, o acúmulo de materiais que usualmente não sabemos o que fazer com eles. A maioria são itens feitos de plástico e que só causam danos ao meio ambiente. Gostei de várias sugestões apontadas, mas vou usar nesta postagem a que mais me atraiu que foi o uso dos temíveis monitores velhos ou queimados, já que terminam se tornando elefantes brancos no lixo de qualquer um.
Uma solução criativa o transformou num abrigo para gatos. A pintura deu um tom totalmente diferente ao que era inutilizável e difícil de ser reintegrado ao meio ambiente. Nada melhor do que usar a criatividade para estes fins, embora algumas soluções sejam terríveis e nada bonitas.
Nem tudo que é reciclado é interessante e vejo algumas obras com pouca funcionalidade e muito trabalho, pois para transformar o que era lixo em obra de arte, são utilizados muitos recursos que nem sempre conseguem deixar o resultado final com um ar satisfatório e útil.
É bom quando percebemos pouco do que antes existia, ou seja, quando o material reciclado esconde muito bem o que foi no passado. Deixar os vestígios, marcas impressas, arestas mal cortadas ou simplesmente fazer um trabalho meia boca não vale. Temos que transformar de verdade e deixar o novo objeto com cara nova, pois assim assumiremos o real compromisso com a transformação, que é essencial num processo criativo como este. Se ficarmos reciclando por reciclar e sem nos preocuparmos com a funcionalidade e destinação dos resíduos, ficarmos só mudando o que não presta de lugar e fazendo com que a nossa reciclagem seja na verdade um alarme falso e sem efetiva ação.
Tudo pode ser ajustado a necessidade de cada um de nós e satisfação maior isso nos dá quando temos a possibilidade de ousar e de descobrir o que parecia muito óbvio, mas até então ninguém tinha feito. As criatividades são infinitas e fico só pensando como o mundo seria melhor se o homem desde cedo tivesse adotado estas preocupações com os seus resíduos, já que muita coisa que é jogada na natureza existem há muito tempo e não é de hoje que contribuem para a nossa desgraça e sujeira.
Uma visita rápida ao Centro do Recife podemos notar isso bem presente nas margens do Rio Capibaribe, pois a quantidade de garrafas PET impressiona e o que foi criado para ser um utensílio usual e mais prático do que o vidro, terminou se transformando numa arma terrível contra a nossa sobrevivência no planeta.
Seria melhor observar estas mesmas embalagens de outras formas, sendo úteis mesmo depois de esvaziadas. Como seria bom se o homem enchesse a sua mente com soluções criativas e que realmente fizessem a diferença para todos nós.
Vamos reciclar o homem e suas ideias, pois dele emanam todas as soluções e novos produtos diariamente levados ao mercado e que nem sempre são feitos de materiais renováveis.
A renovação é a chave para a reciclagem e começando esse processo pela nossa mente e compromisso já é um bom passo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Garanhuns, Festival de Inverno 2012


Hoje as atrações do Festival de Inverno de Garanhuns foram divulgadas e para surpresa de todos, não estava na grade a cantora Gaby Amarantos. A sua indicação gerou polêmica e indignação por parte de algumas pessoas, mas ainda acho que ela deveria ter sido selecionada para tornar uma das noites mais animadas com o seu carisma e ritmo bem populares.
Gostei muito das participações de Zizi Possi, Zélia Duncan, Anelis Assumpção, Andréa Amorim, Milton Nascimento, Márcia Castro, Lulu Santos, Dominguinhos, Jorger Vercilo, Roberta Sá, Elba Ramalho, Alcione, Tiê, Marcelo Jeneci, Erasmo Carlos, Jorge Ben Jor e tantos outros.
A festa este ano acontece de 12 a 21 de Julho e conta com os pólos tradicionais na Praça Guadalajara, Parque Ruber Van Der Linden e Parque Euclides Dourado, embora em outras partes da cidade a animação esteja presente também e sendo representada por várias manifestações culturais.
Como sempre a festa traz para o grande público atrações já consagradas e outras que ainda estão começando a dar os primeiros passos. Lamento muito não poder estar presente no dia do show de Anelis Assumpção, pois acho a artista uma pérola rara de beleza, voz e competência.
A cantora Tiê certamente encantará a todos com a sua voz suave, harmônica e muito bem estruturada, onde encontra sempre um bom abrigo nas músicas que canta. Roberta Sá vai mostrar toda a sua técnica na cidade e espero que esta primeira visita possa ser o ingresso para vários retornos à cidade. 
Milton Nascimento volta após mais de 15 anos ausente e certamente mostrará o seu talento e voz inconfundíveis.
Para quem quer conferir, segue a programação completa da Praça Guadalajara:



Quinta-feira, 12 de julho
Mourinha do Forró
Família Gonzag
Elba Ramalho
Dominguinhos
Projeto Viva Gonzagão

Sexta-feira, 13 de julho
Escravo
Deolinda
Bixiga 70
Zélia Duncan
Zizi Possi

bado, 14 de julho
Hercinho
Orquestra Popular da Bomba dHemetério
Academia da Berlinda
Roberta Miranda
Alcione

Domingo, 15 de julho
La Pie
Neli Lisboa
Siba
Lira
Jorge Vercillo

Segunda-feira, 16 de julho
Lucas Notaro e os Corajosos
Di Melo e Madeira de Lay
Mombojó
China
Roberta Sá

Terça-feira. 17 de julho
Rogério os Cabra
Maciel Salu
Hebert Lucena
Lula Queiroga
Renato Teixeira, Xangai e Maciel Melo

Quarta-feira, 18 de julho
Karla Rafaella
Gerlane Lops
Karynna Spinelli
Péricles
Fundo de Quintal

Quinta-feira, 19 de julho
Banda Flash
Volver
Ortinho
Reginaldo Rossi
Erasmo Carlos

Sexta-feira, 20 de julho
Lux Time
Antúlio Madureira
Marcelo Jeneci
Lenine
Milton Nascimento

Sábado, 21 de julho
Andréa Amorim
N' Zambi, Buguinha Dub e convidados
Edgard Scandurra
Jorge Ben Jor
Lulu Santos

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Todas as Nossas Estrelas

Nossa essência não muda, sendo firme durante toda a nossa vida, mas podemos moldá-la para se adaptar aos mais diferentes ambientes e com isso poder atravessar o tempo de forma mais construtiva e interagindo com todos as tribos que iremos encontrar na nossa caminhada.
Vamos nos comparar ao All Star, que é um clássico, mas se reinventa todos os dias, com tecidos variados, desenhos, cores, texturas, mas mantém o seu formato original e que é facilmente identificado em qualquer lugar que iremos visitar. Ele continua o mesmo tênis, com cano baixo ou alto, mas sua essência está lá.
É fácil de ser usado com qualquer tipo de roupa e deixa qualquer um com um ar desolado, moderno, mesmo tendo mais de 100 anos de estrada.
É algo eterno, assim como nossa essência.
Mesmo após a nossa morte, ela fica presente no legado que deixamos para os nossos descendentes e também no que plantamos e que será colhido em alguns anos, por pessoas que nos reconhecerão pelas nossas estrelas, onde cada uma delas manterá um brilho eterno e sem chances de ser apagado.
O uso deste instrumento, que é a nossa vida, vai nos mostrar muitos caminhos e fazer com que tenhamos novas formas de usar as ferramentas que Deus nos mostrou e que servem para nos ajudar na edificação do que precisamos ter para nos tornarmos realmente felizes e cheios de satisfação.
Seja usando um modelo com super heróis, clássico, em tons berrantes, com brilho, não importa, o All Star da nossa vida precisa estar lá, firme e forte e nos acompanhando em todos os dias, sejam eles serenos ou mais atormentados.
All Star são todas as estrelas que precisamos para conquistar o mundo e tudo que ele nos oferece, sem nunca, portanto, esquecer os requesitos básicos da sobrevivência, que são a qualidade e a durabilidade. A qualidade buscamos através dos nossos atos, quando realizamos somente ações concretas, com boa raiz e a durabilidade virá em seguida, pois está intimamente ligada ao fator anterior.
Não podemos buscar estrelas na vida se nem sabemos onde elas estão e se só imaginamos um céu negro e nebuloso. É dever nosso buscar afastar as nuvens pesadas e ruins e trazer para nosso aconchego as que possibilitam uma visão mais sublime dos nossos dias e também dos nossos passos que podem estar bem mais animados se usarmos os itens necessários e adequados a cada chão.
Vamos praticar a continuidade, a satisfação e principalmente a variedade nas nossas vidas, pois se ficarmos a vida toda realizando tudo do mesmo jeito e calçando sempre o mesmo modelo, ficaremos enjoados de nós  mesmos. Nosso pé pode até ter um tamanho definido, mas a forma como ele se apresenta necessita de diferenciação.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...