sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Jeri, Simplesmente...

Chegamos à Vila de Jericoacoara após um trajeto em estradas de barro e dunas. O acesso não é fácil e deve ser feito somente por carros especializados e autorizados, já que o local é preservado e não pode ter um trânsito muito contínuo para não afetar as formações de areia que estão por lá.
A paisagem é típica de um deserto e em alguns momentos encontramos lagoas que são formadas nos períodos de chuva. Um visual que encanta, mas termina enjoando pois é muito repetitiva.
Vila de Jericoacoara é um primor aos olhos e a variedade de lojas e restaurantes impressiona, pois ficamos imaginando como um local tão simples e distante possui tudo aquilo.
Resposta simples: O Turismo.
São visitantes de todas as partes do mundo e a maioria vem da França e da Alemanha. São as línguas mais faladas nos locais. Apesar da variedade, não vi muito movimentos nas lojas e percebi que muitas fazem mais a linha conceitual do que comercial, pois a maioria dos produtos que são vendidos por ali possuem preços estratosféricos e acessíveis somente às pessoas muito abastadas e com dinheiro de sobra para gastar com besteiras e com objetos que seriam encontrados nos melhores shoppings das capitais.
Senti falta do pitoresco, daquilo que identifica um local.
Eram poucas as opções de lembranças para aqueles que desejassem gastar uma quantia razoável, mas não assustadora. Vi joalherias, galerias de arte, restaurantes de culinária internacional, franquias...
A maioria vazia e sem clientes.
O que lotava mesmo era os restaurantes com preços mais baratos e os mercadinhos que vendiam água e refrigerante por 1/3 do valor cobrado nos restaurantes tradicionais. A variação era tão grande que você poderia encontrar uma garrafa de água de 500 ml ao custo de R$ 1,25 e em outro lugar por R$ 4,00. Tudo dependia do glamour do local que estivesse sendo oferecido.
As atrações mais conhecidas do Parque Nacional de Jericoacoara são: A Duna do Pôr do Sol, A Árvore da Preguiça, As Dunas Fixas, os Mangues, Os Cavalos Marinhos e a Pedra Furada.
Esta última é a mais conhecida e visitada. Gostei do local, mas para chegar até lá precisamos de um pouco de disposição para subir uma ladeira e descer outra com o sol na cara e muita areia fina nos pés.
Se eu incluir o vento forte, vocês desistem de ir...
Mas há uma opção mais leve, que é vencer parte do caminho de charrete ao preço de R$ 10,00. Achei caro, pois o transporte só nos leva até a metade do caminho e ainda temos que desbravar um morro enorme até a Pedra Furada.
Gostei muito da Vila de Jericoacoara, pois pude aproveitar tudo que ela oferece. É um passeio de poucos dias, pois em dois ou três dias não aguentamos mais aquela paisagem árida, seca e aquela areia fina batendo na nossa cara, sendo impulsionada pelo vento forte que passa pelo local.
Recomendo descer as dunas tendo a sensação gostosa de estar afundando na areia. Muito legal e divertido.
Fica o registro do pôr do sol na minha mão, no alto da duna.
Até outro dia. Quem sabe um dia eu volto por lá...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Paraíso das Águas Claras

Jijoca de Jericoacoara foi o nosso ponto de apoio e descanso para que pudéssemos seguir até à Vila de Jericoacoara. Adorei o local, apesar de ser uma espécie de praia privada de águas doces, para minha surpresa. Acreditava que as águas fossem salgadas, pois a claridade era perfeita e a areia, bem branquinha.
É neste local que as pessoas descansam nas redes armadas na água e ficam ali contemplando a mansidão do local que parece com uma ilha do caribe.
Lá podemos fazer passeios de Jangada e conhecer a outra margem do rio, tendo ainda instruções dos jangadeiros para uma foto radical, onde ficamos pendurados numa corda enquanto a jangada nos deixa quase submersos.
Gostei da simpatia dos jangadeiros e da forma carinhosa como nos trataram, aliás, esta é uma característica de todos os cearenses que trabalham com o turismo, pois em nenhum momento encontramos pessoas mal educadas, exceto por uma criatura que tem um restaurante na cidade de Sobral.
Mas isso foi na viagem e ainda nem tínhamos chegado lá...
Em Jijoca de Jericoacoara o bom é a degustação de peixes e bebidas contemplando a tranquilidade do rio e dessa forma nos fazendo esquecer um pouco da agonia dos dias que vivemos comumente e que nos deixam inquietos e loucos por um momento de alívio e descontração.
O que não gostei foi que passamos somente meio dia neste paraíso. Queria ter aproveitado mais as águas claras e com isso refrescar o calor dos dias quentes e exaustivos das outras trilhas que fizemos. Foi realmente um dia de contemplação da natureza e com isso pudemos ter a certeza da grandeza divina na terra. Tudo lá é bem organizado e a limpeza é bem presente em todos os locais, fazendo disso um cartão de visitas muito bem apreciado pelos visitantes que diariamente vão ao local para ter um pouquinho de paz e descanso.
E vamos seguir para a Vila de Jericoacoara...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Viçosa do Ceará

Hoje o dia foi mais relaxante e fomos conhecer a cidade de Viçosa do Ceará, que possui um acervo arquitetônico tombado pelo patrimônio histórico, além de ter um clima agradável e muitas paisagens bonitas. Uma delas é a Serra da Ibiapaba, onde fomos desfrutar da agradável beleza e nos refrescar com o vento geladinho que vinha da serra, além, claro, de aproveitarmos de algumas atrações locais como a Caverna do Morcego e o Sítio do Bosco, uma propriedade que tem uma área de lazer muito agradável, além de um local destinado para acampamentos e vôos para os mais afoitos.
Eu não fui tentar os esportes radicais, mas dois amigos de aventura foram e fizeram bonito na coragem, pois a altura era algo grandioso e o pulo inicial pedia muita força de vontade para não voltar atrás e perder a oportunidade de desfrutar de um momento único e que talvez não se repetisse.
Em Viçosa do Ceará visitamos a Casa dos Licores, que é administrada pela família do Sr. Alfredo, que dormia calmamente na rede enquanto visitávamos o local que é um banco de memórias e que como complemento vende licores, doces, geleias e outras iguarias. Tudo muito gostoso e com um jeitinho caseiro que dava gosto de ver e saborear.
Outra beleza que visitamos foi a Igreja de Nossa Senhora das Vitórias, na parte mais alta da cidade. Um lugar bonito, bem cuidado, com muitas flores e com algumas lojinhas com o artesanato local. Gostei muito.
Neste dia não nos cansamos e só desfrutamos de um passeio contemplativo pela cidade e isso foi até bom para podermos recarregar as energias perdidas nos outros dias, afinal, no dia seguinte já viajaríamos para o litoral a fim de contemplar as belezas do Parque Nacional de Jericoacoara. Houve uma festinha na pousada oferecida pelo proprietário com direito a DJ e muita música.
Dia calmo com final agitado.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Nossa, Assim Você me Mata!!!

No terceiro dia de aventuras, viajamos uns 120 km e chegamos até o Estado do Piauí, mais precisamente no Parque Nacional das Sete Cidades, escutando no ônibus a música "Ai se eu te pego", do Michel Teló.
A letra casou direitinho com a nossa alegria de estar num lugar tão lindo, mas que nos consumiu muito, por ser quente e muito seco. Em alguns momentos ficávamos com a sensação de que não havia mais água no nosso corpo e era inevitável o desconforto por causa do calor. Mesmo assim achei mais agradável do que o clima do Recife, pois aqui a abafado é bem pior e sem muito vento circulando. Em alguns momentos no Parque Nacional das Sete Cidades o vento era constante e refrescava a nossa mente nos fazendo apreciar com mais calma as lindas formações rochosas.
O local tem este nome devido aos sete conjuntos de formações rochosas que possui. Um deslumbre da natureza que nos mostra várias imagens e cada uma delas mais encantadora que a outra. É incrível como o tempo, a água e a areia esculpiram cenas tão bonitas e que hoje são visitadas por pessoas do mundo inteiro. A grande maioria das pessoas que visita o parque são europeus e vi poucos brasileiros circulando por lá. O turismo de aventura realmente não encanta os brasileiros e encontra em outras nações os seus maiores adeptos.
Tivemos um guia esperto e muito conhecedor do local, que nos forneceu ótimas dicas e informações sobre o local e não deixou barato as meninices do grupo que em alguns momentos desobedeceu as orientações que ele nos passou. O passeio durou umas 4 horas e no final tivemos uma pequeno olho d'água para nos refrescar. Poucos foram os que se aventuraram nas águas e preferiram ganhar tempo com outro tipo de hidratação, com muita água gelada e comida caseira no restaurante que havia no local.
Quem conhece o Vale do Catimbau, encontrará no Parque Nacional das Sete Cidades muitas semelhanças, pois as formações rochosas são bem parecidas, só que a vegetação do nosso parque é bem mais verde e o clima bem mais agradável e frio.
Adorei o passeio e fotografei muitas imagens interessantes. A cidade que mais gostei foi a que lembrava o "Arco do Triunfo". Linda e muito imponente.
O guia pediu para que fizéssemos três pedidos ao passar por baixo do arco, mas só não valia pedir para ficar rico, para ficar bonito e para arrumar um namorado.
Tenho certeza que estes foram os mais pedidos...
Mais um dia se foi e ótimas lembranças ficaram nas nossas mentes.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cachoeira do Frade

Foi, sem dúvida, a trilha mais complicada da nossa temporada em Tianguá e confesso que fiquei com receio em cumprir todas as etapas da caminhada que era curta, mas cheia de obstáculos. Não fui até o final e o registro da Cachoeira do Frade veio de uma amiga que me cedeu a foto para a postagem.
Fiquei com uma certa frustração por não ter ido até o fim, mas pensei nos momentos que ainda iria viver naqueles lugares tão bonitos e não queria me arriscar por tão pouco. Tive oportunidade de ver outras quedas d'água no caminho e fotografei o que pude do passeio que foi tenso, já que uma amiga nossa passou mal e teve que ser socorrida. Acredito que foi uma desidratação que causou o mal estar, mas tudo ficou bem e terminamos a trilha bem e com todos seguros.
Houve outro transtorno no final, pois pensei que tinha perdido a minha máquina no caminho, pois quando a procurei no meu bolso, não a encontrei. Péssima sensação para quem já tinha fotografado muitas coisas valiosas naquele dia. Terminei encontrando e voltamos para a pousada no final da tarde, exaustos e loucos por um descanso.
A trilha da Cachoeira do Frade possui um caminho árido, mas com uma correnteza bem perene e que não sofre alteração no período da seca. É uma dádiva observar toda aquela quantidade de água jorrando e levando vida por onde passa, já que nas margens do rio, tudo fica verdinho e bem diferente do que encontramos pelo caminho.
Ainda levei um corte no cotovelo, mas foi algo superficial e que não sangrou muito. A minha calça rasgou devido aos arbustos e espinhos que eram muitos e nos deixavam arranhados. Quem fez a trilha de bermuda sofreu muito durante a caminhada.
O que não gostei neste dia foi perceber o despreparo dos guias locais, já que em nenhum momento houve uma atitude da parte deles que possibilitasse uma facilidade no caminho que percorremos. Em todos os paredões que descemos, não tinha uma corda ou escada improvisada para descermos e tínhamos que contar com a intuição para vencer todos os desafios.
Talvez seja este o charme do local.
A dificuldade de acesso preserva um dos mais lindos cartões postais da região e faz com que as águas da Cachoeira do Frade sejam acessíveis somente para os desbravadores e corajosos.
Este foi o nosso segundo dia...

domingo, 8 de janeiro de 2012

Parque Nacional de Ubajara

Nossa  chegada na cidade de Tianguá, no Ceará, foi muito cansativa e sofrida porque viajamos 22 horas do Recife até aqui. Eu e um grupo de 25 amigos aventureiros estarão aqui nesta cidade para conhecer um pouco do Parque Nacional de Ubajara e todas as suas belezas.
Hoje fomos visitar algumas trilhas e cachoeiras e o que mais me chamou a atenção foi perceber que o parque possui uma estrutura muito legal para receber os visitantes, pois dispõe de guias, caminhos sinalizados, restaurante, sanitários, teleférico e muita informação disponível para quem quiser aprender um pouco sobre natureza e preservação ambiental.
Nosso caminho teve uns 10 km de extensão no total, com muitas subidas e descidas, onde pudemos conhecer a bela Cachoeira do Cafundó, que tem uma altura considerável e só é possível tomar banho numa parte que fica dentro da floresta. O caminho é praticamente de sombra, pois a vegetação fechada nos proporcionou uma caminhada tranquila e sem o incômodo do sol em excesso. Eu até pensei que fosse chover, pois o dia amanheceu nublado e demorou para esquentar.
Visitamos também a Gruta de Ubajara que para minha surpresa possui um sistema simples de iluminação, mas que possibilita uma visão mais real das formações rochosas do local. O caminho que dá acesso é de pedras que foram colocadas por uma tribo indígena há mais de 100 anos. Gostei, mas fiquei com medo dos morcegos que voavam o tempo todo nas nossas cabeças e faziam um barulho irritante. Passamos por uma parede cheia de morcegos que estavam em fase de procriação e isso nos causava certa irritação com o barulho e mau cheiro que deixam no local. Outra situação que vi e que não gostei, foi ver o rastro do homem irracional por lá, já que muitas paredes e formações foram destruídas, além de muitas paredes terem várias inscrições irregulares. Hoje isso não acontece mais, pois com a criação do Parque Nacional de Ubajara tudo ficou preservado e livre das mãos dos vândalos que utilizavam o local de forma irregular.
O ponto alto do passeio foi poder subir o paredão de pedra através de um teleférico que nos proporcionava uma visão parcial do parque e nos fazia ficar com aquele frio na barriga de tanta excitação por estar um lugar tão alto. Um passeio sem retoques e este foi apenas o nosso primeiro dia de aventuras nesta terra tão bonita que é o Ceará. Ainda teremos muitas outras paisagens encantadoras para descobrir e tenho certeza que todas elas ficarão guardadas nas nossas memórias e nos nossos registros fotográficos. Somente hoje registrei quase 500 fotos, de muitas situações inquietas que vi e que não poderiam passar em branco.
Amanhã tem mais... 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Vamos Chamar o Vento...

Minha amiga Eliane Maciel me pediu par fotografar esta imagem na praia e por isso a postagem de hoje vai ser dedicada à ela. 
Vou falar da ação do tempo e como o vento sopra a cada segundo mudando tudo ao seu redor, nos impulsionando a  tomar outras ações para superar aquilo que já passou.
O vento sopra no nosso rosto e nos refresca, mas se este for forte demais, irá nos derrubar e nos fazer perder o equilíbrio em alguns momentos, nos fazendo perder a visão daquilo que estava tão nítido aos nossos olhos já tão cansados de tantas situações.
Tudo que vivemos pode ser melhorado e não precisamos deixar que a poeira tome conta de tudo. Devemos sacudi-la e fazer com que a percepção seja novamente restaurada e tenhamos chances de ver tudo claramente e com ótimas impressões. Não adianta ficar chorando pela poeira passada; é mais válido passar o dedo e perceber que por trás dela ainda existe algo importante para nós e que deve ser preservado.
A visão das situações pode se tornar a cada dia melhor se tivermos a vontade de sempre mudar uma situação entrópica e delicada e deixar o que era desfavorável, altamente adequado e ao nosso gosto.
Aliás, o gostinho da mudança e da poeira levantada após um período de grande turbulência e com vendaval em alta velocidade, só nos faz acreditar que a vida é bem melhor se for desfrutada e vista com todos os seus detalhes.
Deixa o vento soprar...

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...