quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mais uma Página

Dando continuidade aos lançamentos musicais deste mês, destaco o perfeito CD da Maria Gadú, que repetiu a maestria dos anteriores e trouxe a cantora num bom momento musical, com uma voz um pouco modificada, mais adulta, porém sem perder a beleza e firmeza que são suas características principais. O nome do álbum não poderia ser mais sugestivo e remete a um novo capítulo, uma nova etapa.
Mais uma Página de grandes sucessos, certamente.
O projeto gráfico mais uma vez é impecável e repete a fórmula do seu primeiro trabalho, só que numa cor mais clara e sem a foto da artista na capa. É bom demais pegar um trabalho assim e passar cada página desfrutando dos detalhes de uma obra que ficará gravada para sempre na mente e nos arquivos dos seus fãs.
O CD ficou disponível para baixar antes mesmo de chegar às lojas e isso é algo que nos assusta um pouco, pois jamais teremos a qualidade visual e musical nas versões em mp3 disponibilizadas na internet.
As faixas trazem músicas cantadas em português, inglês e espanhol. Algumas regravações são revisitadas pela cantora e destaco "Amor de Índio", que encerra o álbum e "Oração ao Tempo", composta por Caetano Veloso e que é uma homenagem ao Orixá Tempo, embora muitos pensem que é somente uma música que fala do tempo decorrido. Também é, mas sua composição nos mostra muito mais.
O sucesso é irmão da Maria Gadú e alguém com tanto talento não poderia ficar esquecida nos seus trabalhos e, claro, contar com um tratamento diferenciado da sua gravadora que coloca o que há de melhor a sua disposição e leva ao mercado uma obra de grande primor. São poucos os trabalhos que ultimamente conseguem ser tão luxuosos e encantar tanto o público.
Adorei o CD e não paro de escutar. Foi assim quando comprei o primeiro álbum em 2009 e desde a primeira audição sabia que a cantora se tornaria inesquecível e muito famosa, seja pelo seu jeito tímido de ser ou pelo grande talento que irradia.
Vire cada página desta obra e leia cada música com o coração...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Gal Eletrônica

Gal Costa lançou nesta semana o seu mais novo CD, Recanto, totalmente composto por Caetano Veloso e com toques eletrônicos. Alguns mais agitados, outros nem tanto. Em algumas faixas a voz afinada da cantora se perde nos arranjos desencontrados e que não combinaram muito com o seu estilo. A melhor faixa que achei foi "Miami Maculelê", que é uma mistura de música eletrônica e funk. Um show de sons em perfeita harmonia com a voz da cantora que teve em alguns momentos tratamento digital para ficar meio robótica.
Os ritmos são sempre essenciais para as músicas e quando há uma ousadia destas, o público pode receber de várias formas e dar as suas diferentes opiniões sobre o que o artista demorou meses para concretizar. Eu até gostei e mais feliz fiquei porque Gal Costa lançou algo inédito, inovador. Já estava cansado da mesmice dos seus shows e confesso que até dormi em um deles, em 2007, quando ela se apesentou para uma plateia tímida, mas ávida por novidades.
Esse trabalho lembra um pouco o CD "Aquele Frevo Axé" lançado em 1998 e que também trazia na sua essência vários acordes eletrônicos, mas bem mais envolventes e agradáveis, fazendo com que a paixão fosse imediata.
No CD Recanto a paixão não é imediata, até porque tudo é muito fora da realidade da cantora que nunca tinha ousado tanto nos seus trabalhos. Eu teria achado melhor se ela tivesse feito como a Jussara Silveira que lançou um CD espetacular há alguns anos, também recheado de arranjos eletrônicos e cheios de ritmo.
Neste CD falta isso: O Ritmo.
A impressão em alguns momentos é que a cantora vai parar de cantar, pois algumas melodias pecam na continuidade do ritmo e deixam as frases sem muito sentido. A música para nos encantar precisa irradiar a nossa mente e preencher o nosso corpo com toda a harmonia que for possível. O máximo que o álbum Recanto consegue é nos fazer prestar atenção nas batidas eletrônicas e de uma forma agoniante tentar encontrar uma ligação entre este ritmo e a voz de Gal Costa.
Vou continuar procurando e quando encontrar aviso...
Li que ela estava sendo apelidada de Lady Ga Gal por causa do CD, mas ainda não encontrei essa justificativa, pois enquanto a cantora desvairada internacional tem um ritmo bem mais agitado, esta nos deixa ficar parados com muitos, muitos barulhos na mente.
Vou ficar no meu recanto escuro e escutar mais um pouco, quem sabe eu descubro essa semelhança.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Bem Bolado

Chamamos de "Bem Bolado" algo que foi misturado para facilitar a nossa vida. Pode ser um sanduíche diferenciado, uma matéria misturada com a outra, uma roupa sobreposta, enfim...
São inúmeras as possibilidades.
Bem boladas mesmo são as pessoas que facilitam a nossa vida e fazem dela uma infinita felicidade e alegria. Alguns amigos e parentes possuem este dom e isso é muito bom de receber e de ter por perto, já que uma dose de criatividade e de facilidade nunca são demais e fazem da nossa vida algo diferenciado e bem melhor de ser aproveitado.
Bem bolado são os pensamentos bons que nos cercam e as mãos que nos seguram quando o momento é bem favorável para a queda e desperdício de forças. Nada pior do que sentir isso e uma atitude certeira já faz toda a diferença para cada um de nós.
Se temos possibilidade de evoluir na vida que seja de uma forma bem bolada e cheia de bons momentos, pois é dessa forma que conseguimos sorrir mais, atingindo sempre os melhores momentos em tudo que iremos realizar. Realizar tudo de forma evolutiva e detalhada já é um bom caminho para que a nossa existência fique bem bolada e nunca perca as características marcantes que Deus nos deu desde criança. 
Se não sabemos usar o nosso bem bolado para o nosso proveito, então está na hora de aprender a misturar tudo que temos ao nosso dispor e com isso conquistar melhores sabores e com eles desfrutar a vida de uma forma cada dia mais inesquecível.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Festinhas e Afins

Quando o final do ano chega, começam a surgir as inúmeras confraternizações e todas elas guardam características bem peculiares e que nos fazem refletir um pouco sobre a forma como devemos nos expor profissionalmente e pessoalmente, pois nada pior do que tomar todas e ficar dançando na boquinha da garrafa para o seu chefe admirar.
A bebida, se não for controlada, faz com que as pessoas percam o rumo do caminho que devem seguir e a festa, que era para ser um acontecimento, termina sendo um programa de índio, onde a baixaria impera e faz com que o constrangimento seja geral e inesquecível.
Encarar todo mundo no outro dia e ainda ter que escutar as piadinhas é algo que não é nada bom e faz com que qualquer pessoa fique um pouco arrependida do que fez em excesso, já que na hora da euforia o que não falta são os limites, algo que em dias normais temos de sobra.
As festas de empresas são um cartão de visita para todos nós e ter um bom comportamento nestes eventos é mais do que necessário para que não possamos prejudicar a nossa permanência no emprego, já que os atos como vandalismo, alcoolismo e brincadeiras desnecessárias podem causar muitas inimizades e fazer com que a diretoria tenha visões diferentes dos profissionais que escolheu para realizar as mais diversas atividades no cotidiano.
Não que todos devam virar santinhos nos dias destas festas, mas o mínimo de bom senso é necessário para evitarmos comentários e também para não nos deixar com uma imagem comprometida e totalmente desfocada. Se queremos beber, que seja para nos alegrarmos e não para criar situações ruins, tanto para nós quanto para os nossos colegas de trabalho. São nestas horas que conhecemos as pessoas realmente e tudo que guardam dentro de si para mostrar numa hora imprópria e cheia de holofotes, onde cada passo nosso é visto pelos nossos superiores e também pelo RH.
Por isso, nada de gracinhas, de roupas inadequadas, brincadeiras sem graça, bebedeiras sem fim e depredação do patrimônio da empresa.
A hora é de divertimento e isso é o que vale.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Poder

Estava finalizando os episódios de Prison Break e fiquei impressionado com o final da série que mostra muita inteligência e planejamento de uma pessoa que usou todos os seus artifícios psicológicos em nome do amor que tinha a um irmão.
O poder criou todas as situações no seriado e nos faz acreditar que tudo na vida tem um preço para quem não valoriza os relacionamentos e só pensa em dinheiro e comando. Se a intenção é ter isso, vale a pena matar, deixar a família de lado, mentir, roubar, torturar, tudo...
Quem não tem bons princípios termina confundindo poder com isso, mas na verdade o poder está bem mais além e deve ser nosso guia para nos mostrar os melhores caminhos a seguir e também a forma adequada de lidar com todas as oportunidades que a vida vai nos mostrando. Se for para ser poderoso, que seja de uma forma construtiva.
A busca incansável pela dominação foi mostrada em vários episódios, divididos em quatro temporadas, todas com muita adrenalina, fugas, mortes e muita, muita mentira. Impossível acontecer tudo aquilo na vida real e confesso que nesse ponto de vista achei a séria um pouco fantasiosa, já que mostrou acontecimentos demais para um conflito que muitas vezes parecia inexplicável.
Adorei a série e percebi que ela nos deixa uma lição: Não sabemos usar o nosso poder para o bem e sempre deixamos que a ganância e a falta de consideração e respeito ao próximo fale mais forte. Seria muito mais fácil usar todos os conhecimentos que o homem possui para o bem de todos, mas isso custaria barato demais e não faria com que poucos enriquecessem. deixando à deriva a maioria da sociedade. 
Se é para ter poder, que seja de uma forma agradável e não permitindo que isso tome conta de nós, sem nos deixar enxergar o óbvio e que é mais sadio para as nossas vidas.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Morda a Minha Língua



Vou deixar esta música do Péri, que gosto muito...


O que é que tá passando pela sua cabeça?
O que é que tá pegando pra você entender?
O que você ouviu você agora esqueça
Mesmo que pareça que vai desaprender
Arranje outra maneira de tratar do assunto
Deixe de manha , deixe da abstração
Não pense na parte , pense no conjunto
Não caia no buraco da desatenção
Fale minha língua , morda minha língua
Pra você aprender tem que experimentar
Fale minha língua , morda minha língua
Pra nossa gramática se misturar
Não venha me falar com esse ar de importante
Comigo não cola , pode relaxar
Tire sua boca do auto falante
Que ninguém vai ouvir o nosso particular
A sua sintaxe tá muito feia
Tá cheia de besteira e de lugar comum
Onde é que tá o belo , onde é que tá a idéia
No meio da bobéia desse baticum
Fale minha língua , morda minha língua
Pra você aprender tem que experimentar
Fale minha língua , morda minha língua
Pra nossa gramática se misturar
O pote já secou e eu tô raspando o fundo
E o seu vocabulário não se renovou
Dê uma alegria a esse moribundo
Que pena todo dia como seu professor
Fale minha língua , morda minha língua
Pra você aprender tem que experimentar
Fale minha língua , morda minha língua
Pra nossa gramática se misturar

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Perdoa, Perdoa, Perdoa...


A arte do perdão é algo bem maior do que muitos de nós podemos compreender e praticar e depende muito do nosso estado de espírito para compreender tudo que nos acontece e também a forma como as pessoas nos tratam, nos fazendo ficar magoados e cheios de ressentimentos.
Em alguns dias não é tão difícil perdoar, mas em outros a dificuldade aumenta em dobro e termina minando o nosso humor e felicidade nos deixando cegos de tanta raiva e falta de compaixão. O perdão é válido para as pessoas que merecem, ou seja, para aquelas que provaram que mudaram ou que realmente não tiveram culpa das situações que foram criadas, mas se estas pessoas não conseguem se arrepender de nada nem tão pouco provar sua inocência, a fogueira é o lugar adequado.
Quem sabe assim queimam a falsidade e deixam o veneno evaporar um pouco...
É bem certo que o nosso coração fica apertado e triste quando não conseguimos perdoar, mas bem pior é ter um perdão só para passar uma imagem de bonzinho e de contentamento, quando na verdade o que impera é a desconfiança.
Dar um tapinha nas costas e abraçar quem não presta é algo que só nos faz mal e perdão desse tipo não vale a pena, já que nem saberemos se será possível termos paz e conforto após o ato que prometia a nossa liberdade de sentimentos e de rancor.
O perdão é divino e por isso mesmo é tão difícil praticarmos e aplicarmos nas nossas vidas. Se assim conseguíssemos, seríamos Santos e cheios de luz no nosso peito. Poucos são os que REALMENTE perdoam e a maioria usa tal atitude simplesmente para passarem a imagem de bonzinhos diante das pessoas que podem lhes observar desencontrados e com isso fazer mau juízo. 
Se fazer mal juízo é uma preocupação, prefiro continuar com o meu juízo a ter que ficar aguentando determinadas coisas.
Ainda bem que eu não sou Santo e nem tenho vocação.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...