domingo, 11 de dezembro de 2011

Poder

Estava finalizando os episódios de Prison Break e fiquei impressionado com o final da série que mostra muita inteligência e planejamento de uma pessoa que usou todos os seus artifícios psicológicos em nome do amor que tinha a um irmão.
O poder criou todas as situações no seriado e nos faz acreditar que tudo na vida tem um preço para quem não valoriza os relacionamentos e só pensa em dinheiro e comando. Se a intenção é ter isso, vale a pena matar, deixar a família de lado, mentir, roubar, torturar, tudo...
Quem não tem bons princípios termina confundindo poder com isso, mas na verdade o poder está bem mais além e deve ser nosso guia para nos mostrar os melhores caminhos a seguir e também a forma adequada de lidar com todas as oportunidades que a vida vai nos mostrando. Se for para ser poderoso, que seja de uma forma construtiva.
A busca incansável pela dominação foi mostrada em vários episódios, divididos em quatro temporadas, todas com muita adrenalina, fugas, mortes e muita, muita mentira. Impossível acontecer tudo aquilo na vida real e confesso que nesse ponto de vista achei a séria um pouco fantasiosa, já que mostrou acontecimentos demais para um conflito que muitas vezes parecia inexplicável.
Adorei a série e percebi que ela nos deixa uma lição: Não sabemos usar o nosso poder para o bem e sempre deixamos que a ganância e a falta de consideração e respeito ao próximo fale mais forte. Seria muito mais fácil usar todos os conhecimentos que o homem possui para o bem de todos, mas isso custaria barato demais e não faria com que poucos enriquecessem. deixando à deriva a maioria da sociedade. 
Se é para ter poder, que seja de uma forma agradável e não permitindo que isso tome conta de nós, sem nos deixar enxergar o óbvio e que é mais sadio para as nossas vidas.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Morda a Minha Língua



Vou deixar esta música do Péri, que gosto muito...


O que é que tá passando pela sua cabeça?
O que é que tá pegando pra você entender?
O que você ouviu você agora esqueça
Mesmo que pareça que vai desaprender
Arranje outra maneira de tratar do assunto
Deixe de manha , deixe da abstração
Não pense na parte , pense no conjunto
Não caia no buraco da desatenção
Fale minha língua , morda minha língua
Pra você aprender tem que experimentar
Fale minha língua , morda minha língua
Pra nossa gramática se misturar
Não venha me falar com esse ar de importante
Comigo não cola , pode relaxar
Tire sua boca do auto falante
Que ninguém vai ouvir o nosso particular
A sua sintaxe tá muito feia
Tá cheia de besteira e de lugar comum
Onde é que tá o belo , onde é que tá a idéia
No meio da bobéia desse baticum
Fale minha língua , morda minha língua
Pra você aprender tem que experimentar
Fale minha língua , morda minha língua
Pra nossa gramática se misturar
O pote já secou e eu tô raspando o fundo
E o seu vocabulário não se renovou
Dê uma alegria a esse moribundo
Que pena todo dia como seu professor
Fale minha língua , morda minha língua
Pra você aprender tem que experimentar
Fale minha língua , morda minha língua
Pra nossa gramática se misturar

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Perdoa, Perdoa, Perdoa...


A arte do perdão é algo bem maior do que muitos de nós podemos compreender e praticar e depende muito do nosso estado de espírito para compreender tudo que nos acontece e também a forma como as pessoas nos tratam, nos fazendo ficar magoados e cheios de ressentimentos.
Em alguns dias não é tão difícil perdoar, mas em outros a dificuldade aumenta em dobro e termina minando o nosso humor e felicidade nos deixando cegos de tanta raiva e falta de compaixão. O perdão é válido para as pessoas que merecem, ou seja, para aquelas que provaram que mudaram ou que realmente não tiveram culpa das situações que foram criadas, mas se estas pessoas não conseguem se arrepender de nada nem tão pouco provar sua inocência, a fogueira é o lugar adequado.
Quem sabe assim queimam a falsidade e deixam o veneno evaporar um pouco...
É bem certo que o nosso coração fica apertado e triste quando não conseguimos perdoar, mas bem pior é ter um perdão só para passar uma imagem de bonzinho e de contentamento, quando na verdade o que impera é a desconfiança.
Dar um tapinha nas costas e abraçar quem não presta é algo que só nos faz mal e perdão desse tipo não vale a pena, já que nem saberemos se será possível termos paz e conforto após o ato que prometia a nossa liberdade de sentimentos e de rancor.
O perdão é divino e por isso mesmo é tão difícil praticarmos e aplicarmos nas nossas vidas. Se assim conseguíssemos, seríamos Santos e cheios de luz no nosso peito. Poucos são os que REALMENTE perdoam e a maioria usa tal atitude simplesmente para passarem a imagem de bonzinhos diante das pessoas que podem lhes observar desencontrados e com isso fazer mau juízo. 
Se fazer mal juízo é uma preocupação, prefiro continuar com o meu juízo a ter que ficar aguentando determinadas coisas.
Ainda bem que eu não sou Santo e nem tenho vocação.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O Momento Certo

Saber a hora adequada de realizar algo não é tão fácil assim...
Identificar o momento certo de dar o golpe certeiro é algo que precisa ser pensado e estudado para gerar um resultado positivo e que não nos cause arrependimento. Se alguma situação nas nossas vidas não contar com um pouco do nosso planejamento, certamente ficaremos com uma vontade adicional não cumprida no coração e que pode nos acompanhar para o resto da vida.
Nada melhor do que acertar em cheio o nosso alvo e dele tirar as melhores explicações para as nossas dúvidas e lamentações, pois nada melhor do que sentir o gostinho do sucesso e das ações bem realizadas e concretizadas de forma serena e muito, muito proveitosas.
Agarrar a nossa presa não é nada complicado e está enganado quem pensa que é impossível ter perto de si o que num primeiro momento pode ser visto como irreal e pouco provável. Cabe a nós ter confiança e determinação, esperando, sempre, a melhor oportunidade para que os frutos possam ser degustados de forma prazerosa e que não nos faça sentir o gosto apodrecido de uma situação mal resolvida, mal planejada e que passou do tempo de ser realizada.
Chegou a hora...
Acerte  e vá em frente sem deixar nunca de confiar na sua percepção e também nas milimétricas visões que os nossos olhos possam ter sobre o que nem parece visível para a maioria dos mortais. Se não temos capacidade para verificar essas situações nas nossas vidas, fica quase impossível manter uma vida feliz e sossegada, pois quanto mais deixarmos de planejar e de observar as oportunidades, mais ficaremos jogados ao vento e sem chances de realizar coisas boas nas nossas vidas.
Se vivemos de realizações, é bom começarmos logo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Doce, Dulcíssima

Para quem se acostumou a escutar a Pitty cantar suas músicas bem escritas e com um toque pesado do rock, de repente se deparar com um trabalho como o "Agridoce" é algo muito inacreditável, pois realmente a cantora soa leve e muito amorosa neste trabalho em parceria com o Martin, que é um dos componentes da sua banda.
Minha primeira impressão da Pitty foi de aversão, pois nunca gostei muito do rock que ela canta, já que sempre busquei músicas mais suaves para escutar. O que me fez mudar de ideia foi perceber que ela é ótima letrista e faz um trabalho muito competente, basta analisar as músicas e perceber a inteligência musical e toda a sua forma verdadeira de cantar a vida e também os desencontros que ela nos traz.
Todos os seus trabalhos mostram que o talento da Pitty é crescente e que todas as formas que ela encontra de mostrar o seu trabalho são bem vistas pelo público que a cada dia lota mais e mais os seus shows. Em Garanhuns, no Festival de Inverno, ela já foi duas vezes, uma no início de carreira, ainda no palco pop, menor e mais intimista, e outra no palco da Praça Guadalajara, que tem um público maior e mais diversificado.
Nas duas situações a cantora se mostrou eficiente e espero que em breve ela possa vir ao Recife mostrar este novo trabalho, que é bem mais adaptado aos teatros e espaços mais calmos. 
O som do violão soa calmo nas doze composições e faz da audição um momento de grande alegria e satisfação, já que em todas as músicas somos levados ao mundo musicado da Pitty, só que de uma forma bem mais tênue e serena, algo bem incomum na carreira da artista.
Agridoce é sentir a acidez das suas palavras fortes soarem doces com arranjos tão harmoniosos e cheios de inspiração para todos nós. Sua carreira solo continua firme e este é somente um projeto paralelo que tem o intuito de mostrar a outra face desta grande mulher ao grande público.
Espero que gostem como eu gostei.

"O mundo acaba hoje e eu estarei dançando..."

Acho que esta frase da música "Dançando" reflete um pouco do espírito do CD.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Muppets

O filme dos Muppets tenta resgatar a época áurea dos personagens que eram muito queridos e que terminaram ficando no esquecimento e agora renascem num filme engraçado, mas bem além do que realmente era necessário.
O enredo brinca com a própria desgraça dos personagens e retrata a sua decadência e busca por uma nova oportunidade no rol da fama, onde cada deles tem atividades diferentes e vivem suas vidas da melhor forma que encontraram, seja com mais ou menos recursos.
Se formos perceber bem, todos eles ficaram guardados no nosso pensamento e farão parte de todas as lembranças para aqueles que nasceram nas décadas de 70 e 80. Naquela época eles eram reis e suas histórias eram mostradas na TV em horário diferenciado e atraía grande legião de admiradores.
Passaram um tempo esquecidos e seus produtos sumiram das prateleiras, pois antes encontrar uma pelúcia ou jogo com os Muppets era algo muito corriqueiro e toda criança desejava.
O que vi no cinema ontem foram poucos fãs e muitos saudosos. A legião de pessoas que estava lá, como eu, buscava resgatar um pouco do encanto que todos eles nos deixaram, mas confesso que esperava mais de todos eles, embora muitas situações tenham sido engraçadas. Faltou mais emoção e achei que a Disney deixou o filme muito "Cinderela", pois exagerou um pouco nas cenas musicais, onde as canções não tinham uma rima muito boa com a trama. 
Os personagens começaram o filme melancólicos e aos poucos foram crescendo e mostrando os seus talentos e vocação para a alegria, que é, na concepção deles, a terceira dádiva da vida, ficando atrás somente de um filho e de um sorvete.
Não foi desta vez que resgataram os Muppets e acredito que mais um pouco deverá ser feito para que renasça com muita força o encanto que antes era bem real.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Viver com Emoção

Algumas vezes realizamos ações que colocam em prova a nossa coragem e nos fazem fugir um pouco do lugar comum. São formas que encontramos de provar para nós mesmos que somos capazes de sermos um pouco diferentes do que comumente aparentamos e também de nos sentirmos mais livres e cheios dos “poderes” que são destinados aos nossos heróis imaginários, com os seus recursos múltiplos e sensoriais.
Atirar-se numa tirolesa, saltar numa rampa em alta velocidade ou mergulhar profundamente são pequenos exemplos disso tudo e saibam que nos transmitem grandes sensações e nos fazem saber que o nosso corpo é bem mais ramificado de nervos do que imaginamos. A adrenalina corre solta e temos muitos reflexos com isso tudo, podendo até descobrirmos uma força ou uma coragem que estava guardada para ser usada num momento adequado e que tenha o intuito de resguardar a nossa integridade e proteger o nosso corpo do mal iminente e que pode comprometer a nossa existência.
Mas, por que buscamos tais emoções se elas podem nos causar tantos males e se a nossa vida pode ser comprometida?
Pelo simples fato de querermos nos sentir vivos e de despertar em nós a necessidade de valorizarmos ainda mais o que realmente importa, que é a nossa segurança pessoal. Cada um de nós trata isso de uma forma e conseguimos ter os melhores resultados que podemos, sempre buscando amparo nas ações e reações mais adequadas e que não comprometam a nossa incansável maneira de sempre buscar algo novo para realizar e testar o nosso coração com aquele frio bem característico e que invade a nossa barrida, seguindo direto para a nossa coluna, sem deixar de acenar para os olhos, ouvidos e pernas.
Todos ficam bambos ou em estado de alerta e demoram alguns minutos para voltar a etapa inicial e novamente nos dar um novo prumo para que consigamos aumentar ainda mais o diminuir de vez a nossa sede de aventura e de lidar com o perigo. Se iremos parar com isso, cada um de nós vai dizer, mas a maioria de nós não consegue ficar longe das emoções e se apegam a elas como se fossem as únicas forças necessárias para continuar vivendo e se sentindo humanos de verdade.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...