segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Brincando ao Vivo

A banda Pato Fu lança o registro do CD "Música de Brinquedo" e tenham certeza que as surpresas são muitas, já que todos os instrumentos musicais usados no palco são brinquedos de verdade e aliados ao talento dos artistas, emitem sons diferenciados e embalam as músicas com muito gosto.
É mais um dos trabalhos direcionados para o público infantil, mas que os adultos adoram e não deixam  de conferir. Trabalhos parecidos são os que foram feitos por Adriana Calcanhotto, digo "Partimpim", que conta com dois volumes de sucesso e descontração; e Arnaldo Antunes que lançou em parceria com outros amigos o CD, DVD, LP e Livro "Pequeno Cidadão".
Isso só mostra que o público infantil merece música de qualidade e não somente os mesmos roteiros tão conhecidos desde a nossa infância e que de tão desgastados ficaram um pouco desacreditados. Eles vieram ao Recife no ano passado e lotaram o teatro onde se apresentaram, pois todos queriam conferir de perto o que anunciava o CD inusitado e cheio de melodias diferenciadas.
Uma das músicas, "Pelo Interfone", é o meu toque de celular e não poderia ter sonoridade melhor para chamar minha atenção quando uma nova ligação é feita para mim. O jeito doce de Fernanda Takai incrementa ainda mais este contexto brilhante e que muito nos alegra, já que vivemos de mudanças e tal projeto é algo realmente inovador e sem antecedentes.
Conquistou minha simpatia desde o início e considero um dos melhores trabalhos de 2010, já que mostrou uma banda já veterana com uma roupagem diferente, mas bem próxima da delicadeza que sempre apresentaram nos palcos.
Embora nos CD's o Pato Fu possa ser mais calmo, nos palcos assume um perfil mais pesado devido aos incríveis remixes que usam para abrilhantar as suas músicas. Algo singular e até hoje não encontrado em nenhuma banda brasileira.
A banda sempre fez história e para quem começou timidamente e hoje trilha caminhos cada vez mais independentes, seja na produção ou divulgação dos seus trabalhos, é um grande caminho seguido e que jamais deixará de ser admirado por todos nós.
Salve a música!
Salve os brinquedos, pois a partir deles podemos aprender um pouco mais sobre a musicalidade que nos cerca.

domingo, 11 de setembro de 2011

Trilha - Serra do Ponto

Hoje fizemos uma trilha na cidade de Brejo da Madre de Deus e o nosso destino foi a Serra do Ponto, um dos locais mais altos de Pernambuco, onde o frio é constante e nos proporciona uma sensação única de respirar um ar puro e livre de impurezas.
Como o grupo era bem heterogêneo e contava com pessoas que não tinham muita vivência em trilhas, alugamos uma Toyota que nos levou até um determinado lugar e que possibilitou que tivéssemos uma caminhada leve e sem muitos atropelos. Já tinha feito esta caminhada em outro momento, mas com muito mais esforço e por outro caminho, mais longo e demorado.
A trilha toda, ida e volta, durou umas 04 horas de caminhada e isso foi muito positivo para que pudéssemos chegar cedo ao Recife e descansar um pouco para iniciar a semana com muita energia e relembrando os momentos que vivenciamos naquele município.
Encontramos várias paisagens bonitas, bromélias, plantações de morango, orquídeas e o que percebemos é que as chuvas fizeram da paisagem do local um deleite ao verde e também à exuberância da natureza, pois geralmente a paisagem por ali é mais seca e o clima muito quente.
Ontem o sol apareceu tímido, pois quando chegamos à cidade o dia estava nublado e alguns pingos de chuva já caiam, fazendo com que imaginássemos que o dia seria de muita chuva. Sorte nossa perceber que após alguns momentos de aventura o tempo foi melhorando e nos trouxe a companhia do sol para nos acompanhar na caminhada que estava somente começando.
Algumas pessoas cansaram muito, pois o trajeto inicial era de subida e exigia um pouco da respiração de todos nós. Mas deu tudo certo e conseguimos cumprir todos os destinos deste dia que teve pessoas novas ao grupo já conhecido de aventuras.
No alto da Serra do Ponto encontramos as ruínas de uma pirâmide que foi feita no século XVIII, pelo arquiteto francês Luis Vauthier, com o intuito de elaborar o mapa do Estado de Pernambuco e que está centralizada com os pontos cardeais. O cenário natural também foi usado em filmes nacionais para abrilhantar ainda mais as telas e mostrar a beleza do local.
Hoje está lá, abandonada, e recebendo a visita de vândalos que retiram as suas pedras para deixarem jogadas pelo local e sem serventia nenhuma.
Vamos aguardar a próxima aventura...

sábado, 10 de setembro de 2011

Seguir Cantando

Luiza Possi lança mais um CD e DVD ao vivo e mostra muita maturidade nas músicas, recebendo alguns convidados especiais como a sua mãe, Zizi Possi, e Ivete Sangalo.
A capa, nem preciso falar, é bela e cheia de cores e denota toda a vivacidade da cantora que começou tímida e hoje é reconhecida pelo seu talento e voz primorosa. Tornou-se uma artista do primeiro time da MPB e consegue sempre nos envolver com os seus trabalhos bem elaborados e criativos.
O projeto marca os 10 anos de carreira da artista e traz 08 músicas de sua composição, firmando seu talento também como letrista, que é um dos maiores desafios da maioria dos cantores e cantoras, que na maioria das vezes somente tem o dom de interpretar e não de compor.
A música que selecionei para deixar aqui no blog foi a que ela canta com a mãe de uma forma singular e inesquecível.
Vamos curtir o DVD e guardar na memória esta cantora de grande talento e destaque.

Cacos de Amor


Casos de amor
Cacos de vidro na areia
Cacos de vida no chão

Parte de mim
Acha que o tempo passou
Outra diz que não

Será que você ainda lembra de mim como eu quero
Será que o mar que guardou destruiu o castelo
De conchas e cacos de amor

Olha
No brilho de uma estrela que já não existe
É lá que meu amor te vê e ainda insiste
Como se calculasse um mapa astral

Juro
Eu não te quero mais como eu queria
Se o coração me ouvisse não andava assim
Pisando em cacos de amor

Casos de amor
Cacos de vidro na areia
Cacos de vida no chão

Parte de mim
Acha que o tempo passou
Outra diz que não

Será que você ainda lembra de mim como eu quero
Será que o mar que guardou destruiu o castelo
De conchas e cacos de amor

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Mundo que Não é Mundo

“O que eu aprendi não me serve... O que eu conheci acabou...
O mundo já não é mais mundo e eu não sou quem você encontrou.”
Acontecem mudanças radicais nas nossas vidas diariamente e nosso pensamento muda a cada instante, nos fazendo tomar decisões e praticar ações diversas e adaptadas às situações que vivemos e que contribuem para a nossa evolução.
Nunca podemos imaginar que teremos atitudes iguais por muito tempo e que estas serão nossas guias para o resto da vida, pois se assim fosse o mundo não seria essa imensidão de situações que conhecemos e que nos acostumamos a ter perto de nós, nos influenciando positiva ou negativamente e nos deixando, algumas vezes, cheios de receios sobre o que realmente podemos ter como concreto ou incerto.
Nos desconhecemos muitas vezes por algumas atitudes que tomamos e ficamos sem saber quem realmente somos porque as ações nem sempre condizem com a nossa personalidade ou fazem jus ao que nos foi ensinado pelos nossos pais e também nas escolas que estudamos e que nos passaram sempre as noções primordiais de civilidade e de educação que praticamos diariamente.
O homem é um ser pensante e por isso adquire a cada dia novas necessidades para a sua vida e vai fazendo disso o combustível que precisa para viver em constante mutação e desordem em alguns momentos, podendo ser entendido ou até ignorado pelos seus procedimentos que podem refletir uma total falta de adequação da realidade. Jamais saberemos quem somos de verdade e nos encontramos numa roda viva de situações e sentimentos que jamais deixam de contribuir conosco e também com tudo aquilo que iremos realizar um dia.
Hoje o que aprendemos pode não nos servir amanhã, mas como não temos este conhecimento prévio, vamos buscando assimilar tudo que está na nossa frente para que num dado momento possamos estar preparados para tudo que a vida irá nos oferecer. Se tivéssemos a certeza do que iria acontecer sempre, não errávamos, não magoávamos ou até não falávamos palavras que não deveriam jamais ter passado pelo nosso pensamento, dirá pela nossa boca.
O mundo que não é mundo existe e está perto de cada um de nós, sempre, e nunca deixa de nos abastecer de informações e de ações, com todas as suas diversidades e adversidades.
Vai entender...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Niilismo

Tem dias que você não acredita em nada, não tem definição concreta das situações, coisas, pessoas e muito menos de si mesmo. São dias em que o niilismo está mais presente em nós e começamos a não acreditar em nada, a ter a completa consciência que nada presta e nada funciona direito.
Tive esta sensação hoje num setor de um órgão público de grande destaque nacional, que é o Ministério do Trabalho. O que vi foram salas e salas ocupadas com pessoas que não fazem nada e a única em que realmente havia alguma movimentação que indicasse isso era o setor de multas, que estava abarrotado de gente e de processos.
Os demais estavam vazios e os funcionários que apareciam, ficavam mais preocupadas em tomar um cafezinho do que adiantar o atendimento das pessoas que estavam ali, destinando o seu tempo, para buscar soluções de problemas que eles mesmos impuseram sem saber as realidades das empresas e também do mercado nacional e local.
Passei uma manhã plantado e quando fui atendido, a minha fome não tinha nem mais graça e eu nem lembrava mais o que tinha ido resolver. Gostaria muito de acreditar em atendimentos melhores no setor público ou quem sabe sonhar que os funcionários públicos tivessem as mesmas cobranças e restrições que os da rede privada possuem, já que somos cobrados diariamente por resultados e temos nossa avaliação feita a partir do que mostramos como concreto e verdadeiro.
Se assim fosse, talvez eles melhorassem suas atitudes.
É uma mentira o que vi hoje e o pior foi verificar que todos não estavam nem aí para a situação, achando aquilo bonito e deixando várias pessoas à espera de respostas que não vinham nos horários marcados. É lindo para uma nação como a nossa ter uma situação dessas e mais bonito ainda é ter a sensação de abandono que sentimos em cada uma das vezes que somos passados para trás por pessoas tão despreparadas para lidar com gente e com respeito ao próximo.
Fiquei meio niilista hoje, pois perdi todos os meus conceitos de credulidade e formalizei dentro de mim um conceito que nenhum órgão público presta, pois em nenhum deles tive atendimento adequado e rápido.
Agora, se for para multar, cobrar taxas, o atendimento é rapidinho...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sarau da Independência

Hoje, no Mercado da Boa Vista, aconteceu o Sarau da Independência, que foi o melhor grito que poderíamos dar para libertar o nosso ego e passar uma tarde descontraída escutando a divertida Banda Tanga de Sereia, que canta os amores passionais como ninguém de uma forma leve e bem popular.
A música que mais me chamou a atenção foi uma que era cantada por Diana, que se chama "Por que Brigamos?" e que sempre escutava na minha infância nos bares do mercado público lá de Garanhuns.
Era um sucesso amplamente cantado pelos que sentiam uma dor de cotovelo ou tinham um caso de amor mal resolvido.
Achei melhor citar a música aqui, pois ela não saiu da minha cabeça.

 

Por que Brigamos?

Quanto mais eu penso em lhe deixar
Mais eu sinto que eu não posso
Pois eu me prendi a sua vida
Muito mais do que devia
Quando é noite de regresso você briga
Por qualquer motivo
Confesso que tenho vontade de ir pra bem longe, para nunca mais te ver

Ó meu amado por que brigamos?
Não posso mais viver assim sempre chorando
A minha paz estou perdendo
A nossa vida deve ser de alegria,
Pois eu lhe amo tanto

Já não consigo esquecer as tolices
Que você diz nessas horas
Já tentei mais não posso
Tenho a impressão que do amor que uma dia existiu entre nós
Hoje só resta uma chama apagando
O medo de ficar só me apavora
E eu me desespero
Só me resta pedir sua ajuda
Pedir que você não me deixe meu amor

Ó meu amado por que brigamos?
Não posso mais viver assim sempre chorando
A minha paz estou perdendo
A nossa vida deve ser de alegria

terça-feira, 6 de setembro de 2011

SAC - Serviço de Agonia do Consumidor

“Seu tempo de espera é de aproximadamente 30 minutos, caso não queira aguardar, digite 03 + Código de área + Seu telefone, que retornaremos o contato”
Você acredita nisso?
Eu não.
Se para nos atender esperamos horas e sempre temos a mesma resposta plastificada, imagine esperar um retorno com a solução dos nossos problemas?
Só vi isso funcionar bem quando há interesse de vender e não de solucionar broncas.
Os serviços de atendimento ao consumidor se tornaram verdadeiros centros de problemas, já que a maioria deles tem base unificada na matriz da empresa para atender as demandas do Brasil todo e isso causa uma lotação excessiva na central de atendimento telefônico e deixa todos nós, consumidores, com os nervos exaustos de tanto estresse e falta de respeito.
Se existir condições de resolver um problema de uma só vez, ótimo.
Mas se tivermos que ligar várias vezes, a situação se torna pior e aflitiva, já que nem sempre um atendente dá andamento de uma forma adequada e que atenda às necessidades do cliente, deixando este muito insatisfeito e cheio de receios sobre o serviço prestado e também sobre a credibilidade que a marca terá nas nossas vidas daqui para frente, pois é muito difícil acreditar novamente em algo que nos causou transtornos sem fim.
Hoje, com o aumento das demandas pelo direito do consumidor, os centros de atendimento ficam congestionados de ligações que nem sempre buscam uma solução, mas em alguns casos tirar dúvidas ou perguntar informações que poderiam ser conseguidas no manual do produto ou até com uma observação mais apurada do funcionamento do aparelho. Sabemos que os manuais são sempre uma forma terrível de aprender a usar algo e que sempre preferimos esperar que alguém nos diga como fazer algo e por isso terminamos ocupando o espaço de quem realmente busca por soluções desesperadamente.
Outro fato que nos deixa agoniado é a forma que os atendentes possuem de driblar as soluções, pois se enchem de arrogância para tentar nos convencer que estamos errados e que a ligação é desnecessária. São respostas prontas e vagas para problemas sem solução e com raízes profundas.
Até quando seremos enganados pela maioria dos Serviços de Atendimento ao Consumidor?
Será que não temos nada que fazer e gastamos nosso tempo ficando pendurados no telefone esperando respostas irresponsáveis e sem fundamento?
Era muito bom que para cada reclamação efetuada, as empresas pagassem uma multa pelo tempo que excedeu o tempo estabelecido para solução do problema. Acredito que assim as situações iriam melhorar muito, pois com o peso no bolso, as soluções seriam breves e definitivas.
Mas como somente minha palavra não basta...

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...